| Menção
honrosa
Autores: Hector Ernesto Vigliecca Gani, Luciene Quel,
Ruben Carlos Otero, Márquez, Carlos Arcos e Ronald Werner Fiedler
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Vista
– rua nova |
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Introdução:
a armadilha das inovações formais e da tecnologia
Um edifício
transformador que seja uma referencia cultural e tecnológica,
pode-se confundir com um exercício formal gratuito.
Não são necessariamente
os usos de novos materiais que definem uma arquitetura nova.
As singularidades
estão no emprego apropriado de técnicas bem conhecidas, na clareza
da interface entre o construído e o não construído, e principalmente
na consciência de que se está construindo a cidade.
“A Arquitetura
como conseqüência de uma estratégia de raciocínio sobre um território.”
A paisagem
da cidade
Leitura: a
paisagem, como resultado da superposição de ações de diversos
interesses na historia, resulta numa curiosa característica nesta
região de Curitiba: um vale natural de escala extraordinária,
um pulmão verde no centro de uma área urbana em franco desenvolvimento.
Descartamos:
a ocupação em competitividade com as tipologias arquitetônicas
existentes do entorno.
Optamos: por
afirmar e mesmo ampliar o potencial da paisagem existente evidenciando
o vale como um valor patrimonial para a nova construção e principalmente
um marco para a própria cidade.
Optamos por
evitar o isolamento do prédio no lote em favor de uma continuidade
urbana construída sobre a nova rua projetada.
“Nova frente
urbana qualificadora de nova estrutura pública com a presença
inequívoca da Instituição, na escala e no compromisso com a cidade.”
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Vista
– maquete |
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Vista
– maquete |
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Arquitetura
como estratégia de um território
Leitura; entendemos
que a herança modernista da Arquitetura toma distância do passado
e se isola em reflexões individualistas para reafirmar sua própria
transformação, filosofia que o pós-modernismo “abastardou” numa
herança que hoje aponta para a decadência.
Descartamos:
uma Arquitetura como “objeto de design” que usa o território apenas
como suporte, estabelecendo bem ou mal, relações circunstanciais
e sempre residuais.
Optamos: por
uma “nova geografia”. Uma construção que para ser lida necessitara
de vários pontos de vista. Optamos por uma Arquitetura definida
pela estratégia de ocupação do território onde a intervenção potencializará
biunivocamente, tanto o território de sua localização como a própria
construção.
“Uma arquitetura
em continuidade com a estrutura publica urbana, materializando
com clareza e literalidade a interface com a cidade.”
Acessibilidade/
legibilidade
Leitura: o
potencial de comunicação periférica desta gleba com a cidade oferece
uma condição excepcional para dar um salto à urbanidade.
Descartamos:
concentrar num só ponto o acesso ao complexo, e induzindo a uma
Arquitetura de volumetria isolada, e que acentua a dicotomia e
ruptura clássica entre os espaços viários urbanos e seus edifícios.
Optamos: por
um aproveitamento máximo do contato periférico com a malha estrutural
da cidade.
Consideramos
assim a construção como um conector urbano ou como um nó circulatório
que fortalece e dá sentido ao lugar.
“As intervenções
edilícias a reciclagem do patrimônio histórico, a praça, o parque,
ou seja, é a reposição e recuperação da memória do lugar.”
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Vista
– maquete |
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A Estratégia
da etapabilidade e o crescimento
O critério
construtivo adotado permitirá fazer investimentos em etapas
a serem determinadas pelo Plano Estratégico de Obra.
O edifício
transversal - hall de entradas, arquivos e subsolo técnico, será
erguido na primeira fase, sobre o qual os edifícios das Varas,
no sentido do Parque, irão se expandindo em módulos adequados
às demanda.
Ao final,
a nova área se interligará naturalmente à primeira etapa como
um prédio único.
Importante
destacar que independente das fases de crescimento, o Campus sempre
terá uma imagem acabada (sem o risco de um edifício visualmente
incompleto).
As garagens
crescerão criteriosamente mantendo o mesmo esquema de acessos.
As obras da
ampliação, pela sua lógica, nunca produzirão interferências nas
áreas de trabalho já existentes - a localização do canteiro estará
sempre afastado dos prédios com acesso independente sobre a rua
dos Funcionários.
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Hall |
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Descritivo
funcional
O edifício
projetado foi concebido internamente como um eficiente diagrama
de atividades e fluxos circulatórios de grande legibilidade.
Um bloco linear,
que acompanha a rua a ser implantada, formaliza o Hall principal
concebido como um bulevar que concentra os acesos principais de
pedestres, de todas as distintas áreas do complexo.
Uma área com
a condicionada para gerar a máxima convivência e interação.
Coincidentemente
a este bloco e no nível superior se concentram todas os arquivos
gerais do conjunto incluindo uma circulação exclusiva para os
administrativos que a sua vez se conecta com todos os blocos.
Ainda no seu
subsolo se concentram linearmente todos os equipamentos mecânicos
de infra-estrutura para as distintas edificações do conjunto.
No extremo
deste bloco e em comunicação direta com a praça e o prédio histórico
estão localizados os auditórios e o conjunto de salas para eventos.
Em forma de
pente, se conectam três blocos a este edifício agrupando as Varas
de acordo com as estruturas funcionais compatíveis: criminal,
cível e família, utilizando uma mesma tipologia edilícia, que
aceite as distintas especificidades de cada Vara.
Todas as circulações
estão separadas:
- público
em geral,
- administrativos,
- juizes
(vinculo vertical) e
- réus,
definindo
assim os distintos vínculos com clareza e condições de segurança.
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Corte
longitudinal |
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Corte
transversal |
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Sistemas
estruturais
Toda a construção
proposta esta rigorosamente modulada numa quadricula de 10,00
x 10,00, desta maneira toda a construção poderá ser construída
com estruturas pré-fabricada de concreto ou metálica e com lajes
alveolares pretendidas de aprox 25 cm de espessura, com capacidade
de sobrecarga até 800 k por metro quadrado.
Esta modulação
proposta, esta estabelecida desde o subsolo até as superestruturas
no intuito de estabelecer uma estratégia de montagem altamente
eficiente.
Dependendo
do Plano Estratégico de Obra e da definição das etapas e a equação
custo-benefício a ser estabelecida, estas estruturas poderão ser
usinadas fora do local ou poderão ser construídas no próprio canteiro
de obra.
As paredes
internas serão todas no sistema dry-wall, e as paredes
externas serão em peças pré-fabricadas com acabamento externo
e isolamentos térmicos integrados na peça que será usinada em
fábrica.
Com exceção
do hall principal e nos auditórios, onde se exigem vãos de 20
metros, estes serão cobertos com estruturas metálica apoiada nas
fileiras de pilares do modulo geral.
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Planta |
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Detalhe
– fechamentos |
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Detalhe
– piso externo |
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Ficha
Técnica
Escritório
responsável
Vigliecca & Associados
Equipe
de Projeto
Arq. Héctor E. Vigliecca Gani
Arq. Luciene Quel
Arq. Ruben Carlos Otero Márquez
Arq. Carlos Arcos
Arq. Ronald Werner Fiedler
Andres Gobba
Álvaro Mendes
Matias Carballal
Maurício López Franco
Colaboradores
Agustina Tierno
Blanca Bozzano
Gonzalo Redín
Juan Pablo Dijdmejian
Juliana Malcuori
Martín Cajade
Paula Borges
Silvana Gordano
Eng. Paulo Eduardo de Arruda Serra
Arq. Neli Yumi Shimizu
Arq. Thaisa Folgosi Fróes
Luci Tomoko Maie
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