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Capa
de CD. Projeto de Acervo Digital Rino Levi, FAU PUC-Campinas / Fapesp,
1997/1999. Coordenação de Abilio Guerra |
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Arqtextos:
Fale um pouco a respeito de sua formação. Por que escolheu a carreira
de arquiteto? Onde e quando cursou arquitetura?
Abílio Guerra:
Como é o caso de quase todos os arquitetos, desde criança fui um aluno
muito interessado em matemática e desenho, tanto geométrico como artístico.
Nas inevitáveis divisões dos trabalhos em equipe, sempre me cabia a elaboração
de desenhos, maquetes, objetos tridimensionais, etc. Foi assim no grupo
escolar e no ginásio, que fiz em Araraquara, interior de São Paulo. Depois
fui para um colégio técnico – a ETEP, em São José dos Campos – para fazer
o curso de mecânica e pude aprender desenho técnico com muita competência.
Paralelo a isso, desde adolescente, eu sempre adorei literatura, história
e ciências em geral.
Essa diversidade no
gosto e nas habilidades me colocou diante de um impasse na hora de escolher
um curso universitário. Minha dúvida era entre arquitetura e história.
Acabei fazendo os dois cursos, o primeiro na FAU PUC-Campinas (1978-82)
e o segundo no IFCH Unicamp (1980-90). Quando entrei, o curso de arquitetura
ainda era recente – a primeira turma só se formou no final de 1978 – e
com todos aqueles problemas normais em escolas em processo de formação.
Mas havia um conjunto de professores de primeira linha: Sophia da Silva
Telles, José Resende, Carlos Martins, Rodrigo Lefrève, Carlos Roberto
Monteiro de Andrade, Antonio Carlos Sant’Anna, Edgar Dente, Sylvio Sawaya,
Raphael Perrone, Vladimir Bartalini, Áurea Pereira da Silva e muitos outros.
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