
Esquina Conselheiro Crispiniano e Praça Ramos de Azevedo, anos 50.
Fonte: Eletropaulo / Associação Viva o Centro |
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Se
entendida como reflexo da sociedade, a cidade pode revelar em seus
diversos momentos superpostos na paisagem a memória da trajetória
do homem no espaço, oferecendo possibilidades de construção de uma
identidade sobre seu próprio reflexo.
Essa
leitura atenta da paisagem urbana deve subsidiar nosso pensamento
e avaliação das possibilidades de intervenção sobre as áreas de
interesse histórico, seja este atribuído a seu valor arquitetônico
ou memorial.
Redesenhar
e intervir em tais contextos pressupõem, no mínimo, uma consciência
e leitura crítica da história: de quem não apenas segue adiante
mantendo um olhar no passado, mas também avalia
em projeção as escolhas feitas no presente. |