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| Walter Gropius no Brasil A notícia da visita do arquiteto Walter Gropius ao Brasil em da revista “Manchete” de janeiro de 1954 (1) chama atenção pelo espaço que uma mídia não especializada dedica à arquitetura. A visita de Gropius fez parte dos eventos da II Bienal de Arte de São Paulo na II Exposição Internacional de Arquitetura. Nesta ocasião, o arquiteto Walter Gropius foi contemplado com o “Prêmio São Paulo” da Fundação Andrea e Virginia Matarazzo. O prêmio era de 300 mil cruzeiros, o equivalente a US$ 10.000 (dez mil dólares) na época (2). A reportagem, com seis páginas no formato grande da revista daquela época, mostra o espaço que a arquitetura ocupava na construção de uma cultura nacional e desta no cenário internacional. A produção brasileira estava no centro do pensamento arquitetônico mundial, e esse entendimento não era restrito aos arquitetos – a reportagem atesta esse reconhecimento pela sociedade. O IV Congresso Brasileiro de Arquitetos orientou a pauta da reportagem e entrevista. Cinqüenta e dois anos depois, as perguntas do repórter e as respostas de Walter Gropius nos levam a refletir sobre a inserção da profissão na sociedade e principalmente sobre o que construímos (como país) na última metade do século passado. As “seleções” retiradas das respostas do arquiteto são ainda provocantes. Uma pergunta me chamou a atenção. “Pode-se falar numa arquitetura brasileira? E como ela se diferencia das outras?” Isso me fez relembrar uma ocasião de quando ainda era estudante. Uma vez, em 1980, preparando uma matéria para a revista Espaço, periódico de arquitetura dos estudantes de arquitetura do Estado de São Paulo (3), fizemos uma pergunta semelhante a diversos arquitetos. A pergunta era: O arquiteto acha que existe uma arquitetura paulista? Se existe, como a define? A resposta rendeu horas de conversa inédita em fitas cassetes. Entre os arquitetos entrevistados, estavam João Batista Vilanova Artigas, Paulo Mendes da Rocha, Eduardo Corona, Giancarlo Gasperini e Abraão Sanovicz. Precisamos logo transcrever as tais fitas e publicar. Notas 1 2 3 |
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