Ata
de julgamento
Às
nove horas do dia 31 de maio de 2005 a Comissão Julgadora do Concurso
Público Nacional de Arquitetura: Sede da Orquestra Sinfônica de
Minas Gerais (OSMG) – composta por Arquiteto Carlos Antônio
Leite Brandão (representante do Governo do Estado de Minas Gerais),
Arquiteto Héctor Vigliecca (representante nacional do IAB), Arquiteto
Jason Barroso Santa Rosa (representante do IEPHA-MG), Roberto
Borges Martins (representante do Governo do Estado de Minas Gerais),
Ronaldo Martins Barbosa (representante da Cia. Vale do Rio Doce),
Arquiteto Ronaldo Masotti Gontijo (representante do IAB/MG) e
Sandra Almeida Lino Faria (representante da Orquestra Sinfônica
de Minas Gerais) – reuniu-se nos salões Ouro e Cobre do
Hotel Caesar Business, em Belo Horizonte, para sua sessão de instalação
e abertura dos trabalhos de julgamento do referido concurso.
Às
dez horas e trinta minutos, conforme previsto no regulamento do
Concurso, os projetos enviados foram abertos em sessão pública
e diante da presença de todos, conferidos quanto ao seu atendimento
às normas de entrega e envio estipuladas. Os projetos foram numerados
e dispostos nos painéis expositores de modo a serem avaliados
pelos membros da Comissão Julgadora. Das 103 inscrições feitas,
foram entregues 54 projetos. Todos estes 54 projetos obedeceram
às normas de entrega e foram considerados aptos para serem analisados,
não havendo, a princípio, motivo legal ou regulamentar para excluir
qualquer um deles.
Às
quatorze horas e trinta minutos do dia 31 de maio de 2005, no
mesmo local, a Comissão Julgadora iniciou a sessão de análise
dos trabalhos e indicou os membros Roberto Borges Martins e Carlos
Antônio Leite Brandão para a presidência e secretaria dos trabalhos,
respectivamente. Depois de definir os procedimentos e horários
de funcionamento e discutir sobre alguns critérios e diretrizes
preliminares para proceder à referida análise, passou-se à avaliação
dos projetos concorrentes, a qual perdurou até as vinte horas,
quando foram encerrados os trabalhos e fechados os salões que
abrigavam os projetos.
Dando
continuidade à sessão de análises individuais dos projetos, os
trabalhos foram reiniciados às sete horas do dia seguinte, 1º
de junho de 2005. Às dez horas da manhã, a Comissão reuniu-se
para concluir a primeira fase de análise individual e selecionar
os trabalhos que deveriam passar para a segunda fase. Após os
depoimentos, esclarecimentos e argumentações de cada membro sobre
todos os projetos, foram aprovados para a segunda etapa, doze
projetos, a saber: 02, 15, 18, 19, 22, 28, 37, 40, 41, 44, 46
e 53.
Esta
segunda etapa de análise começou às onze horas deste mesmo dia
e procedeu ao exame mais profundo de cada um dos projetos selecionados,
exame realizado coletivamente por todos os membros da Comissão
Julgadora. Sintetizando os debates e considerações ocorridas nesta
etapa, passemos a apontar os pontos levantados a respeito de cada
um dos projetos selecionados.
O
projeto 02, de méritos e qualidades estéticas e funcionais indiscutíveis,
reconhecidos por todos da Comissão, preserva o edifício original
invadindo, entretanto, o subsolo da Praça Carlos Drummond de Andrade
para situar a sala de concertos e seu acesso. Verifica-se no projeto
uma competente leitura do prédio histórico e a boa criação de
ambiências e espacialidades ricas. Infelizmente, contudo, tal
utilização contraria as bases do concurso conforme explicitado
no seu termo de referência e ratificado pelo consultor na sua
resposta à pergunta número 9 da fase de consulta. Dessa forma,
a Comissão Julgadora concluiu pela impossibilidade de premiação
deste projeto, reservando-se, contudo, o direito de conceder-lhe
posteriormente “menção honrosa”, em vista de sua ousadia,
caráter, coerência e qualidades acima referidas, dentre outras.
O
projeto 15 apresenta boa solução, pesquisa e estudo da sala de
concertos, mas contém problemas funcionais, de setorização, de
fluxos e de acessos, como, por exemplo, o acesso à sala de concertos.
A solução volumétrica em cubo de vidro traz problemas ambientais
e funcionais e não aprofunda arquitetonicamente o diálogo entre
o velho e o novo.
O
projeto 18 traz uma boa setorização e aproveitamento de materiais,
mas os acessos de serviços e fluxos são deficientes. Ele cria
mais um subsolo, o que prejudica sua exeqüibilidade, e anula totalmente
a fachada posterior do edifício da Secretaria da Fazenda. Há uma
boa valorização da escada e leitura da história espacial pré-existente,
enfatizada pela magnificação da luz e expressão do eixo de acesso
à sala de concertos. O projeto é eficiente, mas o seu grau de
intervenção no prédio antigo é grande e irreversível, mesmo tendo
criado um novo subsolo, o que prejudica sua passagem para a próxima
etapa de julgamento.
O
projeto 19 propõe a inserção de um volume curvo e assimétrico
de madeira, dinamizando as perspectivas verticais do interior
e contrapondo-se à ortogonalidade do espaço pré-existente. As
fachadas do edifício da Secretaria da Fazenda são preservadas
adquirindo suas janelas a função nova de dramatizar o espaço interno.
O fluxo de artistas, técnicos e de público poderia ser ainda melhor
disciplinado e distinguido, especialmente na região do foyer e
do espaço do patrocinador. Seria recomendável estudar o reposicionamento
de alguns setores, tais como a sala de dimmers (a qual
deveria ser deslocada para a caixa cênica do palco, por razões
de economia) e elevadores. Há, aparentemente, alguns problemas
acústicos e de visibilidade no auditório, como nas últimas fileiras
do balcão, em grande parte gerados pela estrutura da cobertura,
pelas dimensões e inclinações da platéia e do balcão, as quais
poderiam ser repensadas. Contudo, ele atende muito bem, de forma
adequada e eficiente, um dos objetivos centrais do concurso: a
sala de concertos. Tanto neste aspecto quanto na preservação quase
integral da fachada externa, este projeto se destaca em relação
aos demais. De alta qualidade, o projeto é ousado e criativo,
usa com pertinência a linguagem da arquitetura contemporânea,
assume e valoriza o novo. O contraponto entre a rigidez geométrica
do edifício pré-existente e as curvaturas do novo volume desenvolve-se
sob a luminosidade difusa introduzida no vão entre ambos e realça
a conformação simétrica e ortogonal do espaço eclético. Cria-se,
com isso, uma ambientação rica que funciona admiravelmente para
fazer do espaço um “drama”, ou seja, um diálogo tenso
entre os dois “personagens arquitetônicos” e tempos
históricos, imersos num jogo permanente e numa interação, sem
que um se confunda ou se deixe anular pelo outro, conforme o espírito
entrevisto na proposta do concurso. Tendo em vista tais valores,
a Comissão considerou pertinente promover este projeto para a
próxima etapa.
O
projeto 22 dispõe o eixo palco-platéia da sala de concertos conforme
a longitudinalidade induzida pela escada original no eixo de simetria
do hall. Por esta razão, o projeto parte desta busca de coerência
com a tensão espacial pré-existente. Decorrem desta solução, contudo,
dimensões, proporções e disposição do público prejudiciais à audição
da sala de concertos. O volume externo, em “L” procede
como estratégia funcional, mas é pobre como solução arquitetônica
e extremamente discutível ao optar pela substituição total da
fachada posterior do antigo prédio, impedindo, futuramente, qualquer
reversão que se mostre mais conveniente e apropriada do ponto
de vista do patrimônio e da memória histórica.
O
projeto 28, tal como o projeto 19, preserva as várias fachadas
e a volumetria original mas, ao invés de acrescer um outro elemento
na parte superior, ele propõe um bloco retangular contíguo à fachada
posterior e “colado” ao prédio do Anexo da Biblioteca
Pública. Trata-se de proposta ousada que resolve relativamente
bem questões de fluxos e setorização. Contudo, a Comissão Julgadora
entendeu que a disposição palco-platéia “em esporão”
ou “semi-arena” (platéia disposta nos três lados do
palco) apresenta inconvenientes por prejudicar a audição. O novo
volume posterior, colado ao prédio do Anexo da Biblioteca Pública,
prejudica muito a solução. Há problemas também relevantes de fluxos
de pessoas e materiais. A ambiência interior não parece muito
rica e não explora bem o contraste obtido pelo novo volume inserido
no interior da Secretaria para abrigar a sala de concertos. Mas
trata-se de uma boa idéia, a merecer avançar para a próxima etapa.
O
projeto 40 apresenta boa solução de fluxos e boa relação entre
a sala de concertos e as salas de apoio adjacentes. O espaço é
bem disciplinado e estruturado. Há uma boa valorização da área
de fundos, criando uma “passarela” ou “rua”
de acesso público na área entre a Secretaria de Fazenda e o Anexo
da Biblioteca Pública, tendo sido este o projeto que melhor se
dedicou a este aspecto e à valorização do espaço exterior e urbano.
O volume de aço, “plugado” em “L” sobre
o prédio histórico, liquida com a fachada posterior, o que é altamente
problemático, sobretudo do ponto de vista da preservação do imóvel
e reversibilidade futura, caso necessária. Além disso, o “volume
de aço” imediatamente justaposto às paredes externas converte
as janelas em meros elementos decorativos. No geral, o projeto
se encontra bem resolvido, sobretudo quanto à parte de serviços,
e as modificações que se fazem necessárias não parecem alterar
a essência da proposta do concorrente. Conclui-se por recomendá-lo
a passar para a próxima fase.
O
projeto 37 também apresenta o inconveniente de ter a sala de concertos
“em esporão” e é problemático o palco ter a parede
como seu fundo imediato, dificultando inclusive seu acesso. A
solução estética é altamente questionável, mas há valores funcionais
como o bem disciplinado acesso e definição do espaço do patrocinador.
O
projeto 41 trabalha a sala de concertos de forma circular contrapondo-se
à ortogonalidade do edifício pré-existente e alterando a fachada
posterior. A nova cobertura, em parte piramidal e em vidro espelhado,
relê em outra escala e proporção, o princípio dos telhados inclinados
na fachada principal. O palco retrátil e suas plataformas pneumáticas
permitem variar alturas e aumentam a flexibilidade demandada no
termo de referência. A disposição semi-circular e concêntrica
da platéia envolvendo a orquestra é inadequada do ponto de vista
acústico, gerando reflexão e ecos de difícil resolução sem alterar
a essência da proposta, baseada justamente na contraposição entre
o círculo e a ortogonalidade da composição eclética original.
Como uns dos maiores valores do projeto há uma eficiente organização
dos fluxos, uma boa organização espacial e funcionamento dos espaços
de apoio. Contudo, a disposição circular compromete altamente
a proposta.
O
projeto 44 apresenta um “novo edifício” de volumes
e formas comuns e recorrentes sobreposto à linguagem clássica
da Secretaria da Fazenda. Sua cobertura propõe espaço para eventos,
mas não apresenta linguagem arquitetônica com a devida elaboração
e sustentação conceitual, espacial e histórica. Sérios problemas
de acesso e fluxos comprometem definitivamente a proposta.
O
projeto 46 também coloca uma caixa de vidro sobre o prédio remanescente.
Como no projeto 22, faz uma boa leitura da tensão longitudinal
sugerida pela escada, aproveitando-a para definir os acessos mais
coerentes para a sala de concertos. Há fluxos de artistas, platéias
e materiais que não se encontram bem disciplinados. Ao respeitar
o eixo de orientação antigo do prédio, contudo, a disposição da
sala de concerto se faz, também aqui, “em esporão”
e prejudica a audição ao dispor a platéia nas laterais do palco.
Além disso, é prejudicial a ausência de circulação atrás do palco.
O vão central vertical sobre a cafeteria no térreo valoriza o
espaço e o vão entre as fachadas e a parede da sala de concertos.
As duas torres ao fundo não solucionam bem os problemas funcionais
internos, como os acessos de serviço, e criam outros de ordem
compositiva, como a legibilidade da fachada posterior. Contudo,
pela coerência geral, o projeto deve ser melhor avaliado numa
próxima etapa.
O
projeto 53 traz, entre outros méritos, a coerência da solução
e de linguagem, a competência de realizar sínteses, a boa separação
entre o velho e o novo volume, o bom uso da escala espacial e
a valorização das fundações e estruturas antigas, a conferirem
à proposta um sentido arqueológico e retrospectivo, importante
do ponto de vista do patrimônio e da memória. O projeto é expressivo
e, apesar de conter fluxos e acessos confusos e/ou inadequados,
merece ser encaminhado para a etapa final de análise.
Diante
das considerações acima, a Comissão Julgadora definiu-se por:
a) indicar o projeto 02 para menção honrosa, tendo em vista os
vários méritos citados anteriormente. Contudo, não podendo ser
premiado por infringir as bases do concurso, conforme claramente
explicitado pelo consultor, tal projeto não poderá passar à etapa
final e ser indicado para premiação; b) encaminhar para a etapa
final de análises e deliberações os projetos de número 19, 28,
40, 46 e 53.
Tendo
deliberado isto, encerrou-se o segundo dia do julgamento às oito
horas da noite, fechando-se os salões onde transcorreram os trabalhos.
A
etapa final iniciou-se às nove horas da manhã seguinte, dia 2
de junho de 2005, com o exame aprofundado de todos os cinco projetos
selecionados por todos os membros da Comissão Julgadora, como
nas sessões anteriores. Às onze horas, depois de realizado este
exame, passou-se para a discussão visando a classificação final,
a seleção da proposta vencedora e demais premiações e menções
que constituíram o objetivo do concurso em tela. Seguiram-se as
indicações dos sete membros da Comissão Julgadora referentes ao
projeto vencedor, aos demais premiados e às possíveis menções.
Para
o primeiro lugar, e como projeto vencedor do “Concurso Público
Nacional de Arquitetura: Sede da Orquestra Sinfônica de Minas
Gerais no Circuito Cultural Praça da Liberdade”, a proposta
19 recebeu cinco indicações e a proposta 53 obteve duas indicações.
Para
o segundo lugar, a proposta 53 recebeu cinco indicações, a proposta
28 e a proposta 40 obtiveram uma indicação cada.
Para
o terceiro lugar, a proposta 28 recebeu cinco indicações e a proposta
40 obteve duas indicações.
Diante
dessas indicações a Comissão Julgadora decidiu conferir o primeiro
lugar à proposta 19, o segundo lugar à proposta 53 e o terceiro
lugar à proposta 28.
Recuperando
os principais méritos acima referidos quanto ao projeto 19, vencedor
do concurso, destaca-se a manutenção das fachadas existentes,
preservando os aspectos exteriores do prédio; o forte diálogo
entre o novo e o antigo e entre as formas curvas e a ortogonalidade
do prédio remanescente constituindo uma ambiência rica e um drama
espacial acentuado com uma sábia utilização da luz; a boa resolução
da sala de concertos, concebida de forma adequada e eficiente;
a ousadia, criatividade e pertinência do uso da linguagem contemporânea;
a contemplação satisfatória das exigências de funcionamento e
requisitos técnicos fundamentais. A autonomia da inserção do novo
volume no prédio antigo conseguiu preservar a leitura diferenciada
de cada um deles, sem se confundirem ou se anularem reciprocamente.
Ao contrário, criou-se um “jogo” entre ambos que evita
fazer do antigo um mero coadjuvante da nova composição, preserva
a identidade de cada elemento, promove a interação entre eles
e gera um “drama” entre as duas estruturas sem dissimulações
entre elas. A Comissão considera que o conjunto arquitetônico
da Praça da Liberdade tem se caracterizado como espaço em constante
transformação, a testemunhar variados estilos e expressões arquitetônicas
incorporadas em diferentes épocas. O projeto vencedor, portanto,
responde adequadamente também a este contexto histórico e espacial
da Praça.
As
potencialidades apresentadas pelo projeto permitem a ele receber
diversas sugestões e correções de ordem técnica, aptas a melhorá-lo
ainda mais. Dentre essas, a Comissão Julgadora recomenda: a) quanto
ao fluxo: definir melhor a independência de circulações entre
público e artistas, sobretudo nos níveis 8,09 e 14,00; prever
trânsito no espaço vazio atrás do palco; b) quanto à sala de concertos:
contemplar as varas de iluminação, cenografia e acesso a elas;
desobstruir todas as linhas de visão entre a platéia e o palco
ajustando melhor os focos visuais; evitar a inclinação linear
das fileiras da platéia de modo a melhorar a visibilidade do fundo
da platéia e balcão; instalar a cabine de modo a visualizar totalmente
o palco; deslocar a sala de dimmers para a área da caixa
cênica do palco; c) quanto à acústica: tomar como parâmetro fundamental
que toda a caixa da sala de concertos deve apresentar o isolamento
mínimo de 50 decibéis; evitar-se o uso de materiais muito leves
no envoltório do espaço de espetáculo; verificar por meio de modelos
ou maquete o nível de som em cada ponto da sala de concertos;
estudar projeto acústico que favoreça a redução do volume da sala
de concertos e em especial a sua altura; d) quanto ao espaço do
patrocinador: deslocar os dois elevadores de público para liberação
do espaço a ser utilizado para exposições; o piso deve ser plano
e sem degraus; relocar a escada central de acesso ao subsolo;
diminuir e reposicionar o espaço para o café; resolver os acessos
à escada de incêndio de modo a não comprometer a segurança do
espaço de exposição; repensar os espaços vazados do piso imediatamente
superior ao térreo, de tal forma que permita um maior aproveitamento
do mesmo. Visando melhorar ainda mais os aspectos referentes à
preservação do edifício e sua inserção no contexto urbano, sugere-se
ainda: a) estudar a possibilidade de reduzir a altura do novo
volume, mesmo que isto implique em perda de alguns lugares da
platéia no balcão; b) reaproveitar da melhor forma possível os
materiais originais que forem retirados devido à intervenção.
O
projeto 53 foi selecionado para segundo lugar devido a diversos
méritos. Dentre esses destacamos a ponderada relação com o prédio
histórico e a relação dos volumes obtida através de uma caixa
de vidro intermediária. Destaca-se também a pertinente manutenção
da estrutura e parede existente como suporte da sala, dotando
a proposta de um “valor arqueológico” importante.
O
projeto 28 foi selecionado para terceiro lugar pela procedente
relação da sala de concertos e o prédio existente e a criação
de um vazio central por onde a luz natural é recuperada de modo
a valorizar a relação entre o novo volume e o espaço pré-existente.
Foi considerada acertada a solução dos acessos observando a escada
existente, a tensão longitudinal por ela sugerida e a manutenção
das fachadas e volumetria originais do prédio histórico.
Além
da decisão quanto aos premiados, a Comissão decidiu confirmar
a menção honrosa dada ao projeto 02 pela solução meritória, conforme
justificado e argumentado anteriormente por ocasião de sua avaliação,
mesmo sabendo que o projeto contraria ao disposto no regulamento
do concurso e explicitado pelo consultor em suas respostas às
perguntas formuladas por concorrentes. Além desta, outra menção
honrosa foi concedida à proposta 40, por sua preocupação urbanística
e vitalização do espaço intersticial entre o prédio da Secretaria
da Fazenda, o Anexo da Biblioteca Pública e a Praça Carlos Drummond
de Andrade.
Tomadas
estas decisões, foi lavrada a presente Ata que vai por mim assinada
e por todos os demais membros da Comissão Julgadora. Esta Ata
estará disponível na sua íntegra para conhecimento público na
sede e no site oficial da entidade promotora – Governo do
Estado de Minas Gerais, através do IEPHA/MG –, na sede e
no site oficial da entidade organizadora – Instituto dos
Arquitetos do Brasil, Departamento de Minas Gerais – e será
publicada no Diário Oficial do Estado de Minas Gerais.
Belo
Horizonte, 2 de junho de 2005
Arquiteto
Carlos Antônio Leite Brandão (Secretário da Comissão Julgadora)
Roberto
Borges Martins (Presidente da Comissão Julgadora)
Arquiteto
Héctor Vigliecca
Arquiteto
Jason Barroso Santa Rosa
Arquiteto
Ronaldo Masotti Gontijo
Ronaldo
Martins Barbosa
Sandra
Almeida Lino Faria
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