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Mención honrosa – Código 163
Equipo: Bruno Castro, Guilherme Lemke Motta, Miguel Felipe Muralha,
Thiago Florez e Victor Paixão
Sao Paulo, Brasil
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Vista
externa noturna do conjunto |
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Introdução
Considerando-se
que a arquitetura deva refletir a condição representativa de um
povo, procuramos apresentar para o Centro Matucana, uma proposta
que preconize a visão humanista, a fluidez cultural e a permanente
conservação dos valores mais dignos da memória do povo chileno.
Assim dedicamos
especial atenção à amplitude da área escolhida, valorizando de
forma harmônica o entorno paisagístico e histórico do lugar; procurando
proporcionar ao usuário, a visibilidade ampla e generosa do contexto
urbano.
Ao considerar
que o Museu é um lugar de encontro, e que seu conteúdo deverá
carregar os registros de acontecimentos que marcam e identificam
a vida de um povo, distinguimos na “ágora” (o mais antigo e democrático
conceito urbano de lugar de encontro), a premissa que orientaria
o – espaço da memória.
Este conceito,
além de se apropriar das condicionantes topográficas existentes
no terreno transforma o espaço que poderia ser considerado “escondido”
em espaço polivalente e de luz refletindo o caráter simbólico
e mágico da história e cultura chilena.
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Esquema
setores |
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Entendemos
também que o partido arquitetônico deveria enfatizar a discrição
reclamada pelo tema; e assim, acolhemos as condições propostas
pelo edital, e consideramos a especificidade urbana e do terreno,
adotando como estrutura de comunicação, três níveis compostos
por três praças – no nível da Avenida Matucana – cota 0.0m, –
Serviços e comércio no nível intermediário – cota -5.0m e praça
museulógica na cota -11.0m, onde funcionará o museu e o acesso
ao metrô; apropriando-se desta forma dos desníveis topográficos
existentes.
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Isométrica
pavimentos |
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Os edifícios
destinados às atividades públicas e privadas, ficarão no nível
da praça. Fazem parte do complexo harmônico Centro Matucana mantendo
sua independência funcional, porem se caracteriza arquitetonicamente
como um único edifício diferenciados apenas pelos elementos de
vedação e iluminação vinculadas as necessidades de conforto e
eficiência técnica em relação às variações climáticas.
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Esquema
sustentabilidade |
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Para este
edifício adotou-se um desenho de volumetria e implantação que
valoriza as qualidades paisagísticas do lugar.
Os estacionamentos
estarão respectivamente nas cotas -8.0m e -11.0m com comunicação
direta aos níveis do museu.
Espaço
- Memória
Para a primeira
praça na cota 0.0m, no nível da Avenida Matucana, criou-se um
espaço aberto de caráter essencialmente público, onde pode- se
chegar e apreciar num giro de 360o, o trecho da Avenida Matucana
com o parque ao fundo e seu patrimônio arquitetônico, o antigo
colégio e o novo edifício proposto, que pela sua configuração
e neutralidade, reforça a beleza e espacialidade do lugar.
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Vista
praça cota 20,20 |
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O piso desta
praça que também constitui a cobertura do saguão principal do
Museu, é formado por módulos pré-fabricados (1.25m x 1.25m) de
concreto e vidro, apresentando quatro variações luminosas de diferentes
intensidades e transparência (pixel). A distribuição da luz natural
advindas da cobertura nas áreas de permanência e de circulação
no subsolo, poderão ser controladas por aberturas e fechamentos
conforme as necessidades de uso de cada atividade programada.
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Allende |
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Esta luz que
penetra através do piso de forma aparentemente aleatória e abstrata,
vai se caracterizando na figura do rosto de um dos personagens
mais significativos na história política do Chile (Salvador Allende),
à medida que a perspectiva e a imaginação do espectador se ampliam.
O caráter universal e simbólico desta imagem poderá ser também
estendido e captado por imagem satélite, reforçado-se assim a
posição da cidade de Santiago como marco em defesa da paz e Direitos
Humanos.
A diversidade
desta luz e transparência proposta no piso superior garante a
iluminação natural dos pisos inferiores.
Um totem vertical
construído em aço e vidro sinaliza o posicionamento do acesso
ao complexo na amplitude horizontal da praça.
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Vista
praça Allende |
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A Praça Intermediária
cota -5.0m, caracteriza-se pelo seu espaço intimista. Abriga as
atividades comerciais e de lazer. Sua natureza arquitetônica possibilita
a flexibilidade necessária à apresentação de exposições e intervenções
próprias das atividades públicas artísticas e culturais contemporâneas,
fazendo a inter-comunicabilidade entre os níveis do metrô e Avenida
Matucana.
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Vista
praça cota 15,20 |
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Vista
praça Allende |
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O Museu cota
-11.0m, é caracterizado como uma praça coberta circundada por
todas as atividades necessárias à constituição dos programas estabelecidos;
constrói em seu núcleo um grande vazio que interliga os vários
ambientes níveis de atividades, assim como valoriza a integração
espacial e os elementos arquitetônicos.
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Vista
praça cota 9,20 |
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O Museu, um
território premiado pelos fluxos, é trajeto indutor dos destinos
que acolhem o Complexo Matucano. Permite a circulação rápida e
múltipla interligando por passarelas, rampas, elevadores e escadas
mecânicas, construindo desta forma a permeabilidade espacial e
a integração dos níveis entre si.
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Implantação |
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Pretende-se
uma intervenção otimista que expresse de forma representativa
os objetivos deste complexo, mantendo viva a memória e cultura
chilena, proporcionando desta forma ao seu espaço arquitetônico,
um caráter mágico.
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Planta
térreo |
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Plantas |
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Corte
A-A |
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Corte
B-B |
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Corte
C-C |
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Corte
D-D |
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Ficha
Técnica
Autores
Bruno Castro, Guilherme Lemke Motta, Miguel Felipe Muralha, Thiago
Florez e Victor Paixão
Colaboradores
Ana Maria Lindemberg e Luís César Amad Costa
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