| Menção
honrosa
Gustavo Peviani Jacob - São Paulo/SP
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Novo
edifício – acesso
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Paisagem
e técnica
Paisagem Natural
e Paisagem Construída estão entrelaçadas e a análise geográfica
de um lugar é fator preponderante para se pensar no conjunto de
possibilidades e combinações entre objetos e sentidos de construção
e identidade.
Objetos técnicos
ocupam espaços habitados e neste sentido, eles justificam a paisagem
e possibilitam a interpretação do valor paisagístico; portanto
o valor explicativo da técnica.
A tecnologia
contemporânea possui avançadas técnicas de enquadramento e controle
da paisagem, portanto, a justificativa de uma proposição é que
determina a eficácia do entendimento da ocupação dos espaços pelos
homens.
Como processo
de determinação do projeto arquitetônico, adotamos, para estruturar
o pensamento, o conceito dialético objeto-ambiente, onde o ato
de dividir os espaços por meio de limites, não deverá produzir
nunca uma situação de isolamento do homem e sim, determinação
de espaços interiores de efeito sinérgico. Partimos do princípio
que o projeto deve garantir a continuidade espacial com graus
de fluidez conforme o modo como se realiza a compenetração espacial.
Consideramos o espaço arquitetônico como o espaço das relações,
das comunicações e das locomoções.
Partido
arquitetônico
A concepção
do espaço arquitetônico deverá privilegiar os espaços como espaço
das relações, atendendo os mais modernos conceitos de eco-eficiência
e funcionalidade. O espaço das relações sociais, o espaço do encontro,
dentro da tradição arquitetônica urbanística brasileira, é a praça.
A praça, portanto, é o elemento facilitador de integração entre
a natureza das coisas, pessoas e/ou empresas.
O acesso principal
se fará pela Av. Albion, eixo de relacionamento objeto/cidade,
facilitando o acesso principal através de portaria única para
melhor eficácia de controle público, funcionários e serviços.
O partido
permite, através de sua desmaterialidade uma total ininterrupção
espacial e intercâmbio das várias atividades, facilitando a leitura
e a orientação dos acessos específicos com fluidez de fluxo e
controle de segurança. Seu desenho sintético advoga relações de
integração entre espaços abertos e fechados e estabelece uma condição
sinérgica.
Implantação
- Estabeleceram-se
critérios para implantação do edifício, de forma a respeitar o
edifício existente, considerando o paisagismo e os eixos como
fatores preponderantes na manutenção do equilíbrio sede existente/nova
sede e as áreas de vegetação que devam ser preservadas e multiplicadas.
- Optou-se
pela concentração dos programas em um único edifício vertical/horizontal
para a minimização dos custos de distribuição de energia e melhor
eficiência dos fluxos e relações das áreas de trabalho.
- A configuração
dos edifícios em duas lâminas paralelas (localizadas perpendicularmente
à Avenida Albion) permite a integração entre a cidade e a Carris,
como também estrutura a eficiência interativa entre vetores de
circulação horizontais e verticais preservando a integridade dos
espaços.
Edificação
nova
O edifício
novo que atende a todo o programa de necessidades é organizado
em dois blocos distintos sendo o primeiro o bloco da infra-estrutura
e do vetor de circulação vertical. O segundo bloco apresenta planta
livre para melhor integração dos espaços e mobilidade do uso,
atendendo ao conceito de escritórios de primeira linha, Triple
A (conceito que visa o máximo de conforto aos usuários e tecnologia
a prova de futuro; piso elevado, forro modular e planta livre).
Como elemento
conector há um vazio reivindicando integração dos dois volumes
como continuidade espacial.
O foyer, situado
no pavimento térreo, esta integrado ao museu e poderá ser utilizado
também como espaço de apresentações e eventos gerais. Ele distribui
e controla o acesso restrito à Carris e está unido à praça através
de espelho d´água, que integra os espaços interior/exterior, permitindo
uma total continuidade espacial onde circulam pessoas e energias.
O módulo
Desde o ponto
de vista metodológico projetual, consideramos que o espaço da
relação é produzido pelo espaço orientado. Portanto, os elementos
construtivos que constituem as fronteiras que separam o sistema
programado e delimitam o âmbito dos espaços, foram analisados
e organizados segundo uma lei constitutiva da estrutura modular,
estaticamente correta, e uma lógica de conexão com o máximo de
variações e extensões dialógicas. O módulo, além de sua orientação
construtiva, compatibilizando estrutura e instalações, é pensado
como um módulo orientador espacial com uma precisa intencionalidade
estética que nos leva a orientar o espaço de um ambiente em uma
forma determinada, imprimindo a todo o conjunto, ao interior e
ao exterior, uma orientação espacial. Permite uma integração entre
as diversas áreas e atende a premissa básica para o sistema construtivo
da rapidez executiva e custo, além de atender a flexibilidade
das futuras ampliações concomitantemente com a ocupação da edificação
existente.
O projeto
é pensado inteiramente em função de uma modulação de dimensões
múltiplas de 625mm x 625mm, que otimizam e facilitam todas as
etapas construtivas.
Sede existente
A reformulação
da sede existente implica na menor intervenção projetual, valorizando
assim, a história do edifício.
A mudança
consiste na adequação e melhoria das condições de trabalho e uso
dos espaços. Troca dos ares-condicionados da fachada por um sistema
tipo “split”, pintura das paredes, forro modular atendendo as
especificações do edifício novo, iluminação adequada aos usuários
e troca de mobiliário.
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Fachada
principal |
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Vista
posterior – pátio interno |
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Vista
noturna |
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Circulação
- A circulação
estará dividida em dois principais eixos transversais; um deles
conecta a cidade ao edifício e o segundo conecta o edifico novo
ao existente ambos conectados ao sistema vertical de circulação.
- A circulação
de serviços se fará pela praça interna da Carris, acesso único
pelo pátio de manobras onde estão localizados grande parte dos
serviços de apoio ao edifício.
- A Escada
pelo seu valor significativo encontra-se como elemento escultórico
e compositivo da fachada, atendendo a funcionalidade do programa
sendo o principal meio articulador do edifício.
Espaço
Multiuso e valorização da cobertura
Mantendo-se
a unidade arquitetônica e as premissas que regem o partido, sem
comprometer a ocupação da edificação existente, fica projetado
na cobertura do novo edifício um espaço multiuso, onde é proposta
a localização da academia. O que não impede à Carris a utilização
daqueles espaço como extensão do edifício, podendo abrigar inúmeras
atividades necessárias no futuro.
Auditórios
A configuração
proposta para os auditórios, permite uma maior mobilidade dos
usos. É possível através do projeto, a escolha de diferentes tipologias.
Sendo elas desde a construção de um único auditório de 300 lugares,
até a construção de um auditório de 150 lugares e outros três
auditórios de 50 lugares cada, com paredes retratéis, podendo
ser transformados em até um segundo auditório de 150 lugares,
atendendo assim as premissas do edital.
A proposta
ainda permite que através de uma abertura voltada ao pátio de
manobras, interno à Carris, sejam realizados, sobre um parlatório
proposto, eventos de maior porte.
Paisagismo
Busca-se através
de um desenho contemporâneo, a integração dos edifícios, criando
a unidade de projeto.
As espécies
existentes ali serão mantidas e valorizadas através de um novo
desenho de piso permeável (placas cimentícias e grama). Além disso,
será especificado novas espécies para composição com a vegetação
existente.
É proposto
também um espelho d´água para a fachada Oeste do novo edifício,
valorizando o acesso principal e gerando um agradável espaço de
estar na praça de chegada.
O projeto
de paisagismo, assim como todo o projeto de arquitetura, respeita
as normas de acessibilidade a todos.
Materiais
e técnicas
- O edifício
de escritórios, terá estrutura modular em aço facilitando o processo
de produção e construção, destacando por outro lado, sua durabilidade
e resistência quando expostos as intempéries e atendendo as exigências
do corpo de bombeiros.
- O bloco
de infra-estrutura, sendo de menor complexidade e por apresentar
menores vãos será executado através da técnica construtiva de
concreto armado, barateando a obra.
- As vedações
externas, quando necessário, em todos edifícios, serão em vidros
termos-acústicos, protegidos na fachada norte, de maior incidência
solar, por tela metálica.
- Na cobertura,
poderá ser utilizadas placas de células fotos-voltaicas, para
aproveitamento da energia solar passiva em condições de plena
eficiência.
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Implantação |
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Planta
2º pavimento |
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Corte
geral longitudinal |
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Corte
transversal |
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Ficha Técnica
Autores
Felipe Lopez Annunziato, Gustavo Peviani Jacob, Rafael Assiz,
Victor Paixão
Colaborador
Pedro França
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