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Iniciativa Solvin – Arquitetura Sustentável
Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro, 10 de outubro de 2005

Projeto 102: Conexão Futura
Autoras: Olívia Orquiza de Carvalho, Paola Otsuka Itikawa, Sara Naomi Sakuma e Sheila Yone Akimura

  Implantação da quadra
     

Memorial

O desenvolvimento sustentável não foi alcançado devido à negligência a um desenvolvimento econômico e um progresso social que preservassem o meio ambiente, impedindo, assim, a renovação dos recursos naturais e energéticos do planeta.

Para que tal situação não chegue a um fim calamitoso é necessário que surja, então, um novo conceito de cidade. Uma cidade altamente sustentável, com possibilidades de reassegurar a evolução das espécies. Desta forma, é preciso que o homem deixe de ser parasita dos recursos naturais e passe a viver em comensalismo com eles.

Projetou-se, então, uma estruturação social-econômica urbana capaz de liberar quase que plenamente os poucos solos férteis restantes, pois estes passam a ter muita importância para a sobrevivência da vida terrena. Neles foi estabelecida uma agricultura sustentável de caráter técnico-científico, na qual são usadas máquinas desde o monitoramento das terras por satélite até a fabricação de organismos geneticamente modificados.

  Croqui da implantação
     
  Implantação geral da urbe
     
  Implantação do bairro
     

Já as cidades se tornam células aquáticas que mantêm uma interação harmônica com o continente e sua natureza através de ferrovias que distribuem o alimento produzido. O continente é acessado somente por meio de células-núcleo administrativas e é por elas protegido e controlado. Uma célula-núcleo pode ligar-se a outra, formando um esqueleto de cooperação entre as cidades.

A urbe foi estruturada de maneira que células-bairros sejam acopladas a essa célula-administrativa, mas cuja sustentabilidade seja praticamente autônoma, pois além de seus setores residenciais, comerciais e de lazer, cada uma possui uma central de serviços com local específico para a dessalinização da água e a fabricação de PVC e outra central para a industrialização das moradias-módulo. Também nessas células ocorre a produção de energia para consumo próprio, podendo ser de natureza eólica, solar e energia hídrica. Cada uma destas células-secundárias é capaz de sustentar cerca de 20 mil habitantes.

Devido à escassez de espaço, as moradias são totalmente racionalizadas — daí a opção por um sistema de cápsulas-módulo. Tais cápsulas possuem apenas as funções básicas de sobrevivência, como dormir, comer e higienizar-se. Elas são feitas quase totalmente de PVC, pois a matéria-prima básica para a fabricação deste material, o sal marinho, encontra-se aí em abundância devido ao processo de dessalinização. Além disso, o PVC foi escolhido por se apresentar como um dos melhores materiais para sobreviver na situação proposta, já que é leve (fator que facilita seu manuseio e aplicação); resiste à ação de fungos, bactérias, insetos e roedores e também à maioria dos reagentes químicos; é um material sólido e resistente a choques; é um bom isolante térmico, elétrico e acústico; é impermeável a gases e líquidos; resiste às intempéries (sol, chuva, vento e maresia); é durável (com vida útil superior a 50 anos); é auto-extinguível; é versátil e ambientalmente correto; é reciclável; e ainda é fabricado com baixo consumo de energia.

  Corte esquemático da estrutura submersa
     
  Planta do térreo - corpo principal
     
  Planta do pavimento tipo - corpo principal
     
  Croqui da cápsula
     
  Planta do pavimento térreo
     
  Planta do mezanino
     

Ficha de projeto

Nome do Projeto
Conexão Futura

Autores
Olívia Orquiza de Carvalho, Paola Otsuka Itikawa, Sara Naomi Sakuma e Sheila Yone Akimura

Instituição de Ensino
Universidade Estadual de Londrina / UEL

Cidade
Londrina PR

Professor Orientador
Otávio Shimba

       
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  Data da notícia:17/01/2006 – Fonte: Equipe premiada / Londrina PR Brasil