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Euclides Oliveira Saturday, May 31, 2008 1:23 PM
Assunto: Prêmio Pritzker no Drops 23.01

Caro Abílio,

Excelente o artigo contido no DROPS 23.01 do Vitruvius, de autoria de Fredy Massad e Alícia Guerrero ("Operação triunfo") sobre o evidente aspecto midiático e oportunista que rege a concessão do premio Pritzker ultimamente, com a notável excessão apenas do nosso Paulo Mendes da Rocha, que nunca fez parte deste decadente "star-system" globalizado que monopoliza a informação sobre arquitetura atualmente. Aliás, nunca consegui engolir a atitude reacionária da Fundação Hyatt ao dividir o prêmio do Oscar Niemeyer, figura exponencial da arquitetura do século XX, com um arquiteto medíocre como Gordon Bundshaft, cujo maior mérito foi vulgarizar, junto ao SOM, a bela arquitetura de Mies van der Rohe. Tudo isto para ter um cão-de-guarda capitalista ao lado de um comunista...

Um grande abraço,

[Euclides Oliveira, arquiteto, São Paulo SP]


Mauricio Mattos Puls Thursday, May 29, 2008 2:52 PM
Assunto: Resenha de "Arquitetura e Filosofia"

Caro Abílio,

Fico-lhe muito grato por ter divulgado mais uma resenha sobre o "Arquitetura e Filosofia" (PEREIRA, Leonardo Rodrigues. Construindo o pensar arquitetura. Resenhas Online, nº 204) . Acho desnecessário reiterar aqui minha opinião sobre a importância do portal Vitruvius para o pensamento arquitetônico brasileiro. Peço-lhe que agradeça ao sr. Leonardo Rodrigues Pereira por suas generosas considerações sobre um livro com tantas limitações.

Grande abraço,

[Mauricio Puls, São Paulo SP]


Washington Fajardo Wednesday, May 14, 2008 10:11 PM
Assunto: Sobre o projeto Praça-Escola Nova Iguaçú (RJ)

Caro Abílio,

Encaminho a você os documentos que também encaminhamos ao IAB-SP. São dois documentos: uma carta da equipe de arquitetos e outra do próprio prefeito. Esta documentação esclarece o questionamento [NE – ver mensagem abaixo do arquiteto Rodrigo Faria].

Um abraço

[Washington Fajardo, arquiteto, Rio de Janeiro RJ]

Documento 1 – Carta ao IAB/SP sobre a premiação do Programa Praça-Escola

Nova Iguaçu, 03 de fevereiro de 2008

Prezados Senhores,

Gostaríamos de nos pronunciar a respeito do e-mail enviado pelo arquiteto Rodrigo Azevedo sobre a autoria do projeto premiado com o 2º Lugar na 7ª Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo, intitulado Programa Praça-Escola.

Nós, como autores do referido projeto, não reconhecemos a autoria do arquiteto Rodrigo Azevedo junto à nossa equipe.

O arquiteto Rodrigo, de fato, esteve à frente da Secretaria Adjunta de Projeto Urbano até abril de 2007 como Secretário Adjunto, onde exercia coordenação pelos projetos de arquitetura, sendo o arquiteto Washington Fajardo, desde o início da Secretaria, o coordenador dos projetos de urbanização.

Entretanto, o cargo não configura a sua autoria como arquiteto no referido projeto (Programa Praça-Escola), uma vez que nunca se envolveu na idealização do Programa, na criação e nem tampouco no desenvolvimento dos projetos constantes do mesmo.

Informamos que este Programa foi totalmente desenvolvido no ano de 2007, quase que paralelamente à sua exoneração da Prefeitura, e sempre foi coordenado, por solicitação do Prefeito Lindberg Farias, pelo arquiteto Washington Fajardo.

Qualquer alteração que inclua o nome do arquiteto Rodrigo Azevedo como idealizador ou mesmo como autor dos projetos não fará justiça a mais de um ano de trabalho dos cinco arquitetos autores do Programa Praça Escola e não corresponde à verdade dos fatos.

Estamos à disposição para quaisquer esclarecimentos adicionais, caso necessário. Atenciosamente,

Washington Fajardo
Adriana Sansão
Pedro Évora
Leandro Balbio
Raul Bueno

Documento 2 – Atestado da Prefeitura da Cidade de Nova Iguaçu

Atesto para os devidos fins que o Programa Praça-Escola surgiu a partir da minha solicitação direta ao arquiteto Washington Fajardo (na ocasião, responsável pelos projetos de urbanização dentro da Secretaria Adjunta de Projeto Urbano), em novembro de 2006, e que, juntamente com sua equipe, criou o conceito, formas e estratégias de implementação do programa, e que desenvolveu todos os projetos de urbanização, arquitetura e mobiliário urbano referentes ao tema desde então.

Este programa está vinculado ao principal programa da Prefeitura, o Bairro-Escola, e, mais do que um conjunto de praças, é um conceito que norteia todas as ações de intervenção em espaços públicos deste governo.

Alguns projetos foram realizados anteriormente até o momento da implementação do Programa Praça-Escola. Entretanto, sua criação redirecionou todos os projetos feitos anteriormente, criando um novo paradigma para os projetos de urbanização e de arquitetura.

Deste modo reitero que Washington Fajardo, Adriana Sansão, Leandro Balbio, Pedro Évora e Raul Bueno são os autores do Programa Praça-Escola, cujos conceitos, formas, e soluções foram premiados na 7ª Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo pelo Instituto de Arquitetos do Brasil – Seção São Paulo.

Cabe, então, atestar que em nenhum momento tive contato com o arquiteto Rodrigo Azevedo sobre este tema e que o mesmo foi, a partir do início desta gestão, Subsecretário de Projeto Urbano, e posteriormente Secretário Adjunto, estando sempre subordinado ao Secretário de Urbanismo, e posteriormente ao Secretario Municipal da Cidade.

Cabe ainda esclarecer que o arquiteto Washington Fajardo é desde abril de 2007 o Secretário Adjunto de Projeto Urbano e que a Secretaria Adjunta de Projetos Urbanos (SPUr) segue em plena atividade, criando e materializando projetos nas áreas de urbanização e arquitetura para a cidade, em sinergia com toda a equipe da Prefeitura.

Nova Iguaçu, 21 de Fevereiro de 2008.

Lindberg Farias
Prefeito da Cidade de Nova Iguaçu


Rodrigo Azevedo Wednesday, May 14, 2008 6:24 PM
Assunto: Carta aberta sobre o projeto Praça-Escola Nova Iguaçú (RJ)

Abilio, como vai? Aqui é rodrigo azevedo quem escreve. [...] Vi o projeto praça-escola no seu site (www.vitruvius.com.br/institucional/inst188/inst188.asp) e cabe a seguinte colocação, que vai em anexo. Já enviei o mesmo documento ao IAB/SP (bienal) e à revista Projeto. Obrigado

Um abraço

[Rodrigo Azevedo, arquiteto, Rio de Janeiro RJ]

Carta aberta

Soube pela mídia e por amigos que um projeto de arquitetura da Prefeitura de Nova Iguaçu (RJ) havia sido premiado na 7ª Bienal de Arquitetura de São Paulo. Me parabenizaram e me perguntavam do que se tratava o tal projeto “Praça-Escola”. Eu respondia que nada sabia pois não havia sido comunicado por ninguém da Prefeitura sobre tal feito. Pensava cá com meus botões que deveria ser um novo projeto, desenvolvido após minha saída da Prefeitura como Secretário de Projeto Urbano (abril 2007), apesar de recordar que o nome “Praça-Escola” era uma possibilidade, entre outras, para batizar um programa de praças que estávamos começando a desenvolver a partir do segundo semestre de 2006. E fiquei com isso na cabeça.

Dia destes, ao visitar o site da Revista Projeto, me deparo com o link do projeto “Praça - Escola” (www.arcoweb.com.br/especiais/especiais29b.asp). Por curiosidade, resolvi clicar e saber do que se tratava. Para minha surpresa, a justificativa conceitual e arquitetônica do projeto é exatamente o que eu havia estabelecido, lá em 2006, quando solicitado pelo Prefeito um amplo programa de praças para cidade.

E meu nome não constava como autor e idealizador. Me recordo que foi em agosto/setembro de 2006 que desenvolvi, na praça da Figueira, o primeiro estudo arquitetônico para materializar estes conceitos (www.aaa.com.br/transfer/figueira.zip)*. Logo após partimos para outras três: Carlos Gomes (inaugurada em fins de 2006, conceitualmente ainda incipiente), Ipê e Tupy, conforme mostra powerpoint preliminar realizado em dezembro de 2006 (www.aaa.com.br/transfer/pptpracas.zip)*.

Já no início de 2007, Lindberg Farias estabeleceu como prioridade a execução de praças por todo o município, algo que já constava em nosso programa de governo elaborado na campanha eleitoral de 2004 (www.aaa.com.br/transfer/programadegoverno.zip). Para tal, foi necessário a criação, dentro da SPUr (Secretaria de Projeto Urbano), de um núcleo para elaboração de projetos de praças, seguindo o conceito estabelecido no ano anterior. Contratei arquitetos e designei um coordenador exclusivo para tal fim.

Em abril de 2007, após quase dois anos e meio a frente da SPUr, os princípios de atuação que acreditava para a secretaria não eram mais compartilhados com a atual administração. Fui exonerado pelo então Secretário de Urbanismo, Hélio Aleixo. Apesar das divergências, a relação com Lindberg continuou amistosa, como demonstra a carta de recomendação que recebi para admissão na Architectural Association School of Architecture (www.aaa.com.br/transfer/carta.zip).

A Secretaria de Projeto Urbano foi criada por mim e Lindberg Farias após a vencedora campanha eleitoral de 2004 (www.aaa.com.br/transfer/video.zip). Sua função era desenvolver todos os projetos de arquitetura e urbanismo para o município, de forma centralizada e independente. Apesar de vinculada à Secretaria de Urbanismo, respondia diretamente ao Prefeito. Neste período (2005-2007), montei e coordenei uma equipe com cerca de 15-20 pessoas que desenvolveram mais de 200 projetos (orçados e processados) de arquitetura e urbanismo – como escolas, postos de saúde, praças, mobiliário urbano, restaurações, reformas, etc. Junto com o arquiteto Paulo Vidal e o apoio do IPHAN-RJ, estruturamos a Subsecretaria de Patrimônio Cultural (SpaC, vinculada a SPUr), algo inexistente no município até então.

Atualmente parte dos projetos encontram-se em execução, como as eco-escolas, postos de saúde (ver em www.aaa.com.br), reforma do Hospital da Posse, restauração da Fazenda São Bernardino, algumas praças, entre outros.

Fico a imaginar se os seis arquitetos do MEC – Oscar Niemeyer, Afonso Reidy, Jorge Moreira, Carlos Leão, Lucio Costa e Hernani Vasconselos – tivesem suprimido o nome de Le Corbusier da autoria por conta do desenho final não corresponder aos primeiros estudos. Ou então, suprimir Lucio Costa, por ele não ter participado integralmente do projeto durante seu desenvolvimento. Jamais seriam perdoados.

Felizmente a história da arquitetura moderna no país não conta com este episódio. E creio que, como arquitetos e cidadãos, devemos lutar, sempre, contra a constante omissão autoral nos projetos de arquitetura e urbanismo.

Assim sendo, agradeço a colocação dos créditos da seguinte forma:

PROJETO PRAÇA-ESCOLA – SECRETARIA ADJUNTA DE PROJETOS URBANOS (SPUr) – PREFEITURA DE NOVA IGUAÇU (RJ)

Prefeito: Lindberg Farias.

Secretário Adjunto de Projeto Urbano (2005-2007): Rodrigo Azevedo.

Secretário Adjunto (2007-2008): Washington Fajardo.

Subsecretário de Patrimônio Cultural (SpaC): Paulo Vidal (cedido pelo IPHAN).

Coordenadora: Adriana Sansão.

Arquitetos: Fabrício Pinheiro, Gabriela Dalmasso, Luiza Farias, Márcia Naglis, Pedro Évora, Raul Bueno e Renata Araújo.

Colaboradores: Aline Xavier, Ana Carolina Lopes, Anna Paulina Kupperman, Renato Barandier, Ricardo Kawamoto, Verônica Natividade e Luiz Paulo Molina.

Orçamento: Alberto Sá, Celso Paixão, Paulo Melo, Valéria Silva.

Consultores: Educação – Bia Goulart, Engenharia – Ruy Azevedo, Infra-Estrutura – Marcelo Tenório, Paisagismo – Dália Pais.

Sem mais,

Rodrigo Azevedo

* ver data dos arquivos.


Ruy Debs Tuesday, May 06, 2008 9:31 PM
Assunto: Lançamento de livro

Prezado Abílio,

Agradeço o empenho do amigo em divulgar o lançamento do meu livro (Artacho Jurado – arquitetura proibida, Editora Senac). Conto com a sua presença no dia 19/5.
Muito obrigado.

[Ruy Eduardo Debs Franco, arquiteto, Guarujá SP]


Matias Ernesto Cosso Tuesday, May 06, 2008 2:44 PM
Assunto: Casa das Canoas

A quien corresponda: me dirijo a Uds. para pedirles informacion sobre la casa Das Canoas del Arquitecto Oscar Niemeyer. Soy estudiante de Arquitectura en la Universidad de Buenos Aires (UBA) y estamos haciendo un trabajo de anlisis sobre esta obra. Sin otro particular saludo muy atte.

[Matias Ernesto Cosso, estudante, Buenos Aires Argentina]

Caro Matias, temos algumas matérias disponíveis no portal:

Boa pesquisa!

Abilio Guerra / Editor Vitruvius


Pedro Dias Friday, May 02, 2008 10:08 AM
Assunto: Favela e egoísmo

Mesmo na implantação orgânica e empírica se houvesse uma dose de planificação, mesmo os mais simples dos assentamentos urbanos, se tornam pitorescos e agradáveis.

Curioso de ver a explicação de um ator como o Antônio Fagundes, sobre a favela Cidade de Deus (Jacarepaguá). Baseado na sua experiência na novela “Duas Caras”, Fagundes explica o porquê das favelas e suas expansões. Curioso constatar que a equipe de computação gráfica que criou a “Portelinha”, traça uma malha ortogonal e reticulada, impondo a ordem na simplicidade.

Fagundes nos explica, que o fenômeno das favelas, nasce da incompetência do Estado para a administração da demanda da população, que necessita de habitação, transporte, etc. Portanto, as favelas na verdade são próximas aos locais de trabalho por motivos óbvios. A inoperância, a ausência de ações efetivas dos Governos para a tomada de decisões rápidas e práticas, inviabiliza um planejamento apropriado.

A implantação orgânica das favelas é um exemplo da ocupação feita no Brasil pelos portugueses, nos séculos XVI, XVII e XVIII. O Estado brasileiro constituído do final do século XIX, já era inoperante: “Providência - batizado como Morro da Favela (Centro).

Considerada oficialmente a primeira favela do Rio de Janeiro, o Morro da Providência, que fica atrás da Central do Brasil, foi batizado no final do século 19 como Morro da Favela, daí também a origem do nome (substantivo) que se espalhou depois por outras comunidades carentes do Rio de Janeiro e do Brasil. Os primeiros moradores do Morro da Favela eram ex-combatentes da Guerra de Canudos e se fixaram no local por volta de 1897. Cerca de 10 mil soldados foram para o Rio com a promessa do Governo de ganhar casas na então capital federal. Como os entraves políticos e burocráticos atrasaram a construção dos alojamentos, os ex-combatentes passaram a ocupar provisoriamente as encostas do morro - e por lá acabaram ficando.” (www.favelatemmemoria.com.br).

O Brasil é formado de um espírito egoísta onde o privado predomina sobre o público. A corrupção banalizada é uma constatação do egoísmo do brasileiro. Isso não é o único exemplo dessa característica, mas o descaso, a omissão, são exemplos que ampliam esse leque de desprezo pelo patrimônio público. A nossa agricultura até hoje exporta a matéria prima, para depois o país importar como produto industrializado. Isso é outro exemplo da nossa omissão pelo que é público. “Francisco Guicciardini, historiador italiano que no princípio do século XVI esteve nas Espanhas, como embaixador de Florença junto ao rei de Aragão: A pobreza é grande e ao meu ver não provém tanto da natureza do país quanto da índole de seus habitantes, oposta ao trabalho; preferem enviar a outras nações as matérias-primas que seu reino produz para comprá-las depois sob outra forma, como se verifica com a lã e a seda que vendem a estranhos para comprar-lhes depois panos e tecidos.” (Gilberto Freyre – Casa Grande e Senzala).

[Marco Santos de Amorim]


 
         
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