| Menção
honrosa - Projeto nº 109
João Paulo Meirelles de Faria, Camila Obniski e Manoel Maia
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Croqui
- vista escada
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A premissa
mais forte contida no edital, que norteou o partido do edifício
proposto, é a sugestão por um museu educativo.
O objetivo
do espaço criado pelo museu é uma descoberta gradual, fluida e
integrada dos espaços museológicos, tanto expositivos quanto laboratoriais
e de produção de conhecimento, além de uma clara leitura das atividades
propostas.
Implantação
e relação com entorno
A sede do
museu da tolerância será construída dentro do contexto da Cidade
Universitária. Sendo assim, buscou-se estabelecer, ao mesmo tempo,
uma relação de diálogo com os edifícios circundantes, sem competir
ou ofuscar, mas deixando clara a intenção por uma arquitetura
diferenciada dada a especificidade do programa.
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Perspectiva
geral |
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Assim como
uma série de outros edifícios do campus da USP, o térreo se apresenta
da maneira mais livre possível, como espaço flexível de uso coletivo,
a fim de convidar o visitante a percorrer o edifício, tornando-o
um museu vivo e interativo, não um mausoléu da cultura.
Acessos
O acesso ao
edifício é pontuado por um eixo transversal e outro longitudinal.
O eixo transversal atravessa o edifício, de um lado recebe os
visitantes que chegam a pé ou de ônibus através da Av. Lineu Prestes,
e do outro recebe os visitantes que chegam de carro ao estacionamento.
No sentido longitudinal, há um acesso para receber os grupos que
chegam em ônibus de turismo, podendo ali se organizar antes de
começar sua visita ao museu.
Programa
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Vista
Butantã |
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Dividiu-se
o programa do edifício em dois blocos: um que serve e um que é
servido; que se relacionam em cada pavimento conforme as necessidades
programáticas exigidas pelas áreas do museu. O bloco que serve
abriga sanitários, depósitos, reservas técnicas e salas administrativas
e o que é servido abriga salas expositivas, laboratórios, biblioteca,
cinema, auditório, salas de aula e restaurante. Nas fachadas longitudinais
há um grande brise externo, que além de controlar a luminosidade
do prédio tem a função de unificar os dois volumes.
Circulação
vertical
A circulação
vertical é realizada através de dois elevadores, um para funcionários
e outro para visitantes, e uma escada em sentido contínuo localizada
no vazio entre a laje e o fechamento do edifício na face sul.
No percurso da escada, o visitante tem a possibilidade de descobrir,
ao mesmo tempo, as atividades do museu e a vista do instituto
Butantã.
A
luz
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Perspectiva
do fosso |
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A questão
da iluminação natural tem um papel fundamental no que se refere
à descoberta do museu. Os vazios laterais, que de um dos lados
abriga a escada de acesso, permite uma fluidez da luz que chega
de cima, através da iluminação zenital do último andar, destinado
às exposições temporárias; e convida a descobrir o programa do
museu e a paisagem que se desvenda a cada pavimento, através de
grandes aberturas laterais com suas respectivas intensidades luminosas
controladas por brise externo.
Campos
visuais
A partir da
análise do terreno e seu entorno, percebe-se a fachada oeste,
onde localiza-se o bloco de serviços, como a vista do terreno
mais intimista e de menor exploração dos campos visuais. As outras
três faces do museu apresentam vistas com maior possibilidade
de relação de fluidez entre o espaço do museu e o espaço exterior.
Na face norte, a relação com a cidade universitária, na face leste,
a vista privilegiada do perfil da cidade de São Paulo e ao sul,
a área verde do Butantã.
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Croqui
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Estrutura
A fim de obter
maior qualificação na mão-de-obra empregada, limpeza de canteiro,
menor prazo de execução e maior precisão nos custos da obra, optou-se
pela utilização da estrutura metálica.
Os pilares
se apresentam de maneira independente e com perfis diferenciados
em cada bloco, com a intenção de distingui-los com maior clareza.
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Croqui
geral |
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Corte
longitudinal |
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Corte
transversal |
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Planta
subsolo
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Planta
pavimento térreo |
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Planta
primeiro pavimento |
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Planta
terceiro pavimento |
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