| Projeto
102: Conexão Futura
Autoras: Olívia Orquiza de Carvalho, Paola Otsuka Itikawa, Sara
Naomi Sakuma e Sheila Yone Akimura
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Implantação
da quadra |
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Memorial
O desenvolvimento
sustentável não foi alcançado devido à negligência a um desenvolvimento
econômico e um progresso social que preservassem o meio ambiente,
impedindo, assim, a renovação dos recursos naturais e energéticos
do planeta.
Para que tal
situação não chegue a um fim calamitoso é necessário que surja,
então, um novo conceito de cidade. Uma cidade altamente sustentável,
com possibilidades de reassegurar a evolução das espécies. Desta
forma, é preciso que o homem deixe de ser parasita dos recursos
naturais e passe a viver em comensalismo com eles.
Projetou-se,
então, uma estruturação social-econômica urbana capaz de liberar
quase que plenamente os poucos solos férteis restantes, pois estes
passam a ter muita importância para a sobrevivência da vida terrena.
Neles foi estabelecida uma agricultura sustentável de caráter
técnico-científico, na qual são usadas máquinas desde o monitoramento
das terras por satélite até a fabricação de organismos geneticamente
modificados.
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Croqui
da implantação |
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Implantação
geral da urbe |
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Implantação
do bairro |
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Já as cidades
se tornam células aquáticas que mantêm uma interação harmônica
com o continente e sua natureza através de ferrovias que distribuem
o alimento produzido. O continente é acessado somente por meio
de células-núcleo administrativas e é por elas protegido e controlado.
Uma célula-núcleo pode ligar-se a outra, formando um esqueleto
de cooperação entre as cidades.
A urbe foi
estruturada de maneira que células-bairros sejam acopladas a essa
célula-administrativa, mas cuja sustentabilidade seja praticamente
autônoma, pois além de seus setores residenciais, comerciais e
de lazer, cada uma possui uma central de serviços com local específico
para a dessalinização da água e a fabricação de PVC e outra central
para a industrialização das moradias-módulo. Também nessas células
ocorre a produção de energia para consumo próprio, podendo ser
de natureza eólica, solar e energia hídrica. Cada uma destas células-secundárias
é capaz de sustentar cerca de 20 mil habitantes.
Devido à escassez
de espaço, as moradias são totalmente racionalizadas — daí a opção
por um sistema de cápsulas-módulo. Tais cápsulas possuem apenas
as funções básicas de sobrevivência, como dormir, comer e higienizar-se.
Elas são feitas quase totalmente de PVC, pois a matéria-prima
básica para a fabricação deste material, o sal marinho, encontra-se
aí em abundância devido ao processo de dessalinização. Além disso,
o PVC foi escolhido por se apresentar como um dos melhores materiais
para sobreviver na situação proposta, já que é leve (fator que
facilita seu manuseio e aplicação); resiste à ação de fungos,
bactérias, insetos e roedores e também à maioria dos reagentes
químicos; é um material sólido e resistente a choques; é um bom
isolante térmico, elétrico e acústico; é impermeável a gases e
líquidos; resiste às intempéries (sol, chuva, vento e maresia);
é durável (com vida útil superior a 50 anos); é auto-extinguível;
é versátil e ambientalmente correto; é reciclável; e ainda é fabricado
com baixo consumo de energia.
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Corte
esquemático da estrutura submersa |
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Planta
do térreo - corpo principal |
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Planta
do pavimento tipo - corpo principal |
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Croqui
da cápsula |
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Planta
do pavimento térreo |
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Planta
do
mezanino |
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Ficha
de projeto
Nome do
Projeto
Conexão Futura
Autores
Olívia Orquiza de Carvalho, Paola Otsuka Itikawa, Sara Naomi Sakuma
e Sheila Yone Akimura
Instituição
de Ensino
Universidade Estadual de Londrina / UEL
Cidade
Londrina PR
Professor
Orientador
Otávio Shimba
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