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drops 21.09 | março 2008
Richard
Rogers + Architectes
Exposição no Centro Pompidou de Paris
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Centro
Pompidou. Paris, França, 1971-1977. Renzo Piano e Richard
Rogers © Katsuhisa Kida |
A exposição
antológica de Richard Rogers + Architectes no Centro Pompidou de Paris
(até 3 março de 2008), apresenta o trabalho do arquiteto e seus colaboradores
das primeiras obras, como Norman e Wendy Foster e Su Rogers, reunidos
no Team 4 nos anos de 1960, até os projetos mais recentes do seu escritório,
RSHP - Rogers Stirk Harbour + Partners.
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Croquis
para o Centro Pompidou. Paris, França, 1971-1977 © Piano
+ Rogers |
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Desenho
da competição para o Centro Pompidou. Paris, França,
1971-1977 © Rogers Stirk Harbour + Partners |
O curador
do Centro, Olivier Cinqualbre, admite que a mostra nasceu como celebração
dos trinta anos da abertura do Centro, cujas pranchas e maquetes originais
do concurso, raramente expostas ao público, são apresentadas, mas também
como uma forma de reconciliação entre o Centro Pompidou e Rogers depois
das polêmicas com sua não participação na elaboração dos trabalhos de
renovação do mesmo, que por sua vez, foi muito criticado por Rogers que
denunciava que o projeto afetava a integridade original do programa cultural
e social do Centro.
| Edifício
da Lloyds, Londres, Royaume-Uni, 1978-1986. Richard Rogers Partnership
© Richard Bryant / Arcaid |
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Croquis
para a Lloyds de Londres. Londres, Royaume-Uni, 1978-1986. Richard
Rogers Partnership © Rogers Stirk Harbour + Partners |
| Registro
de Navegação da Lloyds. Londres, Royaume-Uni, 1995-2000.
Richard Rogers Partnership © Katsuhisa Kida |
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O espaço
expositivo é a Galeria Sul, completamente visível do exterior e diretamente
em contato com o público. A retrospectiva proposta, acompanhada dos comentários
de Rogers, de um lado é uma ocasião para ver todos os projetos mais importantes
de sua história profissional: do projeto do Centre Pompidou, nos anos
de 1970, à realização da sede dos Lloyd's em Londres, nos anos de 1980
e do recente Terminal 4 do aeroporto de Madrid; das primeiras experimentações
de residências, realizadas como a Zip-Up House de 1968, aos projetos de
Lu Jia Zui em Shanghai dos anos de 1990.
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Croquis
de "Londres como poderia ser". Londres, Royaume-Uni, 1986.
Richard Rogers Partnership © Rogers Stirk Harbour + Partners |
| Palácio
da Justiça de Bordeaux. Bordeaux, França, 1992-1998.
Richard Rogers Partnership © Katsuhisa Kida |
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A exposição,
que apresenta uma dupla leitura do trabalho do escritório, foi projetada
por Rogers e os curadores do Centre Pompidou, e estrutura-se com percursos
e conteúdos sugeridos pelo próprio arquiteto e elaborados pelo seu filho
Ab Rogers. A primeira leitura é apresentada através de uma linha temporal,
que de maneira crítica, ocupa a única parede opaca que recolhe todos os
projetos realizados e não realizados em uma seqüência cronológica de 1961
aos dias atuais, dando, de maneira sintética a dimensão da pesquisa projetual,
profissional e da experimentação do arquiteto. A segunda, que representa
o cerne da exposição, apresenta aproximadamente 50 projetos, recolhidos
segundo oitos categorias principais, organizados espacialmente como se
cada projeto constituísse um organismo urbano, agrupados em pequenas ilhas,
que singularmente evocam uma palavra chave do vocabulário arquitetônico
do arquiteto: Transparência, Legibilidade, Ambiente, Público, Urbano,
Leveza, Sistema. A última ilha temática apresenta os trabalhos em andamento.
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Cúpula
do Milênio. Londres, Royaume-Uni, 1996-1999. Richard Rogers
Partnership © Grant Smith / View |
Rogers introduz
pessoalmente a exposição, através de um vídeo, contando sua trajetória
profissional e sua biografia, e apresentando os companheiros de percurso
- Foster, Piano, Rice, etc - dos quais reconhece ter aprendido mais
do que de seus mestres. Relata passagens da sua carreira e da investigação
projetual como a paixão pelos materiais, pela complexidade/legibilidade
das estruturas, a importância da cor e a abordagem de temas ambientais
e sociais nas suas obras. Faz considerações sobre a relação de sua obra
com a “escola inglesa” dos anos 50-70, com o trabalho de James Stirling,
dentre outros, e a sua ligação com a cultura do racionalismo italiano.
Ao remontar seus anos da formação em Yale, explora o contato com a cultura
arquitetônica americana, principalmente com a obra de Wright, Kahn e
Rudolph. Ao final, reivindica a ligação indissolúvel entre a cidade e
o projeto dos seus espaços, definidos como receptores dos edifícios construídos,
mas sempre elucidando tal relação (ambiente urbano e a integração social)
mediada puramente pela arquitetura.
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T4
Aeroporto Barajas, Madrid. Madrid, Espanha, 1997-2005. Richard Rogers
Partnership avec la collaboration d’Estudio Lamela © Richard
Bryant / Arcaid |
| Modelo
eletrônico do Palácio do Congresso de Roma. Roma, Itália,
1999. Richard Rogers Partnership © Eamonn O’Mahony |
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Dentro as
oito ilhas temáticas, é delineado um espaço central ocupado por grandes
sofás para leitura e repouso dos visitantes. A cor, uma das protagonistas
da mostra, aparece na definição e diferenciação das ilhas, permitindo
uma fácil orientação e legibilidade do percurso.
A definição
do detalhe, muito perseguida na sua investigação projetual, assume papel
fundamental na mostra, com reproduções em escala 1:2 de nós (???) da cobertura
do aeroporto de Barajas, na cor ciclame como todos os outros objetos.
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Residência
de Nino e Dada Rogers. Londres, Royaume-Uni, 1968-1969. Richard +
Sue Rogers © Richard Bryant / Arcaid |
| Parlamento
do País de Gales. Cardiff, Royaume-Uni, 1999-2005. Richard
Rogers Partnership © Katsuhisa Kida |
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A exposição
acaba com a sessão dos projetos em curso como a Estação de Pusan, em Seul
e o Terminal 2 do Aeroporto de Pudong, o novo projeto para a Arena, em
Barcelona, as nove torres para Londres e Nova Iorque.
A declaração
de Richard Rogers demonstra claramente a importância da exposição: “Estou
feliz que uma exposição apresente os trabalhos que realizamos, os meus
sócios e eu, nos últimos quarenta anos. Estou particularmente emocionado
que ela aconteça no Centro Pompidou, na celebração do seu trigésimo aniversário.
Conceber e construir o Centro Pompidou foram uma das melhores experiências
da minha carreira”.
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Imagem
da exposição Richard
Rogers + Architectesno
Centro Pompidou |
| Imagem
da exposição Richard
Rogers + Architectes no
Centro Pompidou |
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Imagem
da exposição Richard Rogers + Architectes no
Centro Pompidou |
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da exposição Richard Rogers + Architectes no
Centro Pompidou |
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Imagem
da exposição Richard Rogers + Architectes no
Centro Pompidou |
| Imagem
da exposição Richard Rogers + Architectes no
Centro Pompidou |
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Site official
da exposição: www.richardrogers.co.uk/render.aspx?siteID=1&navIDs=1,6,12,1411
Catálogo
oficial da exposição: Richard Rogers + Architectes. Olivier Cinqualbre
(org. de), Dezembro 2007, 240 páginas, 340 ill. coloridas, formato 23,5
x 28 cm. ISBN 978-2-84426-342-1
Adalberto
da Silva Retto Junior, Paris França
Adalberto
da Silva Retto Junior é Arquiteto e Urbanista (1991) e Engenheiro
Agronomo (1986). Professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da
Unesp - Campus de Bauru, Professor Assistente do curso Cidades Cosmopolitas,
Professor Colaborador do Doutorado de Urbanismo no Istituto Universitario
di Architettura di Venezia.
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