Cadeirante nas ruas de Melbourne

China. Foto Flávio Coddou. CLIQUE AQUI PARA ÍNDICE GERAL

 

Não sou do tipo que viaja muito. Pelo menos não no varejo. Nem por isso sou uma turista acidental do tipo que odeia estar em trânsito e, quando fora do habitat, arranja um jeito de ficar sempre no mesmo lugar. Muito pelo contrário.

Nas raras vezes em que viajo, costumo abrir os olhos. Por isso, durante uma estadia em Melbourne, difícil foi não me espantar com uma cidade tão acessível, tão aberta para os cidadãos. Uma cidade inclusiva, franqueada para a primeira, a segunda e a terceira idade. Uma cidade que acolhe portadores de necessidades especiais: cadeirantes e deficientes visuais. A tal ponto que as cadeiras rodantes chegam a atrair a atenção de um transeunte desavisado flanando pelas ruas num dia comum, eu.

A não ser que estatisticamente existam mais deficientes físicos lá do que aqui, não existe outra explicação para transitarem tão expressivamente pelas ruas do que a acessibilidade das vias urbanas. Sem falar nos semáforos adaptados para deficientes visuais. Para sua presença ser detectada, é emitido um som repetitivo característico; e a freqüência se acelera quando abre para os pedestres.

 

Cadeirante nas ruas de Melbourne

 
 

Acessibilidade das vias urbanas

 
 

Acessibilidade das vias urbanas

 
 

Sonia Manski é arquiteta formada pela FAU USP e trabalha no Condephaat

na estrada
     
Sonia Manski  

Melbourne para todos

Arquiteturismo, nº 26 – ISSN 1982-9930. São Paulo, Brasil, abril de 2009 – Revista online mensal sobre turismo arquitetônico – Editores responsáveis: Michel Gorski e Abilio Guerra