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honrosa – Projeto nº 26
Arquitetos Wagner Finger Hörbe, Karin Schuck Hemesath e Graziela
Von Kossel
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Vista
geral
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Forma
O partido
arquitetônico do projeto buscou a forma do museu no próprio conceito
de tolerância. Essa idéia vem da criação de dois planos curvos
e translúcidos representando etnias que se aproximam em clara
intenção de “abraço”. Essas curvas fazem contraponto aos dois
planos retos e paralelos de concreto que desempenham o papel de
pano de fundo do conjunto. Dessa maneira, a simplicidade de elementos
torna-se o fio condutor da proposta.
O formato
das curvaturas não é gratuito: a intenção foi de aproveitar ao
máximo o espaço reservado à edificação buscando uma conformação
com o espaço de implantação. Assim, a rotatória lindeira ao terreno
configura uma curvatura paralela a ela na fachada do museu e esta
tem relação com avenida Lineu Prestes, aceitando, na cobertura
da entrada do museu a reta que conforma a avenida. Da mesma forma
os planos retos de concreto no fundo tem relação direta com o
muro limitador do terreno, cujo espaço intersticial foi aproveitado
para a criação do estacionamento, de forma que não fosse gerado
ruído visual na fachada principal.
A forma também
serve de indicativo funcional. As curvas coordenam os espaços
públicos dentro da edificação, em especial as exposições que têm
sua importância valorizada no conjunto de funções, já que a curvatura
ajuda na indicação e apreciação de percursos e obras, virtude
essencial para um museu. Os planos de concreto abrigam a circulação
vertical e funções administrativas, de serviço e apoio técnico
ao conjunto.
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Usos |
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Técnica
O uso de materiais
e técnicas escolhidos para esta edificação busca simplificar e
diminuir ao máximo os elementos arquitetônicos. A diminuição de
elementos não retira do projeto a sua qualidade, muito pelo contrário,
agrega valor de percepção do usuário que, com o ambiente livre
de excessos arquitetônicos, foca no ponto realmente mais importante
do museu, que é a exposição. Como exemplos temos os pilares que
estruturam o espaço mais transparente da edificação, no perímetro
entre a pele de vidro e os brises, de forma que eles não interfiram
na visual do usuário, ou nas esquadrias, todas em glazing estrutural,
cujos montantes horizontais são embutidos no piso ou forro de
forma que a percepção do plano curvo torne-se ainda mais pura
no interior da edificação.
Os aspectos
de conforto ambiental são facilmente resolvidos com um espelho
d’água sobre uma cobertura impermeabilizada (diminuindo consideravelmente
a carga térmica absorvida pelo museu e o seu consumo de ar-condicionado)
e uma camada de brise-soleis horizontais de madeira em frente
à pele de vidro que recobre a edificação. Geralmente a manutenção
é dificultada ou mesmo impossibilitada pelos elementos de proteção
solar, mas o aumento do espaçamento entre os mesmos (com um coerente
aumento da largura dos brises) permite fácil limpeza dos vidros
além de permitir maior permeabilidade visual.
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Conforto
e exposições |
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A lógica estrutural
da edificação é extremamente simples: a barra de serviços no fundo
é estruturada pelas lâminas portantes de concreto e o espaço demarcado
pelos planos curvos é estruturado por pilares metálicos localizados
no perímetro que apóiam vigas de bordo e lajes protentidas. A
ausência de pilares no interior da edificação e o uso de paredes
leves (gesso acartonado e divisórias leves) faz com que a edificação
se torne extremamente flexível, possibilitando grandes mudanças
espaciais futuras com mínimo custo e facilidade.
Função
O auditório,
cinema e salas de aula (que pelas dimensões podem ser consideradas
como pequenos auditórios) são posicionados no segundo e terceiro
subsolos por serem funções que naturalmente não necessitam de
iluminação ou ventilação naturais (que normalmente atentam contra
a acústica do ambiente), com exceção dos foyers que recebem as
mesmas através de um jardim posicionado abaixo da rampa de acesso.
A exposição
permanente localiza-se no pavimento imediatamente acima deste
(a meio nível abaixo da cota 0.00) ainda aproveitando a iluminação
natural em todo o perímetro através de janelas posicionadas acima
dos usuários, o que permite uma iluminação mais uniforme. Dentro
desse espaço, as divisórias desempenham a função de dividir os
espaços de exposição em ambientes claros que demonstram os aspectos
positivos, a riqueza de cultura das etnias e a tolerância de modo
geral e em ambientes escuros que expõem os aspectos negativos
que são gerados pela intolerância.
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Vista
da biblioteca para a exposição temporária; vista da exposição
temporária para a biblioteca e loja; vista externa noturna
da rótula; área externa do restaurante |
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A necessidade
de pé-direito duplo e a nobreza da função, posiciona a exposição
temporária no pavimento de acesso (com nível 2,55, meio pavimento
acima da área externa), gerando um hall interessante espacialmente.
O posicionamento da biblioteca no 2º pavimento (nível 6,10), com
visibilidade clara do hall e para a exposição revela a importância
dessa função no complexo do museu, e permite o usuário da mesma
desfrutar do ambiente das exposições.
O restaurante
aproveita-se do espaço do terraço para gerar um espaço de convívio
com mesas também externas e com uma visual elevada privilegiada,
um belvedere no campus da USP. Os laboratórios, situados no mesmo
pavimento também tem a mesma visual graças à divisórias leves
de vidro que permitem a permeabilidade visual.
O último pavimento,
posicionado apenas na barra de serviço no fundo do lote, abriga
as funções de apoio como ar condicionado, reservatórios, fundamentais
para o funcionamento do complexo.
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Fachada
Lineu Prestes (noroeste)
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Fachada
rótula (nordeste) e fachada riacho (sudoeste)
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Corte
longitudinal
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Cortes
transversais
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Terceiro
subsolo (-9,10)
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Segundo
subsolo (-5,30)
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Primeiro
subsolo (-1,50)
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Primeiro
pavimento (2,30)
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Segundo
pavimento (6,10)
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Terceiro
pavimento (9,90)
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Quarto
pavimento (13,70) |
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Ficha
técnica
Autores
Arquitetos Wagner Finger Hörbe, Karin Schuck Hemesath e Graziela
Von Kossel
Colaboradores
Perspectivas - Alexsander do Prado Padilha (Escala Croquis)
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