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Visões Transversais. 8 habitações sociais em Granollers / Manuel Bailo Esteve e Rosa Rull Bertran
Granollers, 2007

português espanhol | tradução ivana barossi garcia

Vista externa frontal

 

Memorial descritivo

O projeto é proposto inicialmente a partir de uma observação cuidadosa da implantação em diferentes escalas:

À escala da cidade entendida como elemento da paisagem, constatamos que Granollers é uma cidade longitudinal, seguindo o curso do rio Congost entre as diferentes serras paralelas ao litoral.

Vista externa posterior

 

À escala de relação da cidade com a paisagem que a envolve, a linearidade de sua estrutura urbana propicia em cada cruzamento de ruas da cidade dois tipos de visões: as visões longitudinais, que mostram a perspectiva da cidade; e as visões transversais, que tornam patente à proximidade da paisagem que as envolve.

E à escala de relação da implantação proposta tanto com a cidade quanto com a paisagem que a envolve, a localização da nova avenida Marie Curie perpendicularmente aos eixos longitudinais da cidade permite repetir na fachada do novo edifício este cruzamento de visões: olhando frontalmente veremos a cidade e olhando transversalmente veremos a paisagem.

 

Vista externa frontal

     

Tudo convida a olhar transversalmente.

Aprofundando à escala do terreno, entendemos a decisão urbanística de propor a edificação da Rambla não como um bloco linear de grande dimensão, mas como pequenos edifícios alinhados mantendo a continuidade graças à proposição de um corte porticado e algumas alturas reguladoras. A materialidade das edificações que rodeiam o terreno, fundamentalmente de obra vista, e a obrigatoriedade de construir os telhados com planos inclinados de telha cerâmica, se agregam ao desejo de aproveitar esta uniformidade.

 

Vista externa frontal

     

Interessa a continuidade material da fachada, sem perder a possibilidade de diferenciá-la dando ritmos diferentes mediante diversas tipologias de abertura.

Para responder a estas duas questões se propõe, por um lado, aproveitar a possibilidade de balanço parcial de 1 m em relação ao plano de fachada que permite a normativa – tanto na forma de varanda como de galeria fechada com vidro –; E por outro lado, adaptar a imagem do edifício ao material cerâmico, pesquisando suas capacidades técnicas atuais e utilizando-o nos diversos formatos que oferece e para o cumprimento de outras funções, brise soleil, até hoje reservadas à madeira, ao plástico ou ao alumínio.

Vista externa frontal

 

A soma destas duas ações, avançar e recuar-se para dirigir os olhares à cidade ou à paisagem, e a existência de uma vedação atenuadora da luz solar, brise soleil, tanto próximo como distante do fechamento de vidro ao que protege, permite a existência de diferentes tipologias de abertura.

  • Varanda, prolongamento do espaço interior que avança sobre o plano de fachada e se constrói com fechamento de vidro totalmente aberto às vistas transversais e tamisado com lâminas cerâmicas às vistas frontais.
  • Galeria, espaço exterior anexo ao interior que avança sobre o plano de fachada e se situa entre o fechamento de vidro que nos separa do interior, as lâminas cerâmicas às vistas frontais e um parapeito às vistas transversais.
  • Sacada, espaço exterior que avança sobre o plano de fachada e se situa ao exterior do fechamento de vidro protegido com lâminas cerâmicas, aberto assim tanto para as vistas frontais como para as transversais.
  • Terraço, espaço exterior anexo ao interior, recuado em relação ao plano de fachada e limitado pelo fechamento de vidro que nos separa do interior e pelas lâminas cerâmicas para as vistas frontais.
 

Vista externa frontal

     

A combinação da tipologia de planta escolhida -um elemento principal sala-saladejantar- cozinha, perpendicular à avenida Marie Curie, com dupla orientação, que distribui o acesso às outras dependências da habitação-, com as diferentes soluções propostas para relacionar-se com o exterior –varanda, galeria, terraço e sacada- permitem variar as qualidades das habitações segundo sua posição.

 

Vista externa lateral

     

A construção deste fechamento cerâmico exterior, contínuo em cobertura e na fachada, tanto em suas partes opacas como em suas partes translúcidas, se consegue mediante o emprego de peças cerâmicas de diversos formatos da marca Terreal pensadas para ser colocadas em seco e adaptar-se com facilidade às diferentes geometrias das seções propostas mediante o uso de pequenas subestruturas de aço galvanizado. Como se poderia construir com outros materiais de última geração mas sem perder as propriedades térmicas, de durabilidade e de qualidade de acabamento da cerâmica.

Detalhe fachada

 

Tecnicamente, a fachada funciona como uma fachada ventilada com a seguinte seção interior-exterior: papelão gesso-muro de gesso-isolamento térmico com placas de poliestireno extruído-câmara de ar e suportes mecânicos da envolvente-peças pré-fabricadas de cerâmica de medidas variáveis. Em aberturas, esquadria de alumínio com climalit-câmara de ar-lâminas cerâmicas. Solução construtiva idônea para dar uma resposta bioclimática às diferentes orientações mediante o aparecimento de câmaras ventiladas.

 

Detalhe fachada

     
 

Detalhe fachada

     

Vista interna

 
 

Vista da sacada

     
 

Vista da sacada

     
 

Vista da sacada

     

Vista interna apartamento

 
 

Vista interna apartamento

     
 

Vista interna apartamento

     
 

Vista interna apartamento

     

Implantação

 

Esquema implantação

 
 

Corte 1

     

Corte 2

 
 

Corte 3

     
 

Corte 4

     
 

Elevação frontal

     
 

Elevação posterior

     
 

Elevação lateral

     
 

Planta térreo

     

Planta 1º pavimento

 

Planta 2 º pavimento

 

Planta 3 º pavimento

 

Planta 4 º pavimento

 
 

Planta cobertura

     
 

Planta subsolo

     

Ficha técnica

Projeto
8 habitações sociais em Granollers – Rambla Marie Curie s/n

Promotor
Granollers Promocions S.A.
Jordi Domingo
Josep Vila

Construtor
Dentell S.L.
Responsável em obra: Monika Parra

Fachada
FCV
Responsável em obra: Fabio

Autores
Bailo Rull ADD+ Arquitectura
Manuel Bailo Esteve
Rosa Rull Bertran

Responsável
Concurso: Natali Canas
Projeto e obra: Marc Camallonga

Colaboradores
A.Brito / A. Estevez / N.Font / M.Hita / P.Jenni / A. Mañosa / J. Maroto / J.Palà / A. Rovira / M.Rull / L.Troost

Arq. Técnico
Joel Vives

Estrutura
Martí Cabestany

Instalações
Victor Barnés

Fotógrafo
Jose Hevia

Ano projeto
2005

Ano término obra
2007

Superfícies
1213.12 m2 superfície Construída (não computa o subsolo)
1039.93 m2 superfície útil

Orçamento
574.723 euros

       
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Data da notícia: 06/06/2008 – Fonte: Autores do projeto / Barcelona Espanha