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Entrevista
com Nuno Teotónio Pereira Numa manhã cinzenta sob a chuva de novembro, deixamos o “Cartola” (1) tão preparados como nunca para mais uma iniciativa NU (2). Pelo caminho dão-se umas voltas ao texto, vêm-se outras imagens, dormem-se mais umas horas. Em dia de procissão e depois de uma deambulação infinita segundo os textos das placas das ruas mais umas e outras coisas de Lisboa, toma-se uma paragem para o almoço, vê-se mais uma exposição, ajeita-se a gravata para a cena. Uma praça de um bairro modernista dominada por umas bombas de gasolina – um prédio como tantos outros. A porta já estava aberta. Lá dentro, o burburinho do “Tropical” (3), um passeio pela nossa história recente, horas soltas, uma vez mais absortos nas palavras de quem a escreveu e uma densidade que nos devolveria a Coimbra esgotados, foi fazendo desenrolar a conversa antes, durante e depois do gravador a funcionar. Com o elevador já a descer o arquitecto despede-se: "desejo-vos boa sorte, vão começar a profissão em condições bem mais difíceis do que eu…" Notas 1 2 3 | próxima página |
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