| português
espanhol
| tradução ivana barossi garcia
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Vista
fachada da rua Victoria
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A intervenção
neste edifício construído há 25 anos surge da decadência dos materiais
e da necessidade de satisfazer às novas solicitações termo-acústicas.
Para conseguir
isto se implementou uma fachada que o fizesse de uma maneira passiva
para assim também obter uma economia de energia e ao mesmo tempo
a substituição de equipamentos de ar-condicionado por outros de
menor capacidade.
O objetivo
foi restituir ao edifício uma imagem atual na qual as tecnologias
utilizadas fossem evidentes, dado que por não estar em dia com
as necessidades requeridas pelo mercado atual tornava-se difícil
de comercializá-lo.
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Detalhe
da fachada, estrutura dos brises |
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A logística
da obra foi complexa já que se levou a cabo sem desocupar os escritórios.
Para isto foi preciso desenhar de acordo com os tempos de inclusão
dos elementos na fachada, de tal forma que os encontros de ensamblagem
dos elementos fosse de acordo com essa logística. Todo o edifício
foi redesenhado com base em um módulo de quatro pés por sete pés,
e não por seguir um sistema inglês de medidas, mas porque todos
ou quase todos os materiais vêm nestes múltiplos. Desta maneira
se obteve uma obra onde tudo coincide e o material é usado em
sua expressão máxima sem desperdícios nem sobre-custos de fabricação
especial. Isto permite utilizar materiais mais caros que não teria
sido factível se houvesse cortes. Isto sucede com a madeira, o
alumínio, o vidro, e nos interiores permitindo uma modulação ideal
que tem a ver com a ergonomia, o uso de placas modulares para
o forro, e as próprias partições e o mobiliário.
Os condicionantes
físicos se resolveram fazendo uma fachada hermética, e colocando
uma dupla fachada de alumínio, com brise de lâminas horizontais
de madeira melaminizada (Prodema) que cortam a incidência dos
raios solares, e vidro laminado (filtra-sol e natural) com uma
película de polivinil-butiral para poder cumprir com estas funções
termo-acústicas. Os vidros são de 6 e 4 milímetros, isto é para
poder juntar no laminado duas massas diferentes que cortam o ciclo
da onda acústica conseguindo assim uma maior eficiência quanto
à absorção do som do exterior. O fato de utilizar vidros laminados
e temperados também aumenta a segurança do edifício eliminando
os riscos ao interior, já que estes vão do piso ao teto, e ao
exterior no caso de uma ruptura.
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Detalhe
da estrutura de brises |
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Estas lâminas
foram instaladas sobre perfis de alumínio ancorados à estrutura
mediante vigas de aço, com uma separação de 1.22 m da fachada.
Nas uniões
verticais se empregou um nó comum que favorecesse o deslocamento
de cada uma das partes e que por sua vez absorvesse os movimentos
que são gerados a partir de terremotos e dos movimentos de contração
e dilatação desta fachada.
A função dos
brises, ademais de lhe dar uma nova imagem ao edifício, é conseguir
um condicionamento solar passivo, já que sua inclinação está definida
pela máxima incidência solar. É tal a efetividade destes que,
uma vez instalados e com o novo envidraçamento, se conseguiu (baseado
em uma medição em obra) uma redução de 43 graus Celsius a 24 graus
Celsius.
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Vista
da esquina, área comercial |
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No térreo,
em uma seção do terreno que praticamente estava cedida à via pública,
se criou uma galeria conseguindo a integração deste nível e convertendo
a área num espaço privado e rentável. Isto dá a possibilidade
a que o espaço do piso inferior possa hospedar restaurantes ou
usos diferentes dos escritórios, aumentando a vida urbana numa
zona que vem se deteriorando. A inclusão destes espaços ajuda
para que o ciclo de uso do edifício seja mais longo em uma zona
onde à noite não há tanta segurança, atraindo novos habitantes,
tudo isto em conjunto com o processo de gentrificação da zona
dado o novo valor e potencial adquirido pelos bens de raiz que
esta promovendo o resgate e criação de novas arquiteturas.
Ao mesmo tempo
se está levando a cabo a integração de sistemas e controles para
poder ter um edifício inteligente. Também depois de fazer certas
demolições se integrou um monta-cargas para poder manejar os diferentes
insumos.
O bloco baixo
está em transformação; vão incluir dois elevadores de carros e
vai mudar seu uso de escritórios a estacionamentos para poder
cumprir com as condições que marcam os novos regulamentos de construção.
Carlos e Gerard
Pascal
Pascal Arquitectos
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Vista
da esquina da rua Victoria com a Av. Ejercito |
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Fachada
de Av. Ejercito |
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Passarela
comercial |
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Vista
da esquina da rua Victoria com a Av. Ejercito |
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Detalhe
da fachada / brise |
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Vista
da passarela comercial |
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Detalhe
da estrutura de brises |
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Planta,
fachadas e cortes dos acessos |
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Detalhe
do acesso / corte
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Detalhe
do acesso / fachada |
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Detalhe
dos brises |
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Detalhe
dos brises |
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Fachada
da rua Victoria |
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Fachada
da Av. Ejercito |
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Fachada
da rua Cervantes |
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Ficha
Técnica
Projeto
Pascal Arquitectos
Carlos Pascal
Gerard Pascal
Construção
Pascal Arquitectos
M. Guindi
Data de
realização
2003
Localização
Av. Ejercito Nacional, Cidade do México
Crédito
das Fotos
Jaime Navarro
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