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Mosteiro de Batalha. Foto Regiane Pupo

 

Mosteiro de Batalha / Castelo de Guimarães em Guimarães. Fotos Regiane Pupo [passar mouse sobre imagem]
 
  As sete maravilhas de Portugal
Regiane Pupo
roteiro de viagem
     
 

Mosteiro de Batalha

Com obras iniciadas em 1388 e conduzidas por Afonso Domingues, o mosteiro passou por vários reinados e diversas intervenções em que praticamente todos os monarcas deixaram sua marca. As obras foram iniciadas pela igreja de três naves e transepto saliente, com cabeceira de cinco capelas, sendo a central de terminação poligonal. Entre 1402 e 1438, a construção foi de responsabilidade do arquiteto catalão Huguet, responsável pelas abóbadas dos espaços da igreja e da Sala do Capítulo (onde experimentou, pela primeira vez, uma abóbada estrelada), a construção da Capela do Fundador e a conclusão da fachada principal. Já no reinado de D. Afonso V, outro arquiteto, Fernão de Évora, opta pela austeridade arquitetônica e rejeita a inclusão de capitéis. De arquitetura gótica portuguesa formosa pelos elementos Manuelinos, a entrada principal exibe estátuas dos apóstolos em estilo gótico tardio. Só no século XIX que o mosteiro enfrenta um capítulo fundamental da história do restauro português, prolongado por meio século de obras, e ainda até hoje não finalizadas.

 
Arquiteturismo, nº 18ISSN 1982-9930. São Paulo, Brasil, agosto de 2008 – Revista online mensal sobre turismo arquitetônico – Editores responsáveis: Michel Gorski e Abilio Guerra
 

Castelo de Guimarães em Guimarães

Com inicio no século X, a propriedade de Vimaranes – hoje Guimarães – foi primeiramente um mosteiro. Os constantes ataques por muçulmanos e normandos, levou à necessidade de se construir uma fortaleza para guarda e defesa dos monges e da comunidade cristã que vivia em seu redor. Visando maior proteção, foram construídos altos muros com técnicas já próximas ao Românico, durante o século XII, além da demolição de parte da construção original. Até o século XV, vários reis contribuíram com obras de melhoramento e restauro do castelo. Durante o mais desastroso período para o monumento, o século XIX, o castelo foi paço senhorial ao alcaide da fortaleza, cadeia da cidade, palheiro real e pedreira. Em 1836, o castelo foi quase demolido para que suas pedras fossem utilizadas na pavimentação da cidade de Guimarães. Felizmente, tal proposta nunca foi aceita e em 1881 o castelo foi classificado como o único monumento histórico da região do Minho. Em 4 de julho de 1940, depois de uma obra de restauro que durou 4 anos, o Castelo de Guimarães foi restaurado com projeto do arquiteto Rogério de Azevedo.