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Casablanca,
mythes et figures d'une aventure urbaine, Jean-Louis Cohen
e Monique Eleb, 1998 |
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Adalberto
da Silva Retto Júnior: O urbanismo “de projeto” existiu entre as duas
guerras até à reconstrução. A nova questão não era mais expandir as cidades,
mas de dirigir seu crescimento, de requalificar as áreas abandonadas,
os grandes ensembles, espaços peri-urbanos e também os centros
antigos. A demanda do “projeto urbano” resulta em uma falência do Urbanismo?
Jean-Louis
Cohen: Não há dúvida que a França conseguiu depois de 1945 realizar
muitas operações de reconstrução e de extensão urbana. Essas operações
eram relativamente simples e foram conduzidas pelo desenvolvimento de
grandes investimentos públicos sob o controle dos engenheiros da Ponts
& Chaussées. O problema não é, somente o do fracasso do urbanismo
como disciplina mas de todo o dispositivo público de “aménagement”
que havia sido constituído para responder aos problemas de maneira quase
puramente quantitativa como se tratasse do prolongamento direto do desenvolvimento
dos tempos de guerra visando construir as obras de fortificações do Atlântico.
A demanda
de projeto urbano resulta, portanto, da constatação da inadequação dos
processos jurídicos, dos métodos de composição, das técnicas de direção
de projetos, das formas de consulta das populações e, sobretudo, da evidência
que uma espécie de revolução cultural era necessária para compreender
esta cidade que não era mais a das grandes periferias abertas, mas a das
interações complexas entre usos e percepções. Uma cidade também, na qual
um urbanismo privilegiando a intervenção pública devia encontrar novas
formas de negociação entre a coletividade e os investidores. Uma cidade
enfim, e também um pensamento urbanístico, capazes de permanecer mais
tempo do que o das campanhas rápidas de “aménagement” do pós-guerra.
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