1º
lugar – Prêmio “Manuel Fernandez
Hechenleitner”
Felipe Carrasco S., Alvaro Cumsille e Gabriel Salgado
S.
Universidade Mayor / Santiago Chile
Orientador: Uwe Rohwedder
Orientadores do ateliê: Pablo Saric / Marco Polidura /
Cristian Winckler
Terremoto
branco
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Módulo
em zona de emergência |
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Memorial
descritivo
Entre
a segunda quinzena de julho e até fins de agosto os setores pré-cordilheiros
das zonas sul e austral do Chile e da Argentina se encontram em
uma condição metereológica associada às baixas temperaturas e
precipitações em forma de neve. Este fenômeno é conhecido como
“Terremoto branco”. Em determinados anos este fato
tem uma atividade inusual, caracterizada por atuar dentro de uma
massa de ar extremamente fria, que se estende desde os 33° latitude
sul até os 54° latitude sul, entre os 72° longitude leste e 68°
longitude leste, por um tempo maior do que o normal. Assim aconteceu
nos anos 1982, 1995, 1999 e 2002.
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Relações
matemáticas das demandas e soluções |
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A
quantidade de neve acumulada provocou efeitos de isolamento, tornando
impossível a alimentação de animais de pastoreio nas pradarias
cobertas de neve e obrigando muitas famílias a buscarem refúgio
fora de suas localidades, uma vez estando seus lares sem condições
de habitabilidade.
São
áreas aonde a vida depende da coexistência entre homem e animal.
Discutir
o caminho que deve seguir a habitação social ibero-americana significa
identificar múltiplos eventos que se sucedem cotidianamente dentro
de nosso território.
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Armazenamento
dos módulos |
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Dentro
deste esquema dinâmico, nos damos conta de um território que conta
com tantos problemas quanto são as realidades existentes. Também
veremos que existem catástrofes que afetam áreas com populações
menos densas assentadas em áreas longínquas dos centros urbanos.
São estes eventos – que por atingirem apenas uma baixa porcentagem
da população e por serem episódicos – que recebem uma ação
pouco comprometida com as necessidades de cada realidade particular.
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Ancoragem
no solo com estacas |
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Propõe-se
como linha de atuação identificar estas áreas susceptíveis e captar
problemas imprevistos nestas pequenas sociedades.
Do
mesmo modo, o “terremoto branco” se converte em um
fenômeno atmosférico que representa um alto risco para as pessoas
e seus bens.
Em
geral, por uma condição natural da vida, as comunidades afetadas
mantêm reservas de alimento para as pessoas e forragem para os
animais, mas devido à prolongada permanência da condição metereológica
imperante e pela situação de inabitabilidade das habitações, as
famílias devem ser evacuadas e abrigadas em centros mais povoados,
garantido-lhes a possibilidade de reacomodar sua habitação, mas
abandonando seu bem mais precioso, e do qual depende sua economia,
o gado.
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Detalhe
técnico do módulo |
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Informes
do Ministério de Agricultura apontam para um número de 1.500 famílias
nestas condições, número médio dos três últimos eventos.
Para
esta problemática apresentamos uma solução que propõe uma habitação
temporária, capaz de abrigar a cada chefe de família durante o
período de duração do desastre climático, que assim poderá cumprir
o papel de vigia de sua casa e de seu gado.
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Esquema
de ações |
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A
solução consiste em um abrigo de forragem para gado, dotado da
quantidade de fardos necessários para aproximadamente 18 dias
de isolamento (duração média do fenômeno). É considerado como
uma demanda média um pequeno agente agropecuário, proprietário
de 10 cabeças de bois ou 20 cabeças de ovelhas. Assim, temos um
consumo de 4 fardos diários que, dia a dia, são necessários a
cada chefe de família
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Módulo
em zona de emergência |
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O
abrigo
Cada
abrigo contará com 72 fardos, mais 18 de reserva.
O
conjunto deve ser abastecido por via aérea, tal como quando se
efetua a retirada das áreas em condição de desastre.
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Módulo
dobrado em dimensões mínimas |
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Como
característica material do abrigo, temos uma cobertura têxtil
plastificada, impermeável e dobrável quando desocupada, e que
leva impressa em uma de suas faces um esquema com instruções de
consumo dos fardos. Possui fechos situados nas áreas de extração
da forragem. A face superior é uma cobertura auto-inflável por
CO² comprimido e, assim, se auto-estrutura e se apóia nos apoios
periféricos do módulo.
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Seqüência
de consumo e ocupação |
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A
resistência térmica do fardo é de r: 2.7 por polegada, ou seja,
um fardo de 50 cm. De largura possui um r: 54, equivalentes a
um isolamento de espuma de poliuretano de 19 cm de espessura.
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Transparência
forragem / envolvente |
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O
caráter temporário da habitação é alcançado através do consumo
dos fardos e da materialidade do abrigo, o qual, após ser esvaziado,
é dobrado e guardado em bolsas impermeáveis, e é devolvido pelo
usuário aos organismos competentes na forma de um volume compacto
de dimensões mínimas, capaz de ser armazenado em grandes quantidades
para ser reutilizado posteriormente.
Desta
forma o abrigo dá lugar ao refúgio do ser humano e às vezes é
fonte de provisões para o animal.
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Vista
em perspectiva da solução
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