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Proposta:
Eixo Infraestrutural e Parque Linear |
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Por que
fazer
1. A população
das áreas centrais da cidade tem decrescido progressivamente desde
a década de 1970. A população tem crescido mais nas regiões periféricas
sem adequadas infra-estrutura e condições adequadas de moradia.
A Orla Ferroviária e o território da Diagonal Sul apresentam a
última oportunidade de construção de um território metropolitano;
sua reinvenção é urgente.
2. A tese
é do reaproveitamento dos vazios urbanos centrais como contraponto
a expansão periférica: adensamento populacional e de atividades
onde há infra-estrutura e localização central. Cidade mais compacta
= cidade mais sustentável.
3. As intervenções
exitosas no exterior têm nos mostrado possibilidades de enfrentamento
de problemas comuns às grandes metrópoles pós-industriais, principalmente
no reaproveitamento sustentado dos seus vazios urbanos. Atividades
econômicas, voltadas para os setores da informação e comunicação,
mas vinculadas à vocação do território, com novos valores locacionais,
aliados a políticas de desenvolvimento econômico e urbano local
e a gestão urbana eficiente, podem contribuir para a redução do
quadro de esvaziamento produtivo de áreas centrais a partir da
re-utilização dos espaços vagos, combatendo a perda de vitalidade
do tecido urbano. Ou seja: promove-se o desejável redesenvolvimento
urbano sustentável.
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O
Território. Foto Nelson Kon |
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O que fazer
- Operar
nas áreas abandonadas (wastelands e brownfields) e utilizar
o potencial dos vazios urbanos centrais.
- As infra-estruturas
existentes devem apoiar o re-desenvolvimento das novas áreas
metropolitanas.
- Os fragmentos
do território esgarçado podem articular uma nova "cidade
dentro da cidade".
- Os projetos
urbanos contemporâneos devem operar com estratégias dinâmicas
e flexíveis.
- O desafio
da arquitetura contemporânea é trabalhar nas cidades existentes,
em vez de sua substituição/negação.
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O
Contexto Existente |
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Como fazer
(2)
- A criação
de uma agência de desenvolvimento local para operar e gerir
as intervenções na Diagonal Sul.
- A implantação
de uma parceria público-privado que permita a continuidade de
um projeto urbano para a reorganização dos territórios obsoletos
ao longo da Operação urbana Diagonal Sul.
- Atração
de investimentos dos agentes imobiliários para o desenvolvimento
de um novo bairro sustentável
Dimensões
urbanas integradas e balanceadas
O novo território
é uma oportunidade única para desenvolver uma estratégia inovadora
de intervenção urbana que contemple de modo equilibrado as dimensões
de concepção/design e processos/mecanismos.
Compactação
urbana
Em oposição
à baixa densidade existente nestas áreas propõe-se a intensificação,
alta densidade e usos mistos. O modelo de desenvolvimento da cidade
compacta tem um potencial para alcançar uma maior sustentabilidade.
Altas densidades são desejáveis nos territórios centrais com potencial
de crescimento. Cidades com bons sistemas de transportes público,
alta densidade e sem expansão desmedida possuem menores níveis
de emissões de gases de estufa per capita.
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Diagramas
Urbanos I Estratégia de Implementação |
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Reabilitação
de infraestruturas
A reutilização
das infra-estruturas existentes é mais sustentável do que a criação
de novas redes infra-estruturais. Incentivar deslocamentos menores
diminuindo a necessidade de mobilidade e priorizando o uso de
recursos públicos e de sistemas de transporte coletivo se complementa
à reativação do território dotado de sistemas de abastecimento
de água, esgoto e energia.
Diversidade
sócio-espacial
Mecanismos
específicos de incentivos fiscais podem ser desenvolvidos para
deter o declínio da fábrica urbana em antigos territórios industriais,
encorajando novos desenvolvimentos e incluindo a combinação de
uma vasta gama de utilização do solo, em equilíbrio com seu entorno.
Diversidade
sócio-espacial
Reinventar
o padrão de coexistência territorial da metrópole: a sócio-diversidade
urbana que faz a beleza de viver numa cidade precisa ser urgentemente
resgatada no modus vivendi dos paulistanos. A cidade sustentável
é uma estrutura de vida rica que mistura diversas funções e padrões
sociais (nós gostamos das cidades européias porque são diversificadas
e cheias de vida urbana, sem condomínios fechados segregados ou
subúrbios isolados/segregados; a classe média paulistana precisa
de mais Higienópolis e menos Morumbis, mais avenidas Paulistas
e menos Berrinis).
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Masterplan
Estratégico I Diagramas Estruturais 1 |
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Uma cidade
dentro da cidade – objetivos
- Criar nova
qualidade em espaços públicos.
- Propor
joint-ventures entre poder público e o setor privado para estimular
a limpeza das áreas contaminadas (brownfields).
- Promover
a construção de equipamentos públicos de significado simbólico
para a região e de intenso uso social.
- Promover
inclusão social e uma cidade de território mais democrático,
cujo uso solo seja de todos.
- Aumentar
os investimentos públicos (municipal, estadual e federal).
- Atrair
e articular investimentos público, privado e institucional.
- Assegurar
a sustentabilidade de todas as ações integradas (organizacional
e financeira)
- Gerar um
padrão global includente de regeneração urbana
- Reabilitar
os dois principais elementos de estruturação urbana: rio/águas
e linha férrea.
- Propor
novas configurações no uso do espaço.
- Solicitar
a criação de novas soluções para a geração de emprego e renda.
- Dinamizar
os ativos urbanos da área.
- Melhorar
as condições de circulação e de distribuição de bens e serviços.
- Gerar regras
claras na gestão urbana do território novo.
- Gerar segurança
jurídica institucional que permita aos diversos players desenvolverem
seus papéis do desenvolvimento urbano.
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Masterplan
Estratégico I Diagramas Estruturais 2 |
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A negociação
possível
- Plano Diretor
Estratégico 2002 – 2012.
- Legislação
específica pode e deve ser rapidamente desenvolvida para a implementação
efetiva da Operação Urbana Diagonal Sul.
- O Estatuto
da Cidade alinhava possibilidades para o disparo da intervenção
urbana: o instrumento mais importante é o da Concessão Urbanística
com clara oportunidade de chamar-se a participação do setor
privado, junto ao setor público, no desenvolvimento e projetos
urbanos.
- Há uma
pauta: as intervenções urbanas são uma urgência na reinvenção
da cidade e a sociedade civil tem levantado o tema; discussão
e negociação com a administração pública, o mundo acadêmico
e o setor privado têm se desenvolvido ao longo de 2008.(3)
- Integração
com um desejável e necessário planejamento metropolitano.
Os potenciais
retornos para a cidade
- Receitas
fiscais anuais previstas:
- IPTU (imposto
predial): R$ 75 milhões.
- Novos empregos
e novo moradores (IR e outros): R$ 120 milhões.
- ISS: R$
140 milhões.
- Aumento
de produtividade de indústrias transferidas: R$ 75 milhões.
Total: R$ 410 milhões.
- Receitas
fiscais da fase de construção/desenvolvimento do PU: R$ 150
milhões.
- Vendas
de CEPAC´s: R$ 500 milhões.
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A
Estratégia Geral I Fases de Aproximação |
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Faseamento
Fase 1:
O Hub Linear [Diagonal Sul: 21,30 km2]
- Consolidação
da rede das estruturas urbanas
- O rio:
reintegração cidade-água
- O parque
linear: reintegração cidade-verde
- A mobilidade:
modernização das linhas da CPTM e suas estações e da rede de
acessibilidade/mobilidade integradas
- Definição
das regras para a recuperação/remediação dos terrenos contaminados
- Implantação
das áreas de moradia de interesse social (ZEIS)
Fase 2:
Uma Nova Cidade dentro da Cidade [9 km2]
- Integração
dos sistemas de transporte público: linhas da CPTM e Expresso
Tiradentes
- Duas estações
modernizadas
- Uma nova
borda urbana: parque linear e águas
- Nova dinâmica
nos blocos urbanos de habitação com uso misto e embasamento
fluído
Fase 3:
Área-Modelo [Bairro Novo: 1.5 km2]
- O novo bairro: um modelo
sustentável de cidade emerge
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Masterplan
Estratégico I Implantação Geral |
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Masterplan
- Elementos Estratégicos
Eixo Infra-estrutural
- Hub de
mobilidade
Marquise: embasamento de eventos
Verticalização: serviços sobre embasamento coletivo
Gradiente
Verde
- Parque
linear
- Parque
central
- Gradiente
verde: blocos urbanos e ruas
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Masterplan
Estratégico I Programa + Áreas |
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Gradiente
Águas
- Parque
linear
- Rede de
canais e espelhos d água
Atividades
- Habitação
coletiva
- Serviços
- Comércio
- Lazer
- Cluster
economia criativa/IT
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Masterplan
Estratégico I Implantação Foco |
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“Algumas cidades
vão organizar uma infra-estrutura mais eficiente do que outras.
Saberão equilibrar interesses públicos e privados; descobrirão
que tipo de incentivo leva à perseverança e ao crescimento; encontrarão
formas de aproveitar ao máximo a relação entre água, eletricidade
e transporte. Essas serão as cidades da oportunidade, cidades
que muitos vão escolher para viver e trabalhar. Serão centros
de crescimento e inovação para as empresas dos próximos cem anos,
para companhias que souberem enxergar longe. E se transformarão
em imãs para a humanidade, sustentados pelos alicerces de uma
infra-estrutura de qualidade - alicerces que quase sempre passam
despercebidos, a não ser quando não funcionam.”(4)
Notas
1
A proposta urbanística é de autoria de Carlos Leite (FAU-Mackenzie),
Bernd Rieger (Rieger Reurbanzição) e Eduardo Della Manna (Secovi-SP).
O trabalho complementa a parte conceitual desenvolvida por Nadia
Somekh e Carlos Leite (Implementing Urban Change). Ambos trabalhos
foram desenvolvidos para o Urban Age South America 2008 sob patrocínio
da London School of Economics.(cleite@educatorium.com).
2
Ver Somekh, N. & Leite, C. Implementing Urban Change in: http://www.urban-age.net/10_cities/08_saoPaulo/_reflections/SA_Somekh-Leite.html.
Disponível também em: http://www.vitruvius.com.br/minhacidade/mc254/mc254.asp
3
Deve-se ressaltar a importância deste trabalho desenvolvido em
rara e rica oportunidade juntando setores da academia, do setor
produtivo privado e agentes públicos ao longo de oito meses para
se consolidar um modelo estratégico de intervenção na Operação
Urbana Diagonal Sul.
4
Viren Doshi, Gary Schulman e Daniel Gabaldon. Lights! Water! Motion!
Resilience Report, STRATÉGIA+Business. Booz & Company, abril
de 2007.
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Proposta:
Eixo Infraestrutural: Marquise-Eventos e Hub de Mobilidade |
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Ficha técnica
Autores
Carlos Leite (FAU-Mackenzie)
Bernd Rieger (Rieger Reurbanização)
Eduardo Della Manna (Secovi-SP)
Consultores
Cláudio Bernardes (Secovi-SP), Viabilidade
João Crestana (Secovi-SP), Viabilidade
Joerg Spangenberg (FAUUSP/ Bauhaus), Desenv. Sustentável
Lourenço Gimenez (FGMF), Mobilidade
Thiago Duarte (Obra), Desenho Urbano
João Paulo Daolio (Obra), Desenho Urbano
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