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241 – São Paulo
Autores: Catharina Christina Teixeira, Ana Carolina Bierrenbach,
Cristina Boggi da Silva Raffaelli, Fabiana Maria Machado Dupin,
Mariana Cicuto Barros, Vania Maria do Nascimento Estácio Geraldes.
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Perspectiva |
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Memorial
descritivo
O projeto
pretende reinterpretar as particularidades de uma cidade constituída
em dois patamares ligados entre si por um elevador, respeitando
o patrimônio cultural e urbanístico existente.
O conjunto
escolhido da Ladeira do Tabuão repete o padrão de edificação de
encosta que une a cidade alta com a cidade baixa e possui no conjunto
das edificações uma contradição: Treis edifícios antigos, com
idade aproximada de 90 anos, tendo gabarito de 4 a 5 pavimentos
e um edifício com aproximadamente 40 anos e um gabarito de 7 pavimentos,
localizado no centro do conjunto. Este edifício, moderno, quebra
o ritmo e divide a continuidade do conjunto em duas partes, à
esquerda, com os imóveis 57 e 55 e à direita os imóveis 51 e 49,
de menor gabarito.
Do ponto de
vista urbanístico o conjunto é previlegiado por encontrar-se na
esquina de um largo (largo do tabuão) de importância para quem
desce da cidade alta em direção à área do comércio, abrindo um
clarão em meio a ruas estreitas e inclinadas. O local é de importante
comercio atacadista de materiais de couro e tecidos e liga a região
do pelourinho a área do porto.
Partindo da
leitura do urbano para a edificação, nossa proposta levou em consideração
a incorporação do espaço público ao projeto, propondo uma intervenção
nas calçadas e no largo do tabuão. Esta postura, apoiada pelo
próprio plano diretor de salvador, promove a habitação incorporada
na malha urbana como um todo.
As diretrizes
e preposições para a macrozona I, onde está inserido nosso local
de projeto:
“Rever
o processo de degradação física, social e ambiental que vem atingindo
vários sub espaços e que tem resultado na desvalorização do patrimônio
imobiliário e na evasão de população e postos de trabalho”.
“Preservar
as características simbólicas dos espaços, cenários e monumentos
localizados na área, de fundamental importância para a memória
e identidade local”.
Durante o
percurso do concurso aconteceu o desmoronamento do edifício 55
e com isto a possibilidade de intervenção neste terreno como um
edifício novo, e foi com esta intenção que fechamos o partido
arquitetônico:
Adotou-se
a construção de uma nova edificação, compondo em gabarito e tipologia
ao edifício moderno existente, o que dá a tônica do novo sobre
o cultural. Este bloco, ao mesmo tempo que marca a divisão do
conjunto, incorpora-os a medida que o antigo passa a servir de
película para o novo que aparece internamente , como se existissem
duas camadas : a nova e a histórica. Procurou-se uma linguagem
de continuidade em planta e volumetria, que permitisse a leitura
de um único bloco com pequenos contrapontos. Os edifícios adjacentes
à direita e a esquerda respeitaram o gabarito existente, respeitando
as particularidades de sua fachada.
Todo o projeto
foi pensado como uma intervenção única que compreendesse um conjunto,
embora as entradas dos edifícios sejam independentes, a criação
do centro comunitário no térreo inferior do edifício 51 e 2 espaços
para uso comercial no edifício 49, são denominados espaços comuns
para atividades dos moradores e formação de renda.
O projeto
prevê um total de 50 unidades habitacionais, sendo 23 unidades
nos edifícios 57 e 55,15 unidades no edifício 53 e 12 unidades
nos edifícios 51 e 49.
Para todos
os edifícios é previsto estrutura de concreto armado, fechamento
dos ambientes com alvenaria de vedação de bloco cerâmico para
as áreas molhadas e em painel de madeira para áreas secas, podendo
criar mobilidade e flexibilidade nos ambientes, de acordo com
sua necessidade.
O edifício
55 conta com o uso de painéis de madeiras fixados na estrutura
de concreto armado que exercem a função de vedação na fachada.A
madeira sugerida para este fim é a muricatiara, espécie que vem
sendo reflorestada de forma sustentável, utilizada em interiores
e exteriores, de alta durabilidade, formada somente pelo cerne
da madeira e seca entre 11 e 15%, com aplicação de produto a base
de stain. Para unir-se esteticamente ao edifício 53 ( existente)
foi proposto revestimento de tábuas de madeira, dando continuidade
a linguagem do prédio novo, já que a idéia era de uma leitura
única.
Nos demais
edifícios a proposta é de reconstrução interna, utilizando-se
dos mesmos painéis de madeira para vedação e restauro das fachadas
históricas que permanecerão como película.
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Implantação (coberturas) |
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Planta tabuão de baixo |
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Planta tabuão de cima |
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Planta primeiro pavimento |
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Corte
longitudinal |
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Elevação
tabuão de baixo |
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Elevação
tabuão de cima |
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Ficha Técnica
Terreno
Salvador
(Rua Do Taboão)
Área Construída
Prédio 57-55
1.066,22 m2
Prédio 53
654,40 m2
Prédio 51-49
612,54 m2
Total
2.333,16 m2
Total
de Unidades
51
unidades habitacionais, sendo
14 kitchnets
33 unidades de 1 dormitório (duas adaptadas a def. físico)
4 unidades de dois dormitórios (para faixa acima de 6 salários
mínimos)
Orçamento
Estimado
Financiamento
pela CEF dentro do programa PAR reforma
Valor m2
Construção – BA
R$ 850,00/ M2
Custo Total
R$ 1.983.192,00
HIS
R$ 1.786.000,00
HMP
R$ 197.192,00
Autora
Catharina
Christina Teixeira
Equipe
Ana
Carolina Bierrenbach
Cristina
Boggi da Silva Raffaelli
Fabiana
Maria Machado Dupin
Mariana
Cicuto Barros
Vania
Maria do Nascimento Estácio Geraldes |