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Concurso Público Nacional para a Sede da CAPES – Brasília, DF
Brasília, 09 de fevereiro de 2007

1º Lugar – Trabalho nº 43
Autor: Vinicius Hernandes de Andrade
Co-autor: Marcelo Henneberg Morettin
Colaboradores: Thiago Natal, Marcio Tanaka, Marina Mermelstein, Renata Andrulis, Marcelo Maia Rosa, Merten Nefs
Cidade: São Paulo SP

Vista geral do conjunto

 

A Nova CAPES

Educação e pesquisa devem ser tratadas como valores fundamentais da nossa sociedade, assim como os edifícios que abrigam estas atividades. Eles devem incorporar e traduzir estes valores.

Este é, certamente, o caso da nova sede da CAPES. Devemos imaginar um edifício que responda às necessidades de seus usuários da melhor maneira possível e que seja também um lugar significativo para toda a comunidade. Um edifício que traduza vigor e avanço tecnológico, mas também austeridade.

Vista geral noturna do conjunto

 

O projeto se estrutura a parir de uma rua interna, que conecta um lado ao outro do terreno. Esta rua interna é também a praça que determina a implantação do conjunto. Ligeiramente rebaixada em relação ao entorno, a praça constitui a um só tempo a ligação com Brasília e a criação de um lugar privilegiado para o novo edifício.

 

Vista geral do conjunto

     

Esta praça foi imaginada como uma ranhura no território – um sulco. Vista mais de perto, no entanto, percebemos que a praça é, na verdade, um plano rebaixado de um edifício que emerge do terreno. Do discreto afloramento de seus planos e coberturas, em contraponto com o terreno natural, cria-se uma nova geografia. Nesta nova configuração do território destaca-se um único edifício laminar, encaixado ao longo da praça interna.

A distribuição do programa está diretamente ligada com a implantação dos edifícios no terreno. As funções coletivas e as atividades que por vezes recebem colaboradores ou público externo - além das atividades de suporte – foram distribuídas na base do conjunto, conformando a praça interna. As funções principais e o corpo diretivo estão concentrados na lâmina de escritórios. Nos subsolos, os estacionamentos.

 

Vista superior do conjunto

     

Para conectar todos os setores, criou-se uma estrutura transversal com múltiplas possibilidades de ligação: escadas, passarelas e elevadores promovem a comunicação entre os diversos espaços. Uma plataforma localizada logo abaixo da praça amarra todos os edifícios e serve de base para o sistema.

A infra-estrutura foi planejada com bastante critério, tanto do ponto de vista do uso quanto com relação à gestão dos recursos energéticos. Por se tratar de uma instituição ligada à ciência e à pesquisa, é importante que o edifício esteja alinhado com os esforços mundiais de desenvolvimento sustentado.

 

Vista do conjunto

     

Para tanto, o projeto prevê estratégias de redução e controle do ganho de calor através de brises e telas de proteção, ao mesmo tempo em que procura o melhor aproveitamento da iluminação natural; as águas pluviais são conduzidas para cisternas que promovem a reutilização da água para irrigação e para determinados setores dos edifícios; na cobertura, criou-se uma grande plataforma elevada que servirá de suporte para as centrais de utilidade (que também ocupam salas no subsolo) e para painéis solares e fotovoltaicos, que podem dar conta de uma parcela do consumo de energia do prédio. Todas as redes de infra-estrutura se distribuem para o conjunto a partir de lajes instaladas (forros e pisos elevados) e shafts.

Vista do conjunto

 

Por se tratarem de tecnologias ainda em desenvolvimento e de custo elevado, entendemos que a melhor estratégia de uso desses recursos vai depender de acordo com a CAPES, sem prejuízo do conceito adotado no projeto, que permite a incorporação paulatina das tecnologias, na medida do interesse da instituição.

 

Vista interna do conjunto

     
 

Vista interna do conjunto

     
 

Esquema de distribuição do programa

     
 

Esquema de conforto ambiental

     
 

Esquema de distribuição volumétrica

     
 

Planta pavimento nível 87,00

     
 

Planta pavimento nível 90,00

     
 

Planta pavimento nível 94,00

     
 

Planta pavimento nível 98,00

     
 

Planta pavimento nível 102,00

     

Corte transversal aa

 

Corte longitudinal bb

 

Ficha Técnica

Andrade Morettin Arquitetos Associados
Arq. Vinicius Andrade e Arq. Marcelo Morettin

Colaboradores
Marcelo Maia Rosa, Márcio Tanaka, Marina Mermelstein, Merten Nefs, Renata Andrulis e Thiago Natal Duarte

       
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  Data da notícia: 15/06/2007 – Fonte: Equipe premiada / Brasília DF