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202: Albergue da Juventude – Edifício Bioclimático em Porto Alegre
Autores: Bruno Polastre, Cássio Vinicius Pereira, Lenita Pimentel
e Renata Sandoli
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Elevações |
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Memorial
Um albergue
da juventude em uma área de renovação urbana de Porto Alegre,
antiga área portuária com grande potencial cultural. Esse foi
o panorama com o qual nos defrontamos ao realizar esse projeto.
A área de
intervenção é muito bem localizada e de fácil acesso, junto à
rodoviária e ao centro da cidade; dá a vista para um parque e
para o rio Guaíba.
Assim, pensamos
o espaço do albergue como um edifício compacto, pois a compactação
é uma solução facilitadora do controle e dos acessos de pessoas
e serviços, além de ser uma solução atraente para locais de grande
variação térmica. Esse foi um partido inicial utilizado para se
criar um maior isolamento e controle da temperatura interna —
este último alcançado por meio de uma menor superfície de contato
externa, o que gera trocas menores de temperatura.
Embora contássemos
com um grande terreno, essa necessidade acabou por definir um
edifício em andares. Além de resguardar as áreas privativas, a
opção por meios níveis serviu para que se desenvolvesse um edifício
de altura e dimensões compatíveis com a principal função de um
albergue: promover, por meio do espaço, o maior entrosamento possível
entre os hóspedes.
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Maquete
eletrônica - implantação com incidência
dos ventos |
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Maquete
eletrônica
- perspectiva |
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O edifício
é composto por dois blocos implantados paralelamente um ao outro,
que encerram as principais dependências, e um átrio, onde se encontram
o restaurante e a circulação vertical. Os blocos comportam as
principais dependências do albergue, comuns e privativas, de acordo
com a seguinte divisão: bloco com orientação norte (recepção,
cozinha, restaurante e quartos) e bloco com orientação sul (convivência,
sala de estar, sala de jogos, administração, lavanderia, vestiários).
Quanto à orientação,
as maiores fachadas voltam-se para norte e sul, posicionando o
edifício de modo a evitar ao máximo a poluição sonora advinda
da rodovia-dique. Além disso, os quartos encontram-se majoritariamente
na fachada norte, captando o calor no inverno (por meio de sistemas
de estufas) e protegendo-se deste no verão (por meio de grandes
brises horizontais). Os brises verticais na fachada sul servem
de paredes refletoras da luz advinda da orientação leste, aquecendo
os quartos no inverno e protegendo-os, ao mesmo tempo, dos ventos
oriundos do sudoeste. Os quartos dos funcionários encontram-se
na fachada oeste sobre o refeitório, em balanço. Deste modo, funcionam
como um grande brise, protegendo o local onde ficam as mesas para
que as pessoas possam comer ao abrigo do sol direto.
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Reservatório
d'água |
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Barreira
acústica de PVC e vidro duplo ao longo da rodovia |
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O espelho
d’água objetiva resguardar a parte administrativa e de serviços
do albergue, deixando-a, ao mesmo tempo, em contato com o público.
Além disso, permanece quase o dia todo aquecido no verão, arrefecendo
os estudantes e o ar, que entra em contato para realizar posteriormente
o efeito chaminé. A água contida nesse local advém parcialmente
das chuvas captadas pelo telhado (que, por suas águas inclinadas,
já é a própria calha), e tem como função também irrigar a vegetação
local e servir de reserva para a descarga de bacias sanitárias.
Esse albergue
foi concebido visando a atingir os mais altos padrões de conforto
no que diz respeito à iluminação, ventilação e acústica. Além
de soluções distintas no âmbito do projeto, pensou-se também em
inová-lo no âmbito da construção propriamente dita, por meio de
materiais originais ou mesmo de materiais tradicionais aplicados
de formas não usuais. Deste modo, o PVC foi amplamente utilizado
— devido à sua versatilidade, durabilidade, resistência e leveza
— nas soluções de piso para a área de convivência, em todos os
tubos e conexões, nas esquadrias, nos forros dos quartos e nas
áreas molhadas.
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| Planta
pavimento térreo |
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| Planta
primeiro pavimento |
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| Maquete
eletrônica -
corte longitudinal |
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| Maquete
eletrônica -
corte tranversal |
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Cortes
longitudinais - estudos de ventilação |
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Cortes
transversais - estudos de ventilação |
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Ficha
de projeto
Nome do
Projeto
Albergue da Juventude – Edifício Bioclimático em Porto Alegre
Autores
Bruno Polastre, Cássio Vinicius Pereira, Lenita Pimentel, Renata
Sandoli
Instituição
de Ensino
Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo
/ FAUUSP
Cidade
São Paulo SP
Professor
Orientador
José Fernando Cremonesi
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