| 2ª
Menção Honrosa
Autor: Carlos Dias
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Vista
aérea do conjunto |
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Brasília colabora
para a construção de nossa idéia que a caminho do próprio e do
adequado, intenta nos aproximar do belo e do edificável.
Três paredes
diversas, funcionam como um extenso e primeiro anteparo ao sol,
e sobretudo, configuram nosso habitat. A nordeste, vidro leitoso
exposto aos primeiros raios solares, uma luz desejada e diáfana;
a noroeste, uma parede de peças pré fabricadas de concreto branco,
bruto e fino, com bicheiras propositais, onde pontos de luz filtrados
pontuam o interior e a sudoeste, um pau a pique contemporâneo
que aproveita pelos seus vazios recortados, de forma agradável
a deliciosa luz do poente. Na esquina desta parede com a parede
noroeste, numa fresta, o edifício olhará o dia-a-dia.
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Vista
da fachada |
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O vazio, aberto
ao céu, entre as paredes externas e as lajes do edifício, nossa
câmara de descompressão, que contribui sustentabilidade do conjunto,
amenizando as condições internas de conforto ambiental. Nos pavimentos
superiores temos um circuito periférico de circulação que chega
às escadas e elevadores e também às copas e sanitários. Circuito,
aberto e ao vento, mas protegido da chuva, com acesso aos departamentos
e ofícios. Através de controle de acesso magnético, a distribuir
na recepção, cada visitante terá seu acesso condicionado a pontos
determinados, num sistema integrado de segurança.
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Vista
interna do saguão principal |
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Edifício luzidio,
de concreto branco, pronto para o alarido e o convívio das atividades
humanas, flexível e com infra-estrutura contemporânea para o serviço
e o bem-estar. Nas varandas, memorandos transformar-se-ão em
romances. Por todo o edifício, obras de arte, para maravilhar
quem ajuda a construir os sonhos de tantos e se encanta com isso.
Esta instituição que é nacional saberá expor nos seus ambientes
a diversidade da arte brasileira, do particular ao universal,
do erudito ao popular, incorporada ou não aos materiais de revestimento
do edifício.
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Vista
do pátio interno - espelho d'água |
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A luz diurna
penetra suavemente no recinto, permeando as aberturas em volta
do prédio, nos três lados que possuem as fachadas lineares. No
lado sudeste, voltado para o lago, a laje e a circulação protegem
o interior da radiação direta. À noite a luz inverte, transbordando
dos rasgos e buracos. A luz artificial utilizar-se-á dos recursos
mais contemporâneos para a maior eficiência energética, sem no
entanto, prescindir da qualidade. Os equipamentos previstos, em
LED de alta performance, permitirão gerar efeitos e controles
que realçarão o espaço arquitetônico.
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Implantação |
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Um espelho
d'água resgata a fisionomia do campo úmido de cerrado com peixes
e vegetação nativa e contribui para amenização do microclima.
Sendo uma área de contribuição para a permeabilidade, extravasores
conduzem o excesso de água da chuva a poços de contenção no subsolo
para aproveitamento futuro e previsível. O abastecimento de água
será pressurizado e as tubulações hidráulicas serão aparentes.
Na garagem, os reservatórios de água, estações primárias de tratamento
de esgoto e a cabine primária. O condicionamento de ar acontecerá
exclusivamente nas áreas de trabalho e terá repuxos para resfriamento
no espelho d’água. O conjunto edificado absorve os ventos predominantes
de tal modo a conseguir, sempre que possível, um conforto ambiental
com consumo reduzido de energia. Numa malha estrutural em xadrez,
com 11,25m de lado, temos pilares e vigas protendidas de concreto.
Por economia, adotamos o sistema construtivo de lajes nervuradas.
A materialidade se define por similitude e contraste mas privilegiando
as pedras e as madeiras brasileiras. Ao recuperar a identidade
da paisagem, projetamos um campo rupestre com suas espécies autóctones
na parte frontal e nas laterais do lote.
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Corte
perspectivado |
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O programa
funcional organiza-se de modo a que no primeiro pavimento tenhamos
as atividades de maior acessibilidade e apelo público, como o
Auditório, o Salão Multiuso, a Biblioteca, os Restaurantes e Café,
em pleno contato com áreas abertas, numa paisagem naturalmente
recriada. No segundo pavimento as unidades da DAF e da PRESI e
no terceiro pavimento a unidade da DITEC, Diretorias, Presidência
e Conselho Deliberativo Nacional. Para permitir novos arranjos
temos piso elevado na área de trabalho. A garagem, com 200 vagas:
Diretoria e convidados no mezanino e demais funcionários e serviços
no piso geral.
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Corte
A-A |
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A Sede Nacional
do Sebrae tem a sudeste, lajes sinuosas que nos remetem a um tempo
em que o concreto descobria sua plasticidade, de onde se vislumbra,
de forma franca, a paisagem. No embasamento geral, pedra basáltica
ciclópica. A tensa proximidade, variável, entre os dois blocos,
embasamento e edifício, é desenhada durante o dia pela sombra
e à noite pela luz. Pequenos vãos valorizam e reforçam a relação
espacial do usuário com o edifício e a cidade.
A grande porta
de entrada, rasgo frontal que interrompe a extensa parede branca,
de forma generosa oferecerá guarida aos sonhos de todas as pessoas,
como coisa séria.
Lá dentro,
olhares ocasionais namoram os de lá ou escapadelas para o Paranoá.
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Corte
B-B |
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Elevação
Noroeste |
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Elevação
Nordeste |
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Elevação
Sudoeste |
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Elevação
Sudeste |
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Planta
pavimento térreo - nível 97,50 |
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Planta
primeiro pavimento - nível 100,65 |
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Planta
segundo pavimento - nível 103,80 |
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Planta
segundo subsolo - nível 90,80 |
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Ficha
Técnica
Arquiteto
Responsável
Carlos Dias
Arquitetos
Colaboradores
Eliane Sasazawa
Guilherme Ortenblad
Gustavo Capecchi
Luiz Del Guerra
Marcela Aleotti
Estagiários
Carlos Eduardo Garcia / Marcus Vinicius Damon
Consultor
de Estrutura
Mauro Rodrigues Pinto
Consultor
de Conforto Ambiental e Luminotécnica
Sofia Luri Kubo
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