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Plano
Diretor da cidade de Prato, Itália. Coordenação
de Bernardo Sacchi. Análise morfológica das quadras.
Fonte da imagem: Université
de Lausanne |
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Adalberto
Retto Júnior e Christian Traficante: "O urbanismo não pode resolver
problemas maiores do que o ser, mas nem por isto deve tornar-se conivente
com tendências sustentadas por retóricas privadas de fundamentação e que
se declara de não dividir". O Senhor assim nos convidou a refletir
sobre alguns aspectos e méritos do período passado para dar-lhes uma nova
interpretação dentro das novas condições. Quais são as novas condições
dentro dos quais se possa assim falar de renovatio urbis?
Bernardo
Secchi: A primeira importante questão é a de quem sustenta a morte
do urbanismo normalmente afirma também, pelo menos implicitamente, a necessidade
de confiar no "mercado". O pensamento único e as retóricas modernas
do mercado propõem porém, uma imagem privada de fundamento; uma imagem
que nenhum teórico liberal teria considerado própria; esquece-se em particular
de dizer que nos mercados concretos e tipicamente nos mercados com os
quais o urbanismo se confronta, o poder não é distribuído de modo igual
e uniforme. Adequar-se ao mercado aceitando esta iníqua e falsa idéia,
quer dizer fazer-se conivente com os poderes que o dominam. O urbanista
não pode renunciar em refletir sobre o interesse geral e coletivo porque
a cidade, em seu conjunto, é bem público no sentido de bem-estar, conforme
os primeiros economistas. Ao longo de todo o século 20, arquitetos e urbanistas,
em uma pesquisa paciente, tentaram dar dimensões concretas, físicas, a
uma idéia do interesse geral e coletivo, freqüentemente antecipando o
que foi depois afirmado por outros estudiosos.
As
sociedades ocidentais contemporâneas têm muitas vezes a tendência de esquecer
o quanto as formas concretas do atual bem-estar devem a elas.
Uma
política de 'renovatio urbis' não nega este passado, mas o reelabora
procurando reescrever o sentido dos lugares que, na prática banalizante
da modernidade, havia se perdido. Uma política de "renovatio urbis"
redesenha a geografia funcional e simbólica da cidade e do território
levando-a a ficar mais próxima do mapa mental da sociedade contemporânea,
não ao mapa de valores monetários pretendido por diversos grupos de poder.
Uma política de "rennovatio urbis" desloca diversamente
do passado os valores posicionais e assim opõe resistência ao mercado,
não o segue totalmente. Acrescenta ao palimpsesto urbano um novo "layer"
que lhe permite uma nova interpretação.
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Plano
Diretor da cidade de Prato, Itália. Coordenação
de Bernardo Sacchi. Análise morfológica. Fonte da imagem:
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