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drops 20.03 | novembro 2007 | versão
em inglês
Arch/Scapes
Negociando arquitetura e paisagem (1)
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Undend
- Marc Droz |
Na exposição
Arch/Scapes, a contribuição da Suíça à 7ª Bienal de Arquitetura de São
Paulo, o foco é a negociação entre o público e o privado em um aspecto
da produção arquitetônica vital para a Suíça de hoje.
Arch/Scapes
é uma interpretação do “público” como a essência da paisagem cultural
da Suíça – as áreas urbanas, periurbanas, as tipologias dos vilarejos
das regiões alpinas e a urbanização crescente. O “privado” é o objeto
construído e se concentra na nova arquitetura suíça realizada nos últimos
cinco anos ou a ser terminada em breve.
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Joël
Tettamanti |
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Joël
Tettamanti |
As paisagens
suíças – em particular as tipologias rurais e alpinas – são consideradas
terreno público e um bem precioso. A nova arquitetura a ser desenvolvida
nessa paisagem é o resultado de processos democráticos complexos, nos
quais não apenas os Cantões – as unidades da Confederação Suíça – mas
também numerosos órgãos públicos que protegem as tradições suíças, têm
uma opinião decisiva. As iniciativas orquestradas para preservar os tipos
de construções tradicionais – do chalé ao curral para o gado, às cabanas
de esqui – significam que, com poucas exceções, a arquitetura que pretenda
uma relação radical com um dado contexto, não sobreviverá a um referendo
público.
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Joël
Tettamanti |
Como pode
o arquiteto modernizar, adaptar e aprimorar o design da arquitetura suíça
além das restrições legais definidas pela sociedade em geral?
A ampla diversidade
dos edifícios apresentados foi escolhida com base na técnica, por meio
da qual formas inovadoras foram concebidas e novas posições negociadas.
A maneira sutil com que os obstáculos legais foram reinterpretados para
favorecer as formas não-familiares e novos materiais é um processo de
definição que mantém o equilíbrio entre as necessidades e desejos do cliente
e a opinião pública. Nós nos concentramos particularmente nos processos
por meio dos quais os edifícios criaram um novo destaque dentro de um
contexto, em diálogo com a paisagem, estabelecendo assim um senso incomum
de escala ou reinterpretando tipologias tradicionais.
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EM2N
- Hannes Henz |
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Pool
Architekten - Andrea Helbling |
Entrevistas
com os arquitetos envolvidos e diversos clientes descrevem a cultura específica
da produção e design, que está altamente harmonizada com as realidades
contemporâneas da paisagem suíça em transformação. Pelas declarações,
um subtexto fundamental da produção arquitetônica dentro deste contexto
se torna tangível: a negociação entre a preservação e a inovação, entre
agradar as sensibilidades tradicionais e impor uma ruptura necessária
nas tipologias convencionais, que resulta de adaptações engenhosas das
regulamentações de planejamento.
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Sophie
Ambroise |
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Graber
Steiger - Dominique Wehrli |
Os depoimentos
individuais são tão heterogêneos quanto o próprio terreno público suíço.
Novas formas foram geradas por meios tradicionais e sustentáveis para
se harmonizarem com o contexto dos arredores. A arquitetura industrial
pode ser projetada para se fundir de forma invisível com a paisagem. O
clássico chalé da montanha é parodiado com um submundo altamente modernizado,
até mesmo irônico. Pelo uso de construções modulares e leves, o redesenho
de um abrigo de esqui promove uma transformação da forma tradicional para
uma auto-suficiência de vanguarda. Métodos de construção notadamente tradicionais
são adaptados para se ajustarem às necessidades contemporâneas, mantendo,
ao mesmo tempo, sua especificidade cultural. A paisagem pode integrar-se
de tal forma à arquitetura que o mundo interior e o exterior se fundem
e se inter-relacionam através da interação da transparência com a abstração.
Muitas vezes a resposta a um contexto restritivo é levar a natureza para
um mundo interior em forma de introspecção arquitetônica.
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Snozzi
- Filipo Simonetti |
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Giraudi
Wettstein - Gaston Wicky |
Por toda
a exposição, os projetos apresentados são complementados com as fotografias
de Joël Tettamanti, que contrastam as excepcionais paisagens alpinas com
a urbanização dispersa, desafiando assim, o clichê da Suíça como um idílico
cenário rural cercado de lagos. O objetivo de apresentar a arquitetura
com essas imagens de topografias fragmentadas em grande escala é enfatizar
a realidade suíça contemporânea. Dentro dessa realidade, as cautelosas
negociações entre o privado e o público, basicamente para manter as normas
e tradições, estão cada vez mais comprometidas. A erosão gradual da paisagem
suíça, causada pela urbanização, indica que a nova arquitetura precisará
no futuro vislumbrar novas tipologias que considerem formas não características
do terreno público.
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Zumthor
- Laura Padgett |
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Gion
Caminada |
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Localarchitecture
- Milo Keller |
Nota
1
A participação da Suíça na 7ª Bienal Internacional de Arquitetura de São
Paulo, representada pelo Ofício Federal da Cultura, com curadoria de Francesca
Ferguson, é uma iniciativa do S AM – Museu de Arquitetura da Suíça (Swiss
Architecture Museum).
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Bonnard
Woeffray - Hannes Henz |
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Olgiati
- Archive Olgiati |
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Conzett
- Wilfried Dechau |
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Menn
- Franz Rindlisbacher |
Francesca
Ferguson, Basel Suíça
Francesca
Ferguson, curadora da ARCH/SCAPES, é diretora do S AM – Museu de Arquitetura
da Suíça.
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