Estádio do Pacaembu, São Paulo. Foto Victor Hugo Mori. CLIQUE AQUI PARA ÍNDICE GERAL

Clovis Glycerio Gracie de Freitas e a esposa Naydina Aranha de Freitas. Fonte NAF [passe mouse sobre foto]

 

Revirando as memórias da família, descobri que meu avô Clovis e minha avó Naydina foram à Suécia em 1958, ele como enviado especial do jornal “O Estado de São Paulo” e ela como acompanhante. Descobri ainda que minha avó possui o álbum de fotos e recordações da viagem e também um diário onde relata o dia a dia com os acontecimentos da viagem. Quando li o diário percebi a riqueza e graça do olhar feminino sobre a primeira grande conquista do esporte tanto nos orgulha e resolvi que esta história deveria ser contada, apesar da resistência da protagonista. Abaixo segue trecho do diário de viagem de Naydina Aranha de Freitas. [Diogo Figueiredo de Freitas]

Estocolmo, 28 de Junho de 1958

Sábado! Véspera do grande jogo. Todos já se sentem um pouco nervosos, mas com grandes esperanças. Saí com Clovis e fomos a Panair cuidar da passagem de volta. Ficamos na mesma, sem conseguir nada. Estou começando a ficar preocupada sem saber como iremos sair da Suécia. Os vôos estão todos tomados e só nos resta a esperança de ir com os jogadores.

 
Clovis Glycerio Gracie de Freitas e Naydina Aranha de Freitas embarcam para a Suécia / Reportagem d'O Estado de S. Paulo sobre o correspondente / Credencial do jornalista. Fonte NAF [passe mouse sobre foto]
 
 

Naydina Aranha de Freitas, 84 anos, esteve em Estocolmo, Suécia, no ano de 1958, acompanhando seu marido Clovis Glycerio Gracie de Freitas (in memorian), enviado especial do jornal O Estado de São Paulo para acompanhar a delegação brasileira de futebol e cobrir os jogos da Copa do Mundo de Futebol.

As imagens do acervo de Naydina Aranha de Freitas estão creditadas como Acervo NAF

eu estive lá!
     
Naydina Aranha de Freitas   1958: diário de uma viagem vitoriosa
 

Andamos fazendo algumas compras e fomos almoçar num restaurante muito simpático que nós apelidamos de ovos estalados pela maneira curiosa do toldo da frente feito de tela de avião parecendo um ovo... Gosto de sueco!

Enquanto comíamos desabou uma chuvarada e ficamos preocupados com o estado do campo para amanhã... Saímos às 16 horas de lá e andamos pisando pela grama dos parques para calcular a profundidade do enxarcamento... Parecemos uns tontos.

Chegamos ao hotel e foi só o tempo de trocar de roupa para irmos ao cocktail da Embaixada Brasileira. Celina e Fraga (o embaixador) reasolveram homenagear os brasileiros todos e eu ajudei-a a fazer os convites. Encontramos todos os amigos e foi uma recepção muito simpática e amiga.

Voltamos ao hotel às 20 horas e fomos para o bar tomar um drink com a turma de São Paulo e resolver onde iríamos jantar.

 
Arquiteturismo, nº 16ISSN 1982-9930. São Paulo, Brasil, junho de 2008 – Revista online mensal sobre turismo arquitetônico – Editores responsáveis: Michel Gorski e Abilio Guerra