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Lugar - Brasil Arquitetura
Arquitetos Francisco Fanucci e Marcelo Ferraz
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Vista
geral do conjunto |
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O novo
Centro Comunitário Shalom
A construção
de um mundo solidário e pacífico só será possível com a reunião
das ‘pedras’ de todos.
Dois grandes
muros de concreto (ciclópico na aparência), construídos com as
mais variadas pedras das mais variadas procedências e cores -
arenito, granito, basalto, mármore, calcário, etc. - estruturarão
física e simbolicamente o novo Centro Comunitário Shalom. Pedras
que perpetuam a memória do tempo (ou o tempo da memória), trazidas
dos mais variados recantos por todos aqueles que participam das
atividades da comunidade Shalom.
Ao longo da
obra, essas pedras carregadas de significados, serão agregadas
à construção dos dois muros que suportam o edifício e emolduram
a Sinagoga. Em contraste com a textura e a cor, resultantes da
mistura de pedras, todo o restante do Centro será edificado em
concreto branco e vidro.
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Vista
externa |
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A implantação
Implantamos
o edifício no sentido longitudinal do terreno, com entrada principal
pela Rua das Fiandeiras e entrada secundária pela Rua Cavazzola,
alinhado com o muro das casas adjacentes, com o objetivo de liberar
o máximo de espaço de jardim no recuo junto ao belo arvoredo da
Rua Ribeirão Claro.
O pavimento
térreo, incluindo o jardim gramado, será implantado numa cota
elevada 1,20m acima do nível das ruas circundantes, como um platô
flutuante. Abaixo, dois pavimentos de garagens e algumas áreas
de apoio; acima, três pavimentos para abrigar o programa proposto;
na cobertura, duas quadras esportivas descobertas.
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Vista
externa |
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A Sinagoga
A Sinagoga
ocupará o pavimento térreo e poderá encampar toda a área externa
de jardim em determinadas cerimônias e festas ao ar livre, através
da abertura de uma grande porta de vidro central, entre os muros
de concreto e pedra.
Um forro de
aço rebaixado cobrirá toda a área central de pé direito duplo
da Sinagoga e se prolongará em balanço para o exterior (também
entre os muros de pedra), conformando uma grande marquise sobre
o gramado.
A Sinagoga
será flexível em suas dimensões. Num primeiro momento, um núcleo
central com galerias superiores, terá lugar para 240 assentos.
Com a abertura das paredes laterais, compostas por painéis corrediços,
este núcleo receberá o acréscimo das áreas laterais destinadas
à convivência, e passará a contar com cerca de 500 assentos. Uma
grande festa poderá incorporar a área externa do jardim, acomodando
cerca de 800 pessoas.
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Vista
externa |
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Todo o interior
da Sinagoga, de forma quadrangular, receberá painéis acústicos
(incluindo os corrediços) de tapeçarias (‘Kilins’ e ‘Repassos’
de algodão e seda do Triângulo Mineiro) que, com elegante combinação
e variação de cores, representarão o dia, a noite, o amanhecer
e o entardecer. Novamente, utilizamos sutilmente a idéia do Tempo
- nesse caso, um dia - como elemento simbólico/arquitetônico.
Os jardins
Os jardins
têm um papel fundamental e estruturador no projeto, que é o de
ancorar o edifício no plano horizontal e vertical, como um “L”
verde. No plano horizontal é o gramado elevado que dá continuidade
ao térreo e à Sinagoga, nas mais deferentes atividades, Em dias
de festa, este espaço poderá receber coberturas leves (velarium
de tecido, por exemplo) para proteção contra o sol ou o sereno.
No plano vertical, o jardim – como uma cortina verde formada por
espécies vegetais trepadeiras e caideiras –, será sustentado por
uma estrutura metálica ‘entelada’ que atingirá o nível da cobertura.
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Vista
externa |
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A circulação
Toda a circulação
vertical e horizontal será concentrada numa lateral avarandada,
voltada para o jardim vertical, objetivando liberar todo o restante
dos pavimentos para suas funções específicas, ordenadas e de fácil
reconhecimento e acesso. Além disso, essa varanda, aberta à ventilação
e iluminação naturais e ao verde, criará uma atmosfera gentil.
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Vista
interna |
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Os materiais
O concreto
será utilizado em toda a estrutura do edifício – lajes e paredes,
e será executado com ‘cimento branco estrutural’ quando aparente.
As pedras
variadas, trazidas e oferecidas pelos membros e simpatizantes
da Comunidade Shalom, darão a aparência final às duas empenas
verticais. Estas, por serem feitas a muitas mãos, deverão surpreender
no resultado final.
Os pisos serão
de cimento polido (com pequenas pedras roladas, granilhas brancas
e pretas) para facilitar a manutenção diária e o uso intenso.
Esse piso, apesar da simplicidade aparente, é bastante resistente
e também elegante em sua neutralidade.
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Vista
interna |
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As paredes
internas serão de alvenaria (revestidas de argamassa nas áreas
secas ou cerâmica nas áreas molhadas).
Os caixilhos
serão delgados e executados em alumínio anodizado em painéis
com vidros laminados, afixados por sobreposição às vigas externas
de concreto.
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Vista
interna |
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As varandas
da circulação terão suas faces voltadas para as ruas e as laterais
das escadas protegidas por panos de elementos vazados de concreto
de 40 x 40 cm, com vidros, também sobrepostos externamente às
vigas de concreto, afixados e estruturados por perfis metálicos.
As tapeçarias
serão utilizadas internamente na Sinagoga em todas as paredes,
com claros objetivos decorativos (cores, padrões e desenhos),
e funcionais (aconchegância e conforto acústico).
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Vista
interna |
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O subsolo
Os dois pavimentos
inferiores abrigarão estacionamentos para 122 carros, o Cambuza
e a cozinha completa, vestiários, ambulatório, depósitos etc.
É importante salientar que, com a elevação do térreo para a cota
1,20 acima da calçada e o rebaixamento dos jardins nos recuos
de frente e fundo, teremos ventilação e luz natural nos dois níveis
subterrâneos.
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Vista
interna |
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Estrutura
As duas grandes
paredes de concreto compõem uma linha de apoio complementada
por outra linha se repete nos volumes do outro lado, com um vão
central de 16 m, vencido por uma laje nervurada protendida, com
altura de vigas de 60 cm. Longitudinalmente, esta laje avança
em balanços de 7 m para a rua das Fiandeiras e para a rua Cavazzola.
Com seu vão central livre, o edifício tem seus espaços internos
inteiramente flexíveis, adaptáveis para novos lay outs
eventualmente desejáveis no futuro. Esta configuração estrutural,
nos pavimentos de subsolo, resultam numa modulação de 8 x 8 m,
bastante econômica e adequada para seu uso como garagem.
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Corte
perspectivado |
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Implantação |
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Elevação
sudoeste |
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Elevação
nordeste |
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Elevação
noroeste |
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Corte
BB |
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Corte
AA |
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Planta
pavimento térreo |
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Planta
primeiro pavimento |
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Planta
segundo pavimento |
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Planta
terceiro pavimento |
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Esquemas
de usos da sinagoga |
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Estudo
cromático das tapeçarias |
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Equipe
técnica
Escritório
Brasil Arquitetura
Arquitetos
Francisco Fanucci, Marcelo Ferraz
Colaboradores
Anne Dieterich, Carol Moreira, Cícero Ferraz Cruz, Fabiana
Paiva, Gabriel Grinspum, Luciana Dornellas, Marcos Cartum, Pedro
Del Guerra, Thomas Kelley, Vinícius Spira, Victor Gurgel
Consultorias
Acústica: Davi Akkerman
Estrutural: Fábio Oyamada
Instalações: Wang Mou Suong
Luminotécnica: Ricardo Heder
Artista convidado: Edmar de Almeida
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