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Lugar
Eduardo H Suzuki (colaboração de Allex Pietrobelli e Vany Kanabushi),
Londrina
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Praça
Cívica/ Esplanada |
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Conceito/
Partido
Um grande
Portal de Entrada para o maior empreendimento atual da Petrobrás,
o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro.
O conceito
e o partido adotado determinaram um projeto na idéia da plenitude
arquitetural, singular, com expressividade e atemporalidade. Três
referências básicas foram determinantes: a cultural; institucional
e a tecnológica.
Referência
cultural: alusão à proteção, abrigo, mãos que acolhem e protegem;
valorização do bem tombado; adequação ao sítio existente; continuidade
da topografia e da vegetação; contemplação da paisagem circundante;
volumetria emblemática, vistosa e respeitosa.
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Praça
Cívica/ Esplanada |
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Referência
institucional: preocupação com a minimização dos custos e consumo
de energia; instrução e desenvolvimento sustentável; aplicação
de sistemas eco-eficientes; solidez; manutenção e durabilidade.
Referência
tecnológica: aplicação de alta tecnologia; evidência da base petroquímica;
exploração de hidrocarbonetos; representação do modelo estrutural
molecular.
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Entrada principal / Memorial |
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O projeto
inspira uma proposição ousada e contida. Através de um arrojo
estrutural determinante e factível. Ao mesmo tempo a atmosfera
espacial proporciona uma ambiência serena e integrada com grande
permeabilidade. Uma volumetria marcante sem exageros. Possuindo
fluidez, maleabilidade funcional e flexibilidade no uso. Tem a
intenção de revelar e apreciar o bem tombado, a natureza circundante
e todo o complexo. Arquitetura com respeito, inovação e experimentação.
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Vista
lateral entrada principal/ Memorial |
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Diretrizes
projetuais
Resolução
ambiental e funcional
O projeto
propõe: a manutenção de áreas permeáveis; captação, filtragem
e uso das águas pluviais; aproveitamento da iluminação natural;
membranas modulares de proteção solar; iluminação indireta e difusa
controlada; aproveitamento das reflexões da luz; adequação de
painéis solares e fotovoltáicos; cobertura densa com massa gramada
e ajardinada; interior menos suscetível a variações climáticas;
isolamento acústico e térmico; refrigeração e evaporação natural;
fluxo de ar permanente e cruzado; integridade e flexibilidade
dos espaços; previsão de expansibilidade.
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Volumetria/
Elevação noroeste/ Museu externo |
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Relação
com o entorno
O projeto
condiz com: o respeito aos contornos e cores da paisagem; proporcionalidade
dos espaços vazados, fluidos e permeáveis; respeito ao patrimônio
histórico e arqueológico; neutralidade volumétrica e tipológica;
Fluxos
e acessos
A proposta
busca: clareza e domínio dos percursos; permeabilidade visual
e espacial; controle patrimonial; flexibilidade de acesso e fluxo;
acessibilidade universal.
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Volumetria
noturna |
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Solução
paisagística
O projeto
determina: interação e utilização da vegetação local; continuidade
espacial e visual; exploração da escala bucólica das áreas verdes
e livres; composição integrada à natureza.
Plasticidade
e criatividade
A proposta
visa: a extensão do meio natural; diluição da construção na paisagem;
ampla laje jardim arqueada; passeio perimetral em diferentes escalas;
plano elevado superior; domínio visual do espaço circundante.
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Entrada principal |
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Exequibilidade
O projeto
propõe: racionalidade construtiva; organização linear; modularidade
espacial; compensação volumétrica do solo; infra-estrutura em
concreto armado; estrutura metálica pré-fabricada; vigas de aço
vs-w perfil simples vs e i; células modulares em aço; brises com
chapas de material reciclado; cobertura com laje steel deck impermeável;
vedos com blocos de concreto, vidros e dry wall; esquadrias em
alumínio, vidro e madeira laminada; climatização de acordo com
cada ambiente; instalações complementares eficientes; iluminação
zenital com vidro laminado; instalações com facilidade de manutenção.
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Elevação
noroeste |
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Características
do projeto
O projeto
arquitetônico propõe a conciliação das questões funcionais e técnicas
com a realidade pré-orçamentária prevista. Provavelmente um pouco
acima do esperado, mas uma arquitetura marcante, emblemática e
de forte significado, com aplicação de recursos tecnológicos avançados
e de espacialidade diferenciada. Com certeza um paradigma, que
pretende ser marcante a nível nacional e até internacional.
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Salão/
Recepção principal |
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O projeto
busca agregar as qualidades e condicionantes do terreno e do sítio
arqueológico existente: dimensões; topografia; compensação da
movimentação da terra; condições climáticas naturais; orientação
solar; paisagens e vistas da forma mais conveniente possível.
O centro propõe
a setorização e integração entre os níveis de atendimento sem
interferência de suas funções específicas. Proporciona estruturas
flexíveis e abertas, que valorizam as áreas comuns sem perder
a individualidade das atividades. A preocupação estética permanente
sempre esteve associada às necessidades operacionais e funcionais.
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Museu
interior |
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Os acessos
e circulações serão estudados de modo a proporcionar uma maior
acessibilidade e segurança possível para crianças, idosos e pessoas
portadoras de necessidades especiais, dentro das normas técnicas
vigentes.
Serão definidas
duas entradas para o edifício de forma independente: entrada principal
usual para pedestres; entrada de serviço para colaboradores e
veículos internos. Com flexibilidade de uso conforme as necessidades
futuras e circunstâncias atmosféricas.
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Croqui
do partido arquitetônico |
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Serão determinados
estacionamentos externos para automóveis e veículos coletivos,
assim como o estacionamento e pátio interno com área para carga
e descarga de serviços.
Serão adequadas
soluções e técnicas regionais, a maioria industrializada de boa
qualidade e durabilidade, com facilidade de manutenção e conservação.
Os materiais especificados visam transmitir durabilidade, transparência,
organização, modernidade, com caráter austero, prático e funcional.
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Elemento
vazado/ Fechamento |
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Questões básicas
que serão considerados na determinação dos sistemas e materiais
construtivos: segurança estrutural; segurança contra incêndio;
segurança de uso; segurança patrimonial; estanqueidade; conforto
higrotérmico; conforto acústico; conforto visual; conforto tátil;
conforto antropodinâmico; ventilação natural; higiene; durabilidade;
economia, manutenção e operação do ci.
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Detalhe
impermeabilização |
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O empreendimento
buscará a aplicação de princípios de sustentabilidade arquitetônica
e construtiva. Dentro de limites aceitáveis de viabilidade técnica
e econômica. Compatibilizando com a possibilidade de adoção dos
mais altos recursos eco-eficientes e técnicos disponíveis. Procura-se
viabilizar o armazenamento das águas pluviais; possibilidade de
aproveitamento da luz solar; correto posicionamento das aberturas
para condições ótimas de ventilação e iluminação natural; uso
de cores externas claras, com elevado coeficiente de reflexão;
controle de insolação e controle acústico das atividades; sistema
integrado de monitoramento de todas as instalações (incêndio;
intrusão; alarme; segurança; portas e saídas de emergência; gerenciamento
de vídeo; sistemas de verificação de pessoal; automação predial;
instalações de água, energia, climatização, som).
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Detalhe
célula brise |
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O projeto
deverá envolver na fase executiva o aprofundamento das equipes
de trabalho de diversas áreas: arquitetura, sistemas de condicionamento
de ar, elétrica, hidro-sanitária, estrutural, construção, consultores
e empreendedor. Aonde se buscará um desempenho considerado ótimo
para o C.I., tendo-se como premissa o conceito de sustentabilidade
na edificação conforme parâmetros do Sistema LEED de Certificação,
reconhecida internacionalmente pela organização não governamental:
USGBC – U.S. Green Building Council, Níveis de Certificação LEED
(Leadership in Energy and Environmental Design) - New Construction
– NC.
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Implantação |
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Todos os espaços
serão idealizados para a promoção do centro de informações como
conceito para: recepção; abrigo; informação e pesquisa, com qualificação
e desenvolvimento. Ambientes facilitadores de integração entre
pessoas, o edifício e seu entorno.
Quadro
de áreas
Área à
construir
Área do edifício
principal – pavimento térreo – 3368,23 m²
Área técnica – pavimento superior – 69,40 m²
Área coberta da guarita – 51,84 m²
Total à construir
– 3489,47 m²
Áreas externas
Pavimentação
(semipermeável) – 1855,00 m²
Estacionamento (semipermeável) – 2262,53 m²
Calçadas estacionamento (semipermeável) – 407,92 m²
Praça cívica (semipermeável) – 845,49 m²
Esplanada (semipermeável) – 946,55 m²
Estar descoberto – 310,90 m²
Calçadas de serviços – 547,61 m²
Pátio de serviço – 648,53 m²
Pátio descoberto – 376,58 m²
Museu externo – 931,80 m²
Espelho d’água – 700,48 m²
Áreas permeáveis (terreno) – 25816,03 m²
Área do terreno – 39200,00 m²
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Corte
AA |
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Corte FF |
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Fachada
noroeste |
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Planta |
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Cobertura |
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Ficha técnica
Autor
Arquiteto - Eduardo Hideo Suzuki
Arquitetos
Co-autores
Arquiteta - Vany Kie Kanabushi
Arquiteto - Allex De Paula Pietrobelli
Colaboradores
Diretora - Sandra Rodrigues Suzuki
Arquiteto - Danilo Fernando De Oliveira Gomes
Estudante - Vidal Kovalek
Estudante - Caroline Sacchetto
Estudante - Caroline Nascimento Benek
Estudante - Miriam Diva De Lima Segantin
Estudante - Louisa Savignon Lepri
Estudante - Dayane Paula Ziani
Consultores/
especialidade
Arquiteto - Sidnei Jr. Guadanhim – Arquitetura
Engenheiro Estrutural - Gustavo Berti – Berti Estrutural – Metálica
Laje “Steel Deck” – Metform S.A.
Engenheiro Estrutural - Helton Genare – Projeção Associados –
Concreto
Engenheiro Elétrico - Fábio Sazaki – SZ Projetos Elétricos – Elétrica
e – Lógica
Engenheiro Hidráulico - Adauto Francisco – TECE – Hidráulica e
Prevenção
Engenheiro Mecânico - Pedro Maia – Thermix Engª Térmica - Climatização
Cozinhas Profissionais – Indusfrio Ltda. - Arquiteto Jessé
Arquiteto – Osvaldecir Baptista – IMPAR impermeabilizações
Engenheira - Solange Martins – Orçamentista
Vidro “Spider glass” – Ita Glass (Itamaracá design)
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