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Igor Guatelli
Introdução
Projeto Baixios do Viaduto
Derrida e Koolhaas
Arquitetura como re-existência
Ambigüidade, afeto e objeto sensível
Créditos
 
Ringue de boxe sob o Viaduto do Café em São Paulo. Foto Roberto Cattani
 

Uma re-existência na metrópole: Baixios do Viaduto. Entrevista com Igor Guatelli
André Teruya Eichemberg

Um garotinho permanece imóvel diante de ringues de Boxe deslizantes, uma pequena livraria de bairro parece silenciar o barulhento movimento dos carros, mendigos passam lentamente sob um viaduto, uma esculpida garota faz Cooper ouvindo seu novo ipod enquanto um idoso senta-se sobre as arquibancadas esperando algo emergir...

Falar sobre qualquer aspecto do contemporâneo já parece ao mesmo tempo obsoleto, há sempre um presente que delira. Mas por que não delirar nesses tempos de ambigüidade?

Essa entrevista surge do simples desejo de experimentar uma troca de idéias a respeito da arquitetura e de como existimos nas cidades atuais. Como sugere Igor Guatelli, trata-se antes de uma re-existência da arquitetura e por que não do ser, de como pensamos ou nos relacionamos com as infindáveis paisagens sígnicas de nosso cotidiano.

Com liberdade e vigor nas respostas, Guatelli nos transporta para uma discussão límpida e sincera sobre a arquitetura atual e seus virtuais desdobramentos em sua instigante proposta para o Viaduto do Café em São Paulo.

Este projeto serviu enquanto fio condutor para algumas questões que nos auxiliaram a essa experimentação entre disciplinas, de estar no interstício da filosofia e arquitetura, do moderno e o contemporâneo, entre o conceito e o afecto.

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Ringue de boxe sob o Viaduto do Café em São Paulo. Foto Igor Guatelli
 
 
         
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