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| Entrevistados | Como participar | |||
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Com 652 votos (a maioria dos Núcleos do Interior), Arnaldo Martino, da chapa “IAB UNIDO”, foi eleito o novo presidente do IAB paulista. Confira neste flash, algumas características do perfil do arquiteto. As perguntas e respostas abaixo aconteceram em fevereiro de 2006. José Wolf: Arnaldo Martino, onde nasceu? (bairro, cidade) Arnaldo Martino: São Paulo Capital – Rua da Consolação no Centro JW: Por que a opção pela Arquitetura? AM: Desde muito jovem tinha um envolvimento com as artes plásticas e o modelismo – aero e naval, o que me ajudou muito no treino à leitura espacial, ao desenho projetivo, etc. Resultou em caminho natural a opção pela Arquitetura – reforçada pelo evento de Brasília, recém inaugurada, etc. JW: Em que Escola (e ano) se formou? AM: Na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP em 1964 a graduação, e na mesma faculdade em 1982 – o Mestrado e em 1990 – o Doutorado. JW: Poderia citar alguns professores que marcaram sua formação? AM: Vilanova Artigas, Flavio Motta, Carlos Milan, Paulo Mendes da Rocha, Jean Maitrejean e muitos outros mestres como Lucio Costa e Oscar Niemeyer JW: Ao se formar, como iniciou a trajetória profissional (escritório, projetos, docência, atividades profissionais etc.)? AM: Em um escritório comum à um grupo grande de colegas todos jovens e engajados. Lá estavam o Flávio Império, Rodrigo Lefévre, Sérgio Ferro, Matheus Gorovitz, Antonio Sérgio Belgamin e outros, todos importantes companheiros. Participávamos intensamente de forma individual, ou diferentemente agrupados de concursos, projetos de vanguarda e projetos gráficos, artes plásticas, cenários, etc, e política naturalmente (1963/1964) JW: Como ocorreu, em sua experiência pessoal e profissional, a transição entre a prancheta e o computador? AM: Na minha formação o pensamento do espaço, o risco e o gesto estão em uma única ação – não adquiri treinamentos para a paciência de comandos indiretos. Muitos produtos gráficos, inclusive de apresentação saem direto da minha mesa de desenho. Mas o computador é uma ferramenta imprescindível e está incorporado nos procedimentos do escritório. JW: Qual seu hobby preferido: ler, ouvir música, assistir a algum filme? AM: Curtir uma casa no campo e tudo que isto proporciona: amigos, tênis, cozinha, filmes, ler e até projetar, que as vezes também é hobby. JW: Uma crença? AM: Que o Brasil ainda tem jeito! JW: Uma opção política? AM: Não partidária – mas que inclua ideologicamente o socialismo com um jeito humanista e uma estrutura democrática. JW: Um livro marcante? AM: Grande Sertões Veredas, de Guimarães Rosa JW: Um filme? AM: Todos os filmes de Federico Fellini. JW: Um projeto? AM: O Museu de Guggenheim de Nova York, de Frank Loyd Wright. JW: Uma cidade. Por quê? AM: Veneza. Precisa explicar?. JW: Um arquiteto brasileiro histórico? AM: Lucio Costa JW: E um internacional? AM: Le Corbusier JW: Qual seu grande sonho ao concluir, em 2007, a sua gestão como presidente do IAB paulista? AM: Que os arquitetos sejam social e profissionalmente mais respeitados, a ponto de influir nos destinos das nossas cidades. (calma! É um sonho) |
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