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Aldo Paviani Monday, March 31, 2008 10:12 AM
Assunto: Brasília DF

Abilio, gostei dessa edição do Informativo Vitruvius. Muitas matérias interessantes, como o ensaio fotográfico de Sandra Godoy,"Brasília: um outro olhar" (Arquiteturismo, n. 13. São Paulo, Portal Vitruvius, mar. 2008). Ela tem talento e observou bem a monumentalidade das construções de Niemayer no Plano Piloto de Brasília. Penso que ainda andam meio vazias, pois, na pressa as "ôtoridades" esqueceram de organizar acervo ou algo para "por dentro" dos monumentos. Não te parece? Vindo aqui, vamos fazer um "recorrido" pela Esplanada e adjacências. Aliás, pelas fotos, penso que Sandra quis se referir ao Plano Piloto de Brasília. Canso de ver, inclusive em dissertações e teses sobre a Capital, o equívoco de denominar o centro da cidade como Brasília. O Plano Piloto tem que ser agregado aos demais núcleos para somar Brasília. A cidade é um todo, pois Brasília é a denominação do Município, abarcando área urbana e rural do DF. Aí, no entusiasmo, as pessoas esquecem que Taguatinga, Gama, Sobradinho, etc. nao têm status municipal – são bairros da cidade polinucleada. Brasília é a única cidade brasileira que a gente tem que definir, como o faço acima. É apenas um comentário. Que te parece? Abraços com meus cumprimentos pelo belo portal que nos presenteias.

[Aldo Paviani, geógrafo e professor da UnB, membro do Conselho Editorial de Arquitextos, Brasília DF]


Darío Álvarez Sunday, March 30, 2008 4:29 AM
Assunto: Libro de paisagismo moderno

Estimados amigos:

Soy un arquitecto y profesor de Paisaje de la Escuela de Arquitectura de la Universidad de Valladolid (España), lector desde hace años del informativo Vitruvius. Recientemente he publicado un libro que creo que puede ser de vuestro interés para el informativo y para la Librería Vitruvius:

Darío Alvarez. El jardín en la arquitectura del siglo XX. Naturaleza artificial en la cultura moderna. Editorial Reverté, Barcelona, 2007, 504 páginas, Ilustraciones en Blanco y Negro y Color

Se trata de un manual completo sobre la relación entre la arquitectura moderna y el jardín. Muchas gracias por vuestra amabilidad y atención.

Un afectuoso saludo.

[Darío Álvarez, arquitecto, ETS Arquitectura, Universidad de Valladolid, España]


Euclides Oliveira Friday, March 28, 2008 2:40 PM
Assunto: Concurso COMPERJ

Ao inscrever-me no IAB-RJ no concurso para o projeto do Centro de Informações do Comperj (futuro complexo petroquímico da Petrobrás no Rio de Janeiro), recebi, como é de praxe, um CD contendo todo o material do mesmo. Abrindo-o, vi claramente escrita a frase “Material do Comperj Completo”. Informo aqui aos que me lêem que o Edital do concurso assegurava total liberdade de composição aos participantes desde que obedecidas as bases contidas no Termo de Referência que, aliás, não fazia menção a gabaritos, recuos, áreas de projeção, etc. Pois bem, obedecendo a este Termo, anexo ao CD, fiz o meu projeto e na sexta- feira dia 29/02, estando com os desenhos quase que terminados (inclusive 3 perspectivas), entrei na seção de perguntas e respostas do site para indagar algo sobre o memorial descritivo.

Foi aí que deparei-me com respostas do arquiteto consultor falando em um prédio obrigatoriamente térreo, sem desníveis, sendo proibida a solução em pilotis. Como as bases do Termo de Referência não continham nenhuma destas restrições (e estando eu com um projeto quase pronto de 2 pavimentos), escrevi ao consultor perguntando-lhe de onde tirara esta diretriz; ele então respondeu-me que o assunto tinha sido tratado no site "Perguntas e Respostas". Fui dar uma olhadinha e realmente um participante perguntou se não haveria gabarito para o edifício e o consultor disse que sim, que este tinha de ser térreo, sem maiores explicações.

Escrevi de novo ao "Consultor", desta vez advertindo-o que nem no CD e nem na sessão de “Notícias e Avisos” do site constava esta nova exigência, a qual modificava tanto o panorama projetual que deveria, pelo menos, ter sido enviada por e-mail à todos os participantes do Concurso. Pois bem, no dia 07/ 03 o Consultor enviou uma nota à todos os participantes mantendo suas decisões e justificando-as pela economia gerada pela ausência de elevadores e rampas (? isto em um prédio de custo estimado em R$ 3.000,00 o m² ), nota esta cheia de esperteza e absolutamente carente de Ética, já que eu o advertira de que o concurso se tornara ilegítimo por não terem sido comunicadas oficialmente aos participantes, as modificações nas bases do concurso. Com esta última nota, os seus promotores ficaram legalmente "blindados", porém alijaram da competição os que não adotaram o partido de um pavimeto térreo, pois estávamos a apenas 10 dias corridos da entrega dos projetos. Como a gritaria foi geral, o consultor emitiu outra nota, desta vez admitindo mezzaninos e pavimentos semi-enterrados (?) desde que acessíveis por rampa, porém estabelecendo um gabarito máximo de 8m; ou seja a confusão gerada por sua atuação foi total.

Lamento profundamente tudo isto, pois vivemos falando em conquistar o respeito da sociedade para com a nossa profissão e, no entanto, vejo com tristeza que nem entre colegas existe mais este respeito; dediquei dezenas de horas em um projeto correto com relação ao Têrmo de Referência do concurso para vê-lo prejudicado por uma nota tardia e descabida do arquiteto consultor.

Me pergunto, se os IABs (tenho passado por vários outros problemas deste tipo) não conseguem organizar decentemente um simples concurso para um edifício, como esperam realizar a complexa tarefa de organizar o CAU (Colégio de Arquitetura e Urbanismo)? E depois ainda nos espantamos com uma eleição como a da nova diretoria do IAB-SP, quando em um estado com quarenta e cinco mil arquitetos, menos de trezentos deles votaram nas duas chapas que concorreram à presidência.

[Euclides Oliveira, arquiteto, São Paulo SP]


Marco Santos de Amorim Friday, March 28, 2008 12:21
Assunto: Pá de CAU

Caro José Ferolla,

Primeiro gostaria de te pedir que ignorasse esse jogo infantil dos textos com simbolos misturados@ etc. Pouco importa isso não é sério e se formos continuar nessa, me desculpe mas já nos meus 50 anos de vida isso tudo parece coisa de estudante.

Ontem te enviei um e-mail. Na verdade havia preparado algo mais detalhado como resposta mas teclei errado em algo e acabei perdendo o texto.

Na verdade gostaria de te dizer:

Eu conheci a sede da UIA em Paris. Ela funciona no mesmo prédio onde se encontra o meu anterior emprego de arquiteto o RTV Architectes. Fica no décimo-sexto bairro de Paris, rue Renouard, não lembro o numero. O prédio é de August Perret do século XIX. O UIA ocupa o antigo apartamento de Perret na cobertura. Tenho fotos vou ver se envio, nada prometo. O apartamento é lindo, o UIA está destruindo a harmonia do local. Cheio de papéis, está mas parecendo uma repartição pública! Tem documento até no banheiro. O presidente Jaime Leirner (verique a grafia), junho 2006, não estáva é óbvio! Mas o que gostaria de dizer é que põe-se um ou dois arquitetos, na direção, pois é caro manter uma equipe só de arquitetos, e joga-se pessoas administrativas sem sensibilidade, e por resultado, um desreipeito a esse arquiteto françês de enorme reputação histórica para a própria França e pontualmente situado na história, da arquitetura mundial como um dos precursores do uso do concreto armado (vide Michel Ragon).

Também gostaria de dizer o quanto nós arquitetos administramos mal o nosso próprio exercício profissional. Eu no lugar do presidente da UIA, teria como primeira preocupação o respeito ao trabalho de um "confrére". Perret históricamente é muito importante. Estudantes do mundo todo vêm visitar este prédio da rue Renouard. Lembro que é comum estarmos no Atelier (o mesmo que foi de Perret) trabalhando, e pequenos grupos de estudantes entrando para apreciar os cânones dos primórdios da arquitetura moderna. Digo isso porquê sei que tudo mudaria neste UIA. Digo e repito sou capaz e faria e sem medo ou rodeios enfrento a verdade. Desculpe a expressão, mas também não me apego a cargos, porquê o que quero é mudar e justamente aqueles que sempre lá tiveram, são exatamente aqueles que nada querem mudar. Daí a mediocridade da profissão, daí a falta de coragem.

Desde o início da segunda guerra mundial, que a arquitetura moderna trocou de endereço. Deixou a europa, por motivos óbvios, e se mudou para os EUA e para o Brasil. E é por esse duplo motivo que defendo o nosso IAB-AIA. Defendo porquê são os dois atuais polos importantes, o nosso Bipolar estratégico. Brasil e Estados-Unidos ou Estados-Unidos e Brasil, como queiram, são o futuro. As duas américas sul e norte, norte e sul. Será que preciso ser mais didático para que os colegas brasileiros consigam compreender o que pretendo dizer.

Um pouco de história: Getúlio Vargas preferia o Eixo (os "europeus" - alemanha, itália e japão). Mas foi forçado em ceder Natal como base para os EUA. Não dava, a democracia batia na porta! A inteligência norte-americana fez Disney criar o Zé Carioca. Que junto com o Pato Donald (Eua) e o galo (México), solidificaram as alianças, e o elo entre a américa do norte e a américa do sul, era e sempre será o México. Então, será que em pleno século XXI, o Brasil ainda vai querer manter um amor platônico com a velha europa? Um amor que nos faz "dar as costas para o próprio Brasil"? De frente para o mar e de costas para o Brasil. Não se trata de estar a serviço dê! Sou francês, deveria estar a serviço deles, afinal "estou cuspindo no prato que como"?

Eu não vejo assim. O que vejo é o que merecidamente é justo. A França jamais irá me recriminar por lutar pelo que é honesto e correto. A França apoiou financeiramente os EUA, durante a guerra de independência dos EUA, contra os inglêses e alemães. Temos que aprender a lutar pelo que é justo e honesto e não para defender causas que mal sabemos porquê lutamos.

A arquitetura moderna hoje é nossa! Temos dois prêmios Pritzes*, e é para ampliar o numero de prêmios desse tipo, para o Brasil, que luto. Luto para encorajar os nossos arquitetos a entender a razão da arquitetura moderna, situar e compreender. Oscar é o nosso mestre, mas existe também Mendes da Rocha! Vamos entender, vamos ser arquitetos e só arquitetos e nada mais! Oscar nunca deu um traço no plano urbano de Brasília, não que eu saiba. Mendes da Rocha eu não sei, mas creio que também não.

Então para quê essa história de CAU? Para quê essa necessidade de tudo abraçar? Para no fim, tudo ficar imcompreesível! Para virar um calderão de feiticeira maligna. Vamos separar o joio do trigo. Vamos estruturar mais do que já está estruturado o nosso IAB's. O IAB é nosso, é histórico é o único. Somos República como o nosso IAB é. Vamos parar de complicar e procurar simplificar. Nada é complexo, mas sim indivíduos que estão no poder e complicam para poderem permanecer onde confortávelmente estão.

Meu caro José é isso aí, já disse tudo e estarei em Brasília durante o Cosu. Se lá me permitirem entrar, se lá me derem a palavra, se lá me permitirem defender a efetivação do IAB como único e só representante dos arquitetos, será o que farei.

Muito cordialmente,

[Marco Santos de Amorim, Arquiteto, Architecte D.E.S.A., Paris, França]

Nota do editor – ver abaixo email de José Ferolla


Marcos Vinicius Teles Guimarães Wednesday, March 26, 2008 11:21 AM
Assunto: data de publicação

Bom dia. Insisto em que, desde o meu ponto de vista, sao inadequadas as datas de publicação de certas notícias. Mais recentemente, "Chamada de trabalhos para XI Congresso Internacional da Associação Brasileira de Literatura Comparada", cujo "Prazo de envio das propostas: Até 30 de março de 2008". Há muito pouco tempo entre a divulgação da notícia e a data de entrega de trabalhos. Abraco

[Marcos Vinicius Teles Guimarães]

Caro Marcos, o Portal Vitruvius não tem jornalismo e todas as informações disponibilizadas nas seções informativas (noticiário, eventos e concursos) são de responsabilidade dos promotores e assessorias de imprensa. Nós entendemos que a divulgação das informações é um serviço ao leitor e uma colaboração do portal para o debate arquitetônico. O período médio entre a chegada de uma informação e sua disponibilização no ar é de 24 horas, sendo que raramente ultrapassa as 48 horas. Ou seja, se alguma informação é divulgada muito em cima da hora, não é por nossa culpa. Agradecemos sua mensagem e nos colocamos a sua disposição para eventuais outros esclarecimentos. Um abraço. Abilio Guerra / Editor Vitruvius


Miguel Pereira Tuesday, March 25, 2008 4:22 PM
Assunto: Reunião do COSU em Florianópolis, de 28 de fevereiro a 03 de março de 2008

Nos primeiros dias, após a realização do COSU- Florianópolis, alguns companheiros, que utilizam o diálogo IAB-FÓRUM fizeram sobrar adjetivos superlativos para qualificar a excelência da reunião de Floripa. Pareceu-me que se afirmava que essa reunião teria sido realizada no próprio PARAÍSO.

A propósito, lembro-me de que meus irmãos mais velhos sempre falavam da sensibilidade do trato inter-humano. Aos insensíveis eles chamavam de “sangue-de-barata”. Também lembro-me do saudoso Lupicínio Rodrigues que, em memorável passagem de seus belos versos, dos sambas apaixonados, não deixava de observar, “... há pessoas, com nervos de aço, sem sangue nas veias, e sem coração...”

Por isso mesmo aos que saíram “alegres” da reunião de Floripa, eu anteponho o tamanho da minha tristeza e profunda preocupação para com uma reunião não-fraternal, mesquinha, muito pouco produtiva, e até raivosa.

Numa reunião admitida como PRÉ-ELEITORAL, nada se discutiu sobre PLATAFORMAS, de idéias e planos para um IAB, em seu futuro próximo.

Floripa foi o cenário de uma reunião de um IAB irreconhecível.

Os 87 anos do IAB foram referidos várias vezes. Quase um século de história. Os que menos conheciam essa história falaram como se fossem os únicos responsáveis pelo seu destino, esquecendo-se de que o saber da história não se compra em farmácia.

Destaco três temas que merecem registro: o Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU), o Regimento Eleitoral, e os Assuntos Internacionais.

O primeiro, foi o ponto alto da reunião de Floripa, confirmando a regra de tudo o mais que faltou, como conteúdo e como procedimento protocolar, tão caros à tradição do COSU. Saudade do Vilanova Artigas, saudades do Demétrio Ribeiro, do Ícaro de Castro Mello, do Eduardo Kneese me Mello, do Carlos Maximiliano Fayet, e de tantos outros que sempre engrandeceram a História do IAB e os ferrenhos e austeros debates nas plenárias do COSU.

Esse primeiro tema, sob a angústia do novo contexto que cerca o projeto de lei, vetado pelo presidente Lula, e o novo projeto de lei, em elaboração na Casa Civil, merece duas referências, responsáveis pelo alto nível do debate:o Haroldo Pinheiro e o Clóvis Ilghenfritz, didáticos, seguros e brilhantes em sua explanação.

O segundo tema, o Regimento Eleitoral, em sua discussão, fez do plenário do COSU uma reunião irreconhecível e inútil. Até porque esse regimento deve ser permanente, sem reformas a cada mudança de diretoria. Seus detalhes, interpretações e circunstâncias, são problemas facilmente equacionados por uma Comissão Eleitoral. Perdemos tempo e paciência. Deveríamos ter discutido PLATAFORMAS, idéias, metas, programas, futuro.

O terceiro tema, Assuntos Internacionais, constituiu a representação do próprio vexame. Eu nunca presenciei um tal espetáculo, em toda a minha longa militância no IAB.

Percebi que algumas pessoas, pelo simples fato de não terem sido citadas, em qualquer ensaio de proposta de representação internacional, tornam-se raivosas e irreconhecíveis. O conceito de DEMOCRACIA vem logo à baila, e tudo pode acontecer. Os organismos internacionais são questionados, as representações são consideradas inúteis, e o fenômeno da globalização não é sequer levado em conta. Uma monumental falta de informação, no limiar do séc. XXI.

Alega-se o desconhecimento dessas atividades internacionais, como de resto a grande maioria dos arquitetos desconhece o IAB. O IAB não tem sido ignorado pelos estudantes e pelas Faculdades de Arquitetura. O impasse atual exige um IAB redivivo, moderno, capaz de pensar o país e o futuro da arquitetura, como arte, técnica e como profissão.

Sem dúvida, a emulação internacional oferece o caminho da descoberta de novos desafios, calibrando a convivência com as nações, e com as demais entidades profissionais participamos do contexto de nossa prática profissional.

As contribuições provindas dessa labuta internacional estão registradas nas revistas brasileiras de arquitetura, em livros publicados e nos relatórios escritos ou orais de nossa representação, apresentados ao IAB, e, ao seu Conselho Superior, desde sua fundação, em 1957.

A participação do IAB tem sido intensa e continuada, nas principais organizações internacionais de arquitetos: 1) FPAA – Federação Panamericana de Associações de Arquitetos (1950); 2) UIA- União Internacional de Arquitetos (1948); 3) CIALP- Conselho Internacional de Arquitetos de Língua Portuguesa (1991). Temos estado presentes nas Diretorias Executivas, nos Conselhos e nos Grupos de Trabalho.

Não dá para deixar de reconhecer a importância desse fórum internacional, como uma tribuna de debate do corpo teórico, cultural e político de nossa profissão. São conhecidas as contribuições assim produzidas, principalmente, pelas organizações brasileiras de arquitetos, que têm usado e aplicado esse conhecimento. Cito, especificamente, as áreas de Ensino de Arquitetura, Prática Profissional, e Concursos Internacionais de Arquitetura.

Volto ao contexto da reunião de Floripa, motivo desta minha explanação, e, centro-me no fato específico da recondução do IAB ao Conselho Superior da UIA. Todos sabem que a Seção Brasileira da UIA foi suspensa por falta de pagamento (3 anos de inadimplência). A Delegação Brasileira ao Congresso de Istambul participou da Assembléia Internacional, como mera observadora, sem direito a voto. E mais, os representantes brasileiros, no conselho da UIA, perderam seus mandatos (Roberto Simon e Haroldo Pinheiro). Somente em meados do ano passado, 2007, o Brasil foi reintegrado à UIA, como membro ativo, depois de pagar as contas. Abria-se assim, a oportunidade de reconduzir nossos representantes, no Conselho da UIA. Nada mais natural, nada mais óbvio. Daí, como coordenador atual da Diretoria de Assuntos Internacionais (DAI), sugeri, os nomes de Roberto Simon e Haroldo Pinheiro, como candidatos às vagas do Conselho, para Região III (Américas), por ocasião do próximo Congresso Mundial, a realizar-se na Itália, Torino, de 29/06 a 03/07/2008. Foi o que bastou para que a celeuma sufocasse o plenário do COSU. A data limite, no calendário da UIA, para que os nomes dos candidatos do IAB chegassem á secretaria da UIA, era 05/03/2008. A exigüidade do prazo exigia, sim, que os candidatos brasileiros fossem indicados naquele mesmo dia – 03/03/2008. Foi o suficiente para que Roberto Simon fosse acusado de ter dado golpe. Não tendo avisado a data limite, forçando assim, a sua candidatura. Nada mais perverso e falso.

Exauridas as querelas, o plenário houve por bem votar contra à indicação de candidatos ao Conselho da UIA! A votação foi de 24 votos contra, e 21 a favor.

O inusitado e o inacreditável é que, os protagonistas dos 24 votos bateram palmas. Penso que essas palmas, tenham sido a celebração do necrológio de um IAB que, hoje, vive das glórias do passado.

Roberto Simon e Haroldo Pinheiro foram cassados pela segunda vez.

Sugeri esses nomes e continuo convicto do acerto de meu procedimento, porque fundamentado na lógica da evidência e da competência, da mesma forma que sugeri os três nomes brasileiros para o Prêmio UIA Vassilis Sgoutas – arquitetura para os pobres: Demetre Anastassakis, Jorge Jauregui, Sérgio Magalhães. Minha sugestão foi aceita por aclamação, como eu esperava.

Por todos esses fatos, sou obrigado a pensar que, as PALMAS da aclamação refletiram, sim, o momentâneo e verdadeiro espírito democrático, porque fraternais e lógicas. Por outro lado, as PALMAS da condenação representaram, sim, o espírito perverso e sádico.

Em suma, saí triste do COSU DE FLORIPA.

Por dever de ofício, discutimos o Conselho de Arquitetura e Urbanismo. Não discutimos, porém, as plataformas. Discutimos o Regimento Eleitoral. Batemos palmas para o Céu e para o Inferno.

Deixo aqui o meu preito de gratidão e reconhecimento a todos aqueles que militaram ou que ainda militam na área representação internacional do IAB:

1) UIA – Henrique Mindlin, Flávio Léo da Silveira, Fábio Penteado, (Miguel Pereira), Roberto Simon, Haroldo Pinheiro.

2) FPAA – Ícaro de Castro Mello, Eduard Kneese de Mello, Antônio Carlos Moraes de Castro, Danilo Landó, João Suplicy;

3) CIALP – João Honório de Melo Filho,Luiz Antônio de Souza, Romeu Duarte, Sylvio Sawaya, Maria José Feitosa, Haroldo Pinheiro

[Miguel Pereira, arquiteto, São Paulo SP]


Ferdinando Tilli Monday, March 24, 2008 3:56 PM
Assunto: Informações sobre igreja Nossa Senhora do Rosário em Ouro Preto-MG

Olá, sou estudante de arquitetura da cidade de Campinas, estou no pirimeiro ano e recebi um trabalho para fazer sobre a igreja Nossa Senhora do Rosário em Ouro Preto-MG, pelo fato de existirem várias igrejas nossa senhoa do rosário no Brasil, a pesquisa pela internet fica mais dificil. Gostaria de saber se é possivel que me desponibilizem informações sobre tal construção histórica.... sobre a história, estrutura e o material usado na sua construção...

Muito grato pela atenção

[Ferdinando Tilli, estudante de arquitetura]

Caro Ferdinando, infelizmente o Portal Vitruvius não tem, por falta de infra-estrutura e pessoal, de um sistema de pesquisa personalizado. Nosso conteúdo está disponível gratuitamente para pesquisa e você poderá, eventualmente, conseguir algumas informações em algumas de nossas editoria. Contudo, até onde vai minha lembrança, não temos nenhum artigo específico sobre a igreja. Um abraço e boa pesquisa. Abilio Guerra / Editor Vitruvius


Eduardo Fajardo Soares Thursday, March 20, 2008 10:43 AM
Batalha da Praça da Liberdade: mais uma derrota de Aécio Neves

Animador e emblemático tal notícia nessa semana, de que numa luta inteiramente desigual contra os que defendem a integridade e valorização do nosso patrimônio artístico, arquitetônico, cultural, político, social, etc., e em favor da demagogia e sanha privatista dos vendilhões do templo, alguma autoridade corajosa vá contra o "sinédrio" e chama atenção para uma coisa óbvia: para o verdadeiro estado de direito que é respeitar a lei, no caso a evidente lei do tombamento do prédio e entorno em questão.Aproveitando o ensejo ainda em semana emblemática, como festivamente e amplamente divulgado pela imprensa geral, foi apresentado o projeto de ocupação da Secretaria da Fazenda por um OUTRO projeto, uma outra idéia, agora de um tal de Museu de Minas e Metal e não mais o Centro de Industria e Artes Contemporânea (CIACS) apresentado formalmente e aprovado no IEPHA e, polemicamente, sob grande pressão e por margem mínima de votos, no CDMPHA/BH, bem como não o é o que se encontra de posse do MPE, que contesta a legalidade e legitimidade numa ação aberta pelo SINARQ-MG.

De comum os projetos têm o total desprezo pela arquitetura interior considerada e dita em público pelo arquiteto autor, Paulo Mendes da Rocha, como sendo "espúria", "mambembe", sem qualquer valor artístico e arquitetônico posto que, por exemplo, a escada nobre no saguão nobre não passava de um prét-a-porter industrial vindo da Bélgica, assim como o "mambembe" elevador ainda que seja o primeiro da capital, de 1923, e ainda em pleno funcionamento, tanto que em nenhum momento é mostrada apenas demolida para dar espaço para a megalômana idéia. Aliás, do mesmo jeito que foi feito o Museu da Língua Portuguesa, na Estação da Luz, São Paulo, onde foram destruídas inúmeras paredes com pinturas de época, sob o beneplácito dos órgãos afins e entidades dos arquitetos, pois como o próprio arquiteto disse à perita do MPF que abriu ação contra aquela obra, que sua obra "era muito mais importante do que o que existia ali". Nada muito diferente que disse em BH nas audiências públicas na presença de autoridades do MP local.

Não podemos deixar de informar que o MPF aciona a poderosa Fundação Roberto Marinho por constatados sumiços de inúmeros objetos e peças históricas da antiga estação ferroviária. Nesse sentido penso que devamos imediatamente entrar com ação contra mais essa tentativa, agora escorado em outro poder econômico, sem estar claro a troco de quê, de alienar e destruir nosso patrimônio, numa clara manobra ainda mais ilegal e imoral. Não custa lembrar o crime que o mesmo e premiado arquiteto tentou fazer com o Rio de Janeiro ao propor literalmente um espigão de mais de dez andares no pátio do Museu de Belas Artes, na Cinelândia (veja www.sinarqmg.org.br), prédio como os da praça da Liberdade, até um pouco mais novo, típicos e testemunho de uma arquitetura e de uma época artística, tecnológica, etc e que felizmente e para nos animar foi recusado pelos órgão competentes do RJ.

[Eduardo Fajardo Soares, arquiteto, Belo Horizonte MG]


Susana Fragata Tuesday, March 18, 2008 7:31 AM
Assunto: Arquitectura e turismo em Portugal

Bom dia!

Antes de mais, queria felicitar-vos pelo interesse e pertinência das publicações Arquiteturismo, visto que, em Portugal, temas que relacionem a arquitectura e o turismo ainda foram pouco estudados. Estou a realizar investigacão para dissertação de mestrado sobre as relações da arquitectura, da paisagem e do turismo, nos casos das marinas e portos de recreio. Assim, e pela dificuldade em obter documentação, muito agradecia que me indicassem alguns autores, obras, textos, publicações relevantes para o meu estudo. Agradeço o vosso interesse.

Atentamente

[Susana Maria Barreiro Fragata, arquitecta, Lisboa Portugal]


Paulo Timm Tuesday, March 18, 2008 9:14 AM
Assunto: Texto sobre Brasília

Gostaria de saber como localizar, acessar e, eventualmente autorização para baixar e publicar em documento que estou fazendo sobre apontamentos para uma historia de Brasília, o documento do IAB contendo sugestões urbanísticas para Brasília? Grato.

[Paulo Timm, economista, professor da Unb, Brasília DF]

Paulo, o texto mencionado é o seguinte:

COMISSÃO DE POLÍTICA URBANA DO IAB/DF. "Diretrizes urbanísticas para Brasília". Minha Cidade, ano 8, vol. 8, p. 208. São Paulo, Portal Vitruvius, mar. 2008 <www.vitruvius.com.br/minhacidade/mc208/mc208.asp>.

Um abraço. Abilio Guerra / Editor Vitruvius


Brasilmar Ferreira Nunes Sunday, March 16, 2008 7:06 PM
Assunto: Portal Vitruvius

Prezados, francamente o Portal Vitruvius é uma fonte excelente de debate e informação sobre urbanismo, cidade e outras questões afins. Parabéns.

[Brasilmar Ferreira Nunes, Departamento de Sociologia da UnB, Brasília DF]


João Paulo Brito Saturday, March 15, 2008 7:04 PM
Assunto: Pergunta sobre RSS noticias

Olá, sou arquiteto e estou fazendo o site do meu escritorio. Vou colocar uma area com notícias e como o conteudo de noticias do Vitruvius é excelente gostaria de saber se vocês tem um RSS o qual eu poderia usar no meu web-site pois procurei no site e nao encontrei informacao a respeito.

Atentamente,

[João Paulo Brito, arquiteto, Minas Gerais]


José Eduardo Ferolla Saturday, March 15, 2008 1:53 PM
Assunto: Conselho de Arquitetura e Urbanismo – Outra visão histórica

Bom dia, Abílio.

Andava sumido, não é?, mas hoje é sábado, e este assunto do CAU (que, por força do ofício, prefiro feminina, e com "L"), que andava muito me incomodando, apareceu aqui na tela do computador (BASTOS, Elza Kunze. “Conselho de Arquitetura e Urbanismo. Outra visão histórica”. Drops n. 21.05. São Paulo, Portal Vitruvius, mar. 2008 <www.vitruvius.com.br/drops/drops21_05.asp>), e tocou na "felpa".

Peço encaminhar à autora, Elza Kunze Bastos (se é que isto ainda tem algum valor...) o meu apoio e solidariedade.

Desde a primeira vez que este assunto foi abordado (ela já tinha nascido, em 75, no nosso congresso, aqui em BH?) que começaram com este papo, mas a maioria – repito, maioria – da classe se manifestou contra.

Em SP, em 91, foi a lesma lerda, e como ninguém sabia o que ganhar (já sabem?) ao trocar CREA por um "CREINHA" (termo obviamente oriundo da verbosidade nordestina...), e no certo pelo duvidoso, preferimos deixar tudo como dantes no quartel dos Abrantes (os que conheço, destes, vêm de Malacacheta, Jequitinhonha, onde ainda hoje atiram antes de perguntar).

E eis que não mais que “derrepentemente”, da forma como se sabe como ocorrem estas coisas, este tema foi aprovado. Beleza? Pra mim, por “supuesto, muy lejos de esto”.

Sempre fui muito mais que mineiramente desconfiado disso. Nat (King) Cole cantaria na sua dicção perfeita: "to whom it may concern"? Ruim com o CREA? Quanto pior sem ele, ou com o que quer que esta coisa, o CAU, possa vir a ser, já que por enquanto, quando muito delineamos, disso, somente vultos nebulosos sob uma (não necessariamente paulistana) garoa?...

Há um causo dos anos 60, em que um senador (preciso dizer “daonde”?) levantou sua indignação pelos "baixos" salários que estariam "percebendo", digamos CR$ 2 mil, sugerindo piso três vezes superior, no que foi imediatamente apoiado pelo representante mineiro, até que o autor da moção sugeriu o slogan de "CR$ 6 mil ou nada", no que foi imediatamente aparteado pelo colega mineiro: "um reparo, excelência, CR$ 6mil, senão, os Cr$ 2 mil mesmo"...

“Nel mezzo del camin” (nel mezzo, mesmo? muito otimismo...) de “nostra vita” em nada me sentiria confortável com um "conselho", a me "aconselhar" em "como" e a me submeter "no quê" fazer. À falta de doutos senhores de facto em Pindorama – o discurso de nosso centenário representante máximo é de dar dó, pior só músico falando do que a gente volta-e-meia tem vontade, como El Rey, de decir "por que no te callas" e começa logo a tocar? – prefiro prosseguir aplainando bobagens a ter que discutir com venenosos (e como soem sê-lo nossas prima donnas) espinhos.

Prefiro continuar pagando minhas ARTs, contestando eventuais estúpidas e descabidas – por isso mesmo inócuas – "notificações", continuar contando apenas comigo (e meu advogado, “por supuesto”) para resolver eventuais arestas com uma entidade que, na sua ignorância a nosso respeito, por isto mesmo nos respeita, prefiro continuar pagando, como "decano" – ou que quer que mais de 35 anos de exercício profissional possam, para eles significar – uma anuidade nada mais que simbólica (cortesias que cinemas, empresas de ônibus, até bancos, cada um, à sua maneira, concedem a nós, sexagenários, mas que o IAB, a um Miguel Pereira, por exemplo, deveriam cobrar, no IAB, o quê?), do que, nessas alturas, ter que escutar, pior ainda, acatar, obedecer, quem sabe até ter que me submeter a decisões, e de quem, “porco Dio”? – que o Brasil anda assim, explicita, marqueteira e andywharolmente leviano e imbecil, quando não explícita e impunemenente venal – que nada mais valerão do que nada, mas nada, mesmo???

Não estamos satisfeitos com o CREA? Por que não resolvermos o problema ali mesmo, femininamente "discutindo a relação"?

Ou o problema é “slightly bellow”, com grandes olhos sobre a grana que percorre o sistema CREA-CONFEA?

Preciso reafirmar, como pessoa, que o quê à nossa classe restou, resta ou restará, depois da cisão, aqui acontecida, nos anos 40 e 50, entre engenheiros e arquitetos, onde, derrotados por formação e competência, nos vimos excluídos da responsabilidade que deveria ser nossa, “es decir”, da coordenação e direção neste nosso fazer, como ocorre “elsewhere”, que esta ruptura, agora, nos termos como pretende ocorrer, só fará por muito, muito agravar?

Repito em CAIXA ALTA: TO WHO IT MAY CONCERN?

Vocês, omissos recém formandos e formados, muito mais preocupados como a promoção de seus respectivos umbigos, mas a quem estas questões irão muito mais repercutir, o que andam pensando? Ou, cartesianamente, não pensam?

A “nosotros, provectos decanos”, como vinhos, preservados, horizontalmente (“better”...) nas prateleiras (“not so, so...”), que canseira, essa agora, né não?

A quem realmente interessa a disputa, por esta grana que flui de ARTS, anuidades, Mútuas & Pútuas?!...

Logicamente, às instituições – IABs & Sindicatos, & “at least, but not last”, ASBEA, – é o que sobra. Pergunto-vos: que diferença isto realmente fará a mim e a “nosotros”, colegas "contribuintes"?

Paro por aqui, cheio de dúvidas, aguardando as respostas de quem as tiver.

Não que estas me interessem, mas há gente jovem, chegada e chegando, “to whom it may concern”.

Abração

[José Eduardo Ferolla, arquiteto, Belo Horizonte MG]


Paulo C. Tamiazo Saturday, March 15, 2008 9:01 PM
Assunto: Teatro de Ópera??

Moro na região de Araras, onde está situado o Teatro Estadual Maestro Paulo Russo, identificado como "Teatro de Opera de Araras" ("Oscar Niemeyer Comunismo e judaísmo", Drops, n. 21.08, Portal Vitruvius, mar. 2008) e gostaria de solicitar a correção, uma vez que o primeiro é o nome oficial, e talvez nao tenha sido encenada nenhuma ópera neste local desde sua inauguração. A propósito, excelente foto.


Heraldo Ferreira Saturday, March 15, 2008 4:14 PM
Assunto: Retificação quanto ao texto de Vittorio Corinaldi

Caros senhores editores,

Após ler o texto do arquiteto Vittorio Corinaldi ("Oscar Niemeyer Comunismo e judaísmo", Drops, n. 21.08, Portal Vitruvius, mar. 2008) fui conferir a entrevista de Niemeyer no portal GLOBO. Sua voz e pronúncia, provavelmente devido a idade, não é clara mas pude perceber que ele não fala “judeu”, na verdade, ele fala “governos”. Se puderem ouvir novamente num volume de áudio mais alto ou mais atentamente irão perceber. Além disso, a edição do vídeo se utiliza de um efeito onde algumas palavras faladas são transcritas na tela, entre elas “governos” ao invés de “judeus”. Favor checar e fazer a retificação necessária. Acredito que tenha sido um mal entendido. Grande abraço,

[Heraldo Ferreira Borges, arquiteto e urbanista]

Resposta do editor Abilio Guerra – Caro Heraldo, trata-se de um artigo assinado, portanto a responsabilidade da afirmação é do autor, que estará recebendo seu comentário. Caso ele entenda que suas afirmações precisam de retificações, estaremos disponibilizando imediatamente no ar. Gostaria de deixar claro que o Portal Vitruvius não se posiciona diante do fato e que Oscar Niemeyer mereceu diversas manifestações de apreço nas mais diversas editorias do portal, inclusive no próprio "Drops", que publicou no mesmo dia um artigo assinado por João Suplicy, altamente elogioso ao mestre carioca.


Leandro R. Schenk Monday, March 03, 2008 8:50 AM
Assunto: Concursos de arquitetura

Caros colegas,

Na semana passada enviei para vocês um email, uma resposta minha à coordenação de eventos do IAB de Santa Catarina, que está organizando uma apresentação dos projetos participantes do Concurso para o Mercado Público de Blumenau. Nesse email eu reclamava sobre a não atribuição de menções honrosas.

É provável que vocês não tenham entendido exatamente o porquê desta minha necessidade de divulgar o ocorrido. Não se trata de dor de cotovelo, pelo contrário.

Eu sempre fui um defensor dos concursos públicos de arquitetura. Através deles pude observar uma geração inteira de jovens arquitetos se destacando do modo mais lícito possível, ou seja, por méritos próprios, reflexo do seu potencial de trabalho.

Não é possível comprovar, mas há fortes indícios de que para o concurso citado a prática se deu em outros termos. Foi um concurso realizado em duas etapas. Até a seleção dos trabalhos finalistas, o julgamento foi realizado por uma equipe técnica composta por arquitetos indicados pelo iab/sc. Em seguida, para a escolha dos premiados, entrou em cena uma segunda equipe formada por representantes de várias entidades de classe e políticas da cidade de Blumenau.


Ganhou um arquiteto de lá. Até aí nenhum problema, mas se a gente observar a equipe técnica multidisciplinar que compunha a equipe desse arquiteto é algo realmente hiper-dimensionado para a qualidade do projeto em questão. (informação disponível no site do iab/sc). Em outras palavras, uma estratégia conveniente de conhecimento anterior da proposta, especialmente pelo fato de que o julgamento final seria realizado por entidades de classe da própria cidade. Muita gente na equipe e o projeto se proliferando boca a boca, email a email. Quase que sem querer...

Na premiação: 1º, 2º e 3º lugares, e nenhuma menção honrosa. Afinal de contas para que ampliar o leque de comparações?

Os trabalhos premiados foram divulgados no site do iab/sc de modo risível. Vale a pena entrar lá e conferir (www.iab-sc.com.br). Três imagens de cada projeto em baixíssima resolução que inviabilizam qualquer tipo de análise.

A crítica que redigi no email anterior... Já havia endereçado uma similar ao iab/sc no momento da premiação. Nunca recebi resposta alguma.

Depois de 5 meses do julgamento (!) – quando no prezado momento o projeto que ganhou já deve estar na fase de executivo – surge um convite de divulgação dos outros trabalhos, em evento, etc e tal. Quanta democracia! Fico sensibilizado.

Quando ingressamos em concursos públicos não fazemos por brincadeira e sim por profissionalismo. Empenhamos uma quantidade significativa de energia, tempo e capital para participar da concorrência, num regime de nenhuma garantia de êxito. No nosso caso, participamos do concurso da Faculdade de Medicina em São Paulo e não pegamos nada, participamos do concurso para o Memorial à República em Piracicaba e não pegamos nada, participamos do concurso para o Parque Tancredo Neves em Vitória e aconteceu exatamente o mesmo. Mas para cada situação dessas foi possível situar a nossa produção frente aos trabalhos que foram premiados e destacados, no sentido de um verdadeiro aprendizado, observar onde estávamos falhando e de que modo devíamos nos reciclar. Apesar de não termos obtido nenhuma premiação o saldo ainda era seguramente positivo.

Bem distante daquilo que aconteceu em Blumenau.

É claro que se trata da minha visão perante a coisa. Se bobear essas minhas suspeitas ainda podem-me por em maus lençóis (como se não bastasse a infeliz experiência do concurso). Mas cá entre nós, se amanhã ou depois vocês tiverem interesse de participar de algum concurso em SC, ou que tenha a mesma configuração de julgamento final realizado por entidades de classe representativas, pensem duas vezes.

Beijos e abraços!

[Leandro R. Schenk, arquiteto]


 
         
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