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Premio – Código 180
Autores: Carlos Dias, Lucas Fehr e Mario Figueroa
Equipo: Amanda Renz, Carlos Eduardo Garcia, Flávia Tenan,
Josei Nagayassu, Juliana Baldocchi, Juliana Klein, Marcus Vinícius
Damon e Marina Canhadas
Sao Paulo, Brasil
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Vista
externa geral do conjunto |
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Conceito
As memórias
são figuras que vivem em um mundo inconcluso. São fragmentos de
fatos que não se repetem que não poderão suceder duas vezes. Não
entendemos a memória como um desejo juvenil de voltar atrás, de
substituir o insubstituível, para nós a memória não é um arrependimento.
É mirar o futuro, sabendo o passado.
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Vista
externa geral do conjunto |
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Um museu da
Memória deveria ser pensado a partir do caráter não linear do
tempo e de suas imagens. E também sobre como podemos armazenar
e transmitir este conhecimento de maneira ampla e imparcial.
Um país singular,
entre a cordilheira e o mar. Um museu que deseja ocupar esta franja,
reverenciando através de uma mirada simbólica estes dois elementos
determinantes da geografia chilena, marcados na alma do seu povo.
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Vista
externa geral do conjunto |
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A memória
evidenciada, emergente, que flutua, suavemente elevada. Uma arca,
onde se pode depositar todas as reminiscências da história chilena.
Projetada
para criar lugares e marcos físicos ou mentais, onde se possa
oferecer condições [entornos operativos] para que o conhecimento
germine do interior de cada indivíduo. Somente aquilo que uma
pessoa descobre por ela mesma pode acumular-se como memória ativa.
Um espaço dedicado à memória pode não só transmitir informações,
mas também provocar a reflexão sobre as recordações e os desejos.
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Vista
externa do conjunto |
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A ordem territorial
do centro de Santiago, intimamente vinculado à cidade histórica,
entende o espaço público como o não construído, configurado pela
ocupação perimentral da manzana. Entendemos esta história
e sua tradição, mas consideramos a possibilidade de avançar na
construção de um novo território que tenha um claro comprometimento
com a diversidade cidadã e os espaços democráticos.
O Centro Matucana
será uma manzana aberta. Entende e se harmoniza com a cidade
herdada, a incorpora e a transforma. O Museu da Memória não será
um monumento isolado, solto e sem responsabilidade urbana [e humana].
Ao contrário, se constituirá em um elemento comprometido diretamente
com a delimitação e caracterização deste novo espaço público da
cidade de Santiago.
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Vista
externa do conjunto |
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Propõe-se
um espaço generoso, amplo de possibilidades e percursos. Permite
a transposição natural e cotidiana da quadra. Os elementos urbanos
que compõem o Centro Matucana têm caráter cívico. A grande rampa
do Museu, a Praça da Memória, o pátio jardim, constituem uma seqüência
espacial que oferece uma hierarquia urbana necessária para um
complexo metropolitano.
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Vista
externa |
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Os escritórios
públicos e privados se organizam ao redor de um jardim, o “Pátio
dos Desejos”. A massa construída recompõe a configuração urbana
tradicional, mas permite, através de um térreo elevado, uma permeabilidade
necessária e desejada. O ajuste dos gabaritos proposto na borda
norte do projeto oferece, mais que uma transição entre os edifícios
históricos e o Centro Matucana, a possibilidade de uma extensão
aérea do pátio, através dos terraços-jardím.
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Vista
externa noturna |
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A Técnica
A estrutura
da barra é integra, una, e sem concessões evidencia a elevação
da memória. Teremos uma materialidade etérea, qual pedra de Magritte.
Assim, uma composição de treliças metálicas, um túnel, vence todo
o vão, com a carga descarregando em quatro apoios nos limites.
Nelas vinculadas, as caixas de exposição, translúcidas, que protegidas
pelo afastamento das extremidades, garantem a controlada iluminação
do Museu.
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A materialidade
também é conseguida com as lembranças da expressão matérica dos
territórios que compõem o Chile. O piso da Barra é um mosaico
das terras chilenas, coberto com vidro, memória dos lugares, nuances
multicoloridas. Limalhas de cobre e ferro, sob ele, por efeitos
magnéticos, marcam o percurso dos visitantes, guardando uma efêmera
memória das vontades, do ir e vir, nas direções dos olhares. No
revestimento externo, o cobre e o carvão marcam toda a história
dos mineradores chilenos como uma das memórias da economia, do
fazer e do viver. O Museu, essa pedra de cristal tem no carvão
o carbono essencial no ser humano e na constituição da natureza.
Simbolicamente, o carvão, é o registro daquilo que já foi. É a
memória do que poderia ter sido.
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externa |
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A preocupação
persiste com o nosso futuro, com a preservação e o ambiente. A
energia do sol é captada na cobertura, por placas fotovoltaicas.
A luz natural ilumina por várias situações e modos o interior
do espaço, desenhando e vivendo novos lugares num trajeto de efeitos
sempre tão inesperado. Os rasgos na cobertura da Barra a ilumina.
O desenho do piso da praça leva-a ao interior da Base.
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Vista
externa |
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Os elementos
da natureza num caleidoscópio de efeitos sobre o homem somam-se
à sua memória qual manifestação da construção humana, delineiam
o chão e memória da terra como manifestações da cultura e da apropriação
do espaço que é a vida, absolutamente, incluída neste projeto.
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interna |
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O Programa
Um volume
absorve os usos comerciais e de serviços; organizam-se em torno
de um jardim franqueado à praça, que contém o comércio, bares
e restaurantes, delícias da natureza humana à espera dos encontros,
do acaso e dos sorrisos.
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Corte
perspectivado |
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O Museu se
organiza em dois momentos conceituais: a Barra e a Base. Na primeira,
elevada, a história, as exposições, as informações, o viver da
memória aberta nas duas extremidades como quem deixa a vida passar.
Na outra, a base, primeiro a mais profunda, mineira, a produção,
os estudos, a invenção, os seminários, os conhecimentos da terra
e do território e em outro momento o necessário apoio dos setores
administrativos. A Barra como espaço museológico específico e
os eventos na Base, área que complementa o programa usual de um
Museu no subsolo que poderá funcionar com cinemas de arte e espaços
para cursos sobre direitos humanos e a memória, sobre a cultura
e o território chileno.
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interna |
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Corridas,
nas duas laterais da barra, a circulação, sanitários, apoios,
iluminados desde o céu. A luz desce zenitalmente, e penetra em
toda a barra através dos vidros laterais que divisam a circulação
e a fazem, também, luz.
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Vista
interna |
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A manifestação,
o florescimento deste conhecimento é objetivo contemporâneo de
um museu. Ele surge através de raízes profundas e bem plantadas,
em um subsolo [A base], onde o potencial, energético, produtivo,
mineral, a solidez têm a oportunidade de se manifestar.
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Vista
interna |
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Em seu interior,
as caixas de vidro, a transparência necessária, a vivacidade;
a memória que vivida em fragmentos, mas que formam, em conjunto,
o repertório de uma nação. A massa e o cristal.
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interna |
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Esquema
fechamentos em perspectiva |
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Vista
superior - implantação |
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Corte
A-A |
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Corte
B-B |
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Corte
C-C |
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Elevação |
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Planta
nível 0,00 |
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Planta
nível - 6,00 |
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Planta
nível - 12,00 |
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Planta
nível + 6,00 |
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Planta
nível + 9,00 |
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Plantas
museu |
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Ficha
Técnica
Autores
Carlos Dias, Lucas Fehr e Mario Figueroa
Equipe
Amanda Renz, Carlos Eduardo Garcia, Flávia Tenan, Juliana
Baldocchi, Juliana Klein, Marcus Vinícius Damon e Marina
Canhadas
Vídeo
Josei Nagayassu
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