Angela Maria Moreira Martins. Arquiteta e Urbanista. Professora e Pesquisadora do PROARQ / Programa de Pós-Graduação em Arquitetura da UFRJ. Doutora em Arquitetura da UFRJ. Doutora em Planejamento Urbano pela Universidade de Paris X e Pós-Doutora em Turismo e Desenvolvimento pela Universidade de Paris I Panthéon - Sorbonne |
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arquiteturismo em questão |
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| Angela
Moreira |
O prazer do ambiente cotidiano |
| Angela Moreira. Foto Dominique Alvarez / V. Isabel, Rio de Janeiro. Foto Angela Moreira – AM [passe mouse sobre foto] |
| Quando se pensa em lazer e/ou turismo hoje, é absolutamente imprescindível levar em conta a questão de sua sustentabilidade, aqui referida não apenas no que diz respeito aos recursos econômicos que o turismo aporta mas também, e principalmente, às suas condições de existência. Uma das muitas correntes de estudo dessa atividade toma como condição de sua exeqüibilidade a chamada base local, ou seja, as condições materiais e imateriais existentes nos lugares onde o processo de turistificação (e o de lazer da população local) será exercido. Todavia, o chamado turismo de base local vai utilizar esta base material (muito utilizada) e imaterial (menos utilizada) para ser realizado, através dos elementos que identificam os lugares. Ora, sabe-se que objetos arquitetônicos, espaços urbanos, atrações naturais ou artificialmente criadas são (mais ou menos) importantes, visto que atraem moradores e turistas. Pretendo fazer algumas considerações acerca de alguns elementos igualmente importantes, pois completam a identificação da ambiência dos lugares dedicados ao lazer e ao turismo. Trata-se principalmente dos tipos de criação, apropriação ou uso da cidade feitos pelos seus próprios moradores. |