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Lugar – Projeto n° 04/20 – Suzuki Arquitetura
Autores: Eduardo Hideo Suzuki e Any Kig Kanabushi
Colaboradores: Adriana Pereira Belentani, Allex de Paula Pietrobelli,
Danilo Fernando de Oliveira Gomes
Local: Londrina PR
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Perspectiva
– Vista das pistas de esportes radicais e do teatro de arena |
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Contexto
filosófico
A Juventude
dinamiza a pluralidade de signos culturais, ou seja, ela consegue
vencer o fosso de comunicação que contamina o contexto globalizado.
Por isso, muitas vezes, ela é sinônimo de negação; rompimento
e radicalização.
Numa batalha
eterna entre o ser jovem e ser adulto, são sobre eles, os jovens,
que incidem as mudanças.
Até hoje as
construções dirigidas a eles foram concebidas sem a participação
da comunidade. E a partir de todo o simbolismo que permeia essa
juventude, é necessário inseri-la nesse processo em comunidade.
É ainda mais importante tornar esses jovens protagonistas dessa
transformação, desde o planejamento das ações até o desfrutar
dos resultados que se obtêm. Precisamos então encarar os jovens
como fontes e não receptores.
Essa transformação
precisa ter como bases a expressão de: vida; democracia; liberdade;
solidariedade, sendo construída coletivamente; comunidade, na
incorporação de suas situações-limites; espetáculo urbano, imersão
numa realidade buscando ganhar visibilidade, “romper os muros”
e trabalhar o estigma de morador de periferia; consolidar uma
união entre Poder Público e a Juventude (credibilidade); desenvolver
na população regional consciência ecológica e conservacionista.
Contexto
cultural
A Barra do
Ceará é considerada o ponto inicial da colonização do Ceará (Forte
São Tiago). Localizada na região noroeste da cidade. O local foi
escolhido para ser um ponto de apoio litorâneo (metade do caminho
de Natal até o Maranhão). Foi sede de um hidroaeroporto entre
as décadas de 30 e 50. É um lugar que já foi testemunha de crimes
ambientais, mas que ainda conserva muito de sua beleza natural
única. Um Bairro que sofre por uma ocupação desordenada, que evidentemente
influencia na configuração da comunidade, caracterizada pela pobreza.
A Barra do
Ceará em Fortaleza tem 22.000 jovens. É um pólo turístico-ecológico
que apresenta riquezas culturais e ecológicas. Em relação a isso,
a ponte que liga o bairro a cidade é responsável por um grande
fluxo turístico, advindo dos estados vizinhos. A população total
do bairro é 69.000 hab. (representando 20% da população total
de Fortaleza), e praticamente 18% dessa população são analfabetos.
90% das unidades habitacionais são casas. A cultura local é reconhecida
por suas festas de São João, forte cultura gastronômica e artesanato.
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Croqui volumetria |
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Planta perspectivada pavimento inferior – edifício principal |
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Planta perspectivada pavimento superior – edifício principal |
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Resumo
da proposta
A proposta
estabelece a apropriação do espaço de forma convidativa, determinando
planos e eixos visuais com ampla permeabilidade e integração.
Os setores
foram divididos e organizados por três volumes principais: teatro,
atividades múltiplas/ administrativas e o ginásio poliesportivo
coberto. Além das áreas descobertas: quadra de areia/apoio; praça
de exposições; piscina; teatro de arena/esportes radicais e quadra
polivalente.
A idéia estruturada
é fundamentada em critérios espaciais dispostos de forma funcional
e racional que pudessem manter uma relação dinâmica e flexível.
Foram propostos
materiais e tecnologias construtivas adequadas a nossa realidade
cultural, sustentada nos princípios de síntese formal, expressividade
e exeqüibilidade.
O emprego
de materiais tradicionais e outros de grande eficiência ambiental
foram determinados para a melhor relação custo x benefício, visando
à viabilidade econômica, durabilidade e manutenção.
O fato da
pré-existência de uma estrutura edificada e das características
topográficas locais e contextuais direcionou à tomada de decisões
organizativas adequadas aos novos usos, incorporando sistemas
flexíveis que permitissem uma reestruturação dos espaços com o
máximo de aproveitamento possível.
A inserção
de elementos, formas, texturas e cores estilizadas em referência
a história, cultura e tradição regional, foram importantes para
a caracterização de uma identidade local. Um resgate e uma releitura
de todo o espectro social de forma a proporcionar uma evidente
exaltação dos valores humanos existentes de forma positiva, lúdica
e de esperança. Um espaço que possa democraticamente manifestar
toda a cultura local de forma envolvente, dinâmica e sustentável.
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Vistas panorâmicas 180° praça interna |
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Perspectiva - Vista aérea geral |
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Perspectiva – Vista da Avenida principal |
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Perspectiva – Vista do acesso principal |
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Conceituação
e Partido
Através deste
Centro Urbano os objetivos-chave da proposta pretendem estimular
e integrar a Cultura, Arte, Ciência e Esporte em Fortaleza.
A pré-existência
de algumas edificações e planos no terreno levou a adequação de
novos usos, incorporando sistemas flexíveis com reestruturação
de espaços e percursos organizados por eixos, circulações e visuais
de maneira integrada. Sustentados por princípios de síntese formal,
expressividade e exeqüibilidade.
A intenção
é possibilitar um amplo espaço acessado a partir de três possibilidades
distintas: a principal defronte a uma área central, a primeira
praça de convívio interna delimitada pelo platô, o desnível e
a edificação existente, acessado pela Avenida Castelo Branco com
possibilidade de entrada de veículos e estacionamento público
frontal e privativo através do contorno da quadra; o segundo acesso
para pedestres pela entrada à quadra polivalente coberta defronte
a quadra polivalente descoberta; a terceira pela face sudoeste
junto a lateral do teatro de arena acessando a rampa de forma
espiral ou as escadas da arquibancada. Estes dois últimos acessos
secundários estão dispostos em nível com o passeio e acessados
pela Avenida Radialista José Lima Verde defronte a área de preservação
ambiental. Estas entradas terão uso controlado e serão permitidos
de acordo com as atividades que estarão sendo desenvolvidos no
Cuca. Este espaço propõe uma conformação que se caracteriza como
uma segunda praça de convívio, integrada ao fluxo e a malha urbana.
A entrada
principal de uso cotidiano aonde se localiza a guarita de controle
e segurança é destacada por uma cobertura sinuosa. De forma convidativa
num desenho que sugere liberdade de expressão, uma alusão às águas
e a importância da transparência de nossos atos. Visa propiciar
um abrigo para receber e anunciar a entrada, com elementos marcantes
sustentados por colunas metálicas dispersa e aleatórias. Elementos
transgressores da ordem, radicais e instáveis que podem ser utilizadas
de forma lúdica e refletidas de forma questionadora e crítica.
O espaço da
praça de convivência principal e a edificação existente retangular
são demarcados e interseccionados pela circunferência no piso
e nas paredes curvas. Esta relação física e visual sugere uma
aproximação do antigo e do novo. A determinação integrada de um
espaço dentro de um espaço para ser permeada e utilizada de forma
livre e descompromissada. Este belvedere é o principal elemento
articulador do conjunto. A partir desta área foram distribuídos
de forma equilibrada todas as necessidades funcionais e pontos
atratores do centro urbano.
A estrutura
da edificação existente da Sede Social do Clube de Regatas do
Ceará será aproveitada, adequando os novos usos e funções. O desenho
do centro foi concebido com simplicidade, valorizando a excepcional
paisagem que se destaca do interior do edifício em ambos os níveis
da edificação.
Com a detecção
do eixo norte, traçou-se perpendicularmente o eixo no sentido
leste-oeste. Esta situação possibilitou a geração de um percurso
visual ao longo da topografia existente com vista ao Rio Ceará
e a paisagem do horizonte.
O desenvolvimento
do estudo preliminar procurou conceituar e potencializar os significados
regionais, sua história, colonização, cultura, folclore e tradição.
A partir de uma releitura da iconografia local, o projeto insere
elementos estilizados das embarcações e das velas, das jangadas
e das paisagens coloridas de areia.
O projeto
procura agregar valores no cotidiano da comunidade, através da
inserção de elementos marcantes da paisagem contextual, um tanto
lúdica, uma referência, marcos de caráter expressivo da cultura
local.
O gesto maior
do projeto é evidenciar a paisagem local. Permitir a integração
e apropriação espacial e visual de todos os setores, possibilitado
pelos desníveis, pelo posicionamento estratégico do conjunto,
assim como por meio da permeabilidade permitida pelo desenho,
seus sistemas e elementos construídos. Propõe-se que o centro
de convivência ganhe visibilidade; uma inserção artística e cultural
visando uma comunicabilidade por toda a comunidade e por todos
aqueles que passarem ao seu lado.
No nível da
praça de convivência central foram localizados: além da guarita
de controle e segurança da entrada principal o acesso direto ao
corpo da edificação existente; salas de atividades de múltiplo
uso; sanitários; setor de serviços; área para exposições temporárias;
área para reuniões e espaços agregados ao bloco do teatro. O palco
e o urdimento do teatro foram posicionados de forma a não prejudicar
a volumetria do conjunto e possibilitar a identificação e comunicação
visual do complexo de forma marcante.
No espaço
anexo pré-existente foi sugerida a locação da quadra de areia
para a prática das mais diversas atividades esportivas.
Esta área
poderá ser visualizada pelos dois pavimentos do edifício principal,
pela praça e arquibancada sobre a estrutura do arrimo existente,
assim como pelo peitoril junto ao alinhamento na calçada da rua
lateral. Este plano possui grande flexibilidade de uso como uma
extensão da praça de convivência para a realização de vários eventos
culturais como festas, exposições, apresentações teatrais e circenses.
Sua localização
possibilita um maior conforto acústico e térmico para os ambientes
do edifício principal, proporcionado pelo sombreamento em grande
parte do dia e pela ventilação cruzada predominante na região.
Junto à proposta
de novos vestiários defronte a piscina, propõe-se um grande terraço/mirante
agregado à lanchonete. Aonde será possível a contemplação do conjunto
interno e da paisagem exuberante ao entardecer, com vista do pôr
do sol, do horizonte, do rio e do mar.
No plano da
piscina que deverá ser recuperada, propõe-se outro nível mais
raso de uso infantil com jatos d’água que sugerem um desenho simbólico
e subjetivo de uma vela. Neste mesmo plano propõe-se um espaço
para estar, vestiários, sanitários, guarderia, apoio técnico,
acesso ao teatro de arena, área para a prática de esportes radicais
e ao ginásio polivalente descoberto.
O ginásio
polivalente coberto foi posicionado de maneira a se apropriar
do desnível existente sem grandes movimentações de terra, adequando
a arquibancada à topografia e de forma a possibilitar uma vista
e integração visual de todo o conjunto. Uma de suas faces está
paralela a Avenida Castelo Branco e a ponte.
O intuito
da volumetria traz a lembrança de uma grande embarcação, destacando
uma horizontalidade e uma ordem visual e organizacional. O beiral
calha embutido no volume localizado em toda a extensão desta fachada,
além de representar uma linearidade expressando uma direção, um
movimento contínuo de crescimento, trás como função a captação
e o escoamento destas águas pluviais coletadas e destinadas ao
aproveitamento na limpeza e manutenção do centro, descarga sanitária
e irrigação da horta.
O edifício
serve como uma barreira acústica e visual, disposto em conjunto
com a edificação existente, configura uma implantação em “L” que
visa proporcionar o espaço de uma grande praça introvertida. Esta
valorização interna permite uma humanização dos ambientes de forma
protegida e introspectiva.
No nível mais
baixo do complexo foi localizado o teatro de arena, a quadra poliesportiva
descoberta, o espaço para a prática de esportes radicais, a segunda
praça de convivência, área de caminhada e amplo espaço para a
instalação de gazebos móveis de acesso livre para a realização
de apresentações e pequenas feiras de artesanato, alimentação,
etc. Esta área é caracterizada como uma extensão da área urbana,
idealizada de forma a permitir a aproximação sem barreiras, uma
grande praça de convívio pública e aberta. Ela é delimitada superficialmente
com um controle na altura da piscina e vestiários, de modo a possibilitar
uma transição gradativa, uma continuidade visual de forma envolvente,
um espaço preparado para ver, experimentar e ser utilizado. Um
espaço de transição que estimule a permanência e a convivência,
valorizando o entretenimento e convívio.
Os caminhos
não foram determinados, para compor visualmente o conjunto foram
sugeridos desenhos em forma de circunferência, através de pisos
permeáveis com blocos de concreto e grama. A apropriação dos percursos
será realizada pelos usuários ao longo do tempo.
No pavimento
superior da edificação principal foram localizados o setor administrativo
e todos os setores que requerem maior privacidade e segurança
dos bens físicos patrimoniais de maior importância financeira.
A comunicabilidade foi melhorada com a inclusão de uma nova escada,
mais apropriada e dentro das normas de acessibilidade.
Foi sugerida
a adequação da escada existente de estrutura metálica para uso
de serviço e emergência.
No edifício
principal também foi descartada a adoção de rampas em função dos
custos. Para tanto foi inserido o uso controlado de um elevador
ou plataforma elevatória com estrutura metálica para uso dos portadores
de necessidades especiais adequados as diretrizes e normas de
acessibilidade. Para o acesso as demais dependências do complexo,
a circulação será servida por rampas e escada.
O atendimento
as normas urbanísticas foram previstas como o gabarito, ocupação,
permeabilidade, recuos e futuras desapropriações. Foi proposta
uma adequação geométrica e um alargamento da via existente para
a locação de estacionamento público na rua defronte a entrada
principal.
Para propiciar
o apoderamento maior dos usuários com os espaços do centro, a
criação de uma segunda praça de convívio no nível inferior é fundamental.
Um espaço que transpõe uma segregação aparente e se configura
como uma extensão da circulação urbana. O projeto também propõe
nas fachadas frontais dos edifícios principais a intervenção dos
jovens da comunidade, com iniciativas que estimulem a pintura,
desenhos e grafismos. Estas manifestações poderão ser realizadas
sobre as pinturas sugeridas de forma estilizada das paisagens
de areia engarrafadas. Manifestações do artesanato e da cultura
local, expressas nas paredes de fechamento, que através do registro
de suas expressões, de suas identidades como forma de manifestação
artística e cultural valorize o compromisso e o sentimento de
apropriação do espaço público, sua conservação e zelo.
Com o emprego
de materiais tradicionais, materiais reciclados, elementos duradouros
e outros de tecnologia avançada, o projeto procura uma consonância
com os fundamentos do conforto ambiental e da viabilidade econômica.
Com exceção dos ambientes confinados, a organização da proposta
segue alternativas de racionalização, maximizando a iluminação
e ventilação natural e dentro dos princípios de sustentabilidade
e economia energética. Serão utilizados controles fixos de insolação
e iluminação natural “brise soleil” compatível com as funções,
usos de cores claras, isolamento térmico e acústico, ventilação
cruzada e ampla flexibilidade e adequação dos espaços.
A volumetria
foi definida funcionalmente de acordo com o programa e necessidades
do conjunto. A permeabilidade visual e sua exploração paisagística
foram determinantes. Procurou-se acentuar a horizontalidade distribuindo
de maneira equilibrada e escalonando os elementos atratores do
conjunto. O resultado formal transmite com caráter expressivo,
uma solução marcante sem provocar uma agressividade excessiva
ao entorno.
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Perspectiva – Vista lateral do ginásio poliesportivo |
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Perspectiva – Vista aérea do conjunto e da ponte |
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Perspectiva – Vista da Avenida beira-rio e praça externa |
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Perspectiva – Vista do teatro de arena e da quadra descoberta |
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Descrição
dos elementos do projeto
A implantação
será adequada conforme os terraplenos existentes com alguns ajustes
específicos: a plataforma de entrada principal na praça principal
de convivência no nível considerado 0,00 m; um nível inferior
-1.50 m localizando a piscina e vestiários; outro nível logo abaixo
-3,50 e 4,10 m da quadra poliesportiva coberta; e o nível -4,50
m das entradas secundárias ao centro e acesso ao teatro de arena,
esportes radicais e quadra descoberta, junto a segunda praça de
convivência.
A consolidação
de terreno na área da quadra será de acordo com cortes compensatórios
de desaterro e aterro do volume existente. As áreas do teatro
de arena serão possibilitadas através do nivelamento e remoção
do solo para a obtenção do talude da arquibancada.
A estabilidade
das estruturas será possível graças ao aproveitamento da edificação
existente. Notadamente da estrutura de concreto armado, principal
característica da edificação. Para as novas propostas de estruturação,
será utilizado o concreto armado revestido. Para algumas áreas
abertas e o ginásio poliesportivo estão previstas estruturas metálicas
com pilares tubulares e chapas dobradas com vigas treliçadas planas
e semi-espaciais.
A proteção
zenital e cobertura da edificação existente e das novas propostas
serão realizadas por telhas onduladas duplas de alumínio pré-pintadas
na tonalidade branca com isolamento térmico e acústico de poliuretano
expandido. Para as áreas complementares das circulações estão
previstas chapas de policarbonato alveolar translúcidas estruturadas
em perfis metálicos. As lajes expostas ao tempo serão impermeabilizadas
com manta asfáltica e proteção mecânica de argila expandida e
jardins gramados.
A vedação
das paredes externas será convencional em alvenaria de tijolos
furados rebocados e revestidos com pinturas e texturas acrílicas.
As paredes internas deverão ser realizadas com sistemas dry-wall,
com espessuras de 12 e 14 cm confeccionadas em gesso acartonado
e perfis metálicos galvanizados. Em alguns ambientes as paredes
internas deverão receber isolamento acústico com mantas de fibra
de vidro e outros materiais de grande eficiência acústica. Estas
paredes internas foram propostas de modo a proporcionar ampla
flexibilidade ao uso e as alterações necessárias de acordo com
o cotidiano do centro e para as adequações futuras.
A circulação
e o acesso aos pavimentos serão realizados por circulações cobertas,
rampas e escadas. Predominantemente com pisos de concreto pré-fabricado
intertravado de cores mescladas nas tonalidades ocre, marrom,
terracota, natural e cinza. Os degraus das escadas serão realizados
com pisos antiderrapantes em pedra natural em granito levigado
e arenito lixado impermeabilizado. Os ambientes internos de acordo
com suas especificidades terão pisos cerâmicos, tacos de madeira
e pisos vinílicos em placas. Para os ambientes com necessidade
de instalações especiais de cabeamento serão dotados de pisos
elevados confeccionados com estrutura metálica de aço galvanizado
e acabamentos vinílicos. O teatro e o cinema receberão acabamentos
internos especiais, revestidos com materiais absorventes.
Para o conforto
ambiental espera-se obter a melhor atmosfera possível com o posicionamento
das aberturas em sentidos opostos e perpendiculares, usufruindo
dos ventos predominantes com sistemas de abertura que possibilitem
grandes vãos e segurança ao uso e funcionamento antropodinâmico.
Para os ambientes que necessitem de condicionamento de ar serão
especificados de acordo com os equipamentos mais apropriados de
modo a garantir o máximo de eficiência energética, baixo custo
operacional e manutenção. Para o conforto visual estão previstos
o uso de cores claras como branco e cinza em contraste com cores
fortes em alguns painéis mais visíveis e detalhes em algumas estruturas
metálicas.
Os equipamentos
destinados à iluminação, telefonia, lógica, sinalização e elevador;
deverão estar em consonância e compatibilidade com todos os projetos
envolvidos. Especificados de acordo com as normas técnicas vigentes.
O fornecimento de água, esgoto e energia elétrica serão realizadas
pelas concessionárias locais.
A rede de
combate a incêndio deverá estar de acordo com os projetos e as
normas técnicas e conforme o atendimento as necessidades locais
do corpo de bombeiros.
A comunicação
deverá ser realizada com vãos em estrutura metálica em alumínio
anodizado fosco natural para as janelas e portas-janelas. Os vidros
deverão ser lisos com películas protetoras do tipo insulfilme
prata de média transparência. As portas internas serão em madeira
envernizada.
A sustentabilidade
proposta visa à otimização e o aproveitamento da iluminação e
ventilação natural, com alto grau de eficiência e conservação
de energia. O abastecimento de água quente poderá ser previsto
com a instalação de placas de aquecimento solar posicionadas sobre
a cobertura do edifício principal. O volume da caixa d’água em
concreto armado impermeabilizado deverá contemplar a inclusão
do “boyler” com altura suficiente para o abastecimento por gravidade.
No pátio de serviço serão instalados sistemas de coleta, filtragem
e bombeamento para a distribuição e coleta de água tratada e água
pluvial reciclada respectivamente. Estes reservatórios independentes
serão destinados ao consumo, limpeza e cultivo da horta. Sobre
esta laje também estarão dispostos os aparelhos condensadores
do sistema de ar condicionado. Os brises propostos para todo o
conjunto deverão ser confeccionados com placas recortadas de chapas
recicladas de plástico, alumínio e fibras, dispostas horizontalmente
e fixadas em estruturas metálicas atirantadas. No ginásio poliesportivo
também serão propostos brises em chapas de policarbonato alveolar
cristal de modo a possibilitar uma permeabilidade visual, iluminação
natural com ampla ventilação.
As instalações
especiais como às estruturas destinadas a prática de esportes
radicais será confeccionada conforme as especificações constantes
no edital do concurso. Os pisos das quadras serão em concreto
armado e cimentados com alisamentos e lixamentos mecânicos. Receberão
marcação apropriada as diversas modalidades esportivas com pintura
em epóxi.
A piscina
receberá internamente revestimento cerâmico com bordas em pedra
antiderrapante e externamente com piso intertravado de concreto.
Os sanitários
e vestiários serão idealizados com materiais de grande durabilidade
e fácil manutenção, de forma a resistir as constantes manipulações
e limpeza.
As arquibancadas
do teatro de arena deverão ser realizadas sobre o talude gramado
com assentos em placa de concreto armado pré-fabricado alisado.
O palco do
teatro de arena será provido de pontos para instalações elétrica,
lógica e som, embutidos e protegidos contra as intempéries.
A área de
ensaio cênico foi posicionada em virtude do aproveitamento do
pé-direito duplo existente e da posição estratégica. Os fechamentos
com perfis metálicos em alumínio e vidro possibilitam a visão
interna e externa. Cortinas internas permitem controlar e possibilitar
uma integração visual. Uma constante vitrine das atividades de
desinibição artística e corporal.
A quadra de
areia, um espaço de grande flexibilidade além de algumas atividades
esportivas é também uma área destinada à complementação das atividades
culturais e artísticas próximas. Deverá também possibilitar a
instalação de redes de proteção com cordas de nylon fixadas em
cabos de aço de forma deslizante para proteção das demais áreas
próximas. Assim como permitir a instalação de coberturas provisórias
tensionadas.
A piscina
será ambientada com a inclusão de jatos d’água estilizada e controlada
que sugerem a forma da vela de uma jangada, de maneira à proporcionar
uma atmosfera lúdica, refrescante e atraente.
A quadra poliesportiva
descoberta receberá uma proteção telada metálica com linhas dinâmicas
e envolventes com a estética do conjunto.
Considerações
finais
Todo o complexo
do Centro Urbano foi idealizado para permitir sua utilização com
integração, sem deixar de levar em consideração os aspectos de
segurança e proteção do patrimônio público. A estética foi desenhada
com a preocupação em criar uma atmosfera organizada, respeitável
sem deixar de ser lúdica e envolvente.
Os materiais
propostos procuram demonstrar solidez, durabilidade, facilidade
de manutenção e preocupação ecológica. A implementação do projeto
deverá estar alicerçada nos dados exatos do sítio existente. Durante
todo o processo será importante o acompanhamento da comunidade
local para a apropriação do CUCA de forma integral e participativa.
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Implantação |
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Planta pavimento inferior – Parte 1 |
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Planta
pavimento inferior – Parte 2 |
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Corte esquemático AA |
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Corte esquemático BB |
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Elevações esquemáticos |
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Croqui
– Vista da praça interna para o rio |
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Croqui – Vista da lanchonete para o conjunto |
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Croqui
– Vista da paisagem |
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Ficha
técnica
Equipe
Arquiteto Eduardo Hideo Suzuki – autor
Arquiteta Vany kie Kanabushi – co-autoria
Colaboradores
Adriana Pereira Belentani - Estudante de Arquitetura – UNIFIL
Danilo Fernando de Oliveira Gomes - Estudante de Arquitetura –
UEL
Allex de Paula Pietrobelli - Estudante de Arquitetura – UEL
Sandra Rodrigues Suzuki
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