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externa geral noturna |
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O Estádio
do Pan-2007
O Estádio
da Prefeitura para os Jogos Panamericanos-2007 é o resultado de
três projetos diferenciados que se sucederam guardando uma característica
inconfundível e comum a todos: a sustentação da ampla cobertura
8 arcos metálicos apoiados em pilares externos ao seu contorno.
Ele começou
a se desenhar no final do ano de 1995, na Riourbe, quando o projeto
que elaboramos para a Prefeitura do Rio, contou com a colaboração
de arquitetos e engenheiros daquela DPL-Riourbe, com destaque
para Hermano Lemme, que aceitaram com entusiasmo o desafio de
apresentar um estádio de futebol, moderno e eficiente, para 50
mil espectadores. O terreno escolhido para sua localização situava-se
na área próxima à chegada da Linha Amarela na Barra.
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Depois, no
correr do ano de 1996 e já com vistas à preparação da candidatura
do Rio para as Olimpíadas de 2004, fizemos uma outra versão do
estádio, já então com as pistas de atletismo exigidas para as
competições internacionais de atletismo que ali estavam previstas.
Este trabalho foi desenvolvido e apresentado pelos escritórios
técnicos de BC Engenharia, do calculista Bruno Contarini e por
Lopes, Santos Ferreira Gomes Arquitetos Ltda. Com o posterior
esvaziamento da candidatura olímpica da cidade o processo de sua
construção foi transferido para outra oportunidade futura.
Esta ocasião
surgiu no final de 2002, quando a escolha do Rio de Janeiro como
sede dos Jogos Panamericanos de 2007 foi anunciada. Naquele momento,
atendendo ao programa previsto, estudamos uma nova alternativa
para o terreno de 200 mil m², localizado em frente à Estação do
Engenho de Dentro, que abrigava antigos galpões de manutenção
dos trens ferroviários, no bairro do mesmo nome e próximo da Linha
Amarela.
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externa - implantação |
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Projetado
agora pelos arquitetos Carlos Porto, Geraldo Lopes, Gilson Santos
e José R. Ferreira Gomes – o estádio foi proposto para uma capacidade
inicial para 45 mil espectadores e previsão para um possível acréscimo
de mais 15 mil lugares, chegando assim aos 60 mil lugares,
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externa |
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A sua localização
em área densamente ocupada e em processo de transformação urbana
iniciou uma verdadeira renovação na região, com a melhoria do
sistema viário, calçadas e passeios, da drenagem, iluminação e
serviços públicos, arborização e sinalização, entre outras. O
transporte público oferecido favorece as diversas propostas de
usos e atividades desportivas, culturais e sociais programadas
para o conjunto. Cuidados especiais ainda devem ser tomados, numa
escala de planejamento e intervenções mais abrangentes, para que
o tecido urbano e social aonde ele vai se inserir possa ser preparado
para usufruir integralmente dos benefícios que ele proporciona.
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O Estádio
Olímpico Municipal João Havelange é do tipo multifuncional, tem
forma ovalada com eixos que medem 284m e 232m, sem considerar
o conjunto de rampas externas. A sua cobertura é metálica, suspensa
e atirantada em um conjunto de quatro grandiosos arcos tubulares
de aço com 2m. de diâmetro, cobrindo a totalidade da platéia e
foi projetado em 6 níveis principais, dispondo de um prédio administrativo
anexo com salas de apoio às suas várias funções e de uma garage
em dois níveis, na cobertura da qual se localiza a área de aquecimento
externo de atletas e suas instalações atendem às mais rigorosas
normas internacionais de segurança e conforto exigidas para competições
de alto nível. As áreas totais construídas somam assim 182 mil
m² e a projeção do estádio com seus anexos, ocupa cerca de 47%
da área do terreno compreendido entre as ruas Arquias Cordeiro,
José dos Reis, Dr.Padilha e das Oficinas, onde está implantado.
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Os cuidados
tomados na elaboração dos projetos técnicos e na construção do
Estádio Olímpico João Havelange refletem a convicção de que os
estádios esportivos não são só imensos teatros para a apresentação
de feitos heróicos. São também algumas das obras mais antigas
e permanentes da arquitetura, desde o Coliseu de Roma até ao atual
Parque Olímpico de Pequim, 20 séculos mais tarde. Obras estas
cada vez mais significativas desde que a grande demanda por eventos
de massa para o público das grandes cidades ocorreu na segunda
metade do século XIX. No momento que coincide com o emprego do
ferro conjugado com o vidro na construção, com as enormes pontes
e as estações ferroviárias, as galerias envidraçadas e os espetaculares
pavilhões das feiras internacionais onde já se incorporavam as
novas tecnologias construtivas que permitiam a execução destas
impressionantes estruturas.
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aérea |
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No campo dos
esportes, esse impulso chegou através da reedição das Olimpíadas,
proposta pelo Barão de Coubertin, com a edição dos primeiros Jogos
Olímpicos da Era Moderna realizados em Atenas, em 1896. Vários
exemplos dessas estruturas destinadas ao culto do esporte desde
então, se fizeram notar: os Estádios Olímpicos de Berlim-1936,
o de Roma-1960, o de Tóquio-1964, o magnífico conjunto de Munique-1972,
entre os mais expressivos. Mais recentemente os de Barcelona,
Sidnei e Atenas, e agora, os surpreendentes equipamentos em construção
para as Olimpíadas de Pequim-2008, prometendo superar tudo o que
se poderia imaginar até agora. Por outro lado, o futebol, o jogo
favorito de todos, tem produzido exemplos por todo lado, em especial,
os estádios destinados aos Campeonatos Mundiais, dentre os quais
se destaca o Maracanã, aqui no Rio, levantado em tempo recorde
para a Copa do Mundo, de 1950. Todos estes edifícios se caracterizam
não só por sediarem eventos importantes, mas também por possuírem
as qualidades arquitetônicas essenciais dos grandes projetos:
monumentalidade, liturgia, significado, grandeza, porte e presença
marcante.
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externa eletrônica |
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Depois de
um século de mudança gradual, em todos os maiores centros, nos
últimos anos, os estádios têm assumido um número muito mais amplo
e sofisticado de funções. O esporte se tornou um elemento essencial
da cultura ocidental e a cultura específica do esporte afeta nossas
vidas, não apenas através de uma mais ativa participação de muitos,
com efeitos positivos para a saúde, mas da maneira extraordinária
com que a nossa participação “passiva” - como assistentes - se
desenvolveu. O status alcançado por estes estádios pode
agora ser comparado àquele que é representado pelas mais expressivas
obras arquitetônicas: museus, teatros, centros culturais, igrejas
e bibliotecas, desde os anos 90. São estruturas de alta significação
e representatividade para a elevação da auto-estima de uma cidade
ou mesmo de países. Eles são agora muito mais do que apenas um
simples local onde eventos esportivos acontecem. São hoje os verdadeiros
centros de encontro das grandes multidões urbanas do século 21
e se transformaram em importantes locais de atração turística.
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Perspectiva
externa eletrônica |
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Entretanto
todos nós sabemos que a solução arquitetônica do programa do edifício
esportivo, por melhor que seja não é suficiente para garantir
seu perfeito desempenho. Todas as melhorias introduzidas têm de
ser necessariamente acompanhadas daquilo que é o item mais importante
para assegurar o funcionamento integral de todas as suas partes
componentes: a gestão segura e eficiente dos espetáculos que irão
se realizar nos estádios. Essa questão é crucial e uma falha nesta
seqüência, por menor que seja, pode ocasionar o mau funcionamento
de todo o sistema de planejamento previsto. Isto significa, em
resumo, que ao transpor os portões acesso ao estádio o espectador
deverá ter assegurado, de parte dos seus administradores e dos
organizadores do espetáculo, o seu conforto, a sua segurança e
a integridade dos seus direitos como um consumidor privilegiado
do espetáculo para o qual adquiriu o seu ingresso.
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Perspectiva
interna eletrônica |
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As novas tecnologias
que estão revolucionando o resto da sociedade podem e devem ser
introduzidas no mundo dos estádios esportivos. Assim é fácil perceber
porque o estádio do futuro se difere daquele do passado. Como
as fronteiras entre esporte e lazer se tornaram rapidamente tênues,
devemos assegurar que as próximas gerações continuem a assistir
o esporte ao vivo com o mesmo entusiasmo que isso produziu nas
gerações presentes. A nós cabe trabalhar para que isso aconteça.
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Perspectiva
interna eletrônica |
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Estamos atravessando
um momento interessante e único na história, no qual podemos associar
as mais sofisticadas inovações tecnológicas disponíveis com uma
multiplicidade quase ilimitada de possibilidades criativas oferecidas
pelos novos materiais e pelas técnicas construtivas mais avançadas.
Hoje em dia, a nós arquitetos são oferecidos limites cada vez
mais amplos para que possamos transformar em realidade concreta
as nossas idéias mais ousadas. No nosso caso, pudemos reunir num
mesmo edifício: os quatro imensos arcos brancos, as ondulações
leves e elegantes das formas de sua cobertura e a estrutura esbelta
dos pórticos de concreto que sustentam as arquibancadas e as circulações
do público. A repetição lúdica e ritmada dos arcos desiguais do
Estádio Olímpico João Havelange, que são a sua marca inconfundível,
parece demonstrar de forma inequívoca o acerto da associação plástica
entre a vontade criadora e o rigor matemático do cálculo estrutural,
ali tornada possível.
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Vista
acesso |
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Por isso podemos
afirmar que o Estádio Olímpico do Rio de Janeiro espelha o profundo
significado que tem o esporte em nossa cultura e, em especial,
responde a uma vocação que é muito forte e intrínseca do povo
da nossa cidade: a tradição de festejar nos espaços livres, em
suas ruas e praças, sob a forma da nossa alegria musical e espontânea,
o entusiasmo e a paixão com que sabemos comemorar os nossos maiores
feitos esportivos.
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interna |
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interna |
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interna - detalhe construtivo |
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interna |
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Foto
construção |
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construção |
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- detalhe construção |
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Implantação |
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Planta
nível 22.10 |
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Planta
nível 27.60 |
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Planta
nível 33.30 |
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Planta
nível 37.10 |
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Planta
nível 44.70 |
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Planta
nível 48.50 |
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Corte
transversal |
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Corte
transversal - detalhe |
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Corte
transversal - detalhe |
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Corte
transversal |
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Corte
transversal |
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Fachada
leste |
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Fachada
norte |
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Fachada
oeste |
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Fachada
sul |
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Equipe
Técnica
Arquitetura
Arquitetos
Carlos Porto, Geraldo Lopes, Gilson Santos, José Raymundo Gomes
Colaboradores
Cecilia Moreira, Renato Silveira, Diogo Taddei, Rafael Segond,
Marcelo Fernandes, Patricia Miranda, Paola Saito
Consultoria
Ellerbe Becket Inc., Kansas City, USA.
Projeto
Estrutural – Concreto
Engenheiros: Bruno Contarini, Cesar Pereira Lopes, Waldir
Mello, José Eduardo Queiroz, Nivaldo Santos
Projeto
Estrutural – Metálica
Engenheiros: Flavio D’alambert, Jefferson Andrade, Tiago
Abecasis
Projeto
de Ar-Condicionado e Exaustão Mecânica
Dw
Engenharia
Projeto
de Instalações Prediais
MBM
Engenharia
Comunicação
Visual
Modonovo
/ Bruno Porto
Fotos
aéreas
"My Zoom"
Construção
Fase
1 – Consorcio : Racional / Delta / Recoma
Fase
2 – Consorcio : Odebrecht / OAS
Fiscalização
Riourbe
- Empresa Municipal de Urbanização
Secretaria
Municipal de Obras
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