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Menção honrosa
Alexandre Hepner, Rafael Brych, Caio Morenghi, João Paulo Payar
e André Prevedello, São Paulo
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Perspectiva
geral do conjunto |
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Conceito
O Centro de
Informações do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro – COMPERJ
– constitui-se em um centro de disseminação de conhecimento, destinado
ao atendimento de pesquisadores e visitantes em
geral. Sua função é a de receber a população e difundir informações
referentes à história do local em que se situa e ao novo complexo,
cuja instalação trará grandes transformações para a região. Sua
implantação junto às ruínas do Convento de São Boaventura representa
um movimento de resgate do patrimônio histórico do município de
Itaboraí, um ato de respeito à cultura e tradições locais que
não devem ser negligenciados.
Desta maneira,
sua arquitetura deve servir como referência às atividades desenvolvidas
dentro do próprio COMPERJ, estando assim relacionada a uma série
de conceitos tais como racionalidade, sustentabilidade ambiental,
eficiência e tecnologia. Contudo, deve também ser um espaço receptivo,
aberto à comunidade em geral. Principalmente, deve transmitir
uma série de valores relacionados à imagem institucional da Petrobras,
os quais podem traduzir-se por meio do respeito ao contexto local,
à paisagem e ao ambiente natural, constituindo-se numa entidade
de caráter transparente e educativo.
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Vista
geral do conjunto |
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O movimento
do olhar como ponto de partida na busca da natureza e dos sinais
da história – as ruínas do convento e de seu campanário – é enfatizado
pela implantação dos blocos do Centro de Informações do COMPERJ
no extremo norte do terreno, onde os volumes construídos não constituem
uma barreira à visibilidade das ruínas.
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Perspectiva
interna/ externa - relação com as ruínas |
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Implantação
e Acessos
O visitante
é recebido por uma volumetria que conforma uma transição gradativa
entre o exterior e o interior. A maior parte do programa encontra-se
concentrada sob uma ampla cobertura metálica pavilhonar, de desenho
curvilíneo e orgânico que busca mimetizar o edifício junto à paisagem
local. Em contraste, alguns ambientes, tais como o Memorial de
guarda da pedra fundamental, o Auditório e a Sala de Visualização
3D são abrigados em volumes de aspecto bruto e destacam-se da
cobertura, afirmando-se como ambientes de identidade diferenciada
do restante do edifício.
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Implantação |
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Ao adentrar
o Centro de Informações, o visitante é recebido no Saguão Central,
que possui ampla vista panorâmica através de uma extensa fachada
de vidro duplo que abre-se ao panorama da serra de Itaboraí. Este
ambiente concentra a chegada dos visitantes e encaminha-os aos
locais apropriados de visitação. Na extremidade leste do edifício
localiza-se a Biblioteca e Midiateca, isoladas em relação aos
demais ambientes para minimizar as interferências acústicas e
garantir condições mais propícias às atividades de pesquisa. Já
na direção oeste o visitante pode prosseguir rumo ao foyer que
oferece acesso à Sala de Visualização 3D, ao Auditório e às Salas
de Reunião. Outro percurso possível é a descida de uma rampa suave
que segue rumo ao Museu Interno. Esta rampa, além de servir como
espaço de circulação, funciona concomitantemente como uma galeria
para a exposição de painéis de vídeo-wall que podem apresentar
exposições temporárias ou informações preliminares à visitação
do museu.
O conjunto
da Administração foi locado na região posterior do lote, em pavimento
semi-enterrado, abaixo dos eixos contemplativos que se direcionam
para a futura instalação do COMPERJ e para as ruínas do Convento.
Tal solução garante que estes setores não constituam barreiras
visuais, ao mesmo tempo em que garante privacidade aos funcionários
do Centro de Informações.
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Perspectiva
esquemática |
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Planta |
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Fluxos,
Visuais e Organização
A disposição
dos blocos prioriza a funcionalidade e a correta organização dos
fluxos, aproximando funções complementares e permitindo a flexibilidade
de uso dos ambientes de circulação – Saguão, Foyer e Galeria.
Outra questão de grande importância é a integração entre interior
e exterior do edifício, a qual ocorre através da grande transparência
dos vedos em vidro e da complementaridade opcional entre alguns
ambientes, tais como os Museus interno e externo, e o Auditório,
cujo palco pode ser aberto para a Praça Cívica no caso de grandes
eventos públicos.
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Diagramas |
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Volumetria
O edifício
é, em sua maior extensão, coberto por uma ampla cobertura metálica
de desenho orgânico, apoiada por pilares posicionados em pontos
focais do edifício. Esta cobertura é estruturada por uma treliça
metálica espacial e possui uma série de aberturas zenitais estrategicamente
posicionadas para garantir condições ótimas de iluminação e ventilação
aos espaços internos do edifício.
Esta cobertura
orgânica busca um diálogo com a natureza e a topografia do terreno,
estabelecendo uma relação de contraste com os elementos independentes
do projeto que configuram o Centro de Informações. Três blocos
maciços atravessam a cobertura: o Auditório, a Sala de visualização
3D e o Memorial para guarda da pedra fundamental. Estes volumes,
destacando-se da cobertura, revelam o novo, o edificado e possibilitam
a intenção de remeter às formas rígidas da paisagem do local,
como as pedras das ruínas do Convento de São Boaventura e do Campanário.
Um edifício surge onde antes não havia nada, sem romper com a
paisagem e fundindo-se com a história.
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Perspectiva
geral do conjunto |
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Os elementos
abaixo da cobertura, do mesmo modo, representam uma oposição às
formas curvas e compreendem a relação com o lugar. Suas volumetrias
proporcionam melhores visuais para os usuários na sua relação
com o lugar através do percurso, permitindo a perfeita visualização
do entorno.
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Elevação
norte |
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Elevação
sul |
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Corte
transversal |
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Eco-eficiência
e Conforto ambiental
A transparência
do edifício garante um contato mais explícito com a paisagem.
Além de compor jogos de luz e sombra, permite a visualização dos
recursos que garantem o funcionamento sustentável e eco-alfabetizante
do conjunto. Sua estrutura metálica viabiliza a forma e a intenção
de criar grandes vãos contemplativos, da mesma forma permitindo
o controle adequado de temperatura e luminosidade. O desenho do
edifício decorre, com base na influencia dos fatores climáticos
e de orientação solar, do enfoque sustentável e eco-eficiente,
evidenciando-se na utilização de soluções tectônicas e de materiais
adequados.
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Perspectivas
noturnas |
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Assim sendo,
a idealização de um local de pesquisa, permanência e contemplação,
perfeitamente integrado à paisagem ao mesmo tempo em que se afirma
como ícone eficiente e tecnológico, busca atender aos ideais da
Petrobras através de uma solução arquitetônica inovadora e audaciosa.
Ficha técnica
Autores
Arq. André Prevedello
Arq. Alexandre Hepner
Arq. Caio Morenghi
Arq. João Paulo Payar
Arq. Rafael Brych
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