| Ata
do evento de divulgação do Concurso
Assumiu a
palavra, inicialmente o Rabino Adrian Gottfried que comentou sobre
o evento da noite, entregou a todos os participantes do Concurso
o Certificado de Participação, além de um pequeno mimo, bem como
aos participantes do júri.
Passando a
palavra ao Presidente da Shalom e do Júri, Mario A Grunebaum,
proferiu o seguinte:
“Em primeiro
lugar, gostaria de dar as boas vindas a todos, mormente aos participantes
do concurso e aos membros de júri:
Para conhecimento
de todos, o concurso ocorreu da seguinte forma:
- Em primeiro
lugar, realizou-se uma ampla reunião, aberta a todos os participantes
de nossa comunidade, que montou o que se convencionou chamar
do programa do concurso, que nada mais é do que o resumo das
aspirações que os membros da Shalom têm de sua nova sede;
- Em seguida,
montou-se a comissão organizadora do concurso, formada pelos
mesmos membros que passaram a compor o júri;
- Esta comissão
criou o regulamento do concurso, obedecendo as normas do Instituto
de Arquitetura do Brasil, e convidou 8 escritórios de arquitetura
para participar do mesmo, escolha esta que tinha como objetivo
obter um leque de opções, em termos das correntes da atual arquitetura;
- Destes
escritórios, 6 confirmaram a presença;
- Entre
as normas do regulamento, uma merece especial atenção, que passo
a ler: “Os desenhos e textos não poderão conter marcas,
nomes, créditos ou quaisquer outros elementos que identifiquem
a autoria, sendo que será aposto, no momento da entrega, um
número, número este que será o mesmo aposto em envelope lacrado,
que, após julgamento, será aberto na frente de todos os participantes,
permitindo então identificar o vencedor” – como vocês podem
notar, os projetos foram identificados não por números mas por
letras do alfabeto hebraico, porém respeitando-se o anonimato;
- A entrega
do material se deu no dia 5 deste mês, à Myriam Szwarcbart,
que é a consultora do júri, que fez a identificação dos dois
envelopes recebidos lacrados de cada arquiteto, um com os projetos
e outro com os nomes, recebendo o par as mesmas letras do alfabeto;
- Um envelope
maior, contendo os seis envelopes identificadores, foi fechado
e lacrado pela consultora, no encerramento dos trabalhos de
recebimento do material, e mantido em cofre até esta noite;
- Desta
forma, nenhum membro da comunidade nem do júri, até este momento,
pode identificar quem são os autores de cada um dos projetos
apresentados, demonstrando, com isto, total lisura e isenção;
- Antes
de abrirmos o envelope que contem as indicações dos autores
dos projetos, gostaria de mencionar também que a parashá desta
semana, Va-yakel, ou seja, o trecho que lemos semanalmente do
Pentateuco, trata especificamente da construção do mishcan,
o Tabernáculo, aquele local portátil ainda, que no deserto,
permitia a nossos antepassados guardar os textos sagrados. Naquela
época, como nos dias de hoje, a sinagoga é o centro de nossa
vida judaica. E é neste trecho também que é descrito um dos
milagres ocorridos no deserto ao longo dos 40 anos que por lá
passaram o povo judeu – que a certa altura, Moisés recebe a
informação que a campanha de arrecadação para a construção do
Tabernáculo havia ultrapassado a sua meta e não se desejava
mais angariar fundos.
- Cabe aqui
um comentário sobre os resultados que vamos apresentar. Nenhum
dos projetos respeitou ou ao programa ou a algumas das posturas
municipais no que se refere a recuos, gabaritos de vizinhança
com vilas, permeabilidade, taxa de ocupação, etc. Coube então
ao júri tomar a difícil decisão de cancelar ou não o concurso,
já que o Código de Obras não poderia ser o fator determinante
do resultado deste. Ponderada a questão, decidiu-se escolher
dois projetos, não tanto pelo que eles apresentam, mas pelo
que eles representam em termos de potencial, seja em termos
de criatividade, aspectos construtivos e arquitetônicos. Estes
dois serão convidados para uma reunião com o júri na próxima
quarta-feira, quando serão explicados os problemas encontrados
e oferecidas 3 semanas, ou seja, até o dia 11 de abril, para
apresentarem novos estudos. Neste dia 11 de abril, cada um deles
terá tempo para sustentação oral, seguida de debate. Após os
dois finalistas terem apresentado seus estudos e argumentos,
o júri reunir-se-á novamente para definir qual destes será o
contratado.
- Diante
destas explicações, e como presidente do júri, posição que muito
me honra, tendo em vista o nome e a qualidade profissional tanto
daqueles que fizeram parte deste, como daqueles que participaram
do concurso, convido a Myriam Szwarcbart a trazer o envelope
contendo os envelopes identificadores, para que, ao romper seu
lacre, possamos identificar os finalistas.”
Prosseguindo,
o Sr. Presidente rompeu o lacre e abertos os envelopes, identificaram-se
como finalistas, os projetos Hei, de autoria da equipe
do arquiteto Roberto Loeb e o Vav, de autoria dos arquitetos
Francisco Fanucci e Marcelo Ferraz, da Brasil Arquitetura, que,
como dito acima, foram convidados a comparecer neste mesmo local
na próxima quarta-feira, dia 21 de março, o segundo das 9:00 às
10:00 horas e o primeiro das 10:00 às 11:00 horas, a confirmar
a ordem.
Para conhecimento
de todos, abriram-se os demais envelopes, tendo sido identificados
os projetos Alef como sendo de autoria do arquiteto Siegbert
Zanettini, o projeto Beit de Marcio Kogan, o projeto Guimel
dos arquitetos George Hochheimer e Luciano Imperatori, e o projeto
Dalet de Pedro Paulo de Melo Saraiva Arq. Associados.
Nada mais
havendo, encerrou-se a reunião, tendo todos, como costume na Comunidade
Shalom, feito um grande círculo e cantado a música hebraica Osse
Shalom, que deseja a paz para o mundo.
São
Paulo, 15 de março de 2007 |