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Lugar
Autor: Claudio Libeskind
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Perspectiva
externa |
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Partido
O terreno
localiza-se fora do plano piloto projetado por Lucio Costa, em
uma área na qual a estrutura linear da cidade foi quebrada. A
topografia da quadra, marcada pelo declive em direção ao lago
do Paranoá, o gabarito definido para o Setor de Grandes Áreas
Sul com altura máxima de 9.50m e a desordem dos lotes vizinhos
determinaram o partido do projeto. O novo prédio para a Sede do
Sebrae é uma estrutura independente que ergue-se sobre o desnível
do terreno condensando os usos em uma peça unitária que se abre
em direção ao lago. Volume que em seu interior surpreende pela
sua unidade volumétrica e espacial desenhando uma nova perspectiva,
que evita o conflito com outras edificações. O gramado do terreno
se levanta em um extremo, como uma folha de papel, dando forma
a uma cobertura que envolve todo o programa, deixando entrever
o acesso principal através de um rasgo na laje. Para evitar o
acesso, o plano da cobertura foi elevado do chão. Esta solução,
simples e econômica, cria uma barrera sem interferir na leitura
do projeto. O prédio projetado se define com uma linguagem contemporânea:
o plano superior dota de caráter ao conjunto, num gesto unitário
e claro. Este plano proporciona inércia térmica devido à laje
de concreto e à camada de terra sob a cobertura vegetal ajudando
a vencer a alta amplitude térmica diária e garantindo atraso e
amortecimento térmico dentro do edifício, reduzindo o uso intensivo
do ar condicionado.
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Perspectiva
externa
embaixadas |
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Trata-se de
um prédio solitário, que resiste à integração formal com a estrutura
urbana existente, para evocar de modo mais claro e desempenhar
de forma mais completa, ao nosso ver, um importante papel: estabelecer
uma relação particular com a paisagem, com a sua força natural
e topografia. Partimos da idéia de criar espaços com vistas para
o lago, protegidos pela edificação. A vista se escapa em todas
as direções, ao mesmo tempo em que a luz entra pela frente, pelos
lados e por trás, como quando estamos ao ar livre; a luz nos rodeia.
O programa
é definido em um lote de superfície quadrada dividido em 4 pavimentos,
dois sobre o nível da rua de acesso e dois sob a rasante do terreno.
A posição do prédio em relação à topografia possibilita o acesso
pela planta intermediaria (chamada de pavimento térreo) facilitando
a conexão vertical (sobe um pavimento ou desce dois) a través
de uma escada que assume o protagonismo do espaço interior, organizando
de forma simples e fluida a separação entre os ambientes. Este
fato diminui o percurso de saída de emergência, e permite o uso
de escadas não enclausuradas.
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Croqui
perspectiva externa |
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O primeiro
pavimento, mais nobre, com pé direito maior e embaixo da cobertura
inclinada, é reservado à diretoria e possui um acesso privativo.
O pavimento térreo abriga as unidades vinculadas à Presidência
(PRESI) e à Diretoria Técnica (DITEC). O pavimento -1 recebe as
unidades vinculadas a Diretoria de Administração e Finanças (DAF)
assim como os setores de apoio. Nestes pavimentos foi adotado
um layout com salas fechadas e estações de trabalho abertas. A
forma estreita dos pavimentos permite alto desempenho da iluminação
natural em todos os ambientes. Desta forma 100% dos funcionários
tem acesso à vista externa e à iluminação natural. Outra característica
importante deste tipo de ocupação é que, havendo necessidade de
mudança por crescimento, redução ou reestruturação do departamento,
mudam-se as pessoas de lugar e não o layout, configurando, portanto,
um potencial grande de redução dos custos relativos as mudanças.
No andar inferior
(pavimento -2) encontram-se as instalações do CFT (com acesso
independente), os restaurantes, biblioteca e as diversas áreas
técnicas. Esta posição independente, no nível da via setor embaixadas
sul, facilita o seu funcionamento mais autônomo em caso de uso
de terceiros, assim como uma maior facilidade de evacuação em
caso de incêndio.
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Perspectiva
interna |
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O estacionamento
foi dividido em dois pavimentos (-1 e -2) que ocupam uma faixa
de 30 m de largura e o comprimento da área edificável. O acesso
é direto da rua paralela a Via L2. Sua posição, semi-enterrado,
facilita a ventilação e a iluminação natural, criando um espaço
agradável. Os dois pavimentos estão comunicados através de uma
escada e um elevador. Foi criado também um estacionamento para
a diretoria, com acesso direto ao prédio através de um elevador
privativo. Referente à quantidade de vagas, a tabela IV da legislação
edilícia local pede 1 vaga p/ cada 45m2 (222 vagas). O prédio
dispõe de 208 vagas para carro e 27 vagas para moto na área coberta
e 16 vagas externas para carro.
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Perspectiva
acesso estacionamento |
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Acessos
e fluxos
O projeto
e seus acessos (ver esquema 1)
Acesso
1
Ë o acesso principal das pessoas que chegam a pé, de ônibus
ou de carro. Realiza-se através de uma praça de caráter público,
que se enquadra na tradição dos átrios descobertos, um lugar de
reunião, constituindo um espaço ideal para facilitar o acesso
e a espera de veículos. A praça, apesar da dureza dos materiais,
permite ao seu usuário andar, passear, divagar, brincar com a
água das fontes, correr, deitar no banco, descansar... A presença
de água aumenta a umidade relativa do ar, ajudando no conforto
térmico.
A praça encaminha
o pedestre até uma passarela sobre o pátio interno que controla
a privacidade, assim como a ventilação e iluminação dos espaços
do pavimento inferior. Um grande átrio interno, que permite ver
com clareza os ambientes que definem o programa, recebe o visitante
e o direciona às diferentes áreas. Uma vez dentro do prédio a
recepção e o controle através de catracas distribuem e separam
os diferentes fluxos. (funcionários, visitantes e CFT)
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Perspectiva
circulação interna |
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Acesso
2
Ë o acesso das pessoas que chegam de carro. Realiza-se pelo
pavimento -1. A saída do estacionamento está provida de uma recepção e
controle para direcionar as pessoas. O percurso entre o estacionamento
e o prédio é através de uma passagem coberta, entre os espelhos
de água.
Acesso
3
Ë o acesso para as autoridades. Foi criado um estacionamento
exclusivo para a diretoria, numa área aberta, com iluminação e
ventilação natural e acesso direto ao prédio a traves de um elevador
privativo.
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Diagrama
conceitual |
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Acesso
4
Trata-se do acesso para o Centro de Formação e Treinamento
(CFT). Foram criados dois acessos:
1. O acesso
do pedestre realiza-se através do pavimento térreo (acesso 1)
pela escada do vazio central.
Os visitantes
descem direto no pavimento -2 na área de convívio, restaurantes
e café.
2. O acesso
através do estacionamento se realiza pela recepção e controle
do pavimento -2. O visitante chega ao foyer do auditório e das
salas multiuso em contato direto com a área de convívio, restaurantes
e café.
Ambos não
interferem no fluxo diário dos funcionários facilitando o seu
uso simultâneo.
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Diagrama
esquema estrutural |
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Acesso
5
É o acesso de serviço para carga e descarga, inclusive para
os funcionários de manutenção. Realiza-se pela via de ligação.
Ele é totalmente independente, sem interferir no funcionamento
diário do Prédio.
Todos os acessos
permitem a entrada para os portadores de deficiências físicas
diversas.
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Esquema
conforto ambiental |
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Fluxos
internos
Visitantes
Uma vez dentro do prédio, a recepção direciona o visitante
às diferentes áreas. Só tem acesso interno depois de passar pelo
controle. A escada de três lances do vazio tem caráter quase exclusivo
para visitantes e para o acesso ao CFT.
Funcionários
Os funcionários têm acesso livre pelo prédio. Dois núcleos
de escadas e 4 elevadores com capacidade para 11 pessoas permitem
a circulação vertical, facilitando o acesso aos diversos andares
do edifício.
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Detalhe
perspectivado |
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Diretoria
A diretoria tem acesso livre pelo prédio. Um elevador privativo
com acesso independente prevê o acesso dos presidentes e das autoridades
com discrição.
Especificações
gerais
Nesta etapa enfocamos as questões técnicas e de custo. O projeto
optou por conferir uma geometria simples ao edifício, adequada
a construção com estrutura de concreto e a geração de recintos
regulares, própios a desejada flexibilidade dos espaços de trabalho.
Um prédio simples e compacto, uma construção consciente de que
a máxima flexibilidade somente é possível dentro de uma ordem.
Para prover
flexibilidade de espaços, a estrutura está modulada em vãos de
7.50 x 7.50 m e de 9.00
x 9.00 m nas pontas, prevendo
shafts para as instalações de elétrica e hidráulica e salas para
ar condicionado. Foi prevista uma estrutura de lajes maciças e
vigas, a mais econômica, tanto para a modulação de 7.50 x 7.50m
como para a de 9.00 x 9.00m.
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Implantação
- vista aérea |
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A cobertura,
ponto importante do projeto é uma estrutura formada por lajes
maciças e vigas situadas paralelas ao fluxo natural das águas.
Uma grande calha da a volta em toda a cobertura captando a água
na parte inferior da cobertura, em duas caixas enterradas. Este
sistema evita condutores de água pluvial dentro do prédio. Esta
água captada e armazenada vai ser reaproveitada na lavagem das
áreas externas, e irrigação e o excedente será reutilizado apos
tratamento adequado como água não potável para os vasos sanitários.
O projeto dos sistemas elétricos e hidráulicos será concebido
para dotar a edificação de todos os conceitos de sustentabilidade,
particularmente visando o bem estar do usuário e o menor impacto
ao meio ambiente onde estará inserido. Buscará o menor consumo
dos insumos básicos e visará a operacionalidade dos sistemas de
forma integrada, com o máximo desempenho. Será concebido para
garantir funcionalidade, segurança, durabilidade e menores custos
na manutenção destes sistemas para o edifício. Também para permitir
grande flexibilidade na evolução do uso dos espaços, ao longo
da vida útil da edificação, estando preparado para o retrofit
de materiais e sistemas, com completa possibilidade para incorporar
novas tecnologias.
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Corte
longitudinal |
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As divisórias
e os caixilhos foram modulados em vãos de 1.25 x 1.25m oferecendo
uma máxima flexibilidade. O piso elevado para passagem da fiação
elétrica e cabeamento para as redes de telecomunicações, sistema
de iluminação artificial com lâmpadas e luminárias de alto desempenho
com a possibilidade da existência de sensores que propiciarão
a otimização (e conseqüente economia de energia) da luz artificial
em relação à luz natural, ar condicionado adequado, permitem o
uso de um mobiliário auto portante com painéis divisórios mais
leves, suspensos do piso para melhorar a circulação do ar e a
eficiência dos serviços de limpeza, tornando o ambiente de trabalho
mais saudável e agradável. Não foi previsto forro em placas contínuas,
criando um visual diferente com a laje de concreto aparente, iluminação
pendurada modulada a cada 1.25m, tubo de ar condicionado tipo
giroval aparente e placas acústicas penduradas nos espaços de
trabalho abertos.
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Elevação
Embaixadas |
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O fechamento
externo do edifício recebe caixilhos e vidro incolor em todo o
perímetro exceto na fachada Noroeste. Proteções solares exteriores
garantem o controle da radiação solar que atinge as fachadas,
assim como o excesso de luminosidade e o ofuscamento.
A fachada
Noroeste vai receber um vidro de alto desempenho que garante o
controle da radiação solar na área de circulação do edifício.
Trata-se de uma fachada importante, onde o brise acabaria com
a transparência requerida no projeto e minimizando o seu caráter
institucional.
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Elevação
L2 |
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Materiais
O prédio será
construído predominantemente em estrutura de concreto, vidro,
alvenaria para áreas molhadas e divisórias modulares para os ambientes
de trabalho. Nas áreas de trabalho as placas de piso elevado vão
ser revestidas com carpete em
placas. Na circulação, e nos sanitários com placas elevadas de
granito cinza andorinha. A praça de acesso vai ser com placas
elevadas de concreto sobre bases de concreto, permitindo a permeabilidade
do solo. No pavimento -2, o piso vai ser também com placas de
granito nas áreas mais nobres, e concreto desempenado em requadros
com junta cortada nas áreas de manutenção e serviços. Fora os
blocos de serviço e circulação vertical dos pavimentos e a área
de manutenção no pavimento -2, em alvenaria, o restante das paredes
vai ser tipo divisória de gesso cartonado entre as salas e divisória
de vidro na parte frontal permitindo uma maior flexibilidade no
caso de modificações de layout. Todas as fachadas, exceto a Noroeste
vão receber brise de alumínio perfurado em réguas de 3x2,66 cm
com angulo de 30º para obter uma melhor proteção da fachada.
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Elevação
Via de Ligação |
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Conforto
ambiental
O edifício
apresenta-se como um prédio bioclimático que se adapta ao clima
local, consumindo desta forma menos energia e favorecendo a ventilação
e a iluminação naturais. A orientação, forma, situação do edifício
e as características de seus componentes – geometria e orientação
das janelas, aberturas, cobertura e paredes – respondem
a direção dos ventos e à posição do sol, garantindo um bom comportamento
climático do edifício permitindo a ventilação cruzada dos ambientes.
O edifício
foi concebido de forma a enquadrar-se no conceito de Green
Building, ou Edifício Sustentável, tendo como parâmetro
o manual da certificação americana LEED (Leadership in Energy
and Environmental Design), hoje adaptado à realidade brasileira
pelo Green Building Council do Brasil.
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Implantação |
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A aplicação
deste conceito traz grandes benefícios para a qualidade ambiental
do edifício e do seu entorno, que se inicia por um rígido controle
das atividades de construção minimizando impactos no solo. A permeabilidade
do solo a grande parte das águas pluviais, a boa qualidade do
ar e da temperatura externa, são obtidos por meio da utilização
de espelhos de água, de laje com cobertura vegetal adaptada ao
clima local e pisos externos permeáveis. A densidade de
massa da cobertura ajardinada tem propriedades térmicas significativas
permitindo que o interior do edifício seja menos susceptível a
variações de temperatura. Além disso, a massa fornece um excelente
isolamento acústico e a evaporação gradual da água da chuva retida
pela vegetação, fornece uma refrigeração natural nas altas temperaturas.
Foi escolhida a grama amendoim como forração na cobertura. Ë uma
herbácea reptante, perene, nativa do brasil que se comporta muito
bem a pleno sol e em áreas inclinadas, dispensando podas periódicas.
O espelho
de água ajuda e garante o aumento da umidade relativa do ambiente
central do prédio e a proteção solar afastada das fachadas ajuda
a criar a convecção dando-se o efeito de sucção.
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Planta
pavimento térreo |
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O projeto
prevê a minimização do uso da água potável da rede pública, por
meio da captação e armazenamento de águas pluviais para fins de
reaproveitamento na lavagem das áreas externas e irrigação. Equipamentos
que utilizam a água de forma racional como o duplo acionamento
de bacias sanitárias (3 e 6 litros), torneiras com temporizadores
e mictórios secos reduzem o consumo de água e a quantidade de
esgoto gerado.
Ar condicionado
O
objetivo das instalações de Ar Condicionado, Ventilação e Exaustão
Mecânica é manter as condições necessárias e suficientes para
conforto humano, controlando a temperatura e a poluição nos diversos
ambientes.
O uso racional
da energia elétrica está presente nas estratégias passivas, tais
como o aproveitamento da luz natural, da ventilação natural, nas
proteções solares exteriores, nos vidros de alto desempenho, assim
como na escolha de um Sistema de Resfriamento Evaporativo nas
áreas de circulação, biblioteca, restaurantes e cafeteria minimizando
o uso intensivo dos sistemas de ar condicionado. Este sistema
umidifica o ar do ambiente e funciona com ar externo. Ajuda a
reduzir a temperatura do ambiente melhorando a umidade, atua como
lavador do ar retirando as partículas sólidas e tem baixo custo
inicial, manutenção quase zero e baixo consumo elétrico.
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Planta
primeiro pavimento 1 |
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Nas áreas
de escritório e na sala multiuso vai ser usado um Sistema de Resfriamento
Indireto através de dois resfriadores de líquido com condensação
à ar e diversos condicionadores do tipo Fan & Coil. No auditório
o Sistema de Ar Condicionado será completamente desvinculado do
Sistema de água gelada e será atendido através de dois condicionadores
do tipo Self-Contained com condensação à ar, integrado.
Iluminação
Desde
o exterior, o prédio é como uma lâmpada. Absorve as diferentes
tonalidades da luz do sol; reflete luz e cor e tem um aspecto
diferente dependendo do lugar de onde você olha, da luz do sol
ou do tempo. A própia luz interior (componente de luz indireta
muito grande) vai funcionar como uma grande lanterna filtrada
pelo brise.
A praça vai
receber iluminação a traves de balizadores. A escultura terá uma
iluminação especial de baixa voltagem na água, complementada com
refletores de vapor metálico na laje.
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Planta
primeiro pavimento 2 |
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Nas áreas
de escritório o sistema de iluminação artificial prevê lâmpadas
e luminárias de alto rendimento com possibilidade de dimerização
para controle da luz. Foram previstas linhas contínuas de fluorescentes
com sistema direto indireto com lâmpada T5 de última geração com
modulação de 1.25x1.25m permitindo total flexibilidade.
Na sala multiuso
e no auditório, as luminárias vão ser fixadas entre as nervuras
da laje. São downlights para lâmpada alógena dimerizada. Esta
iluminação de teto poderia ser complementada com iluminação nas
paredes. O palco vai ter uma iluminação especial para pequenas
apresentações.
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Planta
segundo pavimento |
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O partido
arquitetônico contempla também a boa qualidade do ambiente interno
por meio de sistema natural e artificial de troca e filtragem
do ar, iluminação natural e visão do exterior em grande parte
dos ambientes de trabalho, conforto térmico, conforto acústico
e uso de materiais e revestimentos com baixo índice de volatilidade
de substâncias tóxicas.
Dispõe sobre
a utilização de materiais provenientes de reciclagem e reutilização,
a fim de que seja priorizada a utilização de materiais locais
e de produtos de baixo impacto ambiental.
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Planta
cobertura |
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Ficha
Técnica
Arquitetura
Autor
Claudio Libeskind
Co-autores
Sandra Llovet
David Libeskind
Colaboradores
Mario Lotfi
André Procópio
David Ruscalleda
Comunicação
Visual
Autor
Arquiteta Cristina Maria Loureiro Sion
Paisagismo
Autor
Claudio Libeskind
Co-autores
Sandra Llovet
David Libeskind
Colaboradores
Mario Lotfi
André Procópio
David Ruscalleda
Cálculo
estrutural
Autor
Dr. Engº Mario Franco
Instalações
prediais
Autor
Engº Luiz Olimpio Costi
Co-autor
Alberto Toshio Shibayama
Colaboradores
Eduardo Vitor Koller
Fabio Parada Ortiz
Conforto
ambiental
Autora
Arquiteta Lúcia Fernanda De Souza Pirró
Orçamento
Autor
Engº Ricardo Straub
Co-autora
Arquiteta Daniela Straub
Iluminação
Autor
Arquiteto Gilberto Franco
Co-autor
Carlos Antonio de Souza Fortes
Ar-condicionado
Autor
Engº mecânico Nivaldo Pinto de Camargo Bósio
Co-autor
Christian Hendrik Scheepmaker
Colaborador
Antônio Celso Pereira Correa
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