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| meio ambiente |
HYS – Você sempre teve uma atenção especial em relação ao meio ambiente, à cidade. Quando isso se iniciou? Como essa preocupação se revela? JWT – Na faculdade acompanhei os projetos modernos feitos no Brasil e os estudos sobre a arquitetura colonial brasileira.Como disse Lucio Costa, foram os arquitetos modernos que se interessaram pela arquitetura do passado. Foi o que aconteceu com ele, com Oscar Niemeyer, Reidy, Jorge Moreira e outros, reunidos em torno do IPHAN, com a presença de Rodrigo de Mello Franco e Mario de Andrade; sempre souberam respeitar o que foi construído pelas gerações anteriores. Aprendi com eles, conheci suas obras. Fui aluno do Artigas, do Rino Levi. Essa preocupação de pensar a arquitetura como geradora de um novo vocabulário do espaço urbano já aparece no Ministério da Educação, um exemplo magnífico de integração cidade/edifício. O projeto para o Iate Clube de Londrina já continha uma relação muito profunda com a arquitetura moderna brasileira. A partir desse trabalho fui convidado para fazer um novo prédio para a faculdade de Filosofia de Itu. Acrescentei ao edifício vários elementos que compõem esse vocabulário – estrutura independente, rampas, quebra-sóis, elementos vazados. No texto que escrevi para o doutoramento, em 1985, comecei a procurar as razões de elementos que estão em meus trabalhos e vi neles a presença de Reidy, por exemplo, no conjunto Pedregulho que havia ficado em minha memória. As influências vão ocorrendo em função de uma procura. O projeto depende de uma intenção, de um compromisso. Fazer um projeto é um compromisso muito sério.
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