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drops 20.06 | dezembro 2007 | tradução ivana barossi
garcia | versão em espanhol
Build
Up Expo O
primeiro Salão da Arquitetura e da Construção na Feira de Milão
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A
mudança da sede da Feira de Milão, um ato inspirador para um novo
ciclo urbano da Cidade |
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A cidade
de Milão e a escala moderna da transformação |
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“Neste
momento, a Cidade de Milão tem oito milhões de metros quadrados
em obras de arquitetura e engenharia em construção, o que a coloca
no centro do desenvolvimento urbanístico da Itália e um dos principais
da Europa“.
Com
essas palavras Michel Perini, Presidente da Feira de Milão, deu
as boas-vindas à inauguração do Build Up Expo, o Primeiro Salão
da Arquitetura e da Construção que aconteceu entre 6 e 10 de fevereiro
deste ano, com o objetivo em grande parte de refletir e indagar
sobre um fenômeno mundial e similar ao que hoje sensibiliza Milão,
o crescimento, a dimensão e a forma de transformação das cidades.
Assim,
no âmbito da Build Up Expo e em mais de 100.000 m2 de superfície,
milhares de interessados chegaram diariamente atraídos por dois
temas que parecem tão dissimiles como necessários um ao outro, tratar
de compreender o que sucede com o sempre surpreendente avance das
tecnologias de última geração na construção e participar dos pacientes
e filosóficos debates e reflexões sobre o acontecer humano
e sua referência ao projeto urbano e arquitetônico.
Desse
modo Milão, inegável centro europeu da moda e do design, trabalha
agora por um novo perfil, o de querer ser o centro conceitual do
projeto e da pesquisa da arquitetura e da urbanística. |
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Hadid,
Maggiora, Libeskind, Isozaki, projeto City Life, um renascimento central |
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O
futuro centro de Milão |
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A nova
Feira, Fuksas e os espaços de intercâmbio social |
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Foi
por isso, que em cada encontro do Salão da Arquitetura e da Construção,
manifestamente foi exposto pelos mais diversos referentes, o lançamento
de um projeto político, social e cultural de grande ambição, colocar
Milão em um novo protagonismo mundial, onde um Comitê Científico
Internacional coordenado por Cesare María Casati, atual diretor
da revista L’Arca, já trabalha como estrategista deste grande
objetivo, reunindo nomes do projeto na arquitetura como Mario Bellini,
Cesar Pelli ou Pier Paolo Maggiora e intelectuais como Mauricio
Vitta, filósofo destacado em análise da estética na experiência
cotidiana ou Amedeo Schiattarella que, ademais de ser o Presidente
da Ordem do Planejamento de Roma é o recente autor do Metropolitan
Museum di Seoul e do Museu do Mediterrâneo em Marselha.
É que
esta experiência se faz mais notável, quando se compreende que às
governanças das cidades européias hoje lhes preocupa seu futuro
e seu projeto de sustentabilidade, derivado dos enormes movimentos
humanos, que produzem modernas e transcendentes migrações, que compromete
populações inteiras de acordo com a riqueza e a pobreza que acompanha
suas expectativas.
A América
Latina, nesse sentido, já não está sozinha nessa particular e desesperada
busca por um lugar para viver, que geram estes novos e multitudinários
habitantes urbanos, a Europa começa a padecer dessas mesmas condições
do mundo em rede.
Seus
conhecidos e tradicionais formatos urbanos, já não luzem tão precisos
e às imagens das mais modernas e sofisticadas tendências do design,
lhes superpõem contraditoriamente os mais diversos comportamentos
sociais, muitos deles, inclusive, ainda hoje, culturalmente incompreensíveis.
E esse,
paradoxicalmente, foi o tema transcendente dos debates e exposições
em Build Up Expo Feira de Milão, um encontro cultural internacional,
dedicado a pensar as causas e as condições da metamorfose contemporânea
das Regiões, das Metrópoles e das Cidades, desde a idéia de “lugar
perceptível - lugar habitável”, onde os temas sobre a gestão, o
mercado, a formação profissional, a ciência e a consciência; o projeto,
a fantasia e a invenção, as tribos urbanas e a globalização, se
situaram no centro do acontecer intelectual e produtivo da
mostra e das conferências.
Fascinante
foi também a circunstância de compreender através de tão notável
evento, o enorme protagonismo do urbanismo e da arquitetura na sociedade
contemporânea, tentando produzir um ponto de equilíbrio entre o
projeto da forma e da convivência e do desenvolvimento coletivo. |
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Fuksas,
a nova Feira |
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Milão,
um excepcional encontro cultural sobre o estado da arquitetura e da
cidade |
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A Nova
Feira, o caminho lúdico do percurso infinito |
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O
admirado espaço público da tradição |
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O admirado
espaço público da tradição |
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Milão
2010, a nova dimensão das cidades
A Fundação
Fiera di Milano, decidiu mover as atuais instalações da famosa Feira
de Milão para a periferia da capital lombarda, a uma área projetada
por Maximiliani Fuksas e servida pelo metrô, trens de alta velocidade,
e próxima ao aeroporto internacional de Malpensa. A nova Feira de
Milão, definida como Novo Pólo é um centro de exposições internacionais
de 1,5 milhões de metros quadrados de pavilhões, centros de conferências,
hotéis, e circulações interiores. Como conseqüência deste translado
começou no lugar da anterior sede, e a somente 2 quilômetros da
Piazza del Duomo, o tradicional centro histórico da cidade, um projeto
de notável transcendência, liderado pelos arquitetos Arata Isozaki,
Daniel Libeskind, Zaha Hadid e Pier Paolo Maggiora e com destino
predominantemente residencial e terciário.
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Roberto
Converti, Buenos Aires Argentina
Roberto
Converti é arquiteto, formado pela Universidade de Buenos Aires,
e diretor do escritório Oficina Urbana.
Fonte das
imagens: www.nuovosistemafieramilano.it
/ www.fondazionefieramilano.it |
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