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Foto
Ana Lucia Arrázola |
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Arquiteto e
urbanista, "inventor" de Brasília (projetada em 1957), Lucio Costa foi
também profundo conhecedor do patrimônio cultural brasileiro, pensador
e humanista. Esteve à frente de uma série de episódios que marcaram profundamente
a alma brasileira: a reforma da Escola Nacional de Belas Artes; a construção
do Ministério da Educação e Saúde - obra-prima da arquitetura moderna
mundial; a criação do SPHAN/Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico
Nacional (atual IPHAN). E, sempre incansável na defesa do projeto de renovação
cultural que assinou com os maiores intelectuais da sua geração (Rodrigo
de Mello Franco, Mário de Andrade, Drummond, entre outros) consolidou
o projeto de um Brasil moderno que se cristalizaria na nova capital federal
erguida com Oscar Niemeyer a quase mil quilômetros do Rio de Janeiro.
Por questão
de temperamento, Lucio Costa jamais se preocupou com a guarda de seus
projetos, e ao longo do tempo foi simplesmente acumulando, em seu apartamento
no Rio de Janeiro, uma "papelada" extraordinária. São estudos que resultaram
em projetos (Brasília, inclusive), textos em elaboração, notas do cotidiano,
livros, revistas e jornais, fotos, desenhos e manuscritos, além de cartas
do mundo inteiro (Le Corbusier, Walter Gropius, André Malraux, Charlotte
Perriand, entre tantos outros).
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