2º
Lugar – Equipe 009
Autores: Arquitetos Alvaro Puntoni, Eduardo Ferroni, Jonathan
Davies, Fernanda Costa Neiva, Maria Julia Herklotz, Pablo Hereñú
(São Paulo/SP)
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Vista
aérea da primeira fase |
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O
sítio e a cidade
A
nova sede da Petrobrás UN-ES será construída sobre um local raro
dentro do contexto urbano de Vitória. O Morro do Barro Vermelho
é, por si só, um marco referencial na paisagem. Além disso, a
rica vegetação que a área possui configura uma verdadeira ilha
verde. O projeto sugerido parte da premissa de valorizar essas
características ao integrar geografia e construção de maneira
que uma valorize a outra.
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Situação |
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Os
edifícios propostos se caracterizam pela horizontalidade, contrapondo-se
tanto à verticalidade do Morro do Barro Vermelho e do Morro da
Gamela, quanto à ocupação típica do bairro com suas torres isoladas.
Estratégia
de ocupação
A
excepcionalidade do lugar e sua presença na cidade, os encontros
das encostas com os planos aterrados, constituem situações espaciais
que o projeto procura valorizar e evidenciar. A relação visual
direta entre as cotas altas do morro e a cidade na cota zero,
assumindo a encosta como saia arborizada dessa ilha verde, é um
dos preceitos que determinam o projeto.
A
estratégia de ocupação, com a localização das construções no topo
do morro realiza esta idéia e se contrapõe aos edifícios do entorno
que negam e escondem essa geografia, subtraindo-a da vida cotidiana
da cidade. Ao atingir as cotas mais altas, se ganha a possibilidade
de avistar a Baía, a Ilha do Frade e o Canal da Passagem. Este
conjunto de operações busca realizar uma espécie de homenagem
à topografia, tão marcante na espacialidade desta cidade.
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Corte
síntese |
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O
estudo minucioso do terreno levou a um ajuste do embasamento central
proposto de modo a preservar integralmente a área rochosa onde
se localizam as árvores mais significativas da área, incorporando-a
ao conjunto edificado. Este espaço dado, ponto culminante do morro,
torna-se um local de estar e uma comunicação externa entre os
edifícios das duas fases de implantação. Sua flora constitui o
suporte natural para o Orquidário que ali será instalado. A este
local deu-se o nome de Praça das Pedras.
Edifícios
propostos e fases de implantação
As
dimensões estabelecidas para a futura ampliação levaram à concepção
do projeto de forma integral, com suas duas fases de construção.
Deste modo o conjunto apresenta uma única lógica de implantação
e as mesmas qualidades espaciais. A construção da primeira fase,
no entanto, já constitui um núcleo funcional e íntegro, que terá
sua espacialidade enriquecida pela futura ampliação. A execução
da segunda fase poderá ser realizada sem gerar qualquer transtorno
para o funcionamento da fase inicial.
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implantação
da primeira fase |
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Os
edifícios propostos podem ser agrupados em dois tipos no que se
refere às diferentes situações de implantação e isso determina
sua solução construtiva. Há os que, incrustados no morro e paralelos
às curvas de nível, mimetizam a pedra e reconstroem o topo como
rochas artificiais de uma nova topografia. Para estes adotou-se
a estrutura em concreto armado com planos em laje grelha e fechamentos
em painéis pré-fabricados. Há ainda os que se destacam do morro,
dispostos transversalmente e soltos na paisagem. Para estes a
estrutura metálica se apresenta como solução mais coerente.
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Implantação
com as duas fases |
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O
conjunto proposto é constituído pelos seguintes edifícios:
Embasamento
O
embasamento, de implantação discreta e geometria que se adéqua
ao topo do morro, é o elemento de articulação geral do complexo.
Seu interior abriga 543 vagas de estacionamento cobertas, mini-auditórios,
salas de vídeo conferência, setor bancário, revistaria e um bar
/ café. Em sua cobertura, em meio a uma Praça de Água, encontram-se
a área para eventos ao ar livre, o centro de atividades físicas
e um pequeno café. Coração do conjunto, este edifício mistura
os setores de Vivência e Centro de Convenções criando um ponto
focal para o encontro e a integração. Através do embasamento,
seja pelo seu interior, seja por sua cobertura, acontece a comunicação
entre os vários edifícios da primeira fase além da integração
destes com os edifícios da segunda fase.
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Vista
aérea do conjunto |
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Um
recuo desta construção preserva uma área de rochas e árvores existentes.
Esta Praça das Pedras transforma-se em extensão ao ar livre do
foyer do Auditório Central, do Centro de Convenções e do Centro
de Realidade Virtual, coadunando todas estas atividades.
Blocos
de apoio leste e oeste
Paralelos
às curvas de nível, estes dois blocos albergam os setores que
precisam de comunicação com os escritórios, porém necessitam de
autonomia espacial e de acessos independentes. O bloco Oeste,
por sua posição mais próxima ao acesso principal e relação mais
franca com a avenida, recebe os programas de interface pública
mais definida: Serviços, Subsidiárias e Centro de Atendimento
Médico. Foi locado também nesta construção o Centro Integrado
de Controle (CIC).
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Vista
desde a Av Nossa Sra da Penha |
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O
bloco leste, mais próximo ao acesso secundário, abriga os setores
que precisam de acesso com docas de carga e descarga e pés-direitos
especiais. Encontram-se nele: Almoxarifado e Oficinas, Datacenter,
Laboratórios e Armazenagem de Amostras.
As
coberturas de ambos são jardins conectados à Praça de Água por
meio de pontes metálicas sobre a rua interna.
Edifício
de escritórios
As
áreas para escritórios se resolvem em um único bloco destacado
sobre os demais. Sua implantação dá unidade ao conjunto e permite
a criação de comunicações verticais diretas entre eles. O edifício
contém áreas para escritórios distribuídas em quatro níveis no
interior de uma estrutura de 150m de comprimento e 37,50m de largura.
Quatro linhas estruturais longitudinais criam três salões paralelos
de 150x12,5m. O salão central concentra os núcleos de circulação
vertical e instalações e cria um grande vazio, interrompido duas
vezes por volumes que abrigam programas especiais como mini-auditório,
vídeo-conferência e reuniões. Esse vazio permite proporcionar
ventilação e iluminação naturais para todos os ambientes.
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Vista
interna |
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Os
salões laterais dão suporte à instalação das estações de trabalho
dos escritórios panorâmicos possibilitando arranjos diferentes
para atender aos vários setores. A circulação horizontal acontece
junto ao vazio interno e pode ou não ser segregada. Jardins e
varandas, intercalados, dão ritmo aos pavimentos, sugerem setorizações
e criam espaços para o usufruto da paisagem. Para controlar a
insolação sobre suas fachadas foram criados planos de sombreamento
e difusão em chapa metálica perfurada, galvanizada e pintada de
branco. A perfuração desses elementos é variável e responde às
necessidades de cada ambiente e às diferentes orientações. Esses
elementos, pela escala de sua aplicação, superam seu caráter utilitário
ao configurar um bloco monolítico branco que paira sobre o morro
e a Praça da Água.
Auditório
/ refeitório central
Junto
à Praça das Pedras, uma nova pedra, quadrada, com 27 metros de
lado e 16m de altura abriga o auditório central, o refeitório
e um conjunto de rampas que interliga estes programas e os três
níveis do embasamento. A sala do auditório acomoda 390 lugares
e possui foyer externo avarandado que desfruta a paisagem e se
funde aos demais programas que conformam o centro de convenções.
Sob o palco um pavimento técnico acomoda os equipamentos de climatização
e o insuflamento é feito pelo piso da platéia através de um plenum.
A proximidade com o CRV sugere sua possível utilização como uma
grande sala de visualização em três dimensões.
O
refeitório, sobre o auditório, se desenvolve em dois pavimentos.
O inferior recebe a área de distribuição e alimentação e possui
uma extensa abertura horizontal. O superior aloja toda a infra-estrutura
necessária e possui aberturas para ventilação e iluminação zenitais.
O acesso ao refeitório pode ser feito ao ar livre através da Praça
da Água no nível 41,00 ou de forma abrigada, pelo nível 36,60.
Centro
de Realidade Virtual
Por
seu caráter investigativo e experimental por meio da utilização
de tecnologias em desenvolvimento, o CRV foi pensado como uma
grande caixa dentro da qual diferentes arranjos irão se sucedendo
ao longo do tempo. Este volume, de planta octogonal e construção
em concreto armado, cria um vazio interno de 10 metros de altura
e uma prumada de instalações sanitárias e salas de reunião que
se repete em três pavimentos. Os ambientes que completam o programa
são construídos com estruturas metálicas e podem ser futuramente
re-configurados. O acesso de público a seu interior situa-se no
nível 36,60 tornando este programa parte integrante do centro
de convenções. Um acesso técnico e de equipamentos localiza-se
junto à via de acesso no nível 29,80.
Empreiteirópolis
A
Empreiteirópolis localiza-se na extremidade norte do conjunto,
próxima à Portaria 2. A situação topográfica permitiu sua implantação
de forma muito discreta com a praça de contêineres em nível com
a rua sobre os vestiários e refeitório, em nível inferior, aberto
e ventilado.
Central
de utilidades, galeria técnica de instalações e ETRA
Na
extremidade sul do terreno foi prevista uma Central de Utilidades
que aglutina a central de água gelada do sistema de ar condicionado,
a subestação SE-3, grupo de geradores, reservatórios inferiores
e casa de bombas. Próximo à central de utilidades foi posicionado
o Castelo D’água, torre cilíndrica com 5m de diâmetro.
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Vista
desde o Morro da Gamela |
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Para
organizar a distribuição horizontal das tubulações e cabeamentos
de todos os sistemas de infra-estrutura foi proposta uma Galeria
Técnica de instalações. Esta galeria possui acessos para visita
e manutenção e articula a central de utilidades com os demais
edifícios.
A
Estação de Tratamento de Resíduos e Águas localiza-se ao lado
da Portaria 2, em cota favorável para a captação do esgoto cinza.
Nessa estação será feito o tratamento biológico com posterior
filtragem e cloração.
Acessos,
controles e circulação de veículos e pedestres
A
circulação de veículos se organiza de maneira setorizada. A via
interna proposta contorna o embasamento e comunica as duas portarias.
No trecho oeste desta rua e com acesso pela Portaria 1 junto à
Av. Nossa Senhora da Penha, localizam-se as entradas dos estacionamentos
cobertos, o acesso ao bloco de apoio oeste e boa parte das vagas
descobertas. Este setor concentra a circulação de funcionários
e visitantes. O trecho leste da via, próximo à Portaria 2 junto
à Rua Guilherme Serrano, se caracteriza como rua de serviços ao
prover acesso à Empreiteirópolis, Almoxarifado e Oficinas, Depósito
de Amostras dos Laboratórios, Datacenter, CRV, Estação de Tratamento
e Central de Utilidades. Paralela a essa via corre a galeria de
instalações. O controle dos veículos é feito nas portarias 1 (funcionários
e visitantes) e 2 (carga e serviços).
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Chegada
pela rua interna |
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O
acesso de pedestres ao interior do conjunto se faz através de
percursos aéreos. Junto à Portaria 1, uma marquise conduz os pedestres,
após a identificação, até uma torre de concreto que contém dois
elevadores, com paradas nos níveis 3,00 e 36,60. Estes elevadores
atendem à demanda da primeira fase de implantação e deverão ser
complementados por outros dois quando a segunda fase se concretizar.
Uma passarela metálica no nível 36,60 leva até o interior do embasamento
passando sobre a mata recomposta na encosta e sobre a rua interna.
Ao evidenciar a escala vertical da topografia, este elemento transcende
seu aspecto funcional tornando-se um símbolo e um marco urbano
sobre a avenida e para a cidade. Um torre semelhante, com menor
capacidade, poderá ser construída na segunda fase caso o acesso
de pedestres pela Rua Chapot Presvot se revele significativo.
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Chegada
pela passarela |
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Este
projeto se configura como uma ação de adição. Não subtrai da vida
da cidade o Morro do Barro Vermelho, seu sítio de implantação,
mas ressalta sua vegetação e consolida seu caráter original. Acrescenta
à paisagem uma nova referência, planos d’água, outras pedras e
duas linhas brancas. Sombras e luzes sobre a rocha ligando seu
passado natural a seu futuro desejável.
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Chegada
pela rua chapot presvot |
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Desenhos
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Planta
nível 33,20 - serviços e estacionamento |
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Planta
nível 36,60 - praça das pedras |
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Planta
nível 41,00 - praça da águao |
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Plantas
dos escritórios |
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Corte
transversal pelo ed de escritórios |
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Cortes |
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Cortes |
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Cortes |
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Ficha
técnica
Autores
do projeto
Alvaro Puntoni, Eduardo Ferroni, Jonathan Davies, Fernanda Costa
Neiva, Maria Julia Herklotz, Pablo Hereñú
Colaboradores
Edson Riva, Fabiana Cyon, João Sodré, Juliana Braga, Olivia
Pereira, Omar Dalank, Vitor ao Castro
Consultores
Estrutura: Cia De Projetos Ltda
Ar Condicionado: Thermoplan Engenharia Térmica Ltda
Instalações: PHE Projetos Hidráulicos e Elétricos S/C Ltda
Automação Predial: SI2 Soluções Inteligentes
Sistema Viário e Estacionamentos: PLANVIA Engenharia e Consultoria
Transporte Vertical: EMPRO Engenharia de Produção Ltda
Lógica: Marciano Engenharia Elétrica Ltda
Paisagismo: Engenheiro Agrônomo Ricardo Vianna
Conforto Ambiental e Eficiência Energética: Geros Arquitetura
Ltda
Maquete: Triviño Maquetes
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