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Lugar
Autores: Jorge Königsberger, Gianfranco Vannucchi, Mario Biselli
e Artur Katchborian
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Foto-montagem
- implantação geral |
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Memorial
descritivo
O pavilhão
a ser preservado, por sua posição central e valor histórico, fornece
todas as diretrizes e condições de implantação do complexo arquitetônico
do Centro Judiciário de Curitiba, seja através de sua geometria
ou das linhas visuais a partir do entorno próximo. A partir destas
linhas, que se convertem em grandes eixos, o projeto se desenvolve
como resposta direta aos limites físicos do território, determinações
da legislação, orientações e demandas programáticas propostas
no edital.
Partido
Arquitetônico
O projeto
desenha uma esplanada definida pelas linhas paralelas longitudinais
do pavilhão. Esta decisão de projeto se destina a produzir um
percurso integrador de todo o conjunto, bem como promover a permeabilidade
urbana conectando as vias principais (Av. Anita Garibaldi e Rua
dos funcionários) em nível na cota 925.00, com especial atenção
‘a acessibilidade. Ao longo deste percurso a esplanada assume
configurações diversas: Junto a Av. Anita Garibaldi faz parte
da Praça das Bandeiras para imediatamente intersectar-se ao pavilhão
e converter-se em seu saguão. Deixando o pavilhão irá converter-se
em esplanada / ponte sobre o rio Juvevê, em seguida se transforma
no saguão do novo conjunto de edifícios e, por fim, em praça de
entrada junto ‘a Rua dos Funcionários. Esta constituirá assim
o grande espaço de acesso público a todos os espaços do Centro
Judiciário. O eixo da esplanada também abre uma terceira visual
ao pavilhão além das duas propostas pelo edital.
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Perspectiva
externa |
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Todas as novas
construções se implantam exclusivamente na Área 4, procurando
a melhor articulação entre os edifícios e setores, reservando
as áreas 1, 2 e 3 para generosos espaços públicos e áreas verdes
e objetivando impacto ambiental mínimo dentro da realidade do
empreendimento. Uma floresta de ‘Araucárias” é a proposta paisagística
para a fronteira sul do sítio. Um acesso pedestrial no ponto de
maior fluxo pela rua Chichorro Jr. e rua dos Passionistas foi
projetado, observada a preservação da nascente próxima a este
ponto.
Os novos edifícios
se definem como um conjunto de blocos verticais e horizontais
independentes e articulados conforme as funções. Em paralelo ao
pavilhão existente desenha-se um edifício de 4 pavimentos com
o mesmo gabarito destinado a abrigar os juizados. Este bloco goza
de total independência de funcionamento e acessos. No sentido
de garantir independência e promover qualidade ambiental, este
edifício é acompanhado por um jardim em toda a sua extensão, passando
de jardim externo na sua origem, a jardim interno quando se integra
aos outros blocos novos.
O conjunto
se completa com o desenho de 3 blocos verticais de 12 andares,
reservando os 7 pavimentos superiores ‘as varas, e os 5 inferiores
aos setores que necessitam acesso mais imediato a partir das cotas
térreas (921.00 e 925.00) Os 3 edifícios setorizam as varas em
3 grupos:
– família,
infância e juventude;
– cíveis;
– criminais.
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Vista
do acesso à esplanada |
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Os pavimentos
inferiores abrigam:
- Cota 921.00:
Tribunal do Júri, cujos plenários se destacam da volumetria
geral sem obstruir as linhas de visuais do pavilhão. Também
neste nível Auditoria Militar , setores administrativos. Este
pavimento pode ser acessado externamente apenas pelo pessoal
interno do Centro Judiciário, podendo o público acessá-lo internamente
pelo saguão ‘as áreas do tribunal do júri.
- Cota 925.00:
Pavimento de acesso e recepção onde se localiza o saguão principal
do conjunto de edifícios novos. Ainda neste pavimento: Central
de Mandados e Defensoria Pública.
- Cota 929.00:
Ministério Público, Ofícios, OAB.
- Cota 933.00:
Exclusiva do Ministério Público.
- Cota 937.00:
Turma Recursal dos Juizados Especiais e Restaurante (Sala de
Lanche). Este pavimento reserva uma generosa área de terraço.
O Pavilhão,
uma vez restaurado ‘as suas características originais, está destinado
a receber nobres setores do programa arquitetônico, fundamentalmente
o Museu, Direção do Complexo, Corregedoria e Centro Médico. Ainda
no pavilhão um café e livraria.
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Perspectiva
do saguão central |
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Circulação
A arquitetura
dos pavimentos típicos se define a partir da necessidade de prover
circulações horizontais e verticais privativas e públicas. Desta
maneira um conjunto de elevadores e escadas de segurança servem
as regiões periféricas dos andares servindo as salas dos juizes
e salas de audiência. As circulações públicas servem o vazio central
com outro conjunto de elevadores e escadas, tanto de segurança
como abertas. O vazio central interno tem a altura integral dos
edifícios e a circulação pública percorre todo o seu perímetro.
Estrutura
A estrutura
dos edifícios foi projetada como um sistema de pilares, vigas
e lajes em concreto armado e concreto moldado “in loco”. A modulação
básica da estrutura é de 10m X 10m. As lajes são nervuradas e
protendidas para permitir bom espaço para instalações entre forro
e laje. Sobre o pavimento 937.00 há uma viga de transição destinada
a proporcionar os grandes vãos necessários ao saguão nos níveis
inferiores e aos balanços nas extremidades dos edifícios. A estrutura
da cobertura do vazio central está projetada em vigas tipo ‘Vagão”
em aço com cobertura translúcida.
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Acesso
à esplanada |
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Construção
Os edifícios
foram projetados segundo os melhores conceitos de conforto ambiental,
propondo espaços de trabalho e convivência providos de iluminação
e ventilação naturais, e ar condicionado quando requerido. O projeto
desenha estruturas de concreto em vãos econômicos e dimensionados
para proporcionar espaços abertos e flexíveis.Todos os edifícios
possuem aberturas generosas e proporcionam vistas panorâmicas
da cidade de Curitiba.
O conjunto
prevê 3 subsolos para estacionamentos com vagas hierarquizadas
e privativas. Nos subsolos também se localiza o arquivo geral
de varas e setores de segurança.
O projeto
prevê caixilhos de alumínio anodizado, vidros laminados, brises
e elementos de proteção solar em alumínio, telas de aço, além
de um grande elenco de materiais de acabamento de padrão elevado.
Instalações
As instalações
prediais foram dispostas de forma a serem sempre facilmente acessadas
e mantidas, prevendo um conjunto de shafts horizontais e verticais.
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Perspectiva
do jardim interno |
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Eco Eficiência
e Conforto Ambiental
O projeto
define iluminação e ventilação natural para o saguão/vazio central
e climatização artificial dos espaços de trabalho através do uso
de ar condicionado no verão e possibilidade de aproveitar o clima
natural no inverno e nas épocas de transição e noturnas.
Pele hermética
de vidro seletivo com transmissão baixa de calor para aumentar
a eficiência energética do ar condicionado.
Possibilidade
de abrir as janelas para aproveitar a ventilação favorecida pela
orientação nas épocas mais temperadas do ano e/ ou do dia.
As superfícies
diminuídas nas elevações laterais (oeste e leste) evitam indesejáveis
ganhos de calor matinal e vespertino no verão e inverno.
Brises-soleis
para proteção integral da fachada norte podem estar vinculados
à geração de energia elétrica por painéis fotovoltaicos. Brises
verticais refletivos para quebrar a radiação direita da manhã
e tarde, e para direcionar luz difusa natural.
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Esquina
Avenida dos Funcionários |
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Águas
Coleta, filtragem,
tratamento UV (luz ultravioleta) e armazenamento de águas pluviais
e condensadas (do Ar Condicionado). Uso de água pluvial e condensada
como água cinza para irrigação automática dos jardins e vasos
sanitários. As águas pluviais serão coletadas em todas as coberturas
e áreas impermeabilizadas. Ao redor da edificação escoamento natural
das águas pluviais.
Geração
de energias renováveis
A fachada
norte dos edifícios está ‘a disposição para os efeitos cinergéticos
de sombreamento e geração de energia elétrica e/ou água quente
com um só elemento arquitetônico, que são os elementos de sombreamento.
O projeto
concebe o do Novo Centro Judiciário de Curitiba como um Complexo
Arquitetônico de grande impacto visual e simbolismo no que se
refere a uma instituição identificada com a justiça e a ética.
Em todos os elementos, desde o partido arquitetônico até os pormenores
construtivos mais elementares, o projeto se serve dos melhores
conceitos de criatividade, funcionalidade, solução plástica, economia,
construtividade e contribuições tecnológicas, fundamentais para
a definição de uma arquitetura ao mesmo tempo moderna e atemporal.
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Plantas
esquemáticas |
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Processo
construtivo |
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Implantação
geral |
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Vara
- Lay-out base |
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Estrutura |
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Circulação
Vertical / Horizontal |
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Planta
nível 921,00 / Elevação Rua São
Luiz |
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Planta
nível 925,00 / Elevação Avenida Anita
Garibaldi |
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Planta
nível 929,00 / Corte Longitudinal |
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Planta
nível 933,00 |
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Planta
nível 937,00
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Planta
nível 942,00 |
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Planta
níveis 946,00
e 950,00 |
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Planta
nível 954,00 |
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Planta
nível 958,00 |
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Planta
nível 962,00 |
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Planta
nível 966,00 |
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Subsolo
nível 917,50 |
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Subsolo
níveis 914,00 e 910,50 |
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Ficha técnica
Autores
Arquiteto Jorge Königsberger
Arquiteto
Gianfranco Vannucchi
Arquiteto Mario Biselli
Arquiteto Artur Katchborian |