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Lugar
Otávio Leonídio e João Pedro Backheuser, Rio de Janeiro
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Zoom
- perspectiva fachada sul |
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1. Arquitetura,
paisagem, memória: um conceito ampliado de patrimônio
O projeto
para o Centro de Informação (CI) do Complexo Petroquímico do Rio
de Janeiro – COMPERJ, da Petrobras valoriza a extraordinária paisagem
em que se insere, marcada pelo diálogo entre elementos naturais
e culturais.
O partido
arquitetônico adotado integra-se produtivamente ao conjunto paisagístico,
contribuindo de maneira dinâmica para a visualização dos aspectos
naturais e culturais existentes – com destaque para as ruínas
do Convento de São Boaventura.
Mas a nova
edificação não contempla apenas a paisagem existente. O
Centro de Informação é o passo inicial de um empreendimento que,
sob diversos aspectos, transformará significativamente o sítio
e seu entorno, física, econômica e culturalmente. Em certo sentido,
trata-se de uma edificação situada, mais do que entre as ruínas
e as instalações industriais, entre o passado e o futuro. Assim,
o projeto contempla e valoriza o sítio histórico, voltando-se
simultaneamente para o futuro.
Em termos
geográficos, a separação “passado” x “futuro” coincide com uma
clara separação das próprias zonas de ocupação do sítio do COMPERJ:
a Oeste, o sítio “histórico”; a Leste, as grandes instalações
do Pólo Petroquímico. A polarização Leste-Oeste define um interessante
eixo. Ao posicionar-se longitudinalmente sobre esse eixo, no alto
da colina reservada para a nova edificação, o edifício enfatizada
tais relações.
Outro elemento
importante é a deflexão de aproximadamente 12º existente entre
o plano da fachada principal do Convento e o eixo Leste-Oeste.
Do ponto de vista da relação entre a nova edificação e a área
da ruína, esse deslocamento de eixos constitui um potencial para
o projeto. Nossa percepção é a de que o sítio guarda relações
geométricas prontas para serem reveladas e enfatizadas. A reconstituição
hipotética da planta baixa do convento de São Boaventura (GUZZO,
1999), com sua simplicidade e rigor compositivos – com destaque
para o recorrente claustro quadrado, à maneira de boa parte das
edificações franciscanas brasileiras – apenas confirma a percepção
dessa geometria latente.
Outro dado
considerado é a coincidência entre a cota de soleira da ruína
principal e a cota máxima da colina onde se localiza a área de
projeto (+18,00m). As potenciais relações entre as ruínas (sobretudo
a ruína do Convento) e a nova edificação levam em consideração
esta coincidência de cotas, e não apenas a posição em planta de
ambas e a distância linear que as separa entre si.
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Planta
de situação |
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Da interpretação
desses dados decorreu a definição da implantação e do partido
do projeto. Ambos – implantação e partido arquitetônico – resultam
de uma seqüência de determinantes projetuais básicas:
i. privilegiar
a horizontalidade em detrimento da verticalidade;
ii. definir uma cota de soleira básica grosso modo na
mesma altura da cota de soleira do convento;
iii. utilizar o eixo Leste-Oeste como geratriz espacial do edifício,
que resulta linear e expansível;
iv. em contraposição à linearidade e à expansividade do edifício,
definir uma zona de limite e contenção, relacionada com no sistema
de coordenadas definido pelo plano da fachada principal da ruína
do convento de São Boaventura.
Tais princípios
se somam à percepção de que o projeto deve adequar-se às múltiplas
escalas ou dimensões do sítio, a saber:
i. a dimensão
do programa de necessidades, com compartimentos e usos específicos;
ii. a dimensão do “terreno”, com área de intervenção com limites
bem definidos;
iii. a dimensão do COMPERJ, com sua multiplicidade de usos,
e de dimensões de edificações e equipamentos;
iv. a dimensão territorial, na qual participam todos os elementos
geográficos existentes, com destaque para a planície de topografia
levemente acidentada envolvida pelos contrafortes da Serra do
Mar.
v. a dimensão sócio-cultural, na qual a arquitetura é pensada
no âmbito da diversidade sócio-cultural da região.
O projeto
ocupa a extremidade mais a Noroeste da poligonal destinada a abrigar
o Centro de Informação do COMPERJ, e se distribui a partir da
cota de cumeada da colina (aproximadamente, cota +18,00m), e consiste
de dois gestos arquiteturais distintos mas complementares:
i. O edifício
linear, modulado e expansível, disposto na direção leste-oeste.
ii. A quadra murada de 100m x 100m, virtualmente inscrita no
sistema de coordenadas definido a partir do plano de fachada
da ruína do convento de São Boaventura.
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Perspectiva
aérea |
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A quadra murada,
repare-se, não é uma analogia genérica aos claustros e adros quadrados
das edificações franciscanas brasileiras; é, por assim dizer,
a recuperação e revalorização do sistema espacial territorial
e, outrora, urbano da Vila seiscentista, definido a partir do
plano da fachada do convento, e que, assim como outrora repercutiu
na urbanização da vila, repercutirá, hoje, de modo instigante,
na situação da nova edificação.
Coerentemente,
o sistema espacial projetado optou, deliberadamente, por não dar
exclusividade ou supervalorizar a contemplação ininterrupta das
ruínas existentes, muito menos estabelecer uma bi-polaridade entre,
numa extremidade, as duas ruínas e, na outra, a nova edificação.
Buscou-se ao contrário revelar e valorizar, através das estratégias
de implantação, toda a paisagem natural e cultural, aí incluídos
os elementos históricos em toda a sua abrangência – com destaque
não apenas para o convento, mas para os traços (revelados ou a
serem revelados) da vila seiscentista.
Nesse sentido,
a contemplação das ruínas deve ser uma das dimensões que compõem
a percepção de um território muito mais amplo – território que
exorbita o terreno atual das ruínas, e que inclui, entre outros,
o próprio terreno em que se situa o CI. Conquanto afastadas fisicamente
(cerca de 150m), ruínas e CI pertencem a um único sítio, espacial
e sobretudo temporalmente (leia-se, historicamente) dinâmico.
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Perspectiva
fachada sul |
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Deve ser destacado
ainda que o sistema espacial projetado em certa medida reproduz
uma das características mais ricas e instigantes da atual situação
das ruínas na paisagem, a saber, que a aproximação até elas (de
automóvel ou de ônibus, futuramente de bicicleta, através da via
de acesso ao sítio que corre por entre as colinas) é uma seqüência
de visadas na qual, por conta da sua variação da topografia, as
ruínas ora são inteiramente visíveis, ora apenas parcialmente,
ora completamente obstruídas pela topografia.
Analogamente,
os visitantes do CI (e, repare-se, são eles por definição visitantes
em movimento, que se deslocam por boa parte do período
em que permanecerão no CI), ao se deslocarem pelos espaços externos,
internos e pelas varandas periféricas do edifício, serão constantemente
confrontados por uma multiplicidade de vistas e enquadramentos,
ângulos diversificados e muitas vezes inesperados. No decorrer
desse trajetos, as ruínas são protagonistas em grande parte dos
momentos (nomeadamente desde o interior do Museu que a tem como
tema), mas não em todos. Outros haverá em que as ruínas serão
colocadas como que entre parêntesis, e o protagonismo passará
a caber a outros elementos da paisagem - a Serra do Mar, ao norte,
o prazenteiro céu do sul, o skyline redesenhado pelas instalações
industriais do COMPERJ à leste.
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Perspectiva
museu com vista ruínas |
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Percebe-se
portanto que só à primeira vista o muro que envolve a quadra é
um obstáculo à boa percepção da paisagem. Não é; ao contrário,
é um elemento que valoriza e qualifica a paisagem como um todo
e seus elementos constituintes em particular.
A opção por
não voltar todo o edifício para as ruínas não foi portanto apenas
decorrência do fato de que, a partir de um determinado horário,
a vista das ruínas desde o CI é prejudicada pelo ofuscamento
causado pela sol poente. Foi, antes, a compreensão de que, ainda
que protagonistas, as ruínas existentes são um dos acontecimentos
plásticos de uma paisagem de riqueza ímpar e variegada.
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Perspectiva
promenade varanda |
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São ainda
princípios fundadores do projeto:
i. Adaptabilidade
- a capacidade de o edifício adequar-se a modificações programáticas,
temporárias ou perenes, com introdução de novos itens de programa,
modificações de áreas, de setorização e de dimensões de equipamentos.
ii. Expansibilidade
- a capacidade de o edifício expandir-se, adequando-se a demandas
de aumento de área decorrentes da incorporação de novos usos,
ou da necessidade de aumento da área de setores do programa.
iii. Modulação.
Todo o edifício obedece a um sistema modular, estabelecido a partir
de um módulo básico de 62,5cm, adequado ao emprego de componentes
construtivos de piso, parede e teto, e que gera um multi-módulo
de 5m (módulo espacial básico de 5x5m). O sistema modular ordena
a obra desde o projeto até a execução – inclusive com desdobramentos
futuros. De um modo geral, o projeto foi guiado pelo princípio
da coordenação modular.
Cabe frisar
que, desse modo, eventuais modificações não implicarão qualquer
prejuízo para a integridade formal do edifício, o qual resulta
sempre formalmente íntegro e coeso. E isso em virtude de que o
edifício foi definido originalmente em função dos princípios de
adaptabilidade, expansibilidade, modulação.
O mesmo princípio
comandou a definição do partido estrutural da edificação. O projeto
estrutural foi concebido buscando a máxima racionalização e a
melhor integração de todos os procedimentos construtivos. A definição
da estrutura de aço foi regida pelos princípios da padronização
e da recorrência, com componentes e vãos que se repetem por toda
a extensão da edificação. A opção pela estrutura em aço, além
de permitir um canteiro seco, com características de montagem,
levou igualmente em conta – para além de suas propriedades de
resistência e durabilidade – a maior velocidade da obra, a minimização
da geração de rejeitos de obra (sobretudo fôrmas) e o fato de
ser o aço um material 100% reciclável.
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Animação
estrutura |
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O módulo estrutural
básico é composto por quatro apoios que suportam um par de vigas
principais, com vãos de 15m. As vigas principais suportam vigas
transversais de 15m de comprimento (vão de 12,5m e balanço de
2,5m), afastadas 5,0m entre de si.
As vigas transversais,
por sua vez, sustentam pré-lajes de 5,0m de comprimento, que se
solidarizam com a estrutura metálica e concorrem para o travamento
do sistema; na extremidade dos balanços, tirantes suportam a extremidade
exterior das lajes de piso da varanda.
O módulo estrutural
básico define, ele mesmo, o macro-módulo espacial básico do edifício.
Assim, de sua multiplicação resulta não apenas o arcabouço estrutural
da edificação, mas, a rigor, a própria forma e o espaço arquitetônicos.
Por não haver
informações de sondagem da área, e partindo-se da premissa de
que se trata de solo “bom”, foram lançadas fundações superficiais
(sapatas de concreto armado para escoamento das cargas dos pilares
e vigas-baldrame para apoio das lajes de piso).
iv. Flexibilidade
de lay-out e arranjos - A flexibilidade é um preceito
mandatório no que se refere a alguns dos usos que compõem o edifício
do CI. Notadamente, biblioteca, museu e administração são compartimentos
que supõem, necessária e constantemente, a possibilidade de alteração
de lay-out, configurações espaciais e mudança de equipamentos.
v. Clareza
e funcionalidade - Clareza e funcionalidade são atributos
essências a uma edificação destinada a receber grupos de visitantes
que poderão reunir até 200 pessoas.
Após o ingresso
na área de projeto, a partir da guarita de segurança, faz-se a
clara separação entre o acesso de visitantes e o de funcionários/serviços
(este, como convém, mais dissimulado). Desembarque, estacionamentos
de veículos e de ônibus situam-se mais a sudeste, próximos tanto
ao ingresso de visitantes do CI quanto de uma área reservada para
eventual futura expansão (caso a Direção do COMPERJ o julgue conveniente)
Após o desembarque,
os visitantes ingressam no interior da grande quadra, instante
em que percebem todo o conjunto e têm uma visão privilegiada da
ruína do Convento. Caminhando ao longo da Praça Cívica, chega-se
à recepção. Esta é localizada em posição central e estratégica,
permitindo acesso direto aos principais setores que compõem o
edifício, a saber:
- Salão
e Museu;
- Biblioteca;
- Foyer e Auditórios (grande auditório e visualização 3d);
- Espaço do Memorial e Museu a Céu Aberto;
- Salas de Reunião;
- Setor Administrativo.
vi. Acessibilidade
universal - Cem por cento dos espaços do Centro de
Informação são acessíveis aos portadores de necessidades motoras
especiais.
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Planta
baixa |
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No que concerne
ao paisagismo, a proposta lança mão e potencializa os elementos
físicos e culturais existentes. Em termos do gesto paisagístico,
foi dado destaque à valorização da coexistência das diversas escalas
da paisagem, desde a escala imutável do pedestre ao grande cenário
que envolve toda a região do COMPERJ. Mais do que trabalhar na
paisagem, optou-se por trabalhar com a paisagem.
O objetivo
foi evitar que o projeto paisagístico para o CI fosse tratado
como uma realidade independente do sistema ecológico-paisagístico
do Complexo. A área onde se instalará o CI, utilizada até muito
recentemente como pasto, apresenta-se degradada, com predominância
de cobertura herbácia. Dessa ocupação não conservacionista, oriunda
de exploração agropecuária, restaram, aqui e acolá, pequenos fragmentos
de mata secundarizada em estágio médio e avançado de regeneração.
Alguns desses
fragmentos estão localizados em linhas de drenagem natural. A
partir deles, o que se pretende é, utilizando-os como potencial
para reestruturação das áreas úmidas existentes, estender e emendar,
através de componente vegetal arbórea, a proteção das áreas ambientalmente
tencionadas, incorporando-as definitivamente ao cinturão verde
do COMPERJ, onde espaços compreendidos entre a área do CI e a
Área Industrial naturalmente se articulam.
Coerentemente,
o tratamento paisagístico do entorno imediato do edifício do CI
foi concebido como momento de transição entre a densidade das
áreas de mata e os vazios dos jardins. Assim, na área de intervenção
definida pelo edital, buscou-se soluções de poucos gestos, que
oscilarão entre o plantar e o não plantar, segundo os reclames
da paisagem atual e futura do sítio (vale ressaltar que esses
plantios utilizarão os diversos estratos de uma componente vegetal
a ser proposta e respeitarão as especificidades dos compartimentos
paisagísticos identificados). Do mesmo modo, o sistema viário
projetado rejeitará soluções de arborização convencional, buscando,
ao contrário, inserir-se em um compartimento paisagístico ambientalmente
coerente e adequado, capaz de atender a necessidades estéticas
e de conforto climático.
A escolha
da componente vegetal a ser implantada no terreno (área de intervenção
stricto sensu) considerou o elenco de plantas cultivadas
pertencentes ao Sistema Vegetal Atlântico. Deu-se assim continuidade
ao modelo ecogenético que deverá atender, na formação do cinturão
de vegetação do Complexo Industrial, a requisitos específicos,
aptos a requalificar a grande paisagem como ecossistema de substituição
e medida mitigadora de impactos na área de influência direta do
empreendimento.
Satisfazendo
a um só tempo necessidades de caráter ecológico, de conforto climático
e estéticas, a escolha de vegetação, nos seus estratos arbóreos,
arbustivo e herbáceo, priorizou espécies de valor reconhecidamente
ecológico, voltados para uma componente vegetal rica em floração
alternada, onde a variedade de essências elencadas marcarão com
sua presença a sazonalidade do continuum paisagístico a ser criado.
O partido
é, ademais, potencializado pela presença de um dos gestos fundadores
do projeto arquitetônico, qual seja, a quadra de 100x100m que
forma como que um recinto a céu aberto, marcando e delimitando,
na vastidão da paisagem, um importante referencial territorial.
Este elemento, de forte presença geométrica, articula o construído
e o plantado, e estabelece um momento de transição entre dentro
e fora. Sua forma, aparentemente rigorosa, a todo momento responde
e valoriza os inúmeros e variados acontecimentos da paisagem,
em suas diversas escalas, contemplando desde as necessidades de
acessos aos edifício até as aberturas estratégicas que enquadram
as visadas externas, com destaque para as ruínas.
Deve-se destacar
nesse sentido a preocupação do projeto paisagístico com a liberação
das visadas das ruínas desde os principais pontos do percurso
dos visitantes do CI. Coerentemente, um dos gestos iniciais do
projeto paisagístico foi definir um cone de preservação de visadas.
Dentro desse cone, a partir da ala Oeste do CI, o plantio é sempre
mais rarefeito.
De resto,
embora as exigências do Concurso quanto ao tratamento paisagístico
limitem a área de intervenção ao entorno imediato do Centro de
Informação, o prolongamento do gesto paisagístico pode representar
a oportunidade para que todo o conjunto se assente em uma paisagem
saudável e equilibrada.
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Parque
Santo Antônio |
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Essa afirmação,
aparentemente ambiciosa, encontra paradoxalmente apoio e viabilidade
na própria implantação do Complexo Industrial. Pois o projeto
paisagístico e seus desdobramentos ambientais deverão ser utilizados,
por força da legislação vigente, como medida mitigadora dos impactos
advindos de projeto de tal magnitude.
Assim, o que
se pretendeu com o complemento do projeto ora apresentado (leia-se,
a extensão do gesto paisagístico, à guisa de sugestão, cabendo
bem entendido à Petrobras a opção por sua implantação ou não),
foi aproveitar a oportunidade que ora se apresenta e ampliar a
ação requalificadora das áreas envoltórias do terreno do CI (que
incluem, além do sítio arqueológico e a área das ruínas históricas,
a grande área verde que precede, a Oeste, o início da área industrial),
articulando-as ao grande cinturão verde que envolve o COMPERJ
e que deve constituir-se em grande área de amortecimento e corredor
ecológico.
Para tanto,
o que se propõe é, inicialmente, aproveitar do sistema viário
existente como via secundária, com características de Estrada
Parque, capaz de propiciar acesso e visitação (controlada e independente
do sistema de circulação do CI e do COMPERJ como um todo) a novos
centros de interesse, desde logo identificados pelas comunidades
locais com a implantação do Complexo Industrial.
Além das ruínas
do Convento de São Boaventura, poderão receber visitação controlada
áreas de seu entorno, transformadas em áreas de valorização do
mosaico florístico local e regional, tratadas segundo seu caráter
ecogenético. Como conseqüência, surge a possibilidade de criação
de um parque – o Parque de Santo Antônio de Sá (nome dado em homenagem
à villa seiscentista outrora existente no sítio), centro de lazer
e cultura, identificado com a presença requalificadora da Petrobras
na região.
Destaque-se
por fim que a grande área de amortecimento e de proteção permanente
localizada, de acordo com o projeto, no trecho situado entre o
terreno do CI e a área industrial, operará como um filtro para
os gases gerados pelo complexo industrial eventualmente trazidos
pelo vento Leste (predominante).
Deve-se deixar
claro que o projeto de paisagismo ora apresentado (restrito à
poligonal que limita a área de projeto) independe da eventual
implantação do parque. De resto, é ocioso dizer que a implantação
do Parque ora apresentado à guisa de sugestão caberá bem-entendido
à Petrobras e à Direção do COMPERJ.
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Elevação
sul |
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Elevação
norte |
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Fachada
sul |
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Fachada
norte |
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Corte
longitudinal |
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Corte
transversal |
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2. Eficiência
energética e sustentabilidade
O projeto
leva em consideração a política de responsabilidade sócio-ambiental
da Petrobras, e apresenta uma proposta de arquitetura sustentável
baseada no conceito de sustentabilidade ampliado, presente na
Agenda 21 Brasileira elaborada pelo Ministério do Meio Ambiente,
trabalhando não só com a sustentabilidade ecológica e ambiental,
como também, com a sustentabilidade econômica, social e cultural,
fundamentais para regiões em desenvolvimento. O projeto alinha-se,
portanto, às ações da Petrobras voltadas para o desenvolvimento
sustentável local da região de Itaboraí.
O partido
arquitetônico apresenta soluções que, além de promover, entre
outros fatores, o uso eficiente da energia, o reuso da água e
a diminuição dos rejeitos durante a construção e a operação do
empreendimento, estimulam a geração de emprego e a inclusão social,
aproveitando para tanto os recursos materiais e humanos da região.
Dentro dessa
ótica, o projeto contempla igualmente as seis dimensões que regem
o sistema LEED de classificação e de certificação de edificações
eco-eficientes, a saber: Sítios sustentáveis; Eficiência hídrica;
Energia e Atmosfera; Materiais e recursos; Qualidade ambiental
interna; Inovação.
O projeto
também atende os requisitos técnicos de eficiência energética
do Decreto no 4.059, de 19/12/2001, podendo
se classificar para etiquetagem na Faixa A (mais eficiente) dos
níveis de eficiência energética das edificações estabelecidos
pelo Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (PROCEL),
incluindo: o desempenho térmico da envoltória, a eficiência e
potência instalada do sistema de iluminação e a eficiência do
sistema de condicionamento de ar, bem como a implementação de
sistemas de energia alternativa.
Em termos
de sustentabilidade ecológica e ambiental foram enfatizadas as
seguintes questões:
i. eficiência
energética no consumo de energia, tanto na execução quanto na
operação do edifício com o uso de sistemas passivos e fontes
alternativas de energia
ii. diminuição de rejeitos durante a construção e operação do
edifício
iii. gestão de RCD com a utilização de materiais que possuam
na sua composição resíduos de construção e demolição (RCD)
iv. utilização de materiais construtivos com conteúdo reciclado
v. utilização de materiais construtivos com potencial de reciclagem
vi. preservação dos recursos hídricos e o reaproveitamento da
água
Em termos
de sustentabilidade econômica, social e cultural foi dado ênfase
ao aproveitamento dos recursos materiais e humanos da região com:
i. uso de
materiais extraídos, processados e fabricados regionalmente
ii. métodos e sistemas construtivos tradicionais, aliados à
utilização de tecnologias inovadoras
2.1. Sustentabilidade
ecológica e ambiental
As diretrizes
de projeto em relação à sustentabilidade ecológica e ambiental
foram pautadas por duas dimensões fundamentais, a saber:
a) aquelas
definidas em função do conforto e bem-estar do usuário durante
a operação do edifício, visando à eficiência energética no consumo
de energia;
b) aquelas definidas em função da qualidade eco-ambiental dos
materiais empregados, assim como dos métodos e sistemas construtivos.
2.1.1.
Conforto e bem-estar do usuário
Do ponto de
vista do conforto e do bem-estar do usuário, teve-se sempre ter
em mente que a maior parcela da energia consumida por uma edificação
como a do CI é voltada para o conforto ambiental das pessoas,
mais precisamente, para seu conforto térmico-lumínico (sistemas
artificiais de condicionamento interno do ar e iluminação dos
ambientes).
Além de dotar
a edificação de sistemas alternativos e complementares de geração
de energia renovável, como painéis solares e células foto-voltaicas,
o projeto partiu do princípio de que uma edificação é tão mais
eficiente quanto menor for a sua demanda por energia transformada,
vale dizer, que, mais importante do que gerar energia renovável
(solar, eólica, geotérmica, de biomassa ou hídrica de baixo impacto)
É diminuir sua demanda com a utilização de sistemas passivos de
iluminação e ventilação.
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Perspectiva
interior geral |
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Cabe destacar
a propósito que um dos aspectos importantes da sustentabilidade
nas edificações é contribuir para a redução do impacto ambiental
proveniente da extração e do processamento de materiais novos,
sobretudo os não renováveis. Desse ponto de vista, não se deve
esquecer que muitos dos elementos empregados para a co-geração
são, eles mesmos, produtos industrializados (fruto de extração
e processamento), ou seja, que, em sua produção, geraram emissão
de gases nocivos à camada de ozônio. Uma vez mais, fica evidente
que, mais do que prover o edifício de sistemas alternativos de
geração de energia, uma arquitetura sustentável é aquela que atende
aos critérios de conforto ambiental de seus usuários, primeiramente,
através de sua implantação, da escolha dos materiais empregados
e de suas soluções formais.
Coerentemente,
o projeto foi concebido de modo a considerar as características
ambientais e climáticas da região em que se localiza, lançando
mão, a seu favor, notadamente, da incidência de radiação solar,
do regime de ventos, dos padrões de temperatura e umidade e da
qualidade do ar. Definiram-se assim atributos fundamentais para
definir uma arquitetura sustentável e eco-eficiente:
(i) Implantação
sustentável: melhor orientação solar e favorável aos ventos.
O objetivo
foi conjugar o melhor aproveitamento dos ventos predominantes
(leste-sudeste), e as inúmeras vantagens advindas de uma implantação
na qual predominam planos de fachada voltados para norte ou sul
(e, conseqüentemente, um percentual mínimo de planos de fachadas
voltados para leste ou oeste).
Cabe salientar
que na latitude do Rio de Janeiro, a soma da radiação solar incidente
nas fachadas leste e oeste, ao longo do ano, por m2, é superior
a 50% maior que a soma da radiação solar incidente nas fachadas
norte e sul.
No caso do
projeto ora apresentado, tem-se 77% de planos de fachada orientados
para norte e sul (240m lineares), contra 23% de planos de fachadas
orientados para leste e oeste (70m lineares). Na prática isso
implica, na latitude do Rio de Janeiro, uma diminuição de pelo
menos 20% de incidência de radiação solar sobre os planos de fachada,
o que, por si só, resulta em uma economia substancial de carga
térmica (consumo de energia para promoção de conforto térmico).
(ii) Envelope
térmico natural: emprego de soluções pouco custosas e altamente
eficientes de sombreamento e isolamento térmico dos ambientes
de permanência prolongada.
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Perspectiva
fachada norte |
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O absoluto
predomínio de planos de fachadas voltados ou para norte ou para
sul permite que se lance mão, com máxima eficiência, de elementos
tradicionais e pouco custosos de promoção de conforto ambiental
(marca da arquitetura brasileira, colonial e moderna): Brise-Soleil,
Varanda Coberta, Isolamento térmico da Cobertura e Elevação do
Chão. O emprego desses elementos e estratégias, aliado à forma
pavilhonar longitudinal e a correta orientação da edificação,
evita o ganho de calor indesejável para os ambientes internos.
Através de sistemas de sombreamento, evita-se sempre a radiação
solar direta, que, além de ser prejudicial para o conforto lumínico,
causando ofuscamento, aumenta significativamente a carga térmica
dos ambientes, ficando a edificação servida de luz natural oriunda
da radiação indireta difusa e refletida, favorável para o conforto
térmico-lumínico do usuário.
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Diagrama
envelope térmico |
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(iii) Sistema
integrado de iluminação, ventilação e exaustão de ar natural:
sheds, jardim interno com pergolado e sistema de abertura das
janelas.
(iv) Variação
dos pés-direitos dos ambientes de acordo com seus usos e
funções.
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Diagrama
sistema integrado |
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Outra importante
definição de projeto foi o aproveitamento do caimento natural
do terreno, para a adequação dos pés-direitos dos ambientes a
seus usos e funções. A conseqüência disso é, por regra, uma diminuição
da cubagem de ar a ser climatizado artificialmente. Repare-se
que isso se dá sem prejuízo da coesão forma do edifício, uma vez
que a não há variação na linha de cobertura.
A combinação
da melhor orientação solar com a presença extensiva de estratégias,
espaços e anteparos arquitetônicos concorre para que o edifício
seja eficiente em dois cenários principais:
- quando,
em de temperaturas amenas, opte-se por não acionar o sistema
de climatização artificial (contando com a possibilidade de
circulação cruzada de ar em cerca de ¾ do edifício);
- quando, em dias de altas temperaturas, o sistema de climatização
artificial seja acionado. Neste caso, por conta do alto grau
de isolamento térmico do edifício, o sistema de climatização
irá sempre operar a uma carga substantivamente menor. Explicita-se
assim que um dos preceitos do projeto é, em vez de remediar
os efeitos de uma excessiva incidência direta de sol, impedir
que esta aconteça.
Desse modo,
não se descartam totalmente as soluções artificiais para o conforto
ambiental dos usuários e, sim, objetiva-se o uso eficiente desses
recursos, colaborando para a diminuição de impactos ambientais
negativos ao aproveitar corretamente os sistemas passivos de iluminação
e condicionamento interno do ar.
Cabe destacar
por fim que, conforme afirmou Nelson Kawakami, diretor do Green
Building Council Brasil, “a sustentabilidade não cria nada novo,
mas resgata coisas que já existiram”. Nesse sentido, o projeto
do CI se inscreve na melhor tradição da arquitetura moderna brasileira
– aquela que, a partir soube lançar mão das características do
clima tropical para produzir, através do emprego de brise-soleils,
cobogós, varandas, etc, uma arquitetura original e inovadora.
2.1.2.
Qualidade eco-ambiental dos materiais, métodos e sistemas construtivos
No que concerne
à qualidade eco-ambiental dos materiais, métodos e sistemas construtivos,
o projeto foi pautado pelos seguintes princípios:
(i) Sistemas
construtivos eco-eficientes
(ii) Preservação dos recursos hídricos
(iii) Reaproveitamento da água
(iv) Uso de matérias produzidos na região
(v) Materiais Com Melhor Performance Térmica
(vi) Mínimo movimento de terra
(vii) Mínimo uso de madeira
(viii) Adequação climática da construção
(ix) Geração de energia alternativa
2.2. Sustentabilidade
econômica, social e cultural
O emprego
de materiais regionais, localizados a uma distância máxima de
500Km distanciado empreendimento, principalmente o uso extensivo
de cerâmica vermelha fabricada pelas indústrias do pólo-cerâmico
de Itaboraí, reflete a sustentabilidade econômica, social e
até mesmo cultural do projeto.
Levou-se em
conta o fato de Itaboraí possuir empresas já certificadas que
ofertam produtos com processos industriais de baixo consumo de
energia e considerando a vocação econômica da região, se dá preferência
ao uso da cerâmica vermelha como um dos materiais construtivos
do Centro de Informação do COMPERJ.
Cabe ressaltar
que trata-se de um pólo cerâmico que, no período de 1998 a 2004,
foi alvo do Programa de Conservação de Energia, voltado para a
indústria da cerâmica vermelha, desenvolvido pelo SEBRAE/RJ em
parceria com o Procel/Eletrobrás, o INT – Instituto Nacional de
Tecnologia e a GTZ – Agência Alemã de Cooperação Técnica. O Programa
tinha como objetivo a criação de empresas unidades de demonstração
no uso eficiente de energia para servir de modelo para as demais
empresas do setor.
Em visitas
ao Município de Itaboraí, a equipe também coletou informações
a respeito da expectativa da população sobre a implantação do
Comperj e os efeitos dos fluxos migratórios que já se iniciaram.
Os dados levantados nessa pesquisa de campo foram fundamentais
para aprofundar e reforçar os conceitos sociais apresentados na
proposta arquitetônica.
No setor de
cerâmica vermelha, a grande preocupação é com a evasão dos funcionários
das empresas cerâmicas que, em busca de uma melhor remuneração,
poderão se deslocar para trabalhar no mercado que o Comperj induzirá
na região. A capacitação da mão-de-obra local oferecida pela Petrobras
já se iniciou e tem atraído grande parte dos trabalhadores das
indústrias. Segundo a gerente de relacionamento externo do Comperj,
Cláudia Labruna, o objetivo dos cursos, que já atraíram 21 mil
pessoas, é garantir à população condições de igualdade na disputa
pelas vagas que devem atrair pessoas de todo o País.
Segundo André
Cantarelli, assessor técnico do Sindicato das Indústrias de Cerâmica
Vermelha do Estado do Rio de Janeiro, há um grande receio de que,
por falta de funcionários, empresas cerâmicas tradicionais, que
vem lutando pela sobrevivência de uma geração para a outra, reduzam
sua capacidade produtiva ou até venham a fechar por falta de mão-de-obra.
Na tentativa
de contra-balancear essa situação, a escolha dos materiais cerâmicos
no projeto do CI busca não só movimentar o mercado local dos produtos
cerâmicos, oferecendo oportunidades para os empresários da região
e colaborando na fixação da mão-de-obra nas cerâmicas, mas também
criar um ícone que simbolize e valorize o saber e a cultura local
de forma a incentivar a demanda desses produtos por outras edificações
que serão construídas em função da implantação do Comperj.
Ressalta-se,
ainda, que a sustentabilidade social buscada pelo projeto do CI
está totalmente alinhada às adaptações que o Selo Leed deverá
passar para atender a realidade brasileira e de outros países
em desenvolvimento. De acordo com o Diretor Executivo do Green
Building Council Brasil (GBCB), o engenheiro Nelson Kawakami,
a questão social é prioritária no Brasil, por isso o Selo Leed
para as edificações brasileiras deverá prever um sistema diferente
dos Estados Unidos, pontuando as construções que trabalharem com
a comunidade local.
Além disso,
é importante ressalta-se que a utilização de produtos oriundos
da cerâmica vermelha pelo CI está em sintonia com as estratégias
de geração de emprego e inclusão social, promotoras de qualidade
de vida, dispostas na Agenda 21 local e, também, com o conceito
de sustentabilidade cultural, uma vez que os materiais utilizados
remetem à tradição construtiva da região, presente, inclusive,
nas ruínas que compõem a paisagem do entorno, o que faz com que
o uso da cerâmica vermelha valorize não só a cultura material,
como imaterial da comunidade.
3. À guisa
de conclusão
Operando como
centro de acolhimento de visitantes, o CI será a janela por meio
da qual o público tomará conhecimento da dimensão das ações da
Petrobras na região. Sob muitos aspectos, a imagem do projeto
reflete a própria imagem do COMPERJ e da presença da Petrobras
em Itaboraí: a alta tecnologia convivendo com o saber local, a
indústria petroquímica valorizando a olaria, o aço dialogando
com o tijolo.
O projeto
do CI quer inscrever-se na viva tradição da arquitetura brasileira
– aquela que sempre soube lançar mão das características do clima
tropical e da cultura local para produzir, por meio do emprego
de elementos como brise-soleils, pérgolas, varandas, sistemas
construtivos e materiais locais, soluções formais e espaciais
inovadoras, expressão de um modo particular de conjugar tradição
e modernidade.
Ficha técnica
Autores
Otávio Leonídio
João Pedro Backheuser
Equipe
de projeto
Arquitetura
Arq. Monica Cevidanes (coordenação)
Arq. Evelyn Gomez
Arq. Laís Camaz Vinhosa
Caio Calafate (estagiário)
Vitor Garcez (estagiário)
Juliana Gonçalves Pereira (estagiária)
Paula Daemon (estagiária)
Estrutura
Casagrande Engenharia e Consultoria
Eng. João Luis Casagrande
Eng. Carlos Fragelli (Consultor)
Instalações
PROJEM – Projetos de Engenharia Moderna
Eng. Hamilton Caetano da Silva
Ar condicionado
Clima Engenharia
Eng. Pedro Sutton
Acústica
Roberto Thompson Motta Arquiteto Ltda
Arq. Fábio José Brússolo
Paisagismo
Arq. Fernando Chacel
Heloísa Alhadeff
Luminotécnica
Rio Branco & Faccini Arquitetura de Iluminação
Arq. Mônica Rio Branco
Impermeabilização
GTI – Projetos e Consultoria
Eng. Georg Thomas
Arq. Camila Grainho
Eficiência
energética
Arq. Carlos Murdoch
Sustentabilidade
Arq. Helena Lace
Arq. Myrthes Santos
Conforto
ambiental
Arq. Walter Teixeira
Esquadrias
MBP Consultoria de Esquadrias Ltda
Arq. Márcia Barbosa Batalha
Orçamento
CGE Engenharia e Consultoria Ltda
Luiz Antônio de Sousa da Silveira
Comunicação
visual
Soter Design
Ana Soter
Perspectiva
eletrônica
Flybumbax
Patrick Raynaud
Flavio Ramos
Consultores
Aço
Usiminas
Eng. Humberto Belei
Eng. Ascânio Merrighe
Cabos de aço
Seafix
Paulo Moura Junior
Cozinha
LMC Consultoria Ltda
Eng. Luiz Antônio Costa
Segurança
contra Incêncio
Mauri de Resende Vargas
Soluções integradas
Boxfile IT
José Mário Reis
Agradecimentos
Ana Luiza Nobre, Lourenço Diegues, Aníbal Coutinho, Sissel
Backheuser, Prof. Odilon Cavalheiro. |