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lugar – Projeto n° 07/34 – Grupo Fazso Arq & Urb
Autores: José Otávio Sorato, Gustavo Braz Carneiro e Fábio Marcizio
Gonçalves
Colaborador: Rafael Roecker
Consultor: Luciano Dutra
Local: Florianópolis SC
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Perspectiva
– Cine Teatro e acesso ao bloco principal |
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“... Tá
vendo aquele colégio moço? Eu também trabalhei lá. Lá eu quase
me arrebento, fiz a massa, pus cimento, ajudei a rebocar. Minha
filha, inocente, vem pra mim toda contente: Pai vou me matricular.
Mas me chega um cidadão: Criança com pé no chão aqui não pode
estudar...” [Cidadão / Zé Geraldo]
Ao tentarmos
contrapor a realidade brutal de nossas cidades e cidadãos, transpondo
os limites segregadores e aplicando na educação o verdadeiro futuro
sustentável de nossos jovens, eis que surge o CUCA, fornecendo-lhes
opções convidativas e até mesmo sedutoras para uma revisão de
princípios. Já fora dito que os Centros Urbanos de Cultura, Arte,
Ciência e Esportes devem configurar-se como espaços de convivência,
educação, aprendizagem e de abrigo da juventude, tendo como principal
meta o investimento na educação informal, que fornecerá capacitação
profissional, artística e ambiental. Desta forma busca-se a diminuição
da marginalidade e da violência, favorecendo o surgimento de uma
nova dimensão de empoderamento do jovem para com seus espaços
e oportunidades. E estas medidas devem ser tomadas em comunhão
com a própria juventude do local, através de ações participativas,
onde criança e jovem poderão freqüentar, estejam elas calçadas
ou de pé no chão...
Terreno
do CUCA
A grande área
com mais de 14 mil metros quadrados, localizada na Barra do Ceará,
na maior Secretaria Executiva Regional de Fortaleza (SER I), insere-se
em um meio urbano-paisagístico de extrema beleza e importância.
Mas também vem acompanhada de graves problemáticas sócio-urbanas.
Configura-se
em um quarteirão limitado ao Norte pela Avenida Radialista Leal
Lima Verde e Rio Ceará, ao Leste pela Avenida Presidente Castelo
Branco, ao Sul pela Rua Vila Velha e à Oeste pela Rua Estevão
de Campos. A ponte que dá continuidade à Avenida Presidente Castelo
Branco faz ligação de Fortaleza a Caucaia, ajudando a compor a
beleza cênica da região e potencializando o fluxo turístico para
ambas as regiões.
A citada área,
outrora dedicada às atividades de um clube recreativo (Clube de
Regatas Barra do Ceará), atualmente encontra-se em estado de abandono.
Sua utilização se dá em certos casos, quando jovens realizam partidas
de futebol e brincadeiras coletivas diversas.
O terreno
abriga atualmente, além de pequenas ruínas, uma grande edificação
e uma piscina semi-olímpica (aterrada), sendo que estas serão
aproveitadas por meio de sua reciclagem.
O terreno
apresenta topografia com níveis definidos pela antiga configuração
de uso e uma série de árvores adultas, que complementam e direcionam
as premissas para o futuro projeto. Serão previstas, conforme
decisões da coordenação do concurso, um total de 30 vagas para
automóveis, sendo 02 para portadores de necessidades especiais,
além de 02 vagas para ônibus de médio porte e espaço para guarda
de motos e bicicletas.
“... a forma
que construímos lugares para viver significa o modo que devemos
viver”.
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Foto
aérea – área de intervenção |
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Edificação
existente – antiga sede do Clube de Regatas |
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Estratégias
de Projeto, Conceitos e Critérios
O arquiteto
ao criar um espaço, o faz buscando a satisfação dos anseios do
usuário, tendo como base de dados as descobertas oferecidas pela
tecnologia da construção e seu conhecimento e intuição sobre estética,
ética e história. Estes anseios se relacionam diretamente com
o conforto ambiental. Desde os primórdios de nossa civilização,
já havia esta preocupação por parte dos arquitetos, com o conforto
acústico e térmico, com a iluminação natural e a interação do
edifício com o entorno. A negação pelo conhecimento passado fez
com que várias gerações ignorassem conhecimentos essenciais sobre
a relação da arquitetura com a natureza, indiferentes às readaptações
das características culturais e climáticas que o local de destino
exige.
Em atenção
ao edital do concurso e ao conceito arquitetônico pretendido,
foram estabelecidas premissas que visam estimular a aplicação
de princípios de sustentabilidade arquitetônica. Desta maneira
observamos que o amadurecimento da conscientização sustentável
congrega uma série de prioridades, dentre as quais se pretende
focar:
- Economia
de energia: projetar edifícios energeticamente eficientes.
- Respeito
à água: coleta de águas pluviais, uso racional de água potável
e tratamento de esgoto.
- Construção
de um edifício saudável: conforto ambiental e segurança.
- Maximização
da longevidade dos edifícios: projetar pensando na duração e
possibilidade de adaptação funcional.
- Reciclar
edifícios: reutilizar edifícios e infra-estruturas existentes.
Para tanto
se partiu da análise não apenas das estruturas da área de intervenção,
mas também das condicionantes climáticas, com base nos dados dos
últimos 45 anos. Esta análise culminou na aplicação de um programa
específico, de onde foram obtidas as estratégias bioclimáticas
de projeto para o clima tropical quente e sub-úmido da capital,
constatando-se como a mais eficaz o sistema de ventilação natural.
Este é capaz de solucionar o problema de desconforto por calor
em cerca de 85% das horas do ano. Outra estratégia mitigadora
é o sistema de resfriamento evaporativo, que aliado à ventilação
natural potencializa o alcance da zona de conforto. Com relação
à precipitação, constatou-se que em seis meses do ano existem
chuvas acima de 100 mm e que os ventos predominantes incidem a
partir das orientações Leste e Sudeste, com velocidades de até
6 m/s. A capital oferece ainda, um grande potencial de radiação
solar, podendo alcançar 5.700 Wh/m2 dia.
Estes foram
os primeiros passos na criação arquitetônica do CUCA, onde se
tem por objetivo desenvolver um espaço que contemple os aspectos
acima citados, por meio da correta utilização da energia e água,
com valorização dos recursos locais, demonstração de novas tecnologias
e implementação de procedimentos de gestão adequados.
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Implantação |
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Planta
baixa térreo e locação |
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Planta
baixa pavimento superior – bloco principal |
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Economizar
Energia & Construir Edifícios Saudáveis
A gestão sustentável
da energia passa, em primeiro lugar pela implementação de medidas
de racionalização energética, priorizando-se consumir menos energia
obtendo-se o mesmo nível de conforto. Desta maneira, pretende-se
aproveitar a luz natural durante o dia, através da boa orientação
do edifício e com o auxílio de brises verticais e horizontais,
bem como prateleiras de luz. A captação de luz também se dará
através de duas aberturas na cobertura, que deixarão a obra mais
permeável.
Propõe-se
também que sejam utilizadas lâmpadas fluorescentes compactas,
lâmpadas fluorescentes tubulares e lâmpadas de iodetos metálicos
para grandes áreas, quando houver necessidade de iluminação artificial.
Deverá ser prevista ainda, a instalação de equipamentos eficientes
nas demais áreas do CUCA aliada à formação e sensibilização dos
funcionários e demais usuários dos espaços para as medidas de
economia de energia a serem adotadas e para a utilização correta
dos equipamentos.
A construção
de edifícios saudáveis se relaciona intrinsecamente ao uso racional
da energia. Pois dentre as necessidades térmicas, lumínicas e
acústicas, figura a utilização da mesma em suas diferentes formas.
Dando continuidade aos sistemas empregados no CUCA visando à eficiência
energética e conforto, foi empregado um sistema de aquecimento
solar de água com 30 m² e capacidade de gerar 3.750 litros em
comunhão com um sistema fotovoltaico também com 30 m² de placas.
Os sistemas de captação (placas) ficarão dispostos no telhado
do bloco principal em sua face norte com uma inclinação otimizada
de 13°.
O sistema
fotovoltaico possuirá capacidade de gerar 3.000 watts. Esta energia
será consumida pelas bombas d’água, como também parte da iluminação
das áreas de uso comum. Sabe-se que a despesa oriunda da instalação
de um gerador fotovoltaico oscila entre US$ 450 e US$700/m², sendo
que geralmente 1m² fornece cerca de 100 Wp, e os acumuladores/baterias
são responsáveis por grande parte deste investimento.
Mesmo que
esta barreira econômica seja a grande desvantagem, tentaremos
propor um sistema conhecido como net metering, no qual
se interliga a fonte geradora na rede pública, dispensando os
acumuladores e reduzindo o custo. Não se pretende alcançar à auto-suficiência
energética do CUCA em um primeiro instante, mesmo porque atualmente
a mesma se demonstra inviável economicamente. O processo net
metering de geração se caracteriza pela injeção na rede pública
da energia gerada. Para isto utiliza-se dois relógios contadores
ou um relógio bidirecional; o primeiro apresenta uma leitura de
consumo da rede e outra de geração/injeção. Caso a demanda seja
maior que a geração, o déficit é suprido pela rede elétrica. Como
resultado tem-se o valor que corresponderá ao débito para com
a concessionária ou ao crédito energético devido à maior geração.
Tais aplicações pretendem demonstrar a valorização das energias
renováveis e servindo de subsídio para a educação ambiental.
A gestão da
água por meio de medidas de racionalização do consumo e tratamento
de esgotos assume especial prioridade e passa pela instalação
de equipamentos de baixo consumo, tais como torneiras de pressão
com controle de vazão e sanitários com caixa acoplada.
Propõe-se
também a captação direta da água da chuva, visto a grande área
de cobertura existente. Neste sistema a água coletada através
das calhas passa por um filtro onde se retêm os resíduos sólidos
presentes na mesma. Em seguida a água é armazenada em um reservatório
e deste segue por gravidade para o uso em vasos sanitários. O
fato de o sistema estar acima dos pontos de consumo torna desnecessário
o uso de bombas. Quando o volume destes reservatórios estiver
suprido, a água seguirá para uma cisterna e terá seu uso destinado
a jardins, hortas e calçadas. Já quando o volume do reservatório
não for suficiente, o sistema será abastecido pela água da rede
fornecida pela concessionária local.
Este sistema
além de utilizar coletas pluviais pretende aproveitar a água da
lavagem dos filtros da piscina, sendo que para este caso será
necessário o uso de bombas.
Para o sistema
de esgoto propõe-se a criação de uma Estação de Tratamento Ecológica
de Esgoto, através de um reator anaeróbio e filtragem por meio
de wetlands. Este sistema tratará as águas residuais diminuindo
a carga orgânica efluente, deixando-as com cerca de 90% de depuração.
Esta água deverá ser utilizada na horta, localizada propositalmente
próxima e seu excesso despejado na rede coletora pluvial pública.
Devido à grande
área de captação do telhado principal (cerca de 1.500 m²), não
se propõe em um primeiro momento reutilizar as águas residuais
do esgoto.
“Aquilo que
se constrói cria possibilidades e limites para o modo de se viver,
ao mesmo tempo educa àqueles que moram na cidade sobre os valores
e as preocupações reais.”
No âmbito
da gestão sustentável de resíduos produzidos no CUCA, foram previstos
conforme o edital, espaços para a Usina de Reciclagem e Educação
Ambiental, além de hortas para utilização da compostagem. Nestes
espaços serão implementados procedimentos para a redução da produção
de resíduos, bem como o seu aproveitamento. Para tanto são propostos
dois projetos: o ECO LIX e o Projeto Lixo que Vale!
O ECO LIX
(a palavra lixo deriva do latim lix que significa “cinza”)
será responsável pela realização de cursos nas áreas de reaproveitamento
e reciclagem de materiais através do recebimento dos resíduos
coletados pelo Projeto Lixo que Vale!, que se responsabilizará
também pela divulgação da consciência ambiental aos usuários do
CUCA. Para ambos os projetos foram criados material de identificação
e um sistema de comunicação visual.
Nestes processos
de gestão sugeridos é imprescindível a participação de todos que
usufruem dos espaços do CUCA.
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Perspectiva
– implantação |
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Cine
Teatro e Bloco Principal – Corte FF |
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Bloco
Principal – Corte GG |
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Maximizar
a longevidade dos edifícios... Reciclar edifícios
Após análises
e conclusões das potencialidades da área de intervenção, em observância
ao Termo de Referência e ao laudo sobre a estrutura da edificação
principal, passou-se à distribuição do programa de necessidades
através da utilização da estrutura existente. Desta forma buscou-se
a reciclagem da edificação, maximizando sua vida útil e criando
possibilidade de adaptação funcional dos espaços, pretendendo-se
assim, minimizar os custos.
O edifício
existente (bloco principal) conseguiu absorver todos os espaços
solicitados, com exceção dos espaços de fomento à produção artística
e de esportes (quadras e piscina). Sendo assim, criou-se um espaço
exclusivo para o cinema e teatro, que pretende quebrar o formalismo
geométrico do bloco principal. Esta distinção se justifica por
este ser um espaço com aplicações específicas e de custo mais
elevado.
Buscou-se
ainda, na implantação da obra, uma divisão em quatro etapas gerando
maior flexibilidade na aplicação dos recursos, assim distribuídas:
1° etapa
– Bloco principal, controle de acesso e piscina;
2° etapa – Teatro arena multiuso, quadra coberta e pista para
street skate;
3° etapa – Quadra descoberta e quadra para vôlei de praia;
4° etapa – Cine teatro.
1°
etapa
A reutilização
e reciclagem do bloco principal (edifício existente) requereu
a utilização do sistema dry wall, por meio da aplicação
de paredes de gesso para repartição dos ambientes, ocasionando
uma menor carga na estrutura existente e possibilitando certa
flexibilidade.
Ainda no bloco
principal, foi previsto a retirada de parte da laje em dois trechos
o que deverá ser criteriosamente observado para que não danifique
as vigas. Esta estratégia possibilitará a iluminação e ventilação
natural, criando ambientes saudáveis e arejados.
Na parte do
antigo palco localizado no térreo, também foi prevista a retirada
da laje entre os pavimentos, o que aumentará a área do vazio do
antigo mezanino e fornecerá um espaço fluído e de pé direito alto,
propício para as atividades de artes cênicas. Acima deste, eleva-se
um volume para os reservatórios de água potável, que se contrapõe
a linearialidade da edificação.
O sistema
de circulação vertical se dará exclusivamente por meio de rampa
com largura de 2 metros, executada em estrutura metálica, também
na área do vazio. Esta, além de cumprir a função de ligação dos
dois pisos, criará um espaço lúdico, onde as pessoas não apenas
circulam mas também contemplam, visto que a estrutura circundará
o espaço de exposições.
Também contribuem
para a geração de conforto ambiental e nos aspectos lúdicos, dois
jardins internos ao bloco: jardim descoberto na parte administrativa
e jardim das exposições com espelho d’água na parte de acesso,
configurando uma espécie de átrio.
Para as esquadrias
foi adotada uma padronização de dimensão e dispositivos para iluminação
e ventilação natural, todas executadas em alumínio.
Com relação
as instalações prediais, estas seguirão pelo teto, entre o forro
e a laje, tirando partido do pé direito alto da edificação.
Ainda com
relação ao bloco principal, foi criado um volume anexo ao mesmo.
O piso superior deste abriga a biblioteca, que se estende por
um terraço jardim, destinado a leituras ao ar livre. No térreo
encontra-se a lanchonete e a área de convivência, que ficam voltadas
para os equipamentos de esporte, como piscina street-skate e quadras.
Para a cobertura,
além da impermeabilização de toda a estrutura existente, sugere-se
a proteção da mesma com telha ecológica, produzida a partir de
caixas de leite (tetrapak) pelo processo de termofusão.
O Controle
de Acesso será em estrutura convencional e cobertura metálica
curva com proteção termo-acústica. Terá recursos de controle através
de câmeras e sistemas de controle de forma remota. A Piscina fará
uso da estrutura existente. A mesma encontra-se atualmente aterrada,
o volume do aterro seguirá para conformação da área destinada
à pista de Street Skate, na porção oeste do terreno e para configuração
da Praça de Convivência.
2°
etapa
O Teatro Arena
Multiuso, executado em concreto armado e estrutura metálica, possui
esta denominação visto a flexibilidade e opções de usos que permite,
tais como: Festival do Teatro (no Dia Mundial do Teatro), Festival
de Quadrilhas, Mês da Música, etc. Desta forma, espera-se que
este sirva de espaço para a apresentação e motivação de novos
talentos, expondo os estilos multifacetados da cultura jovem.
Tem ainda
valor contemplativo, por sua arquibancada servir como um mirante
para o pôr do Sol no Rio Ceará, e lúdico, devido ao relógio solar
analemático presente em sua arena. O relógio demonstra-se como
equipamento de baixo custo e altamente interessante devido sua
interatividade com as pessoas, pois o mesmo não funciona sem estas,
que devem se posicionar no painel disposto no piso, indicando
os diferentes meses do ano. Estes atrativos servem para o estímulo
da freqüência na ocupação deste espaço, mesmo em ocasiões onde
não aconteçam festividades ou shows. Para a Quadra Coberta (poli
esportiva) propõe-se a utilização de estrutura metálica, devido
aos grandes vãos e à plasticidade pretendida. Sua cobertura será
em telhas metálicas com proteção termo-acústica e em alguns trechos
com telhas translúcidas para iluminação natural. Sua arquibancada
com capacidade para cerca de 500 pessoas se localizará em apenas
um dos lados da mesma e será executada em concreto, podendo este
ser pré-moldado. A Pista para Street Skate apresenta constatações
à cerca de sua força vitalizadora, que congrega em sua tribo/esporte
as mais diversas faixas etárias, que se utilizam deste de maneira
continua e constante. Portanto, espera-se que sua locação contígua
à praça de convivência contribua com a movimentação positiva,
mantendo-a ativa. Este equipamento será executado em concreto
e terá a fixação de alguns elementos metálicos.
3°
etapa
A quadra descoberta
(poliesportiva) e a quadra de areia possuem dimensões oficiais
para as atividades a que estas se destinam: futebol de salão,
handebol, voleibol, basquete e vôlei de praia. Em seu entorno
será previsto um sistema de telagem para melhor desempenho das
práticas esportivas, bem como conferindo maior segurança aos usuários
dos espaços do CUCA.
4°
etapa
O espaço do
Cine Teatro apresenta uma sala com as especificidades solicitadas
para atividades cênicas com capacidade para 254 pessoas, e uma
sala para exibição de vídeos, mostras e palestras com capacidade
para 91 pessoas. Ambas as salas apresentam o piso levemente desnivelado
e se distribuem através de um foyer com pé direito duplo e iluminação
natural, o qual dá acesso aos banheiros e ao café. Embora tenha
sido buscada a minimização da carga solar através do posicionamento
do edifício, da utilização de paredes duplas, e da locação das
áreas de serviço na porção oeste, o sistema de ventilação faz
uso exclusivo do ar condicionado, devido às questões de tratamento
acústico.
Geral
Para a proteção
de todo o terreno propõe-se o uso de elementos de concreto pré-fabricados
em forma de pilares, dispostos na vertical e justapostos. Desta
forma busca delimitar a área, mas ao mesmo tempo torná-la visualmente
permeável, não intimidando os possíveis usuários do espaço. A
pavimentação das áreas estipuladas deverá ser feita com elementos
de concreto inter-travados coloridos, intercalados com áreas de
grama e vegetação de pequeno e médio porte. Desta forma busca-se
tornar estas áreas semipermeáveis.
“Pensar
certo – e saber ensinar não é transferir conhecimento é fundamentalmente
pensar certo – é uma postura exigente, difícil, às vezes penosa,
que temos de assumir diante dos outros e com os outros, em face
do mundo e dos fatos, ante nós mesmos. É difícil, não porque
pensar certo seja forma própria de pensar de santos e de anjos
e a que nós arrogantemente aspirássemos. É difícil, entre outras
coisas, pela vigilância constante que temos de exercer sobre
nós próprios para evitar os simplismos, as facilidades, as incoerências
grosseiras...” [Pedagogia da Autonomia / Paulo Freire]
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Teatro
Arena Multiuso – Corte BB |
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Quadra
Coberta – Corte AA |
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Cine
Teatro – Corte DD |
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Perspectiva
– acesso e jardim das exposições |
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Relógio
solar e material de identificação para Programa de Educação
Ambiental |
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Ficha
Técnica
Arquitetura
e Urbanismo
José Otávio Sorato
Gustavo Braz Carneiro
Fábio Marcizio Gonçalves
(Grupo Fazso Arq & Urb)
Design
Gráfico Ambiental
Rafael Roecker
Conforto
Ambiental e Eficiência Energética
Luciano Dutra |