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| Biblioteca Pompeu
Fabra de Mataró, Catalunha, Espanha
(1) Ana Rosa de Oliveira |
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| Ana Rosa de Oliveira é professora e pesquisadora do PROPAR-UFRGS e bolsista recém-dr CNPq |
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| (leia versão em espanhol) | ||||||||||||||||||||||||||||
A Biblioteca Pompeu Fabra de Mataró desenvolve um programa funcional habitual em bibliotecas públicas. Os elementos que a caracterizam e diferenciam são os painéis fotovoltaicos integrados na fachada (300m2) e na cobertura (300m2). Sua particularidade é também definida pela instalação dos referidos painéis como elementos construtivos e não simplesmente como meros acréscimos à edificação. O edifício incorpora um sistema de geração de eletricidade e energia térmica, sem afetar as necessidades de uma biblioteca pública, buscando um equilíbrio otimizado entre os fatores de conforto, energia, iluminação interior, estética e economia. Para tal, realizou-se uma fachada baseada em um muro-cortina de câmara ventilada com células fotovoltaicas no seu interior. Por sua vez, na cobertura, os módulos revestem as faces dos shads voltadas para o norte. O conjunto se integra em um volume unitário de 31m x 37m em planta, com três andares que se comunicam internamente através de uma rampa central. Estes módulos híbridos constituem uma inovação importante do projeto, eles são versáteis e permitem o acabamento opaco ou semitransparente do edifício; conjugando aspectos estéticos com produção de energia. A iniciativa, no seu conjunto, permite o atendimento de parte da demanda de calor e energia elétrica da biblioteca. Na cobertura, as faixas de shads foram dispostas prevendo a distância necessária para evitar sombras. Na fachada, as células fotovoltaicas incorporadas ao “plano de vidro” não permitiam a criação de nenhuma saliência que fizesse sombra e tiveram que ser levantadas cerca de 3 metros do solo para garantir sua segurança. A pele envolvente da fachada atua ela mesma como amortecedor térmico, resguardando o interior do edifício. Nela foi criada uma cavidade na qual o ar se aquece por insolação. No verão, o ar que flui da base, ventila os módulos solares e evita o superaquecimento. No inverno, o ar quente é conduzido a um piso convencional de calefação por ventiladores ou correntes livres de convecção. O módulo fotovoltaico-térmico multifuncional é formado por células cujas conexões elétricas estão dispostas entre duas lâminas de vidro. Isso permite realizar revestimentos opacos ou semitransparentes que produzem eletricidade e ar quente utilizando a tecnologia tradicional do “plano de vidro”. O caráter do espaço interno da biblioteca é determinado pela superfície dos módulos da fachada e da cobertura. Os distintos pisos recebem luz natural pelas janelas e pelos shads. Seu desenho também permite regular a luz incidente no interior do edifício através dos painéis fotovoltaicos da cobertura e da fachada. O uso de distintos módulos é definido em função da necessidade de se conquistar transparência, opacidade ou caráter à fachada. Por outro lado, o edifício é modulado de acordo com a medida dos painéis fotovoltaicos. Mas o determinismo técnico é relativo e esta é uma das diferenças significativas desta obra. Não se trata de um simples edifício revestido de células fotovoltaicas. Sua particularidade reside na utilização dos painéis fotovoltaicos enquanto elementos construtivos integrados. A tecnologia e a arquitetura podem ser entendidas como modalidades convergentes. Isto é possível porque o edifício não se transforma em mediador da tecnologia, mas se converte no seu próprio signo. Nota 1 Ficha técnica Obra Arquitecto Colaboradores Aparelladores Proyecto Realización Fotografías |
Fotografías: Oscar Aceves TFM |
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| | Autor | Assunto | Números | Página principal | Expediente | Vitruvius | | ||||||||||||||||||||||||||||