| Ata
Final de Julgamento
Aos vinte
e quatro dias do mês de junho do ano de dois mil e cinco reuniu-se
na sede do CREA, em Brasília-DF, a Comissão Julgadora do Concurso
Público Nacional de Plano Urbanístico e Estudo Preliminar de Arquitetura
e Paisagismo do Parque das Aves, em Brasília/DF, composta pelos
membros abaixo assinados.
A sessão foi
aberta, às oito horas e quinze minutos pelo arquiteto Luis Antônio
Reis, vice-presidente do IAB/DF que deu boas-vindas à Comissão
Julgadora e em seguida passou a palavra aos arquitetos coordenadores
do Concurso, os quais informaram sobre os procedimentos preliminares
e encaminharam à Comissão relatório sobre os trabalhos considerados
não habilitados, bem como disponibilizaram os trabalhos habilitados
para o julgamento.
Segundo os
coordenadores do Concurso os trabalhos entregues ao IAB/DF, pessoalmente
ou via correios, foram recebidos pelo secretário do Instituto
e armazenados em local inviolável. A Coordenação do Concurso,
ao tomar contato com os trabalhos, verificadas as datas de postagem,
imediatamente retirou e destruiu suas embalagens externas, de
modo a preservar o sigilo das propostas.
Em seguida,
foram separados os trabalhos compreendendo os painéis, os respectivos
envelopes lacrados, que contêm as fichas de identificação e o
cd-rom, e também as respectivas pranchas em formato reduzido.
Antes de proceder
à numeração dos trabalhos, a Coordenação verificou se esses estavam
conforme as bases do Concurso. Foram impugnados 05 (cinco) trabalhos.
Esses cinco trabalhos foram lacrados e colocados à disposição
da Comissão Julgadora, caso julgasse conveniente referendar ou
não sua impugnação.
Os demais
30 (trinta) trabalhos entregues, considerados de acordo com as
bases do Concurso, receberam numeração de 01 a 30.
A Comissão
Julgadora solicitou que os cinco trabalhos impugnados fossem numerados
e abertos, para tornar possível sua identificação futura. Os cinco
trabalhos foram então numerados de 31 a 35, da seguinte maneira:
– o trabalho
que recebeu o número 31 foi impugnado por não reservar a faixa
inferior de 5cm destinada ao selo do Concurso, não atendendo,
assim, ao item 7.4 do Regulamento do Concurso;
– os trabalhos
que receberam os números 32 e 34 foram impugnados por entregarem
o envelope destinado à ficha de identificação e cd-rom sem estar
devidamente lacrado, não atendendo ao item 8.4, alínea “b”,
do Regulamento do Concurso e comprometendo o sigilo das propostas.
Um deles, de número 34, sequer continha a ficha de identificação
do concorrente;
– o trabalho
numerado como 33 foi impugnado por conter os painéis e pranchas
respectivas em formatos variados, não atendendo ao item 7.3.1
do Regulamento do Concurso, que determina o formato de 90x70cm
para cada painel;
– e finalmente
o trabalho de número 35 foi impugnado por conter apenas 04 (quatro)
painéis e quatro pranchas reduzidas, não atendendo, portanto,
ao item 7.3.1 do Regulamento, que determina a quantidade de
06 (seis) painéis e pranchas respectivas.
A Comissão
Julgadora decidiu, por unanimidade, referendar a impugnação dos
trabalhos 31 a 35.
Coordenação
do Concurso informou que, devido a uma ambigüidade do Regulamento
do Concurso, as pranchas reduzidas foram entregues ora em formato
45x35cm (50% do painel), ora em formato A3. Ambos os formatos
foram aceitos pela Coordenação e acatados pela Comissão Julgadora.
Os trabalhos
objeto de julgamento foram aqueles numerados de 01 a 30, usando-se
a mesma numeração para os respectivos painéis, pranchas e envelopes
lacrados, contendo as fichas de identificação e cd-rom.
A Comissão
Julgadora iniciou os trabalhos com a escolha do Presidente da
Comissão e do Secretário, respectivamente os arquitetos e urbanistas
Sérgio Roberto Parada e Carla Andréa Mujica Conti Pedrosa. Após
a escolha, foi discutida e estabelecida a metodologia para julgamento
dos trabalhos.
Assim sendo,
cada membro da Comissão Julgadora procedeu à análise individual
de todos os trabalhos conferindo-lhes pontuação, visando a uma
primeira seleção, com base nos critérios preconizados no Regulamento
e no Termo de Referência do Concurso.
Foram então
pré-selecionados 15 (quinze) trabalhos: os de número 01, 02, 04,
05, 07, 08, 19, 20, 21, 22, 23, 26, 28, 29 e 30.
Com esse resultado
foram encerradas, às dezoito horas e quinze minutos, as atividades
do primeiro dia de julgamento.
No segundo
dia, os trabalhos iniciaram-se às nove horas e dez minutos. Procedeu-se,
primeiramente, a uma análise conjunta dos 15 trabalhos, aplicando-se
aqui também os critérios já mencionados, com a finalidade de chegar-se
a uma segunda seleção, resultando na escolha de 07 (sete) trabalhos,
quais sejam: os de número 02, 07, 08, 19, 20, 22 e 26.
Para a classificação
final foi feita uma análise comparativa minuciosa, que considerou,
em especial, os aspectos de plasticidade, de funcionalidade, aspectos
técnicos, de exeqüibilidade e de sustentabilidade ambiental das
propostas, quando se chegou, finalmente, à seguinte classificação:
Menção Honrosa
para o Trabalho n° 07;
3º lugar para o Trabalho n° 02;
2º lugar para o Trabalho n° 26;
1º lugar para o Trabalho n° 08.
O Trabalho
n° 08 foi escolhido unanimemente como vencedor por apresentar
as melhores soluções de projeto, destacando-se os seguintes aspectos:
1) Apropriação
adequada do espaço por meio de uma distribuição equilibrada
dos equipamentos, circulações, áreas de estar e da infra-estrutura
viária;
2) Excelente integração entre arquitetura e paisagismo;
3) Franca acessibilidade e circulação dos usuários, estimulando
a utilização do Metrô como principal meio de acesso ao Parque
e ao Jardim Zoológico;
4) Adequada apropriação e conservação dos recursos naturais
existentes;
5) Potencialização da atratividade do Parque mediante o enriquecimento
do conteúdo programático pré-definido.
A Comissão
Julgadora recomenda que, durante o desenvolvimento do projeto
executivo, seja aprofundado o tema “atração de aves”, utilizando
elementos de projeto pertinentes.
A Comissão
Julgadora considera de primordial importância que no desenvolvimento
do projeto seja revista a ligação entre o Jardim Zoológico e o
Parque das Aves, efetuada atualmente através de passarela aérea,
no intuito de se buscar a melhor integração entre essas áreas.
O Trabalho
n° 26, escolhido em 2° lugar, apresenta uma distribuição equilibrada
e harmônica dos equipamentos ao longo do Parque. O projeto qualifica
com muita propriedade os espaços de uso mais intenso do Parque.
A proposta valoriza ainda a atratividade dos caminhos dos pedestres,
por meio da distribuição de espaços de interesse, interagindo
com esses caminhos. O projeto, no entanto, concentra os estacionamentos
de veículos num único setor, prejudicando a acessibilidade de
crianças, idosos e pessoas com restrição de mobilidade a diversos
equipamentos propostos.
O Trabalho
n° 02, escolhido em 3° lugar, apresenta uma proposta naturalística
com ênfase para reconstituição plena da área do cerrado, e partido
focado na atração das aves. No entanto, a proposta não valoriza
a contento os aspectos de recreação e circulação. O estacionamento
de veículos isolado, e a inexistência de sistema viário junto
ao principal equipamento do Parque, restringem a acessibilidade,
apesar do veículo de transporte interno proposto.
O Trabalho
n° 07 foi escolhido pela Comissão Julgadora para Menção Honrosa
pela qualidade arquitetônica e paisagística na área sudoeste do
Parque, que congrega os principais equipamentos propostos.
A Comissão
Julgadora agradece as entidades promotora e organizadora – METRÔ/DF
e IAB/DF – respectivamente, pela realização desse Concurso.
A Comissão
Julgadora felicita a Coordenação do Concurso pela clareza e diligência
na condução dos trabalhos.
A Comissão
Julgadora parabeniza a todos os participantes pelo esforço na
elaboração de suas propostas, conferindo alto nível técnico e
artístico ao Concurso Público Nacional de Plano Urbanístico e
Estudo Preliminar de Arquitetura e Paisagismo do Parque das Aves
– Brasília/DF, contribuindo para o enriquecimento da cultura arquitetônica
brasileira.
Nada mais
havendo a tratar, o Presidente da Comissão Julgadora encerrou
os trabalhos às dezenove horas e vinte minutos, e eu Carla Andréa
Mujica Conti Pedrosa, lavrei a presente ata, que vai assinada
por mim e pelos demais membros desta Comissão Julgadora.
Brasília,
25 de junho de 2005.
Arq. Carla
Andréa Mujica Conti Pedrosa / Secretária da Comissão
Arq. Sérgio Roberto Parada / Presidente da Comissão
Arq. Alfredo Gastal Arq. Ana Lúcia Augusto de Oliveira
Arq. Aurora Gomes Ferreira Aragão Santos Arq. Eurico João Salviati
Arq. Luciano Fiaschi
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