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Lugar (Trabalho 214) - Jonathas Magalhães Pereira da Silva
(RJ)
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Perspectiva
da proposta para a Praça das Lunetas |
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O Campus
e as transformações do tempo, da cidade e da paisagem urbana
Desde 1822,
quando o Observatório Nacional foi transferido do Morro do Castelo
para o Morro de São Januário, até os nossos dias, a região de
São Cristóvão, onde se insere o campus do Observatório Nacional
e do Museu de Astronomia e Ciências Afins, passou por profundas
transformações urbanas. Como conseqüência dessas transformações,
alteraram-se substancialmente as suas funções originais, ligadas
mais especificamente à observação do céu, à implantação de equipamentos
e à instalação de pesquisadores e funcionários. Nesse período,
reforçaram-se as vocações relacionadas à pesquisa científica e
à preservação de importante seu acervo cultural, expresso através
de seu patrimônio material (os artefatos tecnológicos, as edificações,
os elementos vegetais originais e aqueles intencionalmente plantados)
e de seu patrimônio imaterial (de natureza memorial, ligado ao
acervo e à evolução das ciências no Brasil, e de natureza simbólica,
ao resistir como referência imagética na memória e no afeto coletivos
da população).
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Perspectiva
da proposta para a Praça dos Pavilhões |
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A importância
patrimonial desse conjunto veio a ser reconhecida na década de
1980, após a criação do Museu de Astronomia e Ciências Afins,
em 1985, através da iniciativa federal, em ato registrado pelo
Iphan em 14/08/1986, no Livro Histórico Volume I - Inscrição
nº 509 e no Livro Arqueológivo e Paisagístico - Inscrição nº
95, e através iniciativa estadual, em registro do Inepac em 18/11/1987,
Resolução SEC nº 34 de 21/10/1987, Do Estado de 18/11/1987.
A oportunidade
do presente concurso vem de encontro a uma nova vocação: a abertura
desse rico ambiente à visitação mais efetiva por parte da população,
que poderá, além de conhecer e interagir com parte do rico acervo
do campus (material e imaterial), observar a cidade e a
paisagem à sua volta.
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Perspectiva
da proposta para a ação mitigadora dos impactos
negativos visuais |
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O
suporte físico e a história urbana como contexto sócio-espacial
A evolução
urbana da região durante os séculos XIX e XX acompanhou o ritmo
de crescimento da área central, por representar seu vetor de expansão
imediata, reforçando ou exercendo funções complementares. À função
de escoamento da produção agrícola do interior ao porto, agregaram-se,
durante o século XIX e início do século XX, a localização residencial
da corte imperial e da elite política, social e econômica da capital,
e a localização preferencial do iniciante parque industrial.
O suporte
físico que apresenta áreas planas e de cota baixa, outrora enxarcadas,
ocupadas até o início do século XX pelo Mangue de São Cristóvão,
e áreas de relevo acidentado, com morros de baixa e média estatura,
direcionou a ocupação urbana: nas áreas planas observou-se a construção
dos ramais de ferrovias e estradas, equipamentos industriais,
infra-estrutura de grande porte e diversas instalações militares.
Junto à Baía, além dos trapiches e ancoradouros, instalaram-se
também igrejas, cemitérios e espaços de convívio e recreação.
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Perspectiva
da proposta para a ação mitigadora dos impactos
negativos visuais |
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Nas áreas
elevadas, a ocupação inicial destinou-se a residências da corte
e da elite palaciana e a equipamentos públicos, relacionados à
cultura, à educação, à recreação e à saúde. Nesse expressivo conjunto,
que compreende o Palácio da Quinta da Boa Vista, o Jardim Zoológico
e o Hospital Frei Antonio da Irmandade do Santíssimo Sacramento
da Candelária, se inscreve o Observatório Nacional. Durante o
século XX, a chegada de indústrias e a demanda por transporte,
emprego e habitação acabaram por atrair a concentração de moradias
de renda média e baixa, destacando-se diversos conjuntos históricos
importantes (Vila Santa Genoveva e o Conjunto do Pedregulho) e
favelas de grande porte nos morros da região, como Morros da Mangueira,
Telégrafo, Candelária e Tuiuiti.
São Cristóvão
foi uma das áreas em que o processo de transformação urbana, causado
pela crescimento do setor indusrial, foi mais intenso. Bairro
nobre, local de residência da corte e da elite carioca, a partir
do final do século XIX testemunhou a reutilização de antigos solares
e casarões para estabelecimentos fabris, realizada por empresas
que aproveitaram os serviços de infra-estrutura instalados e em
bom funcionamento, além da proximidade do Centro, dos eixos ferroviários
e dos diversos portos que serviam ao Rio de Janeiro.
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Perspectiva
da proposta para a integração com o entorno |
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Diagnósticos
e diretrizes de intervenção
Sub-setorização
Ao analisar
as informações do Plano Diretor do Campus e os dados fornecidos
e relacionados no Termo de Referência e ao percorrermos o campus,
confrontando seu ambiente com o entorno em que se insere, procuramos
estratificar o estudo do espaço do campus, para melhor
embasamento das intervenções previstas e da logística de implantação.
Nesse sentido, subdividimos os Setores Paisagísticos definidos
no Plano Diretor, levando em conta as características específicas
dos aspectos paisagísticos e ambientais locais e a possibilidade
de faseamento das obras.
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Perspectiva
da proposta para o mirante |
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Setor A
– Visitação e platô principal do campus – miolo de terreno
Sub-setor
A1: Visitação preferencial
Sub-setor A2: Entorno do edifício sede do Mast
Sub-setor A3: Setor periférico à visitação
Setor B
– Acesso existente e edificações novas - frente de lote à Rua
General José Cristino
Sub-setor
B1: Acesso viário principal
Sub-setor B2: Entorno e acesso ao anexo da Geo-Física.
Setor C-
Área de expansão e integração – frente de lote à Rua General Bruce
Sub-setor
C1- Entorno e acesso e à área de expansão
Sub-setor C2- Área de vivência e integração
Setor D-
Acesso proposto e acessibilidade pública – frente de lote à Rua
General Bruce
Sub-setor
D1- Entorno e acesso ao anexo do Mast
Sub-setor D2- Entorno e acesso ao Centro de Visitantes proposto
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Perfis
viários |
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A sub-divisão
acima visa a autonomia de implantação do projeto, podendo ser
iniciada pelos setores e sub-setores que se mostrarem mais prioritários
e/ou viáveis, de acordo com as prerrogativas das instituições
gestoras – Observatório Nacional e Museu de Astronomia e Ciências
Afins, resguardando-se, no entanto, os princípios estabelecidos
no Plano Diretor e a unidade de conjunto proposto pelo Projeto
Urbanístico e Paisagístico, objeto deste concurso.
Diagnóstico
e diretrizes urbanísticas
Ao analisarmos
o sistema existente de fluxos de pedestres e veículos, as demandas
por novos acessos e estacionamento e a necessidade de se adotar
critérios de desenho universal e acessibilidade plena e de melhor
integrar paisagisticamente os sub-setores, em especial os sub-setores
A1, A2 e D2, propusemos as seguintes reformulações:
- Implantar
novo sistema de circulação veicular uni-direcional em anel periférico
ao Sub-Setor A1, de visitação preferencial, mantendo o acesso
principal bi-direcional à Rua General José Cristino, revendo
a geometria das articulações, estruturando a praça de retorno,
junto à sede e ao anexo do Mast, implantando a via de serviço
prevista pelo Plano Diretor ao anexo do Mast e mantendo o acesso
eventual de veículos junto a sede do On e seu anexo, pela Rua
General Argolo, a ser restrito a cargas especiais, veículos
de socorro e rota de fuga de incêndio.
- Implantar
sistema de rota acessível preferencial para pedestres, conectando
o acesso existente junto à Rua General José Cristino (sub-setor
B1), às áreas de visitação pública (sub-setores A1/A2 e A3),
ao Centro de Visitantes e ao acesso de visitantes proposto,
à Rua General Bruce (sub-setor D2).
- Reverter
para uso de pedestres o trecho de via existente que atravessa
o setor A, junto às Cúpulas, a ser destinado como rota acessível
preferencial, deixando delimitado o antigo leito, atendendo
aos princípios de preservação paisagística e ambiental e aos
critérios de reversibilidade (Cartas de Florença e Veneza).
- Implantar
e melhorar condições dos passeios laterais e rotas de acessibilidade
complementares, conjugando dispositivos de travessia segura
e universal, com sistemas de nivelamento de piso e redução de
velocidade (“traffic-table” e “traffic-calming”
) e rampas acessíveis para transposição de desníveis existentes.
- Atender
às necessidades de vagas previstas no Plano Diretor e definidos
no Edital, com a localização das faixas e bolsas de estacionamento,
buscando com isso evitar o impacto de veículos estacionados
ao longo das vias e junto às edificações tombadas.
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Diagnóstico |
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Diagnóstico
e diretrizes paisagísticas
O perfil paisagístico
e as diretrizes formuladas para o campus foram analisados
em relação às suas características visuais e ambientais internas
e também em relação aos impactos negativos e positivos do entorno.
Foram também observadas as novas áreas de expansão e edificações
previstas visando a sua inserção que deverá obedecer: aos critérios
de a adequação ambiental; à manutenção das visuais principais;
às demandas de manejo vegetal; às prerrogativas de acessibilidade
universal e ao conforto e a segurança dos usuários.
Com base nas
diretrizes para setorização do campus e para circulação viária
e nos dados e condições propostas pelo Plano Diretor, foram por
nós estabelecidas as seguintes diretrizes:
- Implantar
barreiras vegetais como forma de minimizar os impactos negativos
relativos a interferências de edificações junto às divisas,
principalmente a norte e oeste, mediante a implantação de jardineiras
e canteiros plantados com vegetação arbustiva de médio e grande
porte.
- Melhorar
e enfatizar as relações visuais e paisagísticas com o entorno,
principalmente a sul e leste, com a proposta de substituição
de muros por gradis e plantio de espécies, atuando como cercas-vivas
e vegetação pendente e favorecendo a recomposição do plantio
das encostas e afloramentos rochosos.
- Implantar
diretrizes para harmonização paisagística do conjunto, integrando
a leitura diferenciada dos setores, das circulações de veículos
e pedestres, dos estacionamentos, das áreas de vivência e das
áreas e pátios de acessos, selecionando para cada uma dessas
áreas, resguardadas a localização e as condições dos indivíduos
existentes, espécies adequadas em termos de perfil estético,
porte, dimensões e comportamento de copa, galhamento e raízes.
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Planta
de cobertura |
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Sobre a
proposta de plantio vegetal
O anteprojeto
de plantio vegetal foi baseado nas diretrizes de manejo da vegetação
segundo o zoneamento proposto, tendo em vista as demandas funcionais
do campus (circulação, expansão, visitação, vivência e
acessos), as prerrogativas ambientais locais e as recomendações
provenientes da Diretoria de Arborização da Fundação –Parques
e Jardins, que direcionaram a especificação de novos indivíduos
a partir de espécies em sua maioria nativas e predominantemente
do sistema da Mata Atlântica.
A implantação
de novas espécies de forração, de estrato rasteiro, é uma forma
de quebrar o mono-plantio de grama, aumentando a diversidade de
flora e diminuindo custos e serviços de manutenção. O estrato
semi-arbustivo, onde ocorrem espécies com folhagem e floração
ornamental, foi usado para marcação estética em locais de atratividade
visual. O estrato arbustivo foi direcionado para a implantação
de barreiras físicas e visuais, nos locais necessários a essas
funções. O estrato arbóreo foi usado de forma a atender aos requisitos
funcionais, estéticos e ambientais, característicos desse estrato.
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Planta
de piso |
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Em termos
de planejamento paisagístico, foram estabelecidos os seguintes
padrões para o plantio:
a) Barreira
vegetal para bloqueio visual do entorno, com estrato arbustivo
de grande e médio porte a ser implantado.
Espécies usadas
Helicônia, Caliandra e Bela Emília
b) Preservação
da cobertura vegetal existente, com a manutenção de indivíduos
arbóreos de grande porte, sendo previsto tratamento emergencial
das espécies com injúrias (Mangueiras, principalmente) e o remanejamento
de indivíduos de pequeno DAP para áreas mais propícias (Goiabeiras,
principalmente).
c) Regeneração
de encostas com plantio corretivo, com a utilização de estratos
arbustivo, forrageiro e pendente, integrados a áreas de permeabilidade
visual (gradis), e com a formação de um bosque composto por estrato
arbóreo de médio e pequeno porte, com predomínio de espécies frutíferas
Espécies usadas
Pitangueira, Goiabeira, Jabuticabeira, Amoreira, Ameixeira, Gravioleira,
Alamanda Amarela, Alamanda Rosa, Bela Emília, Caliandra, Margaridão,
Trapoeraba, Grama Amendoim, Jaburão e Onze Horas
d) Plantio
integrado a áreas de utilização intensa nos percursos de pedestres
e nas áreas de vivência e acessos, com predominância de espécies
de porte arbóreo, sub-arbustivo e rasteiro:
Espécies arbóreas usadas
Nas circulações de pedestres –Mulungu, Ipê Roxo e Ipê Branco
Nas áreas de vivência – Ipê Amarelo, Mirindiba
Nas áreas e pátios de acessos principais - Palmeira Imperial
e Sibipiruna
Espécies
sub-arbustivas e forrageiras
Nas áreas de vivência, pátios e acessos principais – Hemerocális,
Singônio, Jaburão, Furcréia, Lantana, Trapoeraba, Mararidão, Grama
Amendoim, Onze Horas
e) Plantio
funcional: arborização de acessos viários e estacionamentos
Espécies arbóreas usadas
Nas circulações de veículos - Cassia Aleluia
Nos estacionamentos – Córdia Branca
Espécies
arbustivas, sub-arbustivas e forrageiras
Sagu, Bela Emília, Clorofito, Margaridão, Grama Amendoim e Onze
Horas.
Como ponto
de partida para o detalhamento do projeto executivo, prevê-se
o levantamento atualizado da condição fitossanitária das espécies
vegetais existentes e dos indicativos de tratamento, remoção e
manejo necessários.
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Planta
dos sub-setores |
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Sobre a
proposta de geometria viária e revestimento de pisos
Para viabilizar
as diretrizes ambientais e paisagísticas previstas, as demandas
funcionais e a abertura do campus à visitação e fruição
mais efetiva por parte da população, foram propostas as seguintes
medidas quanto a geometria e revestimento de pisos, divididas
por sub-setor:
Sub-setor
A1
Será o setor com maior transformação viária devido ao caráter
patrimonial e ao potencial de visitação pública previstos, sendo
proposta a reformulação do sistema atual, com a implantação de
alça periférica e adoção de sistema de circulação unidirecional
em anel, reduzindo os atritos entre percursos de pedestre e veículos
e integrando a área das Cúpulas, a área das Lunetas e setor dos
pavilhões do serviço da Hora. Essa nova via deverá ter o nível
elevado para facilitar travessias de pedestres, sendo feito a
proteção física, através de elementos de mobiliário (balizadores),
sinalização, iluminação e arborização.
É prevista
a reversão da via existente para circulação de pedestres, transformando-se
no eixo da rota acessível preferencial, articulando as áreas de
visitação e de observação. Em complemento a esse eixo, foi proposta
um percurso de pedestres secundário, que deverá ser mais intensamente
utilizado pelos funcionários e visitantes especiais.
Sub-setor
A2
Nesse sub-setor, prevê-se maior ênfase na circulação de pedestres,
com a proposição de novo acesso pela Rua General Bruce, voltado
ao Centro de Visitantes proposto.
Foram objetivadas:
a melhor integração com os Sub-setores A1, C2 e D2, dando continuidade
à rota acessível preferencial; a melhor estruturação dos usos
dos pátios de estar e acessos; a valorização do entorno da Sede
do MAST, melhorando as visuais da edificação; a manutenção da
vegetação arbórea de grande porte existente, e o recolocação das
vagas existentes.
A caixa de
rolamento da via nesse Sub-Setor deverá ter seu nível elevado
para conjugar-se melhor aos percursos de pedestres.
Sub-setor
A3
Considerado como setor periférico à visitação, conjuga atividades
importantes do campus, como Sede do serviço da Hora e Oficinas
de Manutenção. Para esse sub-setor, foi prevista a revisão geométrica
e dimensional da caixa de rolamento do acesso viário principal,
com sentido unidirecional, viabilizando a construção de passeio
lateral, conjugado à mureta de contenção, possibilitando o manejo
das raízes afloradas dos indivíduos arbóreos existentes e a estabilidade
do solo dos canteiros ajardinados.
O desenho
de vagas de estacionamentos condicionou-se à condição de geometria
e à localização de indivíduos arbóreos, tendo sido evitado ao
máximo, replantio e poda.
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Planta
das diretrizes de manejo |
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Sub-setor
B1
È prevista a revisão geométrica e dimensional da caixa de rolamento
do acesso viário principal, a partir pela Rua General José Cristino,
viabilizando a construção de jardineiras para plantio de barreira
vegetal, integrada ao novo desenho de passeios laterais, de estacionamentos,
de acessos a edificações, existentes e futuras, e de áreas de
convivência.
Sub-setor
B2
È prevista a revisão geométrica e dimensional da caixa de rolamento
do acesso viário eventual, a partir da Rua General Argolo, conjugada
à proposta de elevação de nível da caixa de rolamento, como intuito
de reverter seu uso preferencialmente a pedestres, sem desníveis
ou barreiras, sendo previsto o acesso de veículos ao estacionamento
do edifício do Anexo da Geofísica.
Sub-setores
C1 e C2
Serão as áreas de maior visibilidade e acessibilidade pública
e, por estarem localizados na vertente sul, em nível topográfico
abaixo da maior parte do conjunto do campus, encontram-se
desconectados deste. A proposta foi de integrá-los fisicamente
aos sub-setores A1, A2 e D2, por meio de percursos acessíveis
de pedestres, conjugando o acesso pelo elevador existente a passeios,
escadas e rampas.
A área reservada
para expansão nesse Setor apresenta as melhores condições de edificação,
se comparadas às demais áreas previstas no Plano Diretor, por
se situar em terreno plano e sem vegetação de porte significativo.
A proposta conjuga o acesso à área de expansão e seu estacionamento
a duas praças que deverão ser usadas pelos funcionários e visitantes
especiais e poderão ser, eventualmente, em ocasiões especiais,
revertidas a uso público.
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Planta
dos acessos e circulação |
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Sub-setor
D1
Pode ser considerado o sub-setor mais isolado do campus,
devido ao acesso e à topografia do terreno. A edificação que comportará
o Anexo do Mast, em fase final de acabamento, deverá ter seus
acessos viários e de pedestre implantados.
A proposta
viária previu sua melhor integração com os Sub-setores A2 e D2,
através da ligação com a Praça de Retorno, com a via de serviço
e com os novos passeios a serem implantados.
Sub-setor
D2
De forma condicionada à implantação do Centro de Visitantes e
ao novo acesso de pedestres, através de módulo com elevadores
e escadas, esse Sub-setor deverá sofrer uma grande transformação
que demandará novas conexões por circulações de pedestres, integrando-o
principalmente ao Sub-setores A2, C2 e D2.
Em termos
viários, entre a Sede do Mast, seu anexo e o novo Centro de Visitantes,
foi proposta a Praça de Retorno, finalizando o sistema viário
principal. Da Praça de Retorno, foi prevista a via de serviço
para atender ao Anexo e as áreas de Reordenamento Especial, que
deverão receber um fluxo eventual de veículos.
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Proposta
para a área de vivência 1 |
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Perfil
viário 1
Via de acesso principal – 1o trecho – Sub-setor B1
As principais
intervenções compreendem a revisão de geometria da caixa de rolamento
para viabilizar a implantação de jardineira lateral e a conexão
com novo acesso proposto, junto ao Sub-Setor A1.
Prevê-se também
a melhoria de passeios e da iluminação funcional.
Será mantida
a circulação bi-direcional.
Perfil
viário 2
Via de acesso principal – 2o trecho – Sub-setor A3
As principais
intervenções incluem a revisão de geometria para permitir a implantação
de passeio lateral, estacionamento e dispositivo de proteção às
raízes das árvores existentes, com a proposta de construção de
mureta de arrimo.
São também
previstos o plantio de barreira vegetal, junto à divisa, e a nova
iluminação funcional.
Será implantada
a circulação uni-direcional.
Perfil
viário 3
Via de acesso principal – 3o trecho –Sub-setor A1
Prevê-se a
implantação de nova via periférica, junto ao limite do platô principal,
com piso no nível de percursos de pedestres, e pavimentação especial,
conjugando placas de granito serrado e paralelepípedos.
A nova iluminação
funcional deverá estar integrada às áreas de mirante para observação
do entorno.
Será implantada
a circulação uni-direcional.
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Proposta
para a área de vivência 2 |
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Áreas
de vivência 1, 2 e 3
Área de
Vivência 1
Essa área foi implantada junto ao acesso principal, buscando conjugar
as diversas situações quanto à proximidade de edificações existentes,
a serem mantidas, e de novas edificações previstas. Optou-se pela
manutenção de espécies de porte médio e grande em canteiros especialmente
configurados para esse fim.
Foi prevista
a implantação de bancos e mesas e de plantio de Mirindibas nas
áreas de estar, tendo sido observados os acessos às edificações,
as demandas por vagas e a revisão geométrica da via.
Como forma
de orientar os usuários, a proposta de desenho de pisos busca
configurar os diferentes recintos com a formação de panos e enquadramentos
especiais. Essa pavimentação deverá ser em placas de granito serrado
com entremeio de pedras portuguesas e o plantio será feito em
canteiros com o uso de forrações e folhagens ornamentais diversificadas.
Área de
Vivência 2
Localizada na parte de fundos do edifício da sede do Mast, foi
prevista a implantação de duas áreas de alimentação, definidas
de forma simétrica, respeitando as condições arquitetônicas dominantes
da edificação.
Devido à presença
das Mangueiras de grande porte, não foi proposta arborização complementar.
Privilegiaram-se
o acesso e a permanência de visitantes e funcionários, sendo necessária
a reformulação do sistema de drenagem nos passeios junto ao edifício.
No pátio de
acesso frontal, é proposta a revisão dos desenhos dos canteiros
existentes, para valorizar a fachada principal e as escadarias
da edificação e melhorar os percursos de pedestres que poderão
fruir melhor desse espaço.
A proposta
de desenho de pisos busca enfatizar a geometria dominante da edificação
e a presença das Palmeiras Imperiais. A pavimentação deverá ser
placas de granito serrado com entremeio de pedras portuguesas
e o plantio será feito em canteiros com o uso de forrações e folhagens
ornamentais, definindo os diferentes recintos.
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Proposta
para a área de vivência 3 |
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Área de
Vivência 3
Foi implantada no local do edifício atualmente ocupado pela
Diretoria do Observatório Nacional, cuja demolição é prevista
pelo Plano Diretor. Deverá funcionar como uma área de vivência
e integração conectando-se com o Pátio de Acesso à sede do Mast
e com a futura área de expansão do Setor C.
Foram propostas
duas praças:
- A praça
de forma circular, na cota de nível estimada em 31.00 m, com banco conjugado ao canteiro, plantio de Ipês
Amarelos, dando acesso, por passeio em nível, ao Sub-setor D2,
por rampa, ao Sub-setor A1, e por escadaria, ao Sub-setor C1;
- A praça
de acesso no nível da Rua General Bruce, com previsão de mesas
e bancos, quiosque de alimentação e plantio de Córdias Brancas.
A pavimentação
deverá ser em pedras portuguesas, conjugadas a placas de granito
serrado e rampas de concreto rugoso, e plantio em canteiros e
jardineiras, com o uso de forrações e arbustos diversos.
Cortes
e detalhes
Materiais
e equipamentos empregados
A definição dos materiais empregados para acabamento, construção,
revestimento de pisos e equipamentos buscou atender aos requisitos
de intervenção no entorno de bem tombado, previstos nas cartas
internacionais e nos diretrizes do IPHAN. Nesse sentido, procurou-se
respeitar a ambiência e a integridade paisagística, a durabilidade,
a facilidade de manutenção e a neutralidade necessária à valorização
das edificações de significação patrimonial. Nas caixas de rolamento
de veículos e estacionamentos, deverá ser empregada a pavimentação
por paralelepípedos, sendo previstos o reaproveitamento e o reassentamento
das peças onde ocorrer o redesenho geométrico e/ou a elevação
de nível da pista. Os blocos de paralelepípedos atendem a performances
quando a drenagem, redução de velocidade, durabilidade, adequando-se
ambientalmente ao campus.
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Detalhes |
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Nos passeios
é previsto o uso de mosaicos em pedra portuguesa e placas de granito
serrado, em conjugação a rampas em concreto rugoso. As pedras
portuguesas, quando bem assentadas, são duráveis e condicionam-se
paisagisticamente bem em relação ao entorno edificado, além de
terem boa performance climática, de execução e de manutenção.
No caso da reversão de via de veículos para uso de pedestres,
no sub-setor A1, é proposta a composição de piso em placas de
granito serrado, que possibilitam utilização adequada por portadores
de deficiência temporária ou permanente, e faixas laterais em
paralelepípedos, facilitando a drenagem e se mantendo como marco
de referência do leito original.
Na jardineira
do acesso principal, é prevista a utilização de revestimento texturizado,
tipo Fulgé, por oferecer aparência neutra e bom acabamento, otimizando
a manutenção. As jardineiras deverão ser impermeabilizadas nas
laterais e receber dreno externo, evitando problemas de infiltração
em muros divisórios.
A troca de
muros de vedação será feita através da implantação de gradis de
ferro, montados em perfis chatos e tubulares de ferro galvanizado,
pintados em cor grafite, segundo módulos com larguras entre 1,50
e 2,00 m, facilitando
a execução e futura manutenção. Serão fixados em muretas de concreto,
de h=40 cm, que serão chapiscadas, sendo encobertas pela vegetação
arbustiva e rasteira. As muretas de contenção junto a passeios
laterais do acesso viário, deverão ser executadas em pedras de
mão, com alturas variando entre 60 e 80 cm, resguardando a ambiência
local.
O sistema
de iluminação pública deverá atender aos requisitos de iluminação
funcional de vias e de passeios, integrando-se à arborização e
aos elementos de sinalização. É prevista a iluminação ornamental
de edificações significativas, integrada à iluminação funcional.
No caso do Sub-Setores A1, A2 e A3, é prevista a separação de
circuitos elétricos e sistemas de iluminação tendo em vista as
atividades de observação do céu, que ocorrem atualmente às quartas
e sábados, podendo, nesses dias, ser desligada a iluminação funcional
no período em que durarem as atividades de observação.
A opção quanto
uso de elementos de mobiliário urbano e de iluminação já homologados
e de fácil aquisição no mercado visa a atender às prerrogativas
de custo e manutenção, devendo-se escolher famílias com desenhos
simples que definem claramente a época atual da intervenção. Em
algumas situações, onde são previstos jardineiras e bancos moldados
in loco, visando sua adequação ao desenho e a flexibilização para
atuarem também como elementos de proteção e barreira, poderá
ser realizada a moldagem em módulos, o que otimiza o canteiro
de obras e minimiza entulhos e resíduos.
Os elementos
de mobiliário, de sinalização e iluminação deverão ser implantados
de forma conjugada evitando criar obstáculos quanto à circulação
de pedestres e interferências quanto às visuais do campus.
O projeto de sinalização deverá responder à setorização proposta,
conjugando elementos de informação direcional a elementos de informação
sobre os equipamentos, edifícios e área de convivência propostas,
devendo ser desenvolvidos juntamente com os funcionários das instituições
presentes no Campus On-Mast.
Ficha técnica
Coordenadores
Jonathas Magalhães Pereira da Silva - Arquiteto e Urbanista
Vera Regina Tangari - Arquiteta e Urbanista
Equipe
Perspectivas
Ricardo Guerra Florez - Arquiteto e Urbanista
Desenho
das Plantas
Frederico Trevisan - Arquiteto e Urbanista
Quantitativo
Mariana Ripoli - Arquiteta e Urbanista
Infra-estrutura
Werner Bess D`Alcântara - Engenheiro Civil
Topografia
e infra-estrutura
Mario Ribeiro da Cruz Moura - Engenheiro Civil
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