Panorâmica de Tiradentes MG. Foto Nelson Kon. CLIQUE AQUI PARA ÍNDICE GERAL

Regiane Pupo no Castelo de Óbidos, Portugal. Foto Mauro Cardoso

 

Aproveitando que sediou o evento mundial em que se elegeu as novas 7 maravilhas do mundo, no dia 7 de setembro de 2007, Portugal também elegeu suas 7 maravilhas.

Os sete complexos nacionais finalistas foram escolhidos num processo que, primeiramente, dentre uma lista de 793 monumentos portugueses, espalhados pelo país e classificados pelo IPPAR – Instituto Português do Patrimônio Arquitetônico – 77 foram pré-classificados e, posteriormente, reduzidos a 21, nomeados por vários representantes da sociedade.

Destes, a população pôde escolher seus 7 monumentos mais representativos, votando pela internet ou por pontos de votação espalhados pelo país. Os eleitos (Torre de Belém, Mosteiro de Jerônimos, Alcobaça, Castelo de Óbidos, Palácio da Pena, Mosteiro de Batalha e Catelo de Guimarães) proporcionam uma viagem pela arquitetura, cultura e história de um país rico nestas três categorias. Em visita a cada um deles, relato aqui um pouco da história e arquitetura.

 
 

Torre de Belém, Lisboa. Fotos Regiane Pupo [passar mouse sobre imagem]

 
 

Regiane Pupo, arquiteta, doutoranda na Faculdade de Engenharia Civil, Arquitetura e Urbanismo da UNICAMP, Campinas, São Paulo, e professora dos cursos de Arquitetura e Design Industrial da UNIVALI, em Santa Catarina. É bolsista da FAPESP desde 2006.

A visita a Portugal ocorreu em 2007 e as fontes das informações são o IPPAR – Instituto Português do Patrimônio Arquitetônico, e o Guia Visual Folha de São Paulo (Portugal, Publifolha, 2005).

roteiro de viagem
     
Regiane Pupo   As sete maravilhas de Portugal
Arquiteturismo, nº 18ISSN 1982-9930. São Paulo, Brasil, agosto de 2008 – Revista online mensal sobre turismo arquitetônico – Editores responsáveis: Michel Gorski e Abilio Guerra
 

Torre de Belém em Lisboa

Encomendada por Manuel I, em 1514, com projeto assinado pelo arquiteto Francisco Arruda, foi construída em homenagem ao santo patrono de Lisboa, São Vicente, além de exercer funções administrativas, religiosas e culturais. Espaços como a sala do governador e a sala das audiências possuem vistas magníficas do Rio Tejo, de onde, durante muito tempo, foi ponto de partida dos navegadores que seguiam viagem para descobrir as rotas de comércio. Simboliza o poder real, com detalhes como cordas esculpidas em pedra, ameias em formato de escudos e com a Cruz da Ordem de Cristo.

Característica de D. Manuel, o ecletismo exagerado, a decoração ostenta a iconologia própria do Manuelino, conjugada com elementos naturalistas, sendo uma das obras onde o monarca interveio pessoalmente. O baluarte em três pisos que avança sobre o rio guarda sua função militar. Foi classificada como Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO em 1983.